Pirataria vai matar o artista pequeno?

Lilly Allen tem 24 anos, é uma cantora pop britânica bem corretinha, com uma carreira pra lá de decente. Em seu MySpace fez o que poucos artistas ousam fazer: Posicionou-se contra compartilhamento de músicas e pirataria.

Vejam as declarações:

“Eu acho que a pirataria está tendo um efeito perigoso na música britânica, mas alguns artistas realmente ricos e bem-sucedidos como Nick Mason do Pink Floyd e Ed O’Brien do Radiohead parecem não concordar”

“Esses caras de grandes bandas dizem que compartilhar músicas é ok. Pode ser ok pra eles, eles enchem estádios e tem a maior coleção de Ferraris do mundo”

“Para os novos talentos, compartilhamento de arquivos é um desastre, está tornando cada vez mais difícil o surgimento de novos nomes”

“Você não começa na musica com Ferraris, começa com uma grande dívida com sua gravadora, a qual você passa anos se fodendo pra pagar”

“Quando você consegue um contrato, todos aqueles vídeos bonitos e pôsteres divulgando seu disco tem que ser pagos, e como artista, você tem que pagar por eles”

“Eu mal acabei de pagar todo o dinheiro que devo a minha gravadora, e sou sortuda por ter sido bem-sucedida e conseguir pagar, nem todo mundo tem tanta sorte”

“Quanto mais difícil para os novos artistas, menos novos artistas você verá, e a música britânica não será mais que fantoches pagos por Simon Cowell”

“É esse o caminho que a música britânica vai seguir? Óbvio que vou me beneficiar combatendo a pirataria, mas eu acho que sem combatê-la, a música britânica vai sofrer”

“Eu não acho que o que temos é perfeito, é estúpido garotos não poderem comprar nada na Internet sem crédito, forçando-os a roubar o cartão da mãe ou baixar ilegalmente. “

“Compartilhando de arquivos não é OK para a música britânica. Eu quero que as pessoas trabalhem juntas para usar as novas oportunidades digitais para encorajar novos artistas”

Paulada. Mas… e aí?

Bandas novas ralam. É fato. O MySpace Brasil, com suas 800 mil novas bandas (ou algo assim, o número era monstruoso) revelou-se um fracasso. A ferramenta em si não ajuda, pessoas não navegam aleatoriamente “vou descobrir uma banda nova hoje”.

Os ouvintes são criaturas de hábito, principalmente os mais novos, que se casam com suas bandas com mais fidelidade do que com suas namoradas imaginárias. Propor um “som novo” é quase ofensa pessoal.

É preciso todo um trabalho de convencimento, trabalho esse que funciona muito bem em redes sociais, quando bem-feito. Quando mal-feito, transforma o Twitter em MySpace de pobre.

Com a Internet a chamada “democratização do acesso” tornou tão fácil conseguir um CD do Pink Floyd quanto um CD da Fernanda Copatti, mas a Fernanda não lota estádios, não cobra milhões de dólares por show e não tem 30 anos de CDs vendidos e royalties.

Perder 10% das vendas quando se vende 10 milhões de dólares é bem diferente de perder 10% quando se vende R$30 mil. E aí, não importa se o artista está dentro do “esquemão” das gravadoras ou se tornou produtor independente. Os custos continuam existindo.

Eu nunca fui fã da defesa neurótica “Artista tem que ganhar dinheiro com show”. PRIMEIRO eu acho que artista tem que ganhar dinheiro da forma que o artista QUER ganhar dinheiro, não é função ou sequer DIREITO meu dizer como outra pessoa deve ganhar dinheiro.

Segundo, essa justificativa do show, para liberar o oba-oba da pirataria é extremamente cômoda. E os artistas que já morreram, comofas? Danem-se as famílias? Morreu, vira domínio público?

E o caso do Herbert Vianna ou do Marcelo Yuka? “Foi mal, cara, você tomou um tiro na espinha, ficou paraplégico, não consegue tocar mais. Está fora da banda e não tem direito a mais nem um centavo”.

Quem defende que artista só pode ganhar dinheiro com show está dizendo basicamente isso.

Eu não sei qual a profundidade do problema levantado pela Lily Allen, mas as preocupações dela fazem sentido. É muito mais fácil destruir um pequeno do que um grande. O novo livro do Dan Brown já está sendo distribuído nas redes P2P da vida, mas ele venderá milhões de exemplares pra gente que nem sabe que a Internet existe.

Se um livro meu, escrito com fins lucrativos tiver 10, 20, 30% de taxa de pirataria, dado o universo de leitores ordens de magnitude menor, pode ser o suficiente para inviabilizar a próxima edição.

E isso não é bom para ninguém.

Fonte: The Sun

Leia Também:

  • Cardoso, concordo com tudo o que está neste post.

    Só levanto uma questão:

    – Lily Allen não é artista pequena. Eu quero ver um artista pequeno indo contra as redes P2P.

    Realmente, isso inviabiliza muito o negócio com gravadoras e vendas de discos, mas ainda há uma crença de visibilidade na internet. Creio que essa crença ainda é mais partilhada do que se imagina.

    O grande problema, mesmo, é ela na prática.

    • AMF

      Zambarda, tem o XodiacK, uma banda pequena de visual kei. Não sei, entretanto, se conta, pois é na verdade um caso mencionado num desabafo parecido com o da Lily do fundador da HearJapan, Nathan Reaven (com a qual a banda trabalha). Entre outras coisas, ele fala sobre todo o processo de confecção do single da XodiacK, falando inclusive que, como visual kei se utiliza de OCEANOS de maquiagem, o custo não só da produção de álbuns/singles, como também das turnês, é substancialmente maior.

      E no mesmo desabafo, há também a menção de bandas MAJORS do Japão que tentaram investir fora (inclusive aqui no Brasil tivemos a passagem de Charlotte, Miyavi, LM.C, Monoral, An Cafe e, recentemente, Kagrra), mas tiveram ROI pífio, porque os fãs não queriam comprar CD/merchan, muito embora AMASSEM o som que as bandas produziam.

  • Na França existe um projeto de lei tentando http://bit.ly/am9tQ Não sei se é a resposta. mas pelo menos não estão simplesmente cruzando os braços.

  • Jean

    Eu sabia que ia dar o que falar quando li essa declaração de Lily Allen. Para uns ela deu uma de Kanye West, para outros ela é heroína. (entenda-se heroína como quiser). Pra mim ela é só mais um rostinho bonito até agora.

  • Cara, faltou citar a outra vertente de artistas. A que concorda com a troca de musicas online. Lembrando que pirataria, no Brasil, é quando você obtém (por exemplo) as músicas e as utiliza com fins lucrativos. Coisa que não é feita pela maioria.

    Quantas e quandas bandas menores apareceram pq foram faladas desde o falecido mIRC, faladas em blogs, no twitter, "boca a boca" online. Não são poucas… então, como em tudo na vida tem o outro lado da moeda, nisso tb tem.

    Abraço

    • Uai, mostre aí. Cite algumas dessas muitas bandas, que estão nas rádios, nos programas de TV, etc.

      • A própria Lily foi bem divulgada na internet. Claro que hoje em dia ela é muito melhor divulgada pela MTV. Infelizmente a TV é o maior negócio ainda.

        Mallu Magalhães eu não vou nem comentar. Mas acho interessante a idéia do Radiohead de Singles na internet ao invés de um álbum inteiro.

        É fácil de disseminar, demanda custos menores e pode ser aplicada de artistas pequenos aos grandes. O grande risco e lançar um sucesso e morrer nisso.

    • Jean

      A própria Lily Allen citou isso se referindo a grandes bandas que apoiam a troca de musicas como o Pink Floyd. embora como ela mesma tenha dito, para eles é mais facil já que são milionários , mas daí partir do principio que a Lily partiu é remar contra um Tsunami.

    • Te desafio a fazer um Top 10 com 'todas' essas bandas que foram faladas no mIRC, blogs e twitter e afins e que, hoje, figuram na mídia de massa. Não vai passar do #5.

      Existem muita lenda, muuuita.

      • Banda se divulga em rádio. Ponto final.

        • Cardoso,

          Você tem alguns livros publicados.

          Eles foram pirateados? Compartilhados em p2p?

          NÃO!

          E nem por isso foram um sucesso em lucros.

          Existem milhares de bandas independentes, que surgem na Internet, e que fazem sucesso em seu nincho.

          Algumas até já apareceram na mídia tradicional, mas nem por isso se tornaram um sucesso entre toda população.

          • Não foram? Todos tiveram várias edições, figurei em lista de best sellers da categoria e vivi apenas deles por vários anos.

        • Exatamente, o rádio foi criado também com esse propósito. A música também é produto. E o rádio um veículo de comunicação que divulga, ora vejam só, produtos! Aparece quem pagar mais pra aparecer. É crime? É errado e contra a constiuição? É injusto? Sim… é tudo isso, porém também é a realidade.

        • Sim Cardoso, concordo que banda se divulga em rádio. O que quero dizer é que a forma de chegar até a rádio mudou. O boca a boca online é o pré-rádio, é um começo de carreira. Antes chegava com uma fita demo e batia de porta em porta. Hoje o leque de opções é maior do que só isso, com ajuda da internet. Este é meu ponto.

        • O lance é que nem todo genero musical é compativel com a radio. Se tratando de pop music, sim.. Mas generos mais alternativos ou de pouco apelo comercial precisam de outros meios para se difundirem. E aí, sim, o boca-a-boca dos rapidshares da vida podem SIM servir de holofote pra banda.

          Eu não espero NUNCA que as bandas que eu goste toquem em radios, ainda mais em radios brasileiras.. então se dependesse da mesma, nunca saberia sequer o que é radiohead ou Kings of leon que são "famosinhas"… Imaginem coisas mais underground?

        • Vinícius Vida

          Papinho esse hein? Pro grande público que espera as coisas chegarem td bem eles só consumirem o que chega na TV e isso desde sempre. Pra quem gosta e acompanha vários nichos de música, antes da internet ou depois sempre foi possível conhecer coisas diferentes, lógico o esquema sempre foi zines/fita k7/cdr e revistas especializadas.

          Inclusive existe um movimento engraçado na internet que repete a mídia mainstream, pode ser blog, pode ser fotolog, o escambau, os artistas mais falados são os mais conhecidos e que são divulgados intensamente pelo mainstream. Ou seja, uma coisa independe d'outra, a única coisa que interessa é o cara que gosta de ir atrás e conhecer coisas novas e procura ler quem divulgar tais bandas, seja na internet ou no papel de pão.

          E o mais engraçado é que com essa falta de interesse por bandas undergrounds mtas rádios universitárias que sempre foram fodas (aqui no Brasil sempre foram raras) pra divulgação e disseminação dessas bandas estão morrendo, pois, afinal, entretanto, rádio precisa de publicidade/mídia/publico.

          enfim…

        • Assino embaixo, Cardoso.

          Se nao fosse o rádio, muitas bandas não existiriam alám da garagem do papai.

          Vide The Beatles, apenas para citar o exemplo mais conhecido.

      • Márcio Dias

        On September 18th, 2009 at 3:19 pm Nigro says:

        "Exatamente, o rádio foi criado também com esse propósito"

        Guglielmo Marconi, o primeiro dono de gravadora, membro honorário da RIAA. hahaha.

        • Me expressei mal, e como seu ouvido entupido da mesma banha que vc ostenta na sua barriga deve te impedir de interpretar da seguinte maneira: 'A programação musical das rádios…' e por aí vai. 'hahaha' pra você também.

        • Don2Shadow

          Na verdade o rádio foi inventado por Nikola Tesla. A justiça americana reconheceu isso postumamente.

          Tesla tinha um pensamento avançado demais mesmo pros padrões de hoje, ele acreditava que a energia elétrica deveria ser compartilhada livremente, ele teria rido dessa discussão.

          O rival dele, Thomas Edson, um homem que sempre colocou os negócios acima da ciência e o dinheiro acima da inovação, com certeza seria mais uma voz contra o compartilhamento de qualquer coisa.

  • Lucas

    A opção de distribuir gratuitamente deveria ser da banda e não dos fans, apesar de que não conheceria nem 50% das bandas que gosto se dependesse das gravadoras. Mas fazer o que? O trabalho é deles, se eles querem ficar fechados a 1 país, não há o que possamos fazer não é?

    Falo isso porque gosto de muitas bandas pequenas e simplesmente não há possíbilidade de eu pagar 23 euros + 10 euros de frete em um encarte que é o que me oferecem pelo site.

    Complexo isso ai, ainda vai demorar para chegarmos a uma solução viável.

  • Excelente texto e a discussão é muito válida. O chamado esquemão muitas vezes é falho pq não leva em conta o quesito qualidade, vende-se o que o povo diz que é bom. E aquela coisa de 'vox populi et vox douce' nem sempre é verdade. O MySpace não deu certo pq simplesmente o brasileiro não viu naquilo um meio de descobrir coisas novas, bandas novas… não conseguiram 'orkutizar', acharam chato… aí o serviço morreu.

    Cada vez mais o povo quer o comodismo do cara que diz no rádio e na TV o que ele tem que ouvir. E esse círculo vicioso só visa o lucro, que nem sempre o artista consegue ver a cor. Acho válido que artistas de renome se pronunciem, mas… como falar mal do prato em que se come há anos?

    Que Ivetão os abençoe!

  • Na verdade o buraco é mais em baixo. O fato é que arte, se for feita com amor não exige de ninguém um comércio. Essa Lylly não passa de uma criação de produtora. Uma personagem que provavelmente diz isso por ser parte do seu script (obviamente é interessante pra gravadora ver um ícone defendendo a anti-pirataria).

    Agora até que ponto deveria um dia ter sido vendável a música ? Acho que a questão é mais filosófica e deve começar aí.

    Se é pra fazer arte então faça arte de verdade. Da mesma forma como se é PRA ESCREVER E FORMAR OPINIÃO TEM QUE SER DE CORAÇÃO: LIVRE DE COMÉRCIO e LINKS PATROCINADOS.

    Se é pra lucrar com o público então não reclame que eles te curtem tanto a ponto de se darem ao esforço de baixar sua música.

    Músico deve ganhar dinheiro apenas com show mesmo: e olhe lá. É mais uma questão de custo.

    Agora! Não acha você que a democrátização e descentralização da cultura a meios de comunicação tradicionais é que dá espaço para as pessoas realmente gostarem do que querem ? De realmente poderem escolher o que querem ouvir e o que gostariam de ver um show ? Ou seja dar valor a quem realmente merece.

    Você um blogueiro (logo você) vai preferir que tudo volte a ser como era antes quando a MTV enfiava na tua cabeça o que você devia gostar, o quê devia comprar de música e o que "SERIA FORÇADO AO SUCESSO" dentro de um MENU limitado a criações de produtores tiranos ?

    Talvez sim, se depender da sua dialética tendenciosa e jabalíficada e do seu olhar comercial. SIM!

    • A teoria, na prática, é outra. Não penso você que a cultura de massa veio com a MTV. Não é de hoje que os meios de comunicação são utilizados para manobrar os hábitos de consumo de QUALQUER coisa. O conceito de arte é muito bonito, mas a arte só bota comida na mesa quando o artista já está morto e enterrado. Salvo os gênios, que ainda assim tiveram que ralar muito até atingir tal status. Procure saber o que gênios da arte faziam para ganhar dinheiro, antes da 'fama' chegar. Aposto que vc vai se surpreender… ou não.

      • Jargão – Teoria / Prática – começou com senso comum. Muito bem! não me espanta vindo de blogueiros moderninhos.

        Não disse que a cultura de massa veio com MTV e nem disse também que estão manipulando seus gostos. Não HOJE, mas já o fizeram. Tanto que seu passado anda cheio de termos ouvidos na novela 3.

        Hoje estão em perfeita decadência e a OPINIÃO em ascensão. Agora me ASSUSTA ver um BLOGUEIRO defender a OPRESSÂO e a falta dela.

        Me vem você falar de ARTE = comida em mesa ? Se artistas tiveram que ralar e se virar para sobreviver então são esses os verdadeiros artistas. Arte simplesmente tem que ser apreciada e apreciada com sentimento – da mesma forma como artificial pagar para fazer sexo, é banal comprar música.

        Agora se vocês defendem a prostituição de uma das únicas virtudes do homem eu não sei que tipo de defensores de opinião vocês são.

        • Danilo, não sei o que vc faz da vida mas tenho fortes suspeitas de que vc não é "artista". Essa imagem romântica de que o artista tem que fazer "por amor a arte" é coisa de gente infeliz com a própria escolha profissional.

          É por causa de gente que pensa como vc que muito artista passa fome e passa a vida ouvindo gente dizer que não vai pagar um dinheirão por esse "desenhinho", sem pensar que muitas vezes o desenhinho precisou de muito mais estudo, conhecimento e tempo dedicado do que um gerente de qualquer coisa gasta pra fazer um ppt.

          Fazer o que vc chama de arte pode não ser um emprego, mas é um trabalho e deve ser remunerado como tal.

        • Infelizmente tem gente que não entende a ARTE como deve ser entendida e vem achar que esta é apenas mais uma profissão criada por um DEUS. Não seja estúpida e não me responsabilize pela sua falta de educação.

          Logo EU? Realmete! Definitivamente você não sabe o que eu faço da vida. Deve ser porque eu não vivo me Vendendo na WEB como a maioria dos que fazem e frequentam blog.

          NÃO SE PAGA POR ARTE MESMO pois seu valor é inestimável em qualquer que seja o sistema monetário. Que parte você não entendeu ? Se é pra vender então não é arte. Chamam de ARTE o meu trabalho. Veja se eu concordo ? Agora você é no mínimo aspirante a algo e acha que merece levar nome.

        • Cobra

          "Se é pra vender, então não é arte". Hum, ok. E se eu faço só por "amor a arte" e alguém compra? Ainda é arte? Ou eu automaticamente viro um vendido sujo e tudo o que eu faço ou fiz perde valor artístico?

          Precisa passar fome pra ser artista? Todo mundo que se sustenta com a própria arte — não importa quão boa ela é — deixa de ser um artista e se torna meramente um comerciante?

          Uau. Eu, que sempre pensei que Mozart, Shakespeare, da Vinci, Beatles, Tolkien e Monet, agora sei que eles todos eram meramente uns sovinas, tirando dinheiro das pobres pessoas que pagavam pelo lixo que eles vendiam como "arte"! Obrigado, Danilo, por tirar o véu dos meus olhos e me expor a essa grande verdade da vida.

          Cobra.

        • Cobra

          Pequena errata: "Eu, que sempre pensei que Mozart, Shakespeare, da Vinci, Beatles, Tolkien e Monet" deveria ter sido "Eu, que sempre pensei que Mozart, Shakespeare, da Vinci, Beatles, Tolkien e Monet eram grandes artistas".

    • Que beleza, me arrume um mecenas então.

      • Jean

        Parabéns Cardoso, você é o novo Kanye West para alguns. ¬¬"

      • É muito fácil montar um blog, colocar assuntos COPY & PASTE remexidos e se dar ao trabalho apenas de "não comentar" quando o argumento te confronta e quando muito bloquear vetar o comentário de uma pessoa que te afronte.

        Bela democracia. Bela web 2.0 essa sua moral inquisidora.

        • Eu vetei comentário de alguém? HELLO, MCFLY. Aprenda como funciona moderaçào em blogs, ou leia a PORRA do texto de aviso antes de clicar ENTER desesperadamente.

        • Se eu não conhecesse a falta de capacidade de argumentar desse blogueiro altamente conceituado eu aceitaria este pobre, infantil, sem humor e fraco comentário.

          O Dia em que eu não souber como funciona um sistema de comentário destruo minha autenticidade e mudo minha profissão:

          SEREI BLOGUEIRO.

          assim falarei apenas o que as pessoas que me interessam querem ouvir.

          [Senso Crítico]

          • Danilo, meu caro, O QUE DIABOS EU APAGUEI DE SEUS COMENTÁRIOS? Pare de mimimi, vai. Mostra aí.

    • Para deixar claro, responderei todos os comments do Danilão acima desse comentário. Vamos lá:

      "O fato é que arte, se for feita com amor não exige de ninguém um comércio."

      Not really. Muita gente tem AMOR por algo que faz e quer GANHAR para trabalhar com aquilo em tempo integral. Uma coisa não elimina a outra. Ao menos não neste mundo.

      "Essa Lylly não passa de uma criação de produtora."

      A menos que a criação dela tenha sido BIOLÓGICA, não vejo porque não ouví-la da mesma forma que nós estamos te ouvindo. A opinião dela é válida. Ou você gostaria que a companhia de ônibus NÃO reclamasse que passageiros estão pulando a porra da catráca, e consequentemente não estão pagando a passagem?

      "Se é pra fazer arte então faça arte de verdade. Da mesma forma como se é PRA ESCREVER E FORMAR OPINIÃO TEM QUE SER DE CORAÇÃO: LIVRE DE COMÉRCIO e LINKS PATROCINADOS."

      Se você leu o Senhor dos Anéis e gostou, então acha que não é um livro de verdade, ou é um HIPÓCRITA.

      "Músico deve ganhar dinheiro apenas com show mesmo: e olhe lá. É mais uma questão de custo."

      Atenção músicos: façam shows à preço de custo, pois seus esforços, criatividade, e talentos não valem porra nenhuma se forem bem pagos.

      Walking contradiction.

      "Agora! Não acha você que a democrátização e descentralização da cultura a meios de comunicação tradicionais é que dá espaço para as pessoas realmente gostarem do que querem ? De realmente poderem escolher o que querem ouvir e o que gostariam de ver um show ? Ou seja dar valor a quem realmente merece."

      Beleza. Eu também não gosto do jeitinho que as gravadoras agem, mas existe um porém: Você acha que produções boas irão brotar por geração espontânea? Experimenta compor uma músiquinha, voz e violão mesmo, e tenta gravar no seu pc comum. Já fiz isso, e sei que a qualidade de som, por exemplo, não é boa.

      Um músico excelente (que pode até merecer a sua preciosa atenção) se fode sem uma produção decente.

      "Você um blogueiro (logo você) vai preferir que tudo volte a ser como era antes quando a MTV enfiava na tua cabeça o que você devia gostar, o quê devia comprar de música e o que “SERIA FORÇADO AO SUCESSO” dentro de um MENU limitado a criações de produtores tiranos ?"

      Se você não gosta, NÃO OUÇA. Vá jogar bola.

      " do seu olhar comercial"

      Como sempre, é feio ganhar dinheiro.

      Vou virar ermitão.

      "Me vem você falar de ARTE = comida em mesa ? Se artistas tiveram que ralar e se virar para sobreviver então são esses os verdadeiros artistas. Arte simplesmente tem que ser apreciada e apreciada com sentimento – da mesma forma como artificial pagar para fazer sexo, é banal comprar música."

      Você fala como se os artistas mainstream não fizessem porra nenhuma da vida. E outra: Eu aprecio as músicas do Green Day com sentimento, e QUEM é você para dizer que não?

      Mas que nada. Eles nem têm a banda desde os 14 anos de idade. Nem se ferraram até lança o Dookie por uma gravadora grande. Tocou no VMAs, virou banalidade.

      Só lembrando "entretenimento" é um serviço como qualquer outro, seja sexo, música, tirar a décima via da identidade, internet (Sinta-se embasbacado, a SUA internet NÃO é de graça, a não ser que você tenha feito um gato).

      • Correção: LANÇAR o Dookie.

        • "Not really. Muita gente tem AMOR por algo que faz e quer GANHAR para trabalhar com aquilo em tempo integral. Uma coisa não elimina a outra. Ao menos não neste mundo."

          Como já disse aqui: têm quem chame meu trabalho de arte. Veja se eu concordo?

          Você aceita que a música deve ser vendida pois não à analisa com ótica histórica. A Indústria do entretenimento só teve essa era de OURO músical porque a única maneira fácil, até pouco tempo atrás de se ouvir uma música na comodidade de sua casa ou em qualquer lugar que não fosse num concerto era por meio da compra de uma mídia qualquer que um gênio teve a idéia de vendê-la. E só por isso: apenas por isso é que criou-se a cultura de escutar uma "gravação" de uma música e não a música em sua forma mais verdadeira (ao-vivo). CLARO! depois disso é que vem toda a exploração da mídia em massa em cima do que você deve ouvir.

          HOJE que voltamos a ter a capacidade de escolher dentre tantas opções que podem vir do outro lado do mundo ou do lado de casa; de certa forma com alguma liberdade (ainda não totalmente) o que nos agrada e ouvir. Logo agora em que voltamos ao ponto em que a música era feita por qualquer um que a fizesse com verdadeira vontade você vai votar a favor do engasgo oferecido pelas gravadoras ? Vai votar pela marmelada de um VMB ?

          Os antigos faziam música em praça pública e quem gostava simplesmente vibrava e aplaudia, no demais os cidadãos precisavam apenas pagar seus impostos em dia. Músico não era remunerado e isso é que garantia que o que estava em jogo não era apenas sobrevivência mas sim o amor ao que se fazia. Não pagassem Mozart e ele teria feito música do mesmo jeito, da mesma forma que Da Vinci mais fazia arte e inventava por amor ao exercício. Pelo amor ao conhecimento.

          Quem tem na alma a virtude de ser um artista nunca desistirá de fazê-la porque é de lá que sai o prazer: essa é a busca de um artísta quando abre a boca ou faz qualquer movimento que provoque uma vibração sonora.

          Agora se os artistas de hoje são combustidos por dinheiro. É porque nasceram na era da indústria músical: da fábrica de músicos. Parem de pagar! se forem artistas de verdade continuarão cantando nem que seja debaixo do chuveiro.

          Hoje se você tem talento você é capaz de se fazer ouvir pelo mundo todo sem sair de casa. E isso não é bom ? Você pode ficar famoso (se for essa a intenção) e cobrar pelo ingresso de seu Show. Você preferia quando algo novo só chegava de mão-em-mão via k7 ?

          É por isso que indústrica fonográfica anda desesperada. Perderam o controle sob "enfiar na garganta" o que "temos" no menu.

          Hoje as pessoas são capazes de divertirem umas as outras

          Não precisa se assustar: Ninguém vai perder a capacidade de viver de música: a diferença será apenas que para viver dela o "artísta" precisará ter talento de verdade a ponto de emocionar o público num show (ou ter um playback e efeitos visuais muito bons). Assim continuarão pagando do mesmo jeito.

          Vai chegar época em que as gravadoras perderão lugar para os organizadores de evento. Essa é a verdade.

          E você aí, votando contra a revolução do GOSTO PRÓPRIO.

        • Se a questão que os "Artitas", "Músicos" andam defendendo é a sobrevivência eu só posso garantir uma coisa: de fome eles não morrerão.

          .

          .

          .

          Se tiverem talento e um computador público.

        • Só mais uma coisa:

          Seria bom que vocês (principalmente vocês que gostam de levar o título bonitinho do momento: Blogueiros) tivessem o mínimo senso crítico e de desconfiança para perceber que numa declaração dessa a atriz que existe por tráz da Lilly Allen não está nem sabendo do que se trata.

          Esse texto nada mais é do que demonstração da expressão desesperada da cúpula dos mercenários e exploradores de senso comúm do mundo da música.

          E vocês aí, botando toda a fé. ô inocência. Vocês assistem a fazenda também ?

        • Caro Danilão, NÃO CONFUNDA AS COISAS! Primeiro, em NENHUM momento concordei com o Cardoso, ou até com a Lilly Allen. Eu discordo de VOCÊ, e dos seus argumentos, só isso.

          Vamos lá:

          "Logo agora em que voltamos ao ponto em que a música era feita por qualquer um que a fizesse com verdadeira vontade você vai votar a favor do engasgo oferecido pelas gravadoras ? Vai votar pela marmelada de um VMB ?"

          "E você aí, votando contra a revolução do GOSTO PRÓPRIO."

          Então, o meu cérebro ainda tem controle sobre os movimentos das minhas mãos. Partindo desse pressuposto, eu posso ESCOLHER (veja só) o que quero ouvir. Não será uma força do outro mundo que me fará ligar a tv na MTV para ver VMB se EU NÃO QUISER. Se você faz isso derramando lágrimas de tristesa, tremendo por estar cedendo à uma imposição(wtf) das gravadoras, I'm sorry for you.

          "Se tiverem talento e um computador público."[…]

          […]E conhecimento de edição de audio, dinheiro para comprar instrumentos bons. Supondo que você vá colocar suas músicas em um site, como as pessoas não chegam nele através de mágica (não sei se você sabia disso), precisaria de divulgação e persistência pra caralho.

          Veja bem, não estou dizendo que tudo isso deve ser feito por uma gravadora. Só digo

        • Legal apertar ENTER quando estou no MEIO da frase.

          Continuando:

          Veja bem, não estou dizendo que tudo isso deve ser feito por uma gravadora. Só digo que não é tão simples assim. MUITA gente já faz isso, divide tempo entre familia, trabalho e música, mas uma hora cansa. Enão venha dizer que a pessoa não tem amor pela música, e nem que ele é um músico melhor ou pior que outros por ai que fazem sua arte da forma ideal que tu quer.

          "Seria bom que vocês (principalmente vocês que gostam de levar o título bonitinho do momento: Blogueiros) tivessem o mínimo senso crítico e de desconfiança para perceber que numa declaração dessa a atriz que existe por tráz da Lilly Allen não está nem sabendo do que se trata."

          Você está assumindo isso, só porque discordamos de você.

          "E vocês aí, botando toda a fé. ô inocência. Vocês assistem a fazenda também ?"

          Aprende a NÃO ser um revolucionariozinho, e tenta pensar em soluções que não sejam lunáticas.

          Como já falaram nos comentários abaixo, AINDA NÃO EXISTE UMA SOLUÇÃO VIÁVEL para acabar com essa história.

        • Ah tá. Agora vc não concordou: se entendi, com nada. ENTENDI! você concorda comigo (com o senso crítico) só não concorda com a maneira como me posiciono a quem fala sem pensar. Isso é normal de quem assume que não tem razão.

          .

          Ou você finge não entender ou você não sabe o que é cultura ou que são costumes. Será que você nunca parou pra pensar que NINGUEM escolheu se queria gostar de FUTEBOL ou de SAMBA ? Será que não seria porque é essa a cultura popular brasileira ? Então continua aí com todo o seu "CONTROLE SOB OS MOVIMENTOS DAS MÃOS" – mas aproveite e use-os para levá-los ao teclado e digitar o nome da música que você quer. Senão vai ser obrigado a escutar trilhas sonoras da novela e no máximo artistas finalistas dos ídolos.

          .

          Mais uma vez você se faz cínico ou realmente ainda não percebeu o potencial do youtube. Veja pela parte sociológica. Vivemos na era das "PESSOAS COMUNS" que divertem "PESSOAS COMUNS" não existe mais aquela necessidade de GLAMOURIZAR um artista, nem de produções cinematográficas – na verdade nunca houve essa necessidade: o que a acontecia na época da IMAGEM DA MÚSICA:TV (Michael Jackson – Madonna)é que Impressionavam o público com a imagem, principalmente pelo fator "NOVIDADE". Hoje está cada vez mais inútil gastar dinheiro com MEGA PRODUÇÕES que não trazem retorno. Bandas alternativas de rock inglês estão ganhando mais espaço com clipes caseiros (que são mais próximos do público) que não os fazem sentir tão inferiores à um ídolo). Porque hoje a comédia Stand-up vem ganhando mais adeptos ? Porque a piada teatral está perdendo cada vez mais a graça ? Veja se se conhece ainda algúem que assista Casseta e Planeta!? As pessoas se divertem mais com "Avere somos nozes " do que com qualquer piada ensaida durante uma semana. Olhe para a Fama que tem um JEREMIAS ? olhe para a fama que adquiriu uma STEPHANY DO CROSSFOX ? não percebe. Não seria nesse ponto o foco do desespero das gravadoras que sempre tiveram na mão todas as novidades da música.

          .

          Não! você errou.

          .

          Não é necessário conhecimento de aúdio nem de vídeo. Uma TekPix pode tranquilamente te alavancar a fama. Veja o caso de uma garota fez cover de Evanescence numa sala com acústica péssima e a qualidade de aúdio de uma camera digital e foi convidada pelo produtor da banda para conhecê-la.

          .

          Não percebe ?

          .

          Não pensei em nenhuma solução lunática, tudo o que eu disse até agora foi com análise comportamental. Isso é exatamente o que está na eminência de acontecer. Chegamos na era do acesso, do contato sem a necessidade de um MEIO explorador e cheio de interesses. Se eu gostar de Stephany no CrossFox vou ouvir e gostar e se gostar demais é que vou querer ir a um show e pegar por isso.

          .

          O FIM DA GRAVADORAS

          É esse futuro: agora você decide se vai lutar contra a "INVENÇÃO DO TELEFONE" ou se vai aceitar que hoje também pode falar e não apenas ouvir.

          .

      • Don2Shadow

        Corrigindo: não é de graça mesmo que tenha feito o gato. Se não fez gato ele paga, se fez gato alguém vai pagar por ele.

  • Tem um outro lado.

    Meu last.fm (/the_tempter) tem exatos 3.906 artistas distintos executados. Provavelmente pelo menos uns 30% desses artistas (no caso, os que nao ouvi atraves da radio do last) eu baixei pelo menos um disco pra conhecer. Temos aí cerca de 1500 artistas que eu baixei pelo menos UM disco, sem contar uma caralhada de bandas que meu scrobbler não pegou.

    Eu, analista de suporte latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior, NUNCA teria como comprar compraria 1500 cds. Porém, ja fui a shows, comprei camisetas, cds nos shows (que sempre sao mais baratos que nas lojas, dicona), interagi com os artistas e chamei um monte de amigos que também não conheciam a banda.

    De tal forma, quantas bandas não deixariam de ser expostas, quantos shows não seriam um fiasco e quão mais fraco não ceria o cenário musical se não fosse a suposta "pirataria"?

    Antigamente, você ia na casa do seu amigo, pegava o vinil emprestado e gravava em fita k7… o mp3 não é mais que uma evolução disso. A diferença é que vc nao depende só do seu amigo-chato-que-não-empresta-o-disco pra ouvir a banda que falaram pra vc que é legal.

    E esse assunto dá MUITO PANO PRA MANGA!

  • Lucas

    Primeiramente, um livro seu não fará diferença nenhuma neste mundo…

    Outra, se vc é tão respeitador de direitos autorais, o minimo que poderia fazer é citar fonte / creditos de imagesn utilizadas em seu blog ou site.

    O novo mundo é assim, e será cada vez mais.. ou se prepara para o novo e inventa novas formas de se capitalizar ou assume que é um fracassado.

    • Se tivesse lido até o fim, a fonte tá ali ó.. "the sun" =)

    • Jean

      Cardoso você KIBOU uma foto! OMFG *_* hahahahahaha

      • O que não deixa de ser um uso de imagem protegida por direitos autorais com fins lucrativos.

        Apesar de ser fotográfo amador, sou a favor do compartilhamento e distribuição de imagens e etc, da mesma maneira que distribuo e sempre distribui meus códigos.

        Se Não fosse o COMPARTILHAMENTO a internet não existiria da maneira que conhecemos.

        Seja esse compartilhamento de música, fotos, conhecimento ou opinião.

        • Paulo Coelho concorda:

          “desde o início dos tempos os seres humanos têm a necessidade de compartilhar – desde comida até a arte. A troca é parte da condição humana. Uma pessoa que não troca não é apenas egoísta, mas amarga e solitária”. Paulo Coelho contesta ainda a versão “oficial” sobre quem seriam os piratas: "o conceito do pirata como um ladrão selvagem e sem sentimentos, que se mantém até hoje, foi criada pelo governo britânico como forma de propaganda". Muitas pessoas, no entanto, resgatavam piratas de navios naufragados. Por quê? Os primeiros a se rebelar contra as condições desumanas nos navios mercantes e da Marinha Britânica, em que capitães tiranos transformavam a vida da tripulação em um verdadeiro inferno." fonte http://www.partidopirata.org/node/144

      • Lucas

        @the_tempter

        @Jean

        Infelizmente, é a ignorância né… num importa se Kibou ou não Kibou. Estamos falando de direito autoral, pirataria, utilização indevida.

        Quem tirou a foto não foi o Sun.. foi um fotografo.. por isso, os creditos tem q ser dados a ele.

        Ou seja, todos comentem pirataria todos os dias. As vezes sem saber, as vezes conciente… enfim, só acredito que a liberdade de conteudo / direito autoral entre outros, so visa ampliar ainda mais a criatividade das pessoas.

  • Eu acredito que o musico deve decidir se compartilha ou nao a musica, sou musico e nunca me iludi em ficar famoso com a musica e muito menos ganhar dinheiro com ela, sou um artista, acredito na minha liberdade de fazer o que eu quero com minha musica. eu sou a favor da liberdade de compartilhamento e sinceramente, se vc nao quer q as pessoas compartilhem sua arte, nao venda cds ou coloque mp3 na internet pra baixar, venda seus shows, se tranque em uma masmorra e espere que seus fans avidos por uma boa musica va ate la e ouça exclusivamente.

  • Jean

    SOLUÇÃO: pra quem é contra música compartilhada use a iStore da Apple ou o BeatPort ou N portais de compra de musica. Pra que é a favor de musica compartilhada usem o Google.

    O problema é que hoje ter qualidade não necessariamente é sinônimo de sucesso e sucesso não necessariamente é sinônimo de qualidade. Mijonas Brothers que o diga.

  • Cardoso, meu velho. Você juntou muitas coisas bem diferentes para o seu argumento fazer sentido. É importante ter em mente algumas coisas:

    1) Você só deve ter de "pagar a vida pra gravadora" quando você faz parte de alguma. A Lilly Allen faz, e por isso os discos dela são superproduzidos. Não é barato pagar os Neptunes ou o Timbaland pra fazer qualquer coisa. Então não coloque 800 mil bandas e Lilly Allen no mesmo saco. A maioria das bandas tem um custo muito menor com gravação e precisam de bem menos divulgação. Já toquei em uma banda relativamente bem sucedida (de tocar nos EUA e tudo – depois que eu saí, sadly), e nunca gastamos horrores com isso. O que me leva a um outro ponto…

    2) Tem um outro negócio que é difícil de entender para muita gente: diria que 99,9% dos artistas não entram no "business" pensando em ganhar dinheiro. Ser músico é querer se expressar, mostrar a música pra maior quantidade de gente possível. A Lilly Allen não representa a maioria dos artistas. Ela, desde o princípio, tem uma pegada mais pop, ilusões de grandeza, ela queria ser uma superestrela. E pra isso faz sentido ter uma gravadora grande. Aí os custos são maiores e tudo.

    3) Eu posso te dar bem mais que 10 exemplos de bandas que fizeram sucesso por causa da internet. Sem pensar muito:

    1) Cut Copy

    2) Passion Pit

    3) Little Boots

    4) Fleet Foxes

    5) Kate Nash

    6) Os Brasileiros do The Twelves

    7) Mallu Magalhães (Você acha que ela ganharia uma baba pra ser headliner do Planeta Terra não fosse o Myspace?)

    8) Arctic Monkeys (O disco de estreia que mais rápido vendeu no Reino Unido porque havia vazado antes, tinha amostras no Myspace e tal)

    9) CSS

    10) Crystal Castles

    Você vem amadurecendo esse post há tempos em comentários do Twitter que mostram que você não é muito interessado em muitas bandas modernas, a tal ceninha indie. É normal que a maioria das pessoas não conheça boa parte dessas coisas que eu eu listei aqui. Mas aí você me pergunta: faz sucesso e eu nunca ouvi falar? É.

    4) Dizer que "não toca na rádio não faz sucesso" é que nem dizer que Lost é um fracasso porque passa na madrugada de sábado na Globo. Cauda Longa, lembra? Fazer sucesso no seu nicho é, para a maioria dos artistas, entas vezes. Os ingressos para o show da Cat Power se esgotaram no primeiro dia de vendas pro Tim Festival de 2007. A Cat Power que nunca tocou numa rádio ou novela brasileira. Precisa?

    Hoje é tão mais fácil e menos trabalhoso gravar, divulgar sua música, que dá para ser um emprego "part-time". Ou não ser o emprego at all. De novo, o que importa para a maioria dos músicos é a notoriedade. Além dos shows, dá para ganhar com serviços que estão crescendo em popularidade (e repartindo o bolo) como o Comes With Music (a Nokia dá R$ 150 para as gravadoras redistribuírem entre os artistas, proporcional aos downloads) ou o Zune Free Pass. Há licenciamento para séries de TV (ver Snow Patrol em ER ou Imogen Heap depois de The OC) e publicidade (Feist para Lacoste e José González para Sony)

    Em resumo: a internet não está matando a música, muito menos as bandas pequenas. Pra testar uma hipótese pense-a em outro cenário. Tente elencar bandas pequenas dos anos 80, pré-internet, que GANHAVAM dinheiro com música, cresceram e hoje são grandes no Brasil. Pensando um pouco eu não consigo me lembrar. Bandas pequenas sempre foram bandas pequenas, mas hoje, graças à internet, elas têm mais chances de serem populares ao redor do mundo, virarem trilhas de séries, aparecerem em comerciais e, mais importante: espalhar a sua arte.

    • Onde está meu editor quando eu preciso dele? =/ Na 4, leia-se "Fzer sucesso no seu nicho é, para a maioria dos artistas, entas vezes mais interessante em termos de realização pessoal e benéfico a longo prazo.

      .

      E depois, a Nokia dá R$ 150 para as gravadoras para cada CWM vendido. E depois as gravadoras teoricamente repassam os ganhos proporcionalmente. Aí são incluídas gravadoras bem pequenas também.

      .

      Quando eu digo internet matando a música digo "troca de arquivos sem permissão do autor".

  • Brother, o que não vale é intolerância. Se quer conversar, debater. Converse e debata, aceite que existem outros pensamentos que não o seu. Isso é pro produtor fonográfico e arrogante desde o ano passado, @nigro. Depois de entrar na conversa aqui não aceitou ter sua idéia contrariada e ainda escreve: Pronto, tomou um block de graça. Odeio defensores de fracos, oprimidos e punheteiros em geral.

    Primeiro que não te sigo, segundo que não tenho a menor intenção de te seguir e só falei com vc pq vc escreveu sobre o assunto lá com o Cardoso, e tenho "direito de resposta".

    Segundo que não estou defendendo fraco nenhum, nem sou tão estúpido de falar que sou alguma coisa desde 2008.

    Voltando ao assunto, Cardoso, o que quero dizer é que em outros tempos a maneira de aparecer no cenário é bater de porta em porta nas rádios e rezar p/ que alguma goste de seu som.

    Hoje é diferente, a internet da a possibilidade de vc chegar na internet com "algum peso". Como o the_tempter comentou acima, nem toda música é aceita em rádio e as bandas que mais ganham conhecimento online antes de chegar a alguma radio é exatamente quem não tem um espaço lá, inicialmente. Bandas independentes, por exemplo. Cachorro grande começou a aparecer online, foi saindo do RS, e passo a passo chegou à TV, pra ter seu trabalho "mostrado" a todos. Continua..

    • corrigindo: a internet da a possibilidade de vc chegar na RADIO com “algum peso”

  • continuando,

    O conceito que muitos usam de pirataria é que é o problema. A pirataria a ser combatida é aquela venda de CD na feira, é ganhar dinheiro com uma obra que não é sua. O que os governos e alguns artistas falam, na maioria das vezes, não é em combater isso, mas sim o uso pessoal. Esse uso pessoal não acho que seja pirataria. Como o uso pessoal é o que a maioria faz, não acho que a pirataria tenha o poder de destruir o artista pequeno. Artista pequeno dificilmente é pirateado, pois não é conhecido. Quem copia CD e vende, copia de "gente grande", e não de iniciantes.

    Abs

  • Jean

    Is Lupus!

  • Não sei se isso mudou nos ultimos anos, mas quando eu conversava com uns caras da cena alternativa, eles sempre diziam que a porcentagem repassada pro artista referente à venda de cds era irrisória.

  • Escrevi sobre os direitos autorais no meu blog (fala mais de teatro, mas entra tb nessas questões) o problema é que o artista ganha muito pouco do que vem do cd, e o maior prejudicado são mesmo as gravadoras e não os artistas… (aí vira uma bola de neve pq o artista sem gravadora fica desconhecido e td mais…)

  • Eu concordo com a revolta dela. Criar e trabalhar em um sub-emprego, tentando realizar o sonho e dividindo a vida entre a carreira e a sobrevivência como fazem muitos é algo cruel. Sai uma musica linda nova que o cara faz e vira hit… e pirateira impunimente.

    Ou do autor que escreve algo em blogs e publica do próprio bolso um ótimo livro que custa uns 12 a 20 reais, morrendo uns 25 mil para tirar mais de 2 mil cópias para venda… dai vem um espirito de porco e scanneia e lança em PDF tudo, fazendo centenas de cópias mofarem em algum depósito, já que todos leram o PDF/DOC e não tá nem ai para dar o que é de direito do autor.

    O problema, Cardoso, não é divulgar ou distribuir. O que falta é ética com quem vai pegar os arquivos e com quem distribui. É o cara que lança emulador de um console novo, com 100% de compatibilidade (neo geo pocket) quando ele mal começou a virar hit. Ou "Queimar" um artista distribuindo for free algo que ele rala para lançar.

    Sem propaganda pessoal com o que eu escrevo ou faço em meu blog, se fizessem uma ursada destas enquanto eu estava no começo, ralando e sofrendo para construir um nome e divulgar o próprio trabalho, provavelmente me faria desistir.

  • Augusto

    Não importa se você concorda ou não, o que acontece é que infelizmente não tem o que fazer, a pirataria deste tipo de produto não ira parar e fim.

    E a sua frase de "o artista tem que ganhar dinheiro do jeito que ele quiser", tb é errada. A frase correta é: "o artista tem que ganhar dinheiro do jeito que ele conseguir".

    Se o massa fica cego no último acidente a Ferrari não ia renovar o contrato dele, música, livros, tudo é um mercado e você tem que estar atualizado e fazendo de uma maneira que seja possível ganhar dinheiro com ele.

    Se não conseguir, procure outro emprego.

  • Nando

    Poxa Cardoso, você conseguiu ficar famoso sem gravadora!

    Explica pra Lily Allen como é que se faz!!

    ..Diz pra ela começar largando o myspace e passando pro WordPress ;)

  • AMF

    Há três coisas nessa história toda de pirataria que me grilam:

    Primeiro, tratar quem troca músicas como bandido, com cadeia e tudo, é irracional. Bandido é quem vende produto pirata pra oprimir comunidades carentes, traficar armas, drogas, etc. Se uma hora alguém saquear uma loja de CDs dizendo que é "economicamente mais viável que fazer o mesmo via P2P e se dar mal num processo" (a exemplo das multas absurdas que Jammie Thomas-Rassett e Joel Tenenbaum receberam recentemente), não vou me surpreender.

    Segundo, eu concordo com TUDO dito no post. TUDO. Mas este modelo de negócio já começa a apresentar fadigas, também apresentadas neste post. Tudo era perfeito há 50 anos, mas agora é a era do "acesso democratizado". Temos pessoas que NÃO QUEREM pagar por música, do mesmo jeito que NÃO QUEREM recompilar kernel e usar linha de comando. É, pois, necessário que este modelo evolua. Para onde? Não sei. Já sei que turnês não tapam buraco, ao menos as turnês SOZINHAS. Mas há de haver um caminho que não inclua jogar essas pessoas na criminalidade.

    Terceiro, me irritam essas pessoas que dizem que eu sou "otário" por ter importado um CD da Megumi Hayashibara há uns anos, em vez de ter ido a um Pirate Bay da vida buscar o torrent. Puembas, duvidar da minha inteligência por causa de algo tão tosco como um CD de músicas? Desculpe, Lei de Gérson não faz parte da minha índole. E se faz parte da sua ou não, pouco me importa.

    No mais, excelente post, as always. E desculpe pelo comentário longo.

  • Baixarei as musicas dela por que ela e bonita!

    • Márcio Dias

      Em 18/09/2009 às 9:58 pm Dudu Maroja says:

      "Baixarei as musicas dela por que ela e bonita!"

      Ainda bem que a Gisele Bündchen não canta profissionalmente.

  • "Tropa de Elite" teria feito o mesmo sucesso se não tivesse toda a polêmica sobre a versão que vazou na internet?

    Quando inventaram os carros, muitos cocheiros perderam o emprego. Mas daí vieram os taxistas, uma solução muito melhor do que ficar chorando por que as regras do jogo mudaram.

    Gosto mais daquela frase que diz que "não existe publicidade ruim, só existe publicidade". Seus arquivos estão sendo espalhados na internet, da noite para o dia todo mundo conhece seu produto e você não ganhou um centavo por isso. Mas se descobrir como ganhar, sobrevive, e Darwin tomará conta dos outros.

    Agora, cobrar royalties de escoteiras de 12 anos que cantam músicas com copyright não dá, né? http://news.slashdot.org/article.pl?sid=03/09/09/

  • Amigos.

    Essa discução já deveria estar superada. O mercado da música como o conhecemos já acabou!! É um fato! Com myspace ou não. Discordo do comantário da Lily Allen de que os pequenos vão desaparecer. Nunca vi o cenário independente de música tão fértil e isso é graças em grande parte a internet e a "pirataria". Eu digo por que: Só faz música agora quem quer fazer MÚSICA!! O sonho de se tornar um rockstar milionário acabou. E não necessáriamente o artista vai morrer de fome por que não vendeu CDs. É hora de pensar em formas alternativas de distruição da música. É o que o Radiohead está fazendo. É, eles são milionários, tem ferraris, são geniais e podem. Paguei R$200 pra ver os caras em março e baixei o album de graça na net. Na semana seguinte paguei R$30 reias no show do Móveis Coloniais de acajú (conhece cardoso??) e baixei o album de graça. Pelo que me consta os caras não tão morrendo de fome e continuam fazendo música boa por ai!! Se a Lily allen ainda quer ter uma ferrari acho bom correr logo, pq não demora a gravadora dela vai falir, e que ótimo por isso!! Se o formato do myspace não deu certo, a gente inventa outra coisa. Só não dá pra continuar a pagar R$30 num CD e viver limitado a uns artistazinhos mediocres que nos apresentam no faustão!!

  • Nossa, li tanto comentário que nem sei mais o que dizer, mas vou tentar.

    A mocinha ai supracitada está simplesmente cumprindo com seu papel junto a gravadora, pois, se artista, gostaria que todos estivessem cantarolando suas músicas para lá e para cá.

    A gravadora quer que a rádio toque a música sem parar para a moçada cantarolar a musiquinha "fuck you, fuck you very very muuuuch" pois a outra que tem uma letrinha melhor não vai ser cantarolada com facilidade. Ela é uma cantora pop, vive para o tal e sabe como chamar atenção para isso.

    De todos comentários o do Pedro Burgos foi o mais sensato, talvez por se tratar de alguém que já esteve na estrada.

    Vou religiosamente a shows de bandas independentes ou "indes" e sei que todos eles querem sim, sem vergonha alguma, tocar no Faustão, no Gugu ou Raul Gil ou seja lá quem for, o que querem é serem ouvidos.

    O Radiohead e outras bandas que já começaram o movimento de ceder suas músicas na rede ou naquele pague o que achar que vale, sabem que têm motor potente e combustível suficiente para ir contra a correnteza das gravadoras.

    Duvido que exista alguma banda nesse planeta que consiga motor e combustível para ir contra a rede. O Metálica tentou… vamos ver se acho um torrent com o último álbum deles por ai. Nada o bom e velho Soulseek já resolve.

    Quando esse buzz dela passar, ela inventa que é lésbica e vende mais, depois diz que foi abduzida e vende mais. Tudo em nome do bom relacionamento com a gravadora. Ou vocês acham que ela preferiria fazer vídeos sem aqueles phodásticos tratamentos de imágens e tudo mais?

    • O metálica não tentou nada!! Sempre foi contra o compartilhamento e é partidario total das gravadoras que os deixaram super ricos!!!

  • Valdir

    uma coisa é o artista novato usar a internet para divulgar seu trabalho, jogar algumas musicas de graça pra galera ouvir, participar de redes sociais, fazer um site bacana etc… faz parte. Outra coisa é esse mesmo artista querer ter sucesso e movimentar toda uma estrutura de trabalho que envolve equipe técnica, produção, agenda, shows, pagar banda, impostos, e ainda dar dinheiro pra gravadora. A pirataria prejudica sim, e é ingenuidade pensar que quem baixa uma música só de graça vai comprar o album todo.

  • Herbert Vianna continua fazendo shows com os Paralamas. Marcelo Yuka não tenho certeza, mas acho que chegou a fazer alguns shows depois do problema dele.

  • Eu acho que a pirataria deve prejudicar realmente o pequeno artista, mas a verdade é que os meio de distribuição e divulgação atuais também não ajudam muito. Eu acho que talvez um trabalho mais sério de venda de mp3 e conscientização das pessoas a respeito do que é propriedade intelectual e que na verdade não se está pagando por uma mídia com arte gráfica e sim pelo trabalho das pessoas em criar aquela arte já seria um começo.

    E tenho que concordar com o Highlander no quesido Marcelo Yuka e Herbert Vianna. Eles pararam por um tempo mais voltaram a tocar. Mas é um ponto interessante a respeito de um artista que por problemas de saúde ficasse impossibilitado de realizar turnês. Como ficaria os seus rendimentos ??

  • Concordo com tudo que foi dito, realmente é verdade. Todo mundo sabe que no Brasil o maior problema que origina a pirataria é o Preço nada acessível dos cds/dados digitais em geral. Coloquei uma referencia no meu blog (http://tudocontrario.blogspot.com/2009/09/lilly-alen-comenta-sobre-pirataria.html) sobre este reportagem inclusive!

    • Não, não é. Pirateia-se até Linux, que é de graça. Pirateia-se shareware discador do Velox de R$10,00. Pirateia-se aplicação de iPhone, de US$0,99.

      • Pirateia-se até textos oriundos de blogs alheios (Uma vez que se tira de uma fonte pura e joga num varejão de Links Patrocinados e falta de opinião).

        Há quem não perceba que um BLOG o qual o topo é recheado de propaganda não é nada diferente que uma Barraca de CD Pirata.

        O Ato de pegar de seu RSS uma idéia e transformá-la num texto falsamente próprio corresponde simplesmente a fazer uma Capinha no Corel e imprimir numa Ink-Jet.

        • Isso tudo é despeito ou tem pura frustração no meio também?

        • Tem bastante verdade e novidade, o que falta no seu blog.

          .

          Pra levar título "blogueiro" (Odeio esse nomezinho engraçadinho) acho que no mínimo, o tal nomeado, deve postar novidades: deve ser verdadeiro e colocar sua opinião acima de tudo e não apenas tirar da internet e colocar nela novamente. Assim a internet será apenas um telefone sem fio onde 1 (apenas) posta uma novidade e resto sai replicando (babando por acesso e clique nas propagandas) e infectando a mensagem inicial. Hoje o que andam chamando de blogueiro por aí, pra min não passam de fofoqueiras digitais com fins lucrativos.

          .

          Escutam uma fofoca, saem correndo pra contar para as vizinhas: na espectativa delas caírem em suas armadilhas $$ É isso, apenas isso. Não tem coisa mais fácil que ser um blogueiro no Brasil. Estamos falando apenas de uma habilidade de embaralhar palavras, no final o que temos sempre é um texto. Sem amor. Sem verdade. Sem opinião verdadeira.

          .

          Mas com bastante: segundas intenções.

          • Se você odeia tanto blogs e blogueiros, que diabo está fazendo aqui perdendo seu tempo?

        • E é claro!

          Eles aumentam mas não inventam. Como qualquer outro fofoqueiro que se prese.

        • Danilo, você apanhou na escola de alguém parecido com o Cardoso. Fala a verdade. Todos os seus comentários são o mais puro 'mimimi'. Reclamação de menininha. Não sabe ao menos argumentar e defender seus pontos de vista. Na boa, continua na punheta que você ganha mais…

    • Danilo, acredito que a liberdade de expressão seja uma das maiores armas que possuímos. Entendo seu ponto de visto, nem por isso concordo. Acredito que, assim como qualquer lugar, a internet é sim um meio viavelmente financeiro. Não acho errado as propagandas, afinal alguém tem que pagar as contas no final do mês concordo.

      Gosto do seu modo de dizer que devemos ter opinião, acredito ser verdade, apenas não acredito que o correto seja usar o blog alheio para discutir isso, por que você ainda não cria o seu, de modo que o faça ter milhões de visitas, dai quem sabe alguém passe lá e veja suas críticas, concorde ou discordo, mas no seu devido lugar. Aqui não estamos discutindo o que gostam ou não de fazer, discutimos situações claras de pirataria. Tenha mais foco da próxima vez, e adquira mais conhecimento para ter o que argumentar, correto!

      • Legal. Estamos falando de liberdade de expressão que bom. Afinal estamos num Blog, cheio de Bloguistas ('eiro' geralmente é dado a atividades de menor renda).

        Antes de mais nada: demorei para responder, pois andei brigando com minha auto-crítica. Por várias vezes comecei a resposta e acabei não terminando.

        .

        Bom, Nigro:

        Não concordo com a parte que me coloca como o alguém que não argumenta. Você realmente acha isso? Me prove 'argumentando'.

        Mesmo tendo sido o seu comentário, sem graça, enfadonho e discriminador, ele trouxe sim um pouco de verdade. Se quiser saber mesmo: pretendo ser o maior crítico de blog e seus donos até aque as coisas mudem.

        .

        Como não me apresentei, não vou crucificar nenhum de vocês por não me conhecerem. Acompanho BLOGs desde o começo. Presenciei desde a brincadeira teenager (visão da massa – não minha), até a coisa séria (talvez exagero) e glamourizada que se tornou essa "tendência".

        .

        Não posso dizer que concordo com o que ando vendo por aí, como já disse: É muito mais forte o "enobrecer" do que a nobreza que existe/deveria existir num Blog.

        Ao que percebo esse mundo de ilusionismo, anda precisando de um Mister M. Entende? É muito glamour para pouco motivo […] enfim. Minha luta é pela verdade, pela opinião: não aquela comercial. A OPINIÃO VERDADEIRA, aquela que não expressa por cifrões, mas sim que oferece algo que acrescente e que seja responsável socialmente: já que os próprios donos de blog se auto-intitulam formadores de opinião.

        .

        Não vou me aprofundar nisto, pois já fui acusado de perder o foco.

        Talvez num post mais pertinente como bem disse, Gabriel Cremer, que admito, acertou nesse ponto, mas terminou me atacando com o: "e adquira mais conhecimento para ter o que argumentar". Se o assunto for conhecimento, ta aí uma coisa que não me nego a adquirir. Em todos meus comentários, tentei expor com todos os argumentos possíveis atual situação da Música e da indústria do entretenimento e do comportamento humano em geral (Talvez Gabriel não tenha lido os demais).

        .

        Não sou do tipo que enxerga a inverdade na opinião postada e fica apenas ao lamentar. Vejo que hoje faltam críticos, e pessoas que confrontem os blogueiros com seus post comerciais de modo que os façam "argumentar" suas opiniões e não apenas postá-las e esperar que os visitantes caiam na arapuca. Por que será? Talvez porque os "verdadeiros" críticos se rendam a auto-crítica e desistam de comentar. E assim vão saindo ilesos os predadores de senso comum.

        >

        Para min, neste post está clara a falta de verdade na opinião, uma vez que defender gravadora é um tanto "contraditorium" para um BLOG.

        Defender programação de gostos – defender centralização e domínio de mídia para alguém que depende justo do escapismo. É meio/totalmente falta de opinião concreta.

        .

        Não percebem ?

        Por que será que fiz do debate acusação? Por que será que não obtive resposta quando cutuquei a fera, que anda acostumada com a tranquilidade de seu habitat? No máximo o que obtive foi um:

        .

        "Se você odeia tanto blogs e blogueiros, que diabo está fazendo aqui perdendo seu tempo?".

        .

        Isso me soa infantil, em outras palavras, o que diz é apenas:

        "Os incomodados que se mudem"

        .

        Será que é essa a postura adequada para um formador de opinião? Alguém que realmente posta aquilo que acredita ser verdade; Geralmente se defende quando é acusado por falácia. É isso que eu espero e é isso que vou tentar obter. Caso contrário terá de proibir comentários (não que ainda não o faça) de uma vez por todas.

        .

        Senso Crítico.

        • Danilo,

          Realmente é perceptível sua vontade pelo debate e sua forma argumentativa, falo isso em verdade. Acredito que estamos tomando um caminho errado quanto as questões de mídia centralizada, assim como a manipulação da comunicação de massa em geral.

          Contudo, o que estamos tentando expressar é que não apoiamos a replicação não autorizada de dados digitais (sejam cds, posts, textos, fotos). Acredito que possamos estar falando da mesma coisa. Quando me expressei para dizer "adquira mais conhecimento" não estava dizendo que você não o fazia ou que não tinha conhecimento, apenas estava o instigando a complementar seus argumentos para que possamos melhor entender a sua posição.

          O que vim tentando dizer acima é que 'bloguistas' tem o direito livre de expressão, portanto, do mesmo modo que podem dizer o que pensam, podem ocultá-la, é preciso estar atento, pois convenhamos que que no mundo atual é preciso se adaptar para 'sobreviver' e embora eu acredite que a identidade pessoal e crítica é sim um precioso material do qual não podemos abandonar, contudo é preciso saber os momentos certos de expô-las. Melhor do que vencer (ou perder para)inimigos, é nunca fazê-los.

          Quando você se refere de senso comum, concordo com o fato de quase sempre não se passar de mitos mal explicados que os inteligentes usam para convencer os menos sagazes, é preciso ter conhecimento para poder ter o próprio padrão de julgamento, porém, não tornar-se portador da ilusão da unipotência. Saber que nem tudo está certo, assim como há coisas que podem não estar erradas.

          Por ultimo defendo o direito de expressão do blog, e devemos lembrar: Muitas pessoas não tem a intimidade suficiente com o mundo virtual para expor suas idéias diretamente com críticas abertas e diretas, mas acabam expressando-se por meio de vídeos, fotos ou pequenos detalhes em seus blogs que mostram suas verdadeiras identidades. Quando se vê um blog com o sem opinião, é preciso analisar os pequenos detalhes, pois a cultura é um objeto precioso que muitas vezes passa pelo nossos dedos sem que possamos o reter satisfatoriamente. Tente ver o melhor das coisas.

          O Contraditorium possue uma cultura, uma reflexão pessoal de seu autor, é preciso respeitá-lo, assim como cada blog da 'blogesfera', quer aprove ou não, pois poderemos assim nos tornar um pouco mais sábios em nossa eterna ignorância, analisando os detalhes e percebendo os erros, para que nós não precisemos cometê-los.

          E novamente reafirmo, o direito de resposta é nato de cada postagem, contudo é preciso manter o foco para não impassificar questões não tão importantes. Se você tiver um blog onde possa expressar a sua opinião, terei o maior prazer em acessá-lo, mas não vamos mais atormentar com questões de nossas opiniões a aqueles que não a desejam.

          Obrigado!

  • Lucas

    Pra distrair
    http://juliapetit.com.br/moda/katia-flavia-2/
    ela não é tão corretinha assim :)

  • Não cabe discutir como será a sobrevivência dos pequenos artistas, o que não dá é para ignorar o fato que a troca no mundo digital é uma premissa.

    Por que não se discute como salvar os pequenos empresários? Por que não os pequenos comerciantes? Por que não os pequenos elefantes? Pequenos terão que ralar mais para sobreviver. Não pense que isso se resolve apenas com regras no nosso sistema legal.

    Mesmo com todas as dificuldades, todo ano surgem milhares de novos artistas, empresários, escritores e elefantes.

    Aqueles que já entram em cena chorando ao invés de mostrar seu valor não merecem mesmo sobreviver. Outros virão.

  • Anônimo

    O ponto central da questão não é a pirataria em si, mas os direitos autorais ou o copyright.

    No começo do século os artistas se posicionaram contra o rádio porque se sentiam lesados em não serem remunerados por terem suas músicas veiculadas. Hoje em dia eles pagam para esse tipo de divulgação.

    É fato que a industria vai ter que se adaptar aos novos tempos e as novas tecnologias.

    Podem espernear e fazer o que quiserem, a internet é uma besta indomável. Graças a "deus", para o bem ou para o mal.

  • Algumas bandas ja se pronunciaram sobre os comentários da Lilly

    O de alguns musicos relativamente conhecidos no cenario alternativo:
    http://www.nme.com/news/lily-allen/47416

    E aqui O Matt Bellamy do Muse
    http://www.nme.com/news/muse/47365

    O último acredita que a solução talvez seja taxar os ISPs por esse tráfego.

  • Fonts

    O que eu acho engraçado é que ela levantou a voz em defesa das "pequenas bandas". E essas pequenas bandas, responderam ao "chamado" dela?

    Sim, porque apesar de ela criticar as "grandes bandas estabelecidas" que começaram a aceitar o compartilhamento, quem eu estou vendo se alinhar ao lado dela é um monte de bandas e músicos "não tão pequenos assim", gente intermediária que não consegue chegar no topo de cima (o TOPO mesmo) porque esse topo tá desaparecendo.

    Acho que são duas discussões que se sobrepõem, e não dá pra separar uma da outra completamente. A primeira é a dos direitos autorais, que é válida levantar sempre. Mas a segunda é a do mercado de nichos, e de um modo ou de outro acho que acabou a época das "big bands" de músicos que ganhavam horrores e sustentavam vidas nababescas às custas de vendas astronômicas. Acho que a Lilly está mais se revoltando contra o advento desse mercado de nichos (e o teto que ele impõe em termos de sucesso) do que contra o atentado aos direitos autorais.

    E outra… fazer shows não é a única forma de ganhar dinheiro em um contexto de compartilhamento. E o licenciamento de músicas para fins comerciais? Se não me engano, o Marcelo Yuka está ainda trabalhando sim, com produção musical, trilhas de filmes, etc. Estranho seria ele viver sem fazer nada porque fez um sucesso estrondoso no passado eagora estaria "inválido" (o que não é verdade), e acho que ele nem ia querer isso.

  • Essa conversa poderia se resolver quando, um dia, existisse uma definição real do que é um artista 'pequeno' e o que é um artista 'grande'. Acontece que mais da metade dos 'entendidos' no assunto jamais pegaram um histórico de mercado, como e porque as primeiras programações de rádio foram montadas. A origem do chamado 'jabá' no mundo. As práticas adotadas em absolutamente TODOS os meios de comunicação, sustentados por anunciantes e não pelo público. Etc, etc… o que se tem, geralmente, são músicos ruins, frustados porque sua música feita para aquela menina horrorosa que lhe deu um pé na bunda não vai tocar sei lá, na Oi FM.

    Ou então, aquele cara que só escuta o que surge no 'universo hippie-underground', seja bom ou não. Não importa, pois ele não ouve os 'modismos'. Ou seja, a velha punheta de quem acha que sabe alguma coisa, mas não se dá ao trabalho de cair no campo e descobrir as reais origens do mercado atual e pq a transição é inevitável, como em qualquer segmento.

  • Não sou contra o compartilhamento de arquivos via WEB. Não vou falar que sou da linha underground da música. Mas não escuto Mainstream, principalmente agora que a parte brasileira dela só divulga os padrões emos/indies disso. Sou fã de bandas que se normalmente voce falar por ai ninguem vai saber. Eu conheci Dragoforce antes do Guitar Hero com a Through Fire and Flames. Escuto bandas como Rhapsody of Fire, Domine, Van Canto e afins, que nunca passarão pela mainstream daqui. Dependo crucialmente do compartilhamento web para conhecer novas coisas. Mas, sim, sou contra pirataria. Quando posso vou atras (pq pra comprar algo dessas bandas voce tem que caçar) de cds/dvds originais e os compro (tudo bem, que faz um ano que não compro nada original novo por falta de $).

    Agora, falar que a internet mata artistas é generalizar demais. As bandas de 6 meses da Mtv brasileira COMEÇARAM na internet. Nxzero, Fresno e afins eram bandas de showzinhos e internet, só DEPOIS que viraram sucesso e afins. Bandas que "nasceram" aproveitando a internet e fizeram sucesso. No mesmo caminho, mas que agora voltaram a fazer parte só da internet temos Forfun e Dibob, que ja tiveram seus 6 meses e voltaram a viver de showzinhos e internet para se vender. Internet mata? Mata, mas também pode ajudar se voce souber se divulgar.

    Agora, até tempos atras, sempre que alguém vinha com uma dessas "a pirataria está matando a música" vinha outro alguém falando que não é bem assim, que 80% do que se ganha com CDs/DVDs vai para as produtoras e não pros artistas, que os artistas realmente ganham dinheiro com shows. Pelo meu conhecimento é dessa afirmativa que grande parte dos que falam "artista deve viver de shows" se baseiam. Nunca fui saber se essa afirmativa era/é real ou não, mas acredito nela. Porém, compro CDs e não sou da bandeira de "compartilhe musica porque é certo" pelo lado de que quem banca a grande maioria dos artistas em algumas coisas é a gravadora, então, elas tem que ganhar algo pra isso também.

  • Cobra

    Funny stuff. O cara responde posts grandes com agressões diretas, mas não se pronuncia a cutucadas sarcásticas simples.

    Diz aí, Danilo: Shakespeare, Mozart, da Vinci, Tokien, os Beatles, Monet… eram todos simplesmente uns mercenários, indignos de serem chamados de artistas só porque ganhavam a vida com aquilo que chamavam de arte?

    • Não viu?

      .

      "Os antigos faziam música em praça pública e quem gostava simplesmente vibrava e aplaudia, no demais os cidadãos precisavam apenas pagar seus impostos em dia. Músico não era remunerado e isso é que garantia que o que estava em jogo não era apenas sobrevivência mas sim o amor ao que se fazia. Não pagassem Mozart e ele teria feito música do mesmo jeito, da mesma forma que Da Vinci mais fazia arte e inventava por amor ao exercício. Pelo amor ao conhecimento.

      .

      Quem tem na alma a virtude de ser um artista nunca desistirá de fazê-la porque é de lá que sai o prazer: essa é a busca de um artísta quando abre a boca ou faz qualquer movimento que provoque uma vibração sonora.

      .

      Agora se os artistas de hoje são combustidos por dinheiro. É porque nasceram na era da indústria músical: da fábrica de músicos. Parem de pagar! se forem artistas de verdade continuarão cantando nem que seja debaixo do chuveiro."

      .

      Ou acha que isso não responde sua simples indagação ?

      • Cobra

        Não responde, não. Você deu uma resposta tangencial.

        Eu perguntei se eles eram artistas ainda, mesmo ganhando dinheiro. Você falou "não se paga por arte" e eu perguntei o que acontece se eu faço por "amor a arte" e mesmo assim compram. Isso você não respondeu em momento algum.

        Shakespeare passou a vida toda tentando ganhar seu pão de cada dia com o que escrevia. Da Vinci fazia arte por amor ao exercício, sim, mas vendia sua arte por preços exorbitantes quando a oportunidade aparecia. Os Beatles faziam música por amor à música, mas vendiam seus albuns e entradas para seus shows porque gostavam de ganhar dinheiro com isso. Paul e Ringo ainda o fazem.

        Todos eles (entre muitos outros) foram inegavelmente grandes artistas, que ganhavam seu sustento — e, em alguns casos, sua fortuna — com a arte que faziam. Isso não os torna menos artistas. Eu concordo que hoje em dia a maioria dos novos "artistas" não merecem essa denominação, mas daí a dizer que quem se sustenta com a arte que faz não é artista existe um abismo de distância, além de ser leviano e injusto.

         

        Eu compartilho da opinião de que muito do que é considerado "arte" hoje em dia não o é, e que gravadoras e editoras tentam nos empurrar porcaria garganta abaixo, mas isso não tira o direito dos artistas legítimos de querer receber por aquilo que produzem. E certamente não os torna menos talentosos ou dignos de admiração, nem tampouco desmerece ou diminui o valor artístico do que eles fazem.

        • Concordo com o Cobra e lembro: você sabe qual a essência da moeda, do dinheiro?

          '

          Ou dinheiro não foi criado para o 'mal', mas sim para viabilizar a gratificação pelo bom trabalho, daí que temos a idéia de que o quanto melhor se é, maior sua posição profissional (e consequentemente maior seria a posição social).

          '

          Logo se um profissional, faça arte por amor, ele tem o direito de receber o dinheiro na mesma proporção do empenho em seu trabalho. Logo ganhar dinheiro é apenas uma recompensa pelo trabalho bem feito, por isso a arte pode sim trazer um retorno financeiro, justamente as feitas por amor.

          Concordo também com o fato de os verdadeiros artistas terem deixando seu principio básico de lado, o fato de fazer por amor a arte e não por dinheiro, mas isso é um ERRO DAS PESSOAS e não do 'sistema', ganhar dinheiro com a arte não está errado, o que está errado é a forma gananciar o dinheiro através da arte, isso sim teria que mudar.

          "O erro está nos homens, não nos objetos" – Reflita, você vai entender o que quiz dizer.

  • didio

    quem critica a lily esta equivocado.como ela mesmo disse "teve sorte".ainda vem a joss stone dizer que musicos não tem que se preocupar com isso por que só fazem pela arte e não pelo dinheiro.vai pagar suas contas como então,joss?

  • Arthur Tavares

    Eu sou um artista pequeno.

    E vou dizer que artista ganha dinheiro com show!

    Rádios, MP3, CD's, etc… são só meios para divulgação.

    E a melhor divulgação que pode acontecer é o boca-a-boca, que a internet proporciona.

    Hoje em dia, com menos de R$10.000 tu monta o teu estúdio particular.

    Computador, mesa de som (digital ou analógica), cabos, instrumentos, internet…

    O meio não é complicado, difícil é ter QUALIDADE.

    O Brasil mostra isso muito bem: qualquer porcaria que dê para rebolar pelado é ovacionada pela população.

    Artistas que vão contra o compartilhamento de músicas são meros fantoches nas mãos das gravadoras e só…

  • Realmente muito interessante este artigo, mostrando-nos um dos lados da pirataria.

  • 1k2

    A Trama está com o sistema de download pago. É o mesmo sistema que o Dotcom queria implantar no Megaupload, com os anunciantes pagando o download que o usuário fizer. A diferença é que a Trama é mais transparente que o Megaupload, e a ira dos representantes dos direitos autorais foi porque o site ousou roubar clientes dos sistemas tradicionais de vendas de músicas online. E aí já viu. Ela esqueceu também o crowndfunding em que artistas planejam um trabalho e os clientes que desejam a obra pagam por ela, se o fundo não chegar na quantidade pedida, o dinheiro é devolvido. Quanto a clipes e cartazes, tem muito diretor que faz por um décimo de preço desses diretores de comerciais que gastam 1 milhão para filmar peças de 1 minuto na TV…
    E fazem ainda com qualidade. Quanto a ficar endividada com a gravadora, é questão de arranjar um bom advogado…

  • Luiz Felipe

    Pirataria, roubo, isso não faz sentido em coisas digitais, se eu roubo de verdade algo, eu subtrai um objeto de alguem. Copiar é diferente, o outro continua possuindo a musica. Isso corrompe o modelo tradicional de vender atomos, ou pedaços de plastico, que ainda não podem ser duplicados.
    Concordo com o que disseram, o mp3 é um mecanismo de divulgação e não mais um mecanismo de receita como os CDs eram. Ou o artista aprende a usar isso a favor dele, ou vai morrer junto com essas gravadoras baseadas no modelo antigo de vender atomos.
    Não vejo nada de errado em artistas não conseguirem ficar mais milhonários, ninguem vai morrer de fome, porque eles precisam de tanto dinheiro assim.
    A maioria dos programadores não consegue ficar bilhonario como o Bill Gates, mas nem por isso ficam chorando que não dá mais para viver da profissão.
    A musica virou um commoditie, agora ela não é mais um fim por si, e sim um meio, para ganhar dinheiro é preciso vincular a alguma outra coisa para agregar valor. Não muito diferente de muitas outras coisas que são vendidas no comercio, que sozinhas, não teriam mais razão de vender.