A maior lição da TV é que o mundo não é preto-e-branco

Durante muito tempo tive a ilusão de que ser Geek bastaria, que era parte de uma fraternidade enorme, mas hoje vejo que minha subcultura não é maior que os Furries.

Falo dos Geeks de verdade, não dos posers. Hoje virou moda ser nerd, a TV e o cinema passam a idéia até de que gente que não joga futebol americano tem chance de comer a Megan Fox.

Vou contar um segredo: assistir Senhor dos Anéis não te torna Geek. Assistir Matrix[bb] não te torna hacker. Assistir filmes de sacanagem não te tornam bom de cama, exceto se bom de cama for fazer as mulheres rirem ao imitar posições que só fazem sentido se tiver uma câmera filmando.

A Cultura Geek, por mais paradoxal que seja não se aprende no cinema[bb]. Nem na TV.

Big Bang Theory[bb] é a série que melhor representa os Geeks de Verdade. Sheldon[bb] e Leonard VIVEM de acordo com suas muitas referências. Essa é a grande diferença entre os posers e os Geeks. Você não virará geek imitando ninguém.

Um Geek não entende cultura pop como diversão superficial. Nós absorvemos as menores lições, e vivemos segundo elas.

Matrix pode ter sido um filme onde um sujeitinho aprende a brigar mais rápido, ou até uma parábola sobre rebeldia e conformismo, mas Geeks lêem muito mais que isso.

“todo mundo cai no primeiro salto”

Outro dia recebi um elogio de uma das profissionais que mais admiro: “Obrigada por ser tão correto”. Na hora lembrei o motivo de ter agido da forma que agi para receber o elogio, e a referência imediata foi o Código de Thundera. Bobo, não? São símbolos, use uma cruz se preferir, não me importa.

Uma música burra dizia “a televisão me deixou burro demais”. Curioso. A televisão me ensinou tanta coisa… Talvez ver menos MTV e mais Discovery evite o emburrecimento, mas eu ganhei algo muito melhor do que informações técnicas crescendo com a TV.

Os seriados e desenhos me ensinaram lições de amizade, honra, justiça. força, lealdade.

A TV me ensinou que o mundo não é preto e branco. Que é preciso fazer concessões, que dormir com o inimigo é algo que cedo ou tarde teremos que fazer. Mas ao mesmo tempo a TV me ensinou também que nem sempre as necessidades da maioria se sobrepõe às necessidades da minoria. Ou de um só.

A TV me ensinou que você pode ajudar um inimigo caído, mas nunca baixar a guarda. Com ela aprendi que gestos nobres nem sempre são correspondidos, e se você jogar a pistola fora para enfrentar o inimigo desarmado de igual pra igual ele sempre puxará uma faca.

A TV me ensinou que ninguém é perfeito e isso não pode ser meta. Atitudes extremas nem sempre são erradas. A emocionante cena de Águia de Fogo quando Stringfellow Hawk esvazia o arsenal do helicóptero[bb] no jipe do sujeito que havia matado sua namorada não o torna menos herói.

A TV me ensinou que mulheres podem ser presidentes, pilotar caças, enfrentar monstros, desvendar crimes e bater em bandidos (Me baaateOlivia Benson[bb]) mas o mundo me ensinou que somente os geeks encaram mulheres nessas posições como algo aceitável no mundo real. A maioria prefere agir de forma medieval mesmo.

A TV me ensinou que McGyver[bb] não é menos herói, ou menos homem do que o Rambo[bb], por não usar armas.

A TV me ensinou tudo que eu precisava saber para ter uma adolescência maravilhosa, infelizmente eu e todo mundo só percebemos isso tarde demais.

A TV me ensinou a discernir a importância de dizer Yes[bb], Captain, mas também me ensinou a importância de subir na mesa e dizer “Oh Captain, My Captain”.

Aprendi muito mais sobre rebeldia e questionamento na TV do que nos livros, ao menos na literatura pasteurizada, filtrada e adocicada que enfiam na mente das crianças, tudo parte do plano maligno para fazê-las odiar a Leitura.

Isso quer dizer que a TV é a Babá Perfeita, a Melhor Professora? Não, longe disso. Uma criança precisa de um adulto para explicar o Certo e o Errado, do contrário ela apenas imitará o que vê na TV, e isso não é vantagem em relação a crianças que regulam suas atitudes sob temor de um Amigo Imaginário Vingativo, ou de uma boa palmada.

A diferença é que enquanto nas igrejas, livros infantis[bb] e escolas a realidade e os dilemas morais são passados de forma idealizada, absoluta e sem matizes, na TV a criança tem acesso a situações mais reais, por Hollywoodianas que sejam.

Claro, tudo depende dos pais. Você pode deixar seu filho sozinho desenvolvendo um retardo mental assistindo Teletubbies e Dragonball, ou pode sentar com ele, ver toda a Saga de Guerra nas Estrelas[bb] e mostrar porquê Darth Vader é malvado, e como mesmo ele no final consegue sua redenção.

Se é que você entende esses conceitos complexos. Se não entender, deixe o Júnior assistir mesmo assim. Muito provavelmente ele poderá te explicar depois.

Leia Também:

  • Aí concluo que não sou um nerd. FIM. =P

    Mas sério, Cardoso. Gostei mesmo do teu texto. E me identifiquei muito sobretudo na segunda parte.

  • Quando comecei a ler o texto, achei de uma simplicidade tão óbvia que poucos conseguiriam enxergar o que você falou. Mas quando li "A TV me ensinou a discernir a importância de dizer Yes, Captain, mas também me ensinou a importância de subir na mesa e dizer “Oh Captain, My Captain”.", tive certeza que só geeks conseguem perceber que são muito mais inseridos na cultura do que os denominados "normais". Quem não aprende como a vida é de verdade com os exemplos dos seriados e filmes, está mais para medíocre que para normal. Em resumo, o texto é um achado de excelência. Parabéns.

  • Rafael

    Cardoso tu é um gênio mesmo! Isso é praticamente o manifesto Geek. Também aprendi muita coisa com filmes e tv, embora não goste tanto da ultima. Aprendi a respeitar as diferenças, a manobrar os defeitos transformando-os em virtudes, aprendi a valorizar as cosias certas como amizade, a consideração, o apoio…

    ["quando vir uma necessidade atenda!" noções de empreendedorismo, hehehe]

    Vc tem razão sobre a televisão emburrecer dependendo da pessoa. O que a TV e os Games [sou dessa tribo aqui] nos dão é a oportunidade de testemunhar o mundo de uma forma muito real, mais realista que no mundo real, onde as máscaras tudo obscurecem. Se alguns não aprenderam nada, foi falta de bom exemplo deste lado do mundo…

  • Jão

    Geek de cu é rola. Detesto esse termo.

  • Percebo certa inversão. Considero uma bela de uma blasfêmia dizer que a televisão pode ensinar mais que alguns livros. Claro, vc se referiu a apenas alguns livros, mas como saber quais são esses "pasteurizados"? Acho mais digno dizer que a gente consegue sobreviver apesar da televisão. Não esqueça que esta tem muito mais informações maniqueístas que a maior parte dos livros. Claro que vc citou pequenas excelências da televisão como Star Wars, ou ainda Senhor dos Aneis…. ótimos filmes realmente. Mas infelizmente basta ligar a televisão e ver se é realmente isso que temos para assistir…. A insuperável vantagem dos livros é que eles nunca descerão por sua goela sem sua vontade. Fácil dizer que a tv é melhor quando cita o melhor de um contra o pior de outro.

  • "Big Bang Theory é a série que melhor representa os Geeks de Verdade. Sheldon e Leonard VIVEM de acordo com suas muitas referências. Essa é a grande diferença entre os posers e os Geeks. Você não virará geek imitando ninguém."

    Eu acho que isso é muito mais do que ser Geek, isso é ser honesto!

  • José Paulo

    Seu melhor texto do ano.

  • Cardoso,

    eu passei a assistir TV regularmente já adolescente, mas tive meus livros sem censura que acredito fizeram quase o mesmo papel. Passei anos ruminando Calderon de la Barca eque a vida pudesse ser sonho e eu acordaria em um pesadelo! Isto me manteve um bocadinho na linha…

    Leitura "pasteurizada, filtrada e adocicada"? De fato é preferível ver TV. E o ponto essencial do teu post: "criança precisa de um adulto para explicar o Certo e o Errado"!

    Quem mandou fazer menino? Agora cuida…

  • De todas as mídias a TV foi a que sempre mais posou de vítima das acusações de corrupção infanto-juvenil e agora está dando a vez pra internet assumir o papel. E do mesmo jeito que seus argumentos liberam a TV dessa "mancha" antiga, eles podem ser usados pra liberar a internet, a nova babá, muito mais descolada e diversificada do que a TV sonhou um dia. O que não dá pra tirar da equação "conteúdo da mídia+cabeças=???" é que nem todo mundo é geek com discernimento pragmático no sangue ou sequer tem um adulto ao lado razoavelmente esclarecido. Por isso, a TV e a internet vão continuar sendo acusadas de alienantes pelos alienados de plantão. Os geeks, nerds e esclarecidos terão muito trabalho pela frente ainda.

  • Um salve para o nerdismo de raiz, o nerdismo moleque, o nerdismo de várzea…

  • Até hoje eu me guio por coisas que vejo na tv. Vira e mexe eu me pego me perguntando: o que o House faria? ;)

  • labanca

    Dragon Ball no nível de Teletubbies? (sei que você não disse isso diretamente, mas fica a sensação de que foi essa a intenção)

    Só pelo desenho ser irreal, não precisa apelar dessa forma.

    Também aprendi muitas coisas com esses desenhos japoneses, Cardoso. A idéia de ser persistente e nunca desistir, não importa o quanto os outros te chamem de idiota ou dizerem que de nada vai adiantar todo o esforço.

    Imagino que a crítica foi contra o desenho em si, e não quanto ao estilo no qual ele se insere.

    Realmente Dragon Ball não é o melhor dos exemplos de filosofia passada pela mídia, mas creio eu que ele tenha seu valor. O suficiente para não ser listado junto dos Teletubbies.

    A não ser que essa lista trate do que já passou na globo pelas manhãs.

    • Na minha opinão, Dragon Ball pode ser considerado Teletubbies com pancadaria.

  • Interessante.

    De todas as escolas que tive, a televisão foi uma das menos importantes. Aprendi muito com os discos, com os gibis e até com os jogos de computador – Passei meses tentando desvendar os segredos de Maniac Mansion em um Commodore 64.

    Contudo, nenhuma dessas experiências foi capaz de ensinar mais que o contado verdadeiro com gente de carne e osso, em casa com meus pais e irmãos, na escola e na rua, durante minha infância e adolescência.

    Até na igreja eu aprendi, que Deus te dá vida eterna mas cobra dez por cento.

  • André

    Uma das coisas que aprendi quando ainda era apenas um jovem padawan em começo de carreira é que deve-se a todo custo evitar afirmar que ambos ¬P e P são verdadeiros no mesmo texto. Tipo, a todo custo mesmo. Além disso, "geek de cu é rola. Detesto esse termo."

  • Primeira vez que venho aqui mas por causa desse ótimo texto, não será a última. A parte que você explica o que realmente é um nerd é exatamente igual ao que eu penso mas nunca consegui expor para os outros. Conheço muitos que saem por aí dizendo serem nerds e tal mas no fundo eles só estão seguindo a moda.

  • Concordo com sua opinião sobre o que é ser geek, ou nerd ou qualquer coisa que o valha. A Tv para mim também foi de grande valia. Aprendemos todo o tipo de coisa com ela, mesmo com a Tv Colosso. O importante é ter discernimento do que é util e do que é completamente perda de tempo na tv. Discovery Vs Caldeirão do Huck.(Meu dinheiro no discovery)

    Dizer que os valores de hoje em dia são diferentes dos nossos já é um cliche. Uma coisa de quem quer parecer cool menosprezando a cultura atual. Mas infelizmente é assim. As pessoas são diferentes. A mente é diferente. Pode-se argumentar o que é cultura pois o conceito pode diferir de uma pessoa para a outra. A infelicidade hoje em dia é que cultura não é ler algum livro, saber quem é Isaac Newton ou Platão, mas saber fazer a dança do quadrado ou algo do tipo. Mas não se pode discutir o que é educação, respeito, lealdade etc… Isso são conceitos não abertos a graduação(como diria o sheldon sobre certo e errado). Bom enfim, eu posso estar falando besteira, e posso ter escapado do assunto por alguma linhas, mas eu não consegui conter.

  • marcellus || wolfdar

    Só não gostei da parte de retardo mental que vc relacionou com DB.

    Animes tb passam muita cultura interessante. É só não ser freak que tudo fica belezinha.

    • DragonBall é anime retardado. Yamato é Anime com todas as faculdades mentais intactas.

      • Labanca

        X = anime retardado, onde X é qualquer coisa que não lembre Star Wars

        (Foi só pela polêmica, Cardoso)

    • sebastiao neto

      a maior parte das series japonesas enrolam muito, justamente porque fazem aquela dobradinha com os mangás. animes exclusivos ou sem filers são bem melhores.

  • Miguel akira

    Excelente seu depoimento!

    Ao lado da TV como uma excelente tutora, eu colocaria também os gibis. Quem não ficou estranhamente perturbado e aprendeu uma profunda lição lendo a morte da Gwen Stacy e a fúria do Homem Aranha, que no último momento volta a sí e desiste de matar o Duende Verde, pra depois entregar o corpo da garota para a polícia dizendo "eu a matei"? Ou então ver o Batman jamais cruzando a linha que o separaria dos criminosos, que é jamais matar alguém, não importa quem ou em que situação?

    Minha moral e ética é toda construída em quadrinhos, praticamente. =D

    Abraços!

  • a tv sempre foi muito mais um FORMADOR do que um ENTRETENIMENTO para mim.

    seja lá o que eu for, quase chorei com o texto – se citasse o Chapolin eu choraria

  • o problema é que ser nerd está na moda. não sei se me classificaria dessa forma, mas também me oriento pelas lições que meus filmes, desenhos e seriados preferidos me passaram. Talvez as melhores sejam mesmo as representadas pelo Código de Thundera e, acima de tudo, coragem diante as situações complicadas e nunca abandonar seus amigos. Acho que nós que conseguimos ver toda a genialidade por trás de The Big Bang Theory fazemos parte desse grupo. Pelo memos conseguimos entender toda a complexidade das piadas.

  • Marcelo

    Ótimo texto. O pior não é identificar os posers ao lado e sim entender (e lembrar com detalhes) todas as referências citadas no texto. E concordo com o fato de Dragon Ball ser um anime retardado. Quem assistiu Fantomas sabe que violência não precisa ser gratuita.

    • Roberto

      Caraca, eu assisti Fantomas. Tô velho…

      • E quando eu vinha correndo da escola para assistir fantomas todo dia a tarde. Idem.

  • "(…) ao menos na literatura pasteurizada, filtrada e adocicada que enfiam na mente das crianças, tudo parte do plano maligno para fazê-las odiar a Leitura."

    Perfeito, ehehe.

    Muitas vezes eu me pego dizendo que a TV não presta e me orgulho em dizer que não assisto TV. Mas calma lá! Eu assisto vários animes e séries pelo computador!

    A grande diferença está justamente em colaborar ou não com o "grande plano maligno", assistindo ou não novelas tendenciosas e demais programas tendenciosos.

    Mas calma lá! Animes e séries não são tendenciosos?

    Talvez você tenha razão cardoso, o problema não está no que assistimos, e sim em quem assiste, ou mais precisamente: No que este sujeito é capaz de absorver para sí.

  • Flávio Sim&ot

    Texto genial, e não só por ser um ótimo exemplo de uma subcultura e como é assimilar informação pela visão Geek, mas porque tem o mojo do Cardoso. Como nos comerciais da CocaCola, há um "que" (ou é "Q"?) de magia. Parabéns por atingir este status!

  • Rafael Machado

    Faltou colocar no final:

    Assinado Pedro Bial

  • Daniel Sugui

    Achei um pouco simplista e generalista. Claro que a televisão também me ensinou muito, mas naquela época desenhos e seriados tinham bem mais conteúdo do que hoje em dia. A cultura pop em geral, tanto os livros adocicados quanto os programas debilóides, conspira para transformas as crianças e jovens de hoje em imbecis obedientes, incapazes de tomar decisões e agir por conta própria.

    Pra mim, ser geek é ir contra essa tendência, e sempre procurar, em qualquer mídia que seja, informações e valores que "eles" não querem que tenhamos.

    • Assim como o rock que marcou e mudou esse mundo ridículo é posto na mídia(+ Rede Globo) como coisa de mané(e.g. "Bodão").

      Ainda bem que temos internet XD, mas até por aqui as coisas não estão tão abertas quanto antes, até um dos links (http://colunas.epoca.globo.com/bombounaweb/2009/10/28/video-mostra-universitaria-sendo-agredida-por-traje-inapropriado/) que o Cardoso postou mostra isso…

      (mais um onte de coisa que pensei mas achei bobeira de escrever ou esqueci antes de começar a escrever)

    • Hak

      "Achei um pouco simplista e generalista. Claro que a televisão também me ensinou muito, mas naquela época desenhos e seriados tinham bem mais conteúdo do que hoje em dia."

      He-man, Thundercats (exceto primeira temporada), Riquinho, Flintstones na era dourada e qualquer coisa cretina do genero…

      Esses desenhos não tem nem um oitavo do conteúdo que boa parte da produção atual do Cartoon Network, então, incensar o passado só funciona, NO MÁXIMO, se o critério for memória afetiva.

  • Sem dúvida um dos seus melhores textos. Hoje em dia as escolas e pseudo educadoras dos nossos filhos dizem que assistir desenhos e filmes (Hulk, vingadores, homem aranha) ditos violentos não são bons para a educação das crianças.

    E eu digo que concordo em partes, por exemplo eu já assisti mas de 10 vezes o filme do Hulk com o meu filho que tem quase 3 anos, ele raramente assistiu sozinho esse filme, que é um dos preferidos dele, porém ele sabe que mesmo gigante, verde e bestial o Hulk é bom, entende que os maus são os humanos que querem capturá-lo, mas isso eu tive que explicar algumas vezes.

    Então eu chego, eu acho, a mesma conclusão: Que a TV (filmes, seriados e desenhos) são uma fonte importante de aprendizado, desde que se tenha um acompanhamento, um adulto que diga os porques que ficam muito subentendidos para uma pequena criança entender.

  • Cresci em frente a TV e com um livro de lado. Aprendemos sempre e muito com a TV, me é claro até hoje como sigo códigos de honra aprendidos nos desenhos da minha infância. Aqueles eram meus hérois, e eu queria ser como eles, e isso incluia seu comportamento. Quando me encontro sobre um decisão eticamente difícil me pergunto oq meus "exemplos' fariam, mesmo tendo aprendido que ser uma boa pessoa não é fazer tudo sempre certo. Tá, vou parar por aqui, que esse assunto renderia muitooos comentários. Texto Excelente. Parabéns.

  • Seu melhor texto do ano com certeza, muito bom…

  • Guz

    Tirando a parte de que quando você começou a falar "A TV me ensinou" e repetir em todos os parágrafos me lembrou as ladainhas da Igreja Católica e Literatura de Cordel (pelo estilo). Adorei o Texto.

    É como aquela história: Armas não matam pessoas. Pessoas com Armas matam pessoas.

    Todo e qualquer recurso pode ser utilizado para o bem ou para o mal, é como vc falou no texto sobre os jornalistas ofenderem a credibilidade de Blogueiros. Estão errados?

    Também não é o fato de você assistir Dragon Ball que te torna ruim, mas o fato de como você é educado a aprender com o anime. Até a praça é nossa tem coisas positivas.

    .

    O estilo desse post. hm.. Se escrito fosse por uma mulher diria que ela tá grávida ;)

  • Nossa.. todo esse post passou na minha cabeça hoje de manhã.. mas só por alguns segundos.. (o velocidade do pensamento assusta as vezes..)

    achei que eu devia tá louco.. mas acho que não sou.. (ou no mínimo não estou sozinho)

  • Roberto

    Enfim, sou geek. De berço. Fato. Porém, como não tive um Sheldon, um Leonard, um Raj ou um Howard como amigos, e tive pais extremamente capadores de sonhos e ideais, me perdi no tempo. Sou um geek incurável por dentro, e um adulto responsável e frustrado por fora. Deprimente. =(

  • Não li. Foi mal aí.

  • Aurélio

    Bom texto, a Tv pode sim ser muito instrutiva…

    Mas é bom guardar proporções, é normal um bebê gostar de Teletubies e pode aprender com muitas coisas com isso. Não se senta com uma criança e assiste Guerra nas Estrelas e se espera que ela vá gostar só por que você é fã, guardando as proporções, eu acho que cada tipo de programação à sua época, é muitomais fácil alguém gostar do que é feito para ela, teletubies é feito para bebês e Guerra nas Estrelas visou à sua época o público adolescente/jovem…

    • Daniel Sugui

      Eu sou fã de Star Wars desde os sete anos de idade.

  • João Cascaes

    The best tópico!

    Só uma situação, aprendi muitos valores com Dragon ball também, tudo depende da ótica que você vê os programas…

    Abraço a todos! Parabéns Cardoso!

  • Pedro

    Retardo mental assistindo Dragonball ???

    Pelo jeito vc nunca assistiu Drabonball né ….

    Dragonball é um exemplo de desenho q ensina td o q vc disse q aprendeu com a televisão e mais um pouco …

  • Camila Chama

    Um dia eu ainda quero entender qual é a graça de ler um texto e ficar fazendo polêmica…

    Galera, não gostou? Comentário não é obrigatório.

    Cardoso, pra variar, gostei do seu texto! A TV é um mundo em poucas polegadas, que tem um poder de formação INCRÍVEL. Mas assim como toda arma: a gente escolhe pra que lado aponta…

    • Labanca

      Desculpe Camila, realmente me esqueci que os comentários só servem para puxar o saco do autor do texto. Falha minha……

  • @pequi

    Existem pessoas que são geeks por um mês. Existem pessoas que são geeks por uma vida. A diferença é até ridícula de tão óbvia. Não tem nem contestação.

    Parabéns pelo texto, Cardoso.

    P.S. Quando os posers levantarem a bandeira "Orgulho Poser", será o apocalipse cultural.

  • Bibi

    Poxa, tá certo que o TORAH 3: ELECTRIC BOOGALOO não é grandes coisas. Mas a TV é babaca e deseduca. Sério. O único programa com conteúdo moral sólido e FUCKING CHAVO DEL OCHO. E um personagme é um cara que não paga aluguel, veja só.

    Neil Postman discorre sobre isso naquele livro da infância – das parábolas dos anúncios de tv, e da salvação pelo consumo correto. É deplorável.

  • Andressa

    "A TV me ensinou a discernir a importância de dizer Yes, Captain, mas também me ensinou a importância de subir na mesa e dizer “Oh Captain, My Captain”"

    A Sociedade dos Poetas Mortos, grande, graaande filme!

    Por mais estranho que possa parecer, minha mãe era secretária, meu pai mecânico e ainda assim foram eles quem me ensinaram a curtir todo o tipo de "geekisse" que existe! Desde Star Trek, Terra de Gigantes, Jornada nas Estrelas, Arquivo-X entre tantas outras coisas como ler bons livros, ver bons desenhos… Meu pai me ensinou a magia de colecionar moedas, selos e action figures, ler HQs e criar minhas próprias… Conheço a arte de jogar bolinhas de gude, empinar pipas e, apesar de ter nascido nos anos 90, era a campeã de toda a sorte de jogos de Atari da vizinhança aos 6 anos de idade! E tudo isso surgiu de um mecânico e uma secretária, o último tipo de pessoas que se consideraria geeks! [/historinha desnecessária]

    Aliás, tudo pode ser instrutivo, você pode aprender o que fazer vendo coisas boas e o que não fazer vendo coisas ruins, tudo depende da sua capacidade crítica e discernimento.

    Adoro seus textos. ;)

  • Bryan G. C.

    Peraí, eu tô MESMO no Contraditorium? :3

  • Concordo com tudo, exceto pela parte do Dragon ball. Eu ja tomei várias decisões na minha vida com base no que assisti neste desenho. SE aprende com Goku tanto quanto se aprende com o mestre yoda.

  • AMF

    Uma das coisas que aprendi vendo TV, além disso tudo, foi que "a verdadeira justiça nunca se torna injustiça; o injusto nunca é justo", embora por vezes se disfarce de justo. A diferença é que eu bebi de fontes *ligeiramente* diferentes, no caso, Cavaleiros do Zodíaco.

    E bah, Dragonball ensina coisas também :P Espírito esportivo, saber perder, etc. Mas não o Z, esse é praticamente o 300 dos animes.

  • Teletubes,segundo eu sei,foi feito para crianças bem pequenas;mas eu achava,já mãe de filho como se diz,bem interessante e engraçado.Na verdade a televisão,ou outros meios de comunicação,não são ruins ou bons genericamente;como foi dito,há necessidade que a criança tenha um adulto maduro a dialogar sobre o que está sendo visto ou o porquê de determinado programa não ser conveniente para a criança.Desenvolver o senso crítico sobre o que se vê é importante para se ver com os próprios olhos tudo o que nos é apresentado.

  • Rodrigo

    Cardoso, dá uma olhada nisso (se é que você já não tem um) =]

    Aquecedor de seios USB. Será que vem da terra do sol nascente?

    http://www.toplessrobot.com/2009/11/super_terrifi

  • Luciano Sturm

    DB é viajado, tem erros de continuidade, repetitivo e violento…

    …porém retrata a amizade, companheirismo, bem/mal, perdão e arrependimento como poucos animes.

    A diferença está em quem só vê o lutador-alienigena-branco-e-roxo-apelão-impossivel destruindo um planeta e quem vê Piccolo se tornando “humano”.

    É cool falar que esses animes naum prestam, que soh o que presta é o que naum passa na globo e nunca vai passar e que soh os geeks-mega-massa-antenados-nas-pop-novidades-do-japão conhecem e sabem apreciar os bons animes.

    Pensar assim é ridículo. Tenho um amigo que detesta DB mas venera Yuyu Hakusho. É a mesma merda: poderes apelões e pancadaria.

    Achava que Chrono Crusade seria ridículo. Me emocionei no final.

    To assistindo o tão badalado Devil May Cry. Tosco.

    Questão de gosto.

    Ás vezes falamos sem saber, seja por desconhecimento ou preconceito. Aprendi a falar mal do que conheço, do que não conheço, busco conhecer antes.

    Não que seja o caso do Cardoso, mas acho que o comentário foi infeliz, tirando boa parte do “ah, post massa!”.

    Embora ele possa estar certo e eu por ser fã de DB estar lamuriando a toa.

    Não acho que é o caso.

    Teria sido mais feliz colocar “Naruto” no lugar de DB.

  • Show Show Show

    Concordo que é modinha falar que é Geek ou Nerd hoje em dia. Rolou uma lista no meu e-mail falando sobre geeks… e todo mundo se dizia um porque tinha um "ipod" :S

    muito bom seu post, vindo de uma pessoa com DDA e bitolado por computadores, eletrônica e mais.

    OBS: Nunca assisti matrix nem senhor dos anéis, hehehe #comentárionadaaver

  • Carlos

    Cara curto demais o que você escreve e sua inteligência. Uma pena você ser um ateu. Um ateu é a melhor demonstração possível que uma inteligência limitada. O ateu é um idiota em certa medida. É o seu caso.

    • Daniel Sugui

      Isso foi um elogio ou uma ofensa?

      • Andressa

        Pois é, Daniel, é difícil saber o que ele pretendia, o mais interessante é que o texto é curto e, ainda assim, conseguiu ser terrivelmente redigido!

        (Aliás, eu acredito que não exista relação nenhuma entre crença, ou falta dela, e capacidade intelectual… Boa parte dos grandes médicos e cientistas do mundo são ateus, vai me dizer que eles têm inteligência limitada!?)

    • Concordo, esses ateus são mesmo idiotas.

      Como podem não acreditar na serpente falante?

      Como podem não acreditar que Noé foi até o pantanal buscar um casal de lobos-guará?

      E por aí vai…

      • Andressa

        EURI

    • Sami

      Esse Carlos deve ser um evangélico. Que nojo eu tenho dessa corja de filhos da puta.

      • Valentina

        e hey, ateu é diferente de agnóstico, hein.

  • Uma fila de clichês interminável.

    Se for assim, concluo: geek não sabe usar vírgula (errando sempre).

    Pede pro Júnior dar um tempo no Dragonball e ler seu post antes. Quem sabe ele arruma.

    • Engraçado, gosto do estilo do cardoso justamente por esses errinhos que não fazem falta e ainda deixa o texto belo. Acredito que seja proposital e dificil de fazer. Pois como ele mesmo disse numa entrevista, que não me lembro, antes de saber errar temos que ter aprendido o certo. Um dia eu ainda chego lá.

    • Sami

      PQP, um pseudointelectual aqui. Porra!!!

  • nossa, acho que você podia ter aprendido mais coisa com a vida se desligasse um pouco a TV.

  • Você não leu muitos livros bons quando era criança =P

    Fui criada com livros e quase nenhuma TV, e eles me ensinaram as mesmíssimas coisas. Só que, claro, ao invés de conhecer toda a programação, eu conhecia toda a biblioteca, e ela me ensinou tudo, todos esses códigos morais e necessidades. Inclusive, a biblioteca me ensinou aos 5 anos de onde vinham os bebês e aos 11 que para ser um herói, você não precisa ser genial nem super poderoso, mas precisa de uma varinha.

    Anyway, imagino que isso vá de interesse para interesse e criação para criação :)

    • Li sim mas na base da rebeldia. Minha mãe me ensinou a ler com Julio Verne, a Escola tentou me fazer odiar leitura com Lucíola.

      • E eu aprendi a ler aos 5 anos com Mickey e Pateta.

        Depois passei para Superman, Batman e Mulher Maravilha.

        Mais adiante mudei para Jules Verne, Dumas, Poe, Maquiavel, Dante, Homero…

        Adolescente, peguei Huxley, Bradbury, Clarke, Assimov, Anderson, Heinlein, Vance, Nietzsche, Boris Pasternak…

        Adulto peguei Monteiro Lobato, Érico Veríssimo, e mais Garcia Marquez…

        Não lembro mais, mas cite-me um texto e sem dúvida lembrarei do autor.

        Será por isso que já não tenho espaço em casa para guardar minhas revistas e livros?

        • Carlos Henrique

          Égua, os primeiros livros que eu li eu tinha 5 anos, e era uma coleção da década de 40 de meu tio, chamada "Tesouros da Juventude". Interessante, eu me pegava em algumas seções do livro, como "Fábulas de Esopo", e o "Pequeno Cientísta".

          Quando já tinha lido e relido, comecei a ler as seções de contos, e daí por diante. Depois, procurei drogas mais pesadas, e fui apresentado as seleções do Rigest Digest.

          Atualmente passo por tratamento em alguns sebos da cidade, duas vezes por semana …

          Sinceramente, até recomendo tratamentos a base de discovery channel, sci-fi, history channel, mas nada substitui um bom livro.

      • Valentina

        Cara, o lance é a metodologia. Quero fazer minha segunda faculdade e acabei de ler o Lucíola p/ vestibular – e é legal! Viva o virtuosismo do Alencar. Mas não serve quando vc tem 16 anos de idade.

        • 16? Me deram isso na 5a série!

        • Valentina

          Pois é, na 5a série pra mim foi "Exército de um Homem Só". Pobres crianças.

        • Ler autores brasileiros é muito bom e instrutivo. Mas o mundo é muito maior.

          Existe literatura além das fronteiras deste berço esplêndido.

          No meu tempo, a televisão e o telefone eram luxos para poucos e o computador pessoal não existia, nem muito menos a internet, coisa que nem a SF tinha imaginado.

          Computador era coisa de Jornada nas Estrelas, assim como o celular.

          Como não tinhamos outra coisa para fazer nos dias frios, liamos livros junto à lareira, enquanto a tormenta uivava lá fora.

      • Eu também achei Lucíola um saco. Iracema me deu enjôos. Mas gostei de Cinco Minutos e A Pata da Gazela. Na 5a série me mandaram ler Meu Pé de Laranja Lima e Cazuza. Depois veio Machado de Assis. Eu gostei. Mas meu alumbramento foi quando mandaram ler O Cortiço. Fiquei fã de Aluísio Azevedo.

        Mas eu aprendi mesmo a ler com quadrinhos.

        Aprendi muita coisa boa com quadrinhos, livros, videogames, televisão, músicas. Não importa a mídia, o segredo é o recheio. E mesmo Lucíola sendo chato, dependendo do contexto, da metodologia e dos objetivos, pode se tornar atraente (pelo menos na teoria, não me pergunte como fazer isso).

        Precisa dizer que gostei?

  • Sandrine

    Sou da geração televisão. Cresci assistindo praticamente tudo que era transmitido, tanto que meu castigo quando criança era não poder ver televisão por uma semana, pena geralmente atenuada por bom comportamento. Aprendi valores, absorvi referências. Tenho absoluta certeza que isso foi de vital importância para a adulta que sou hoje.

    O que me incomoda é essa vilanização da televisão. Nunca deixei os livros de lado, e hoje uso bastante a Internet, mas ainda assisto a muita coisa na telinha. E adoro.

    Lembro que na faculdade tive que ler um livro que falava sobre a televisão e a criança, basicamente condenando o meio, com uma professora que também não era nada simpática a ele. E olha que a faculdade era de publicidade. Me revoltei com a visão simplista de que a televisão criaria crianças consumistas e pouco críticas. Qualquer conversa rápida com a minha mãe mostrará que nunca foi assim, justamente porque nunca me faltaram explicações pro que eu via.

    E isso: "A TV me ensinou a discernir a importância de dizer Yes, Captain, mas também me ensinou a importância de subir na mesa e dizer “Oh Captain, My Captain”." me fez chorar, Cardoso. Parabéns.

  • "Aprendi muito mais sobre rebeldia e questionamento na TV do que nos livros, ao menos na literatura pasteurizada, filtrada e adocicada que enfiam na mente das crianças, tudo parte do plano maligno para fazê-las odiar a Leitura."

    Cardoso:

    Isso é Brave New World misturado com Farheneit 451.

    Como professor encontro muitas dificuldades perante alunos que não lêem.

    Quando aluno de primário(nos idos anos 50 e 60) a professora mandava ler um livro por semana, para comentar na segunda feira. Só fiu conhecer a TV aos 14 anos, mas nem por isso deixei de ler.

    Cardoso:

    O quê aconteceu com o mundo??

  • Valentina

    Texto incrível. Eu sabia que tirava algo daquilo que eu asistia/lia que as outras pessoas pareciam não absorver da mesma forma; e agora faz muito sentido.

    Mas gostaria de colocar que na minha opinião não é a TV, os gibis, os livros; pra mim, a FICÇÃO é a responsável por tornar-nos geeks e afins. A Imaginação, o contar histórias é que nos prende e nos fascina – e cada um escolhe o meio que lhe dá mais prazer.

    Várias teorias, né? A psicanálise nos contos de fadas, a jornada do herói, mitologia, etc…

    Discordo apenas quando vc termina o texto falando que a TV [que entendo por ficção] traz situações mais reais e menos idealizadas. O foda da TV é que raramente o final é triste. O herói só se dá bem. Ninguém avisa o telespectador que o mundo real pode ser cruel. Que dizer, até avisa, de forma indireta, mas polarizado por uma lente romântica.

    Hehehe, pode ser que o problema seja comigo, que minha formação geek tenha me feito sonhadora, otimista, esperançosa; mas acho que, dessa forma, a TV não prepara para o baque com situações reais – falta de dinheiro, ou de saúde, por exemplo.

    sei lá, não acham?

  • Leandro

    dia desses me tornei um pai orgulhoso, quando estava zapeando sem destino pelos canais da TV e meu filho mais velho (13 anos) pediu para eu parar no TBBT que ele gostava de assistir, eu só tive que comentar algumas referncias a Star Trek que sempre rolam, mas do resto o cara tá geek de tudo ! ele é meu filho, como diria algum personagem obscuro de algum filme ai

  • Rafael D. Freitas

    Parabéns, quase chorei com as coincidencias com a minha vida, adorei as referencias

    abraços

  • Luciano

    Cardoso, este foi o seu melhor texto. Parabéns me fez rever várias

    críticas que eu tenho sobre o modo como nos relacionamos com a TV.

    Parabéns !

  • Quanto tempo até publicarem seu texto com autoria de algum famoso ou como autor desconhecido ?

    Muito bom! Gostei bastante.

  • Judy

    Pô, Cardoso! Separemos tv de cinema…

    E, como já disseram, pegar o melhor da tv e comparar com o pior da literatura não rola. Sem pedantismo de dizer que livro é melhor, nada disso. Apenas ajustes da balança de comparação.

    Vi muita tv e li muito mais, por curtir mais. Não acho que tv seja mais real. Ambos são feitos de escolhas que privilegiam alguns aspectos da realidade e também da fantasia. Talvez a tua personalidade perceba mais realidade em tv. Eu quando leio tenho minha própria imagem da cena, melhor que a de filmes.

    Legal a gente ter várias opções, não?

  • Adorei o texto mas sou de outra geração de NERDS, os originais, não os atuais.

    Também adoro Big Bang Theory, mas eles são a versão idealizada, não a realista.

    Roy e Moss do It Crown são muito mais a realidade representada, e não tenho dúvidas que eles gostariam de ser o Sheldon, mas não são. Bom, pelo menos eu gostaria, mas acho que estou mais para o Leonard. Ou o Maurice "Moss" … rs

  • Certa vez levei um texto sobre "novelas" para meus alunos numa aula de Atropologia Cultural. Passei 4 aulas tentando mostrar que nem estava ali para trucidá-las e muito menos para elogiá-las. Às vezes, essa ideia que te passam quando entram na faculdade de que a TV é a vilã, podem te perseguir a vida toda. Apenas usava o exemplo de algo da cultura popular para mostrar aos meus alunos essas questões que você arrolou no post: uma imensa variação de situações que servem de representação (de valores morais, condutas, etc) do mundo em que vivemos. Pelo menos, no fim das contas, acredito ter chegado com eles onde eu queria!

    Parabéns pelo post, blog e opiniões… afinal, ser nerd/geek vai além do modo de se vestir, falar ou mesmo agir (deixem isso para os posers!

  • Hawk

    Excelente texto Cardoso. Parabéns.

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  • Ok, fiquei com preguiça de ler todos os comentários e conferir se alguém já disse isso – o que muito provavelmente aconteceu – mas penso que essa é uma visão muito parcial das mídias.

    Desde pequeno sou apaixonado por literatura, e ouso dizer que aprendi muito mais na biblioteca do que no sofá de casa. A experiência de ler um livro é não-somente a absorção de uma história e de suas lições, mas também, muitas vezes, uma jornada de profunda descoberta pessoal. Obrigado a imaginar cenários, personagens, situações acaba sendo um grande meio de entender e aprimorar seu próprio pensamento.

    Isso é uma coisa da qual sinto falta em filmes, seriados, etc. Tudo é jogado na cara do espectador, prontinho e digerido (o conteúdo, não o espectador), sem tempo para reflexões. Salvam-se alguns, que propõem narrativas mais intrincadas ou indiretas, que exijam mais atenção e raciocínio – mas acabam sendo muito difíceis para os mais jovens.

    Lembrem-se, "A imaginação é mais importante que o conhecimento."

  • Djones Boni

    Te admiro, cara.

  • Marco

    "Os seriados e desenhos me ensinaram lições de amizade, honra, justiça. força, lealdade."

    Sou farinha do mesmo saco e me orgulho disso e espero que meus filhos possam aprender que esses valores devem ser cultivados.

  • Depois desse texto, eu vou assinar o feed do blog.

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  • Ray1001

    Creio que a lição mais valiosa do seu relato é a de que qualquer coisa pode ser fonte de aprendizagem. Muitas pessoas costumam ter uma visão dicotômica de bem-mal e bom-ruim bem rígidas e imutáveis. "Livros são bons, TV é ruim". As coisas não são tão simples assim dammit! Alguns livros são bons, outros ruins. O mesmo vale para qualquer outra coisa. Poderia escrever uma tese de doutorado sobre o que aprendi com o cavaleiro das trevas! Esse extremismo leva as pessoas pensarem que há alguma diferença entre ler livros e ver tv. Até onde vejo, não há! A única atividade que gera conhecimento é o pensamento! Não importa se é Dragon Ball Z ou Emmanuel Motherfucker Kant. Se não colocar as válvulas mentais para funcionar, não importa o que ver ou ler, será sempre um ser passivo… Como um zombie do Resident Evil.

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  • doug….

    essas suas explicaçoes nao estao servindo para nada …me desculpa pela sinceridade…