Branca Branca Branca, Mion Mion Mion

Tentei sem sucesso definir o Lengendários, programa humorístico comandado por Marcos Mion que estreou dia dez na Rede Record. Por fim a resposta veio da Ana Martinez, que comparou a troupe com o Incrível Exército de Brancaleone, grupo de patetas que se dá mal o filme inteiro e NÃO vence no final.

Eles são os anti-anti-heróis, representam a filosofia de que de onde menos se espera é que não sai nada mesmo. Foi essa a impressão que tive, antes de ver o programa. Reconheço que alguns livros podem ser julgados pela capa, e algumas primeiras impressões são sim verdadeiras.

Entenda o porquê:

Em algo que parecia o 3o Jornal Esportivo mais popular do Acre cobrindo a venda de jogadores da 5a divisão do Futebol de Rondônia para um time da 3a divisão do campeonato grego, a mídia anunciou a bombástica contratação: A Rede Record levou um porrilhão de humoristas da MTV e lançou programa próprio.

Até faz sentido, humorista da MTV são como lactobacilos, só vencem pela superioridade numérica. O One Man Show deles tem uns 15 integrantes.

O tal programa se chama Legendários, e fez um bom fuzuê no Twitter, conseguindo uma rara unanimidade. Todos odiaram.

Sentindo cheiro de carniça, fui atrás, afinal um programa comandado por Marcos Mion prometia. Primeiro, no site do programa a descrição é algo inacreditável:

Criado e ancorado por Marcos Mion, desde sua estreia, em 10 de abril de 2010, o programa tem como características a busca pela qualidade, pelo humor criativo e pelo bem, passando longe da humilhação, porém com muita atitude e questionamentos, além, obviamente, da irreverência.

Preocupado em inovar, o programa reuniu gente de nome – e de peso –  com muita experiência e motivação para fazer com que Legendários preencha uma lacuna na TV brasileira. O objetivo é criar reais admiradores, que queiram vivenciar o programa, que ajudem a fazê-lo cada vez melhor!

Legendários chega pra falar de coisa séria com humor e fazer humor com seriedade.

O nome disso é receita de desastre. “humor criativo e pelo bem, passando longe da humilhação” NÃO EXISTE. Você pode até mudar o foco, fazer uma critica social com a piada, mas alguma leitura “ruim” ela terá.

“Meu avô morreu em Auschwitz”
“Ah, coitado”
“Pois é, caiu da torre de metralhadora dele”

“Gente de nome –e de peso-“ claro, afinal o João Gordo está na equipe, isso vale uma piada. A proposta “pelo bem” lembra os Atletas de Cristo. Se esses são de Cristo, os outros são do Diabo? O que é Humor Pelo Bem? É humor com consciência social, preocupação ecológica, humor sustentável? Alguém seria tão besta a ponto de gastar milhões de Reais em um programa de humor politicamente correto com proposta de EcoChato?

A Record foi.

No dia do lançamento do programa surgiu uma tag no Twitter sobre #HumorDoBem. A idéia (idiota) era demonstrar que é Possível fazer humor sem ser ofensivo, preconceituoso, maldoso, cruel ou desrespeitador.
Um conceito que basicamente elimina TUDO de bom que já foi feito em termos de humor na História da Humanidade, deixando apenas gente retardada que não sabe rir de si mesma NEM dos outros.
A melhor critica surgiu de Danilo Gentili, não exatamente a faca mais afiada da gaveta mas que ao menos SABE o que é humor, ao sugerir:

Vamos passar a tarde bolando piadas bacanas e saudáveis, q não sejam dignas de censura nem ofendam algo, alguém ou um conceito? #HumorDoBem

Seguiu-se uma série de pérolas, como esta:

Apesar da proposta já ter sido detonada pela Realidade, o programa foi ao ar.

Assistir aos vídeos no site oficial foi sofrimento cerebral, era como um Jackass para a Mente. Nenhum dos 75 integrantes do programa se salva, conseguiram com que todos fizessem figuração.

Marcos Mion virou uma espécie de Stairway to Heaven, Escada para Lugar Nenhum. Ao contrario de Emílio Surita, Manoel de Nóbrega e Marcelo Tas, ele não armava nenhuma piada, pois no programa mais interativo da história do humor brasileiro não havia… interação com os humoristas, sentados em uma bancada segurando microfones e mudos.

Ele fez pior. Ele explicava e se DESCULPAVA pelas piadas e quadros apresentados. Era uma versão animada das setinhas do kibeloco.

Dividindo um cenário gigantesco com um auditório, gruas, várias câmeras Mion aparecia no palco e em uma bancada, estilo CQC. Também havia dançarinas, estilo Pânico. A inspiração era clara, em cada detalhe. Vejam a abertura:

Aqui Mion começa contando como a Record é linda e maravilhosa, para depois emplacar um clipe com três paródias de momentos conhecidos do humor televisivo, o Sushi Erótico do Faustão, a Banheira do Gugu e o Teste de Fidelidade. Ao final ele explica que foi tudo uma brincadeirinha, uma homenagem “a alguns dos pilares da televisão brasileira”. Jura? Eu estava quase achando que era de verdade…

Em outro quadro João Gordo, que fiquei sabendo que era humorista agora, se veste de fiscal de trânsito e vai criticar a indústria das multas. Explica que São Paulo arrecada o suficiente por ano para sustentar Rio Branco por um ano e meio. Não entendi a relação, mas tudo bem.

Depois ele vai atrás de motoristas perguntar quanto já pagaram em multas. Termina criticando as cobranças ao mesmo tempo que mostra motoristas cometendo infrações, como falar ao celular dirigindo, guiar com uma só mão, etc.

Pelo que entendi correto é não multar quem comete infração.

Os humoristas da bancada (sem aspas, depois que o Zina do Pânico foi qualificado como humorista, a função perdeu toda a seriedade) estão paramentados como acidentados, cheios de gesso, soro, etc. O quadro abaixo explica isso.

O conceito: Eles estão indo pra SP quando sofrem um acidente na estrada. O acidente os deixou mais criativos mas eles perderam a memória. Não lembram mais quem são. Assim você, espetador, não precisa mais entender que Hermes e Renato não são mais Hermes e Renato, e os outros grupos também não atendem mais pelo antigo nome.
O quadro tem seu auge, mostrando todo o humor não-preconceituoso, Do Bem e não abusivo quando no hospital surge, do nada, Geisy Arruda, vestida de enfermeira-fetichista, deixa cair uma caneta e se abaixa. A câmera do programa inovador fecha o enquadramento na bunda da supracitada personagem.

JURO!

Outro quadro mostra a Teena, que Marcos Mion apresenta (não estou mentindo, clique e veja) como “Teen  – de adolescente, a”. Ela vai entrevistar Chitãozinho e Xoroxó. Ela ensaia um bom começo dizendo que está honrada em conhecer o pai e a mãe de Sandy e Junior, mas o timing foi perdido, afinal é um programa para a audiência retardada fã do humor-muleta, então pararam para enfiar um grafismo dos dois vestidos de noivo e noiva.

Daí pra frente a entrevista se resumiu a tal Teena desafinando propositalmente e elogios descarados à dupla.
Fizeram também um quadro parodiando televendas de carros usados, com a previsível cena do sujeito batendo no carro dizendo que é bom e a lateral caindo.

Em certo momento Marcos Mion chama no cenário o SuperTição, o “primeiro super-herói brasileiro”. Primeiro, não é. Não vou nem invocar o X9, do Almanaque do Tico-Tico, ou sequer o Capitão Gay de Jô Soares, ou o genial Capitão Ninja. Vou me ater ao nome mesmo.

SuperTição era um personagem de um curta-metragem famoso nos anos 80, até por ter se destacado no meio do Lixo Obrigatório que tínhamos que assistir nos cinemas, antes dos filmes de verdade.

No caso fazia sentido, pois era um super-herói em um documentário sobre… superstições, no caso o trocadilho valia. Usado fora de contexto como fizeram no Legendários deixa de ser uma boa piada e vira uma simples referência à Cor da Pele do personagem. Seria igualmente “legítimo” chamá-lo de Grande Pássaro, SuperZulu ou General Urko.

O tal personagem “ajudaria” pessoas, em uma espécie de Porta da Esperança, mas no programa do Mion. Junto ele vem com um anão de blackface, aquela técnica onde o artista branco se pinta de negro, com feições exageradas, interpretando um personagem étnico.

Nos EUA blackface é considerado suicídio profissional, no Brasil é só… antiquado. Mas para um programa inovador,  confesso que achei… deslocado. Afinal de contas o PRIMEIRO filme falado, O Cantor de Jazz, com Al Jolson, apresentava o protagonista em blackface, prática comum desde o Século XIX. Já humor com anões, bem… digamos que Augustus, Imperador de Roma era fã de Lycius, um anão ator e comediante. E isso foi 63AC e 14DC.

De qualquer jeito o anão se resumiu a adereço de cena.

Assim como a Jaque Khouri, boazuda da vez, afinal se o Pânico tem a Sabrina, eles precisam de um similar caucasiano. Só que a Japa Doida SABE fazer comédia, não se leva a sério, igual a Maria Paula. A Jaque Khouri ficava entre “vejam como sou gostosa” e “vejam como eu leio o teleprompter tão bem quanto o Obama”.

Como o programa é “do bem”, as causas boazinhas precisavam ser contempladas, e convenhamos, imitar o modelo do CQC seria fácil, então partiram para algo alem do simples assistencialismo, foram pra militância ecochata total.

Um dos integrantes saiu fantasiado de árvore pelo Centro de SP, pedindo abraços e mostrando que por não abraçar um idiota vestido de árvore, as pessoas já são automaticamente malignas malvadas e acionistas do Buy’N’Large.

Agora, a cereja do bolo (fecal) foi quando mostraram os integrantes do programa indo até a fazenda de um deles, um tal de Gui Pádua (Maior decepção, não era quem eu imaginava que fosse) para… plantar arvrinhas e tornar o programa carbono-neutro.

A preocupação ecológica era tão grande que filmaram um desnecessário passeio de ultraleve, queimando combustível fóssil, para mostrar a tal fazenda.

Depois do show de culpa burguesa, assistencialismo, ausência de piadas e originalidade, só posso aplaudir o trabalho de Marcos Mion e Grande Elenco. Foi um programa sustentável e responsável. Bom humor é um elemento escasso, e fizeram de tudo para não desperdiçar uma gota sequer.

O resto dos vídeos você pode assistir direto no site deles. Boa sorte, vai precisar. Para outra crítica, sugiro o texto do Mauricio Stycer, no UOL.

Para tirar o gosto ruim da boca e aproveitando seu aniversário, fiquem com um stand up do Mestre Chico Anysio, na Rádio Roquete Pinto em 1969.

Leia Também:

  • anunciaç&atil

    Obrigada por concluir seu post com algo que merece ser visto e revisto.Comecei a assistir o tal programa mas não aguentei;sinceramente pensei que eu,como já estou na idade da falta de paciência,era que estava errada.Com as excessões que só confirmam a regra,verifico que eu tinha razão,afinal.

  • Humor "pelo bem, passando longe da humilhação".

    Além disso não existir, como você disse, eles chamaram os caras do HERMES E RENATO para tentar cumprir tal missão.

    Tiro do CU.

    "Explica que São Paulo arrecada o suficiente por ano para sustentar Rio Branco por um ano e meio. Não entendi a relação, mas tudo bem."

    Ué Cardoso, esqueceu que é pecado ser RICO? ;)

    • Então Edir Macedo vai direto para o inferno!

  • Há a chance de isso ser uma grande piada por si só, mas isso já é minha esperança na humanidade falando mais alto.

    Alguns pontos de destaque:

    – Como desgraças um show que prega "humor criativo e pelo bem, passando longe da humilhação" me bota um anão de blackface em cena? De quem foi essa idéia, e o que ele andou fumando?

    – 75 pessoas? Não dá pra fazer nada menor que uma telenovela com um elenco principal desse tamanho, caraca! Como é que você rotaciona esse pessoal todo sem tornar o programa virtualmente disprovido de foco?

    – Aliás, aqui: "fazer humor com seriedade". Foi nesse exato momento em que o programa metaforicamente chutou o banquinho. Aparentemente ainda está balançando as pernas, entretanto…

    – "Geisy Arruda, vestida de enfermeira-fetichista": e foi aqui que o programa resolveu que a premissa já não era o bastante e figurativamente pulou do vigésimo andar.

    Em suma, eu acho que não estão nem tentando. Esse dinheiro todo deve estar indo pra algum outro lugar completamente diferente e, sendo esta a Record, já devem haver rumores suficientes especulando pro bolso de quem isso está indo…

  • Fernando de Laurenti

    Excelente comentário!

    Na verdade, esse tipo de "humoristas", como o Marcos Mion, q no tempo dos "Piores clipes", era impagável, agora vai pra lá e pra cá, tentando dar certo, mais ou menos como, quem paga mais pela minha falta de criatividade?

    O problema é pagar "mais" pra criar uma porcaria sem graça!

    João Gordo é qqr coisa, menos "humorista" e pra mim, Hermes e Renato sempre foram muito chatos de se ver, aquele humorzinho pra adolescente q ri de qqr coisa… até da avõ caindo da escada e rachando a cabeça.

    Bons tempos do Chico Anysio Show, O Planeta dos Macacos, a verdadeira Escolinha do Professor Raimundo e não essa idiotice q tem hj com Sidney Magal (??!!)…

    []'sss

  • “vejam como eu leio o teleprompter tão bem quando o Obama”. Trocou o 'quanto'

    Muito bom texto.

  • Júlia

    Excelente texto. Finalmente saiu uma crítica (achei o texto do Stycer mais um resumo, mas é bom) sobre o programa. Esperava que repercutisse mais nos portais, mas parece que passou batido…

    E por mais que você tenha destrinchado o programa, ainda tem tanta coisa pra criticar! hahaha

    A grande pergunta que ficou na minha mente foi: desde quando o Mion se preocupa em fazer humor sem humilhar ninguém? :O

  • Disse tudo que eu queria dizer e um pouco mais! Repito: A unica maneira de salvar o programa Legendarios é se eles arrumarem uma maneira da Mia Mello pagar peitinhos em rede nacional!

  • haha, tinha feito um post no meu blog esculhambando o programa também.

    Ah… sobre super-heróis brasileiros, tem o Morcego-Vermelho, do Zé Carioca. ;)

    • will

      morcego verde champs…

  • Esculachar Mion, João Gordo e cia. é bater em bêbado. Mas está valendo.

  • "Tentei sem sucesso definir o Lengendários (…). Por fim a resposta veio da Ana Martinez, que comparou a troupe com o Incrível Exército de Brancaleone, grupo de patetas que se dá mal o filme inteiro e NÃO vence no final"

    Perfeito, Cardoso. E nem precisei dizer nada! Você traduziu certinho, aka DISSETUDO. E sem essa de "se não deu certo é porque não chegou no final". Como se diz aqui na Bahia: Já foi banda mel.

  • Júlio

    Eu comecei a assistir, só que depois do João Gordo terminar seu quadro, entrou ele falando e um cara atrais fazendo 'bip' a cada palavrão que João Gordo pronunciava. Como eu tenho vergonha alheia, mudei de canal.

  • o programa é de fato uma merda completa. e, ainda fizeram o desfavor pra eles mesmos de criar uma enorme expectativa. expectativas são coisas coisas perigosas, elas podem transformar a realidade numa baita bosta. e, quando tudo que você tem para apresentar, na realidade, já é uma bosta imensa, o melhor a se fazer… é não fazer nada – mas já é um pouco tarde pra isso.

    não fiquei muito surpreso, na verdade tenho uma grande má vontade com o marcos mion, ele me parece sofrer de uma gritante delusão narcisista.

  • Luiz

    Fiquei pensando como é que os caras do HR vão fazer os quadros deles num pograma de "Humor do Bem". 70 % das piadas deles são de humor negro e/ou denegrindo alguma classe.

    E achei que o anão era "blackface" naturalmente mesmo.

  • Breno

    Monty Python, TV Pirata…voltem por favor…

  • Obrigado por derrubar cautelosa e vagarosamente cada detalhe do programa. Eu não consegui destruí-lo o suficiente. É preciso que ele dê bastante vexame, para o Mion voltar à MTV, que é onde ele funciona.

    E excelente maneira de terminar, realmente. =D

    Em certo momento Marcos Mion chama no cenário o SuperTição, o “primeiro super-herói brasileiro”. Primeiro, não é. Não vou nem invocar o X9, do Almanaque do Tico-Tico, ou sequer o Capitão Gay de Jô Soares, ou o genial Capitão Ninja. Vou me ater ao nome mesmo.

    O Super Silva, de Ivan Jaf. Obrigado.

  • Excelente texto. Essa história de "humor do bem" é em si a piada, assim esperamos.

    E ta "espetador" não "espectador"

    "Não lembram mais quem são. Assim você, espetador,…"

  • Boni

    O problema do programa não foi fazer um humor do bem. Foi fazer um humor limitado, CENSURADO e inocente. É possível fazer humor negro e retirar grandes lições ácidas e irônicas. Caberia ao telespector mergulhar-se na polemica, sentir-se ofendido ou viver os absurdos da realidade na forma de humor extremo. Hermes e Renato fazia isso. A RECORD não vai se arriscar porque o perfil de seu telespectador é: inocente, reacionário e burro. Ficariam ofendidos.

  • Boni

    PS: Excelente análise do programa. A melhor que vi até agora.

    • Concordo. Cardoso caprichou.

  • Cara, isso de humor bonzinho me lembrou um documentário que vi há uns anos com o Rowan Atkinson falando sobre humor. Em determinado ponto ele analisou porque as pessoas não acham mais graça em Charles Chaplin e disse: porque ele é muito bonzinho (e olha que Carlitos dava umas sacaneadas e batia em algumas autoridades) e mostrou cenas cruelmente hilárias como um homem sendo espancado. Não é ironia, a cena era engraçada, ver dois ou três cara se revezando pra socar um sujeito, mas não me pergunte porque.

    Essa do SuperTição eu lembro de ver no cinema, nunca pensei que mais alguém se lembrasse daquele cara apertando a gravata fazendo as calças cairem.

    • realmente, o pessoal cansou do humor clássico…

      querem apenas ver as pessoas se ferrarem…

  • Carson

    Excelente critica!

    Abraços

  • Silvério

    Ótimo texto, e pior que esse programa estava sendo trabalhado internamente, já com toda a equipe contratada a 4 meses. Ver o Marcos Mion colocar "panos quentes" depois de cada piada foi ridículo, me parece que a Record não é lugar pra comédia.

  • Impressão minha ou não gostaste do programa?? kkkkk Eu nem me dei ao trabalho de ligar a tv, para falar a verdade, eu quase não ligo mais a tv, culpa da internet. Se algum profissional se identifica como humorista, pode ter certeza que ele é sem graça.

  • Ana Carol

    querido Cardoso

    Eu sou uma pessoa com intuição forte (rs) e já estava sentindo uma vergonha alheia sem fim quando comecei a ler as matérias sobre o programa que foram saindo.

    Do Mion não espero nada… mas é, no mínimo, curioso ver João Gordo assinando contrato com a tv do bispo! E o pessoal do Hermes e Renato???

    Fiquei até pensando se não rolou uma briga na MTV pra eles saírem… pq sair por grana e enterrar o nome desse jeito é triste, mas todo mundo tem um preço, né?

  • Tiago Dienstbach

    Boa tarde meu nome é Tiago e trabalho na agência de publicidade Núcleo da Idéia.

    Gostaria do seu email para contato a respeito de uma possível parceria. Obrigado pela atenção e aguardo o seu retorno.

    • Gledson

      Cardoso, favor colocar o formulário de contato no lugar dos comentários, evitando assim essas coisas que a gente acaba lendo por aqui.

      Porra, Tiago!

  • Caro Cardoso, definir Legendários é fáci: Uma cópia de vários programas existentes, sem nenhuma novidade e com o apresentador explicando a piada e/ou pedindo desculpas por tê-la feito (ou por outros da mesma equipe) tendo feito.

  • Leonardo

    Caro Cardoso os vídeos não aparecem.

    • Ah, vá se queixar ao Bispo!

      Sério, é culpa da Record ;)

  • Quando vi a foto de divulgação do programa, com todos os integrantes do programa, pensei que se tratava do pessoal do Zorra Total, vestindo o figurindo do CQC feito com retalhos do terno do Vesgo.

  • Senti náuseas ao ler os comentários do Stycer.

    Este programa criou expectativas demais, quis "revolucionar", mas não passou de um frankstein de outros programas tão ruins quanto.

  • Júlio

    Cardoso, tem gente que gostou:

    http://televisao.uol.com.br/colunas/flavio-ricco/

    • Luciano

      um link que tem MAS não pode estar falando bem…

  • Eu só ouvi falar desse programa depois de ler esse texto. Muito provavelmente por eu estar cada vez mais alheio ao que se passa na TV aberta e por eu C&A para o que acontece no Twitter.

    Sinceramente, acho que o pessoal esperou demais de um programa de "humor" comandado pelo Marcos Mion "mionzera", João Gordo e uma ex-BBB.

  • Cara, o Marcos Mion foi muito forçado apresentando o programa. Parecia que eu estava assistindo ao VMB.

    A outra observação é que para um programa que dizia que iria trazer a inovação no humor, o quadro do João Gordo na rua foi um tiro no pé. Até o Rodolfo, que fazia dupla com o ET no Gugu, já fez isso.

    Não assisti o programa completo. Vi apenas 10% dele pra cumprir minha meta da programação da Record e parei.

  • Jamerson

    "“humor criativo e pelo bem, passando longe da humilhação” NÃO EXISTE."

    Existe sim, vide Chaves, Chaplin, ou até mesmo Monk, mas precisa-se de muito know-how pra isso.

    • Chaves é preconceituoso ao extremo, Chaplin usava e abusava da "esperteza", e Monk faz troça com um distúrbio SÉRIO, o transtorno obsessivo-compulsivo.

      • Obrigado por me poupar os dedos, Cardoso. De fato, todos os citados (e todo o humor que existe) são humor do mal (graças a Deus).

    • Fabiano

      Cara, chaves é do período pré politicamente correto.

    • Pô, o chaves era esculhambado direto pelo kiko pq era pobre. E ele desfazia do garoto do barril por causa de um sanduiche de presunto… preconceitos por todo lado- seu barriga e nhonho: gordo, seu madruga: malandro e batia em crianças , kiko: burro. Cardoso, não se junte com essa genItália (sic)!

  • Amigo, não há um episódio sequer do Chaves em que não haja agressão física, suborno, humilhação e choro. É porque a gente se acostuma a isso desde criança com o gato que a gente tentou matar com o pau, na música, que acaba não percebendo a RAÍZ do humor. Se um palhaço faz malabares todo mundo odeia, se o mesmo palhaço tropeça e bate com a cara no chão, todo mundo morre de rir. Incluse eu, óbvio.

  • Cristiane

    Cardoso foi certeiro! Comecei a ver o programa e quase fui atrás de um vicodin, pra ver se passava minha dor…

    Muita, mas muita saudade de TV Pirata e suas prisioneiras, o Barbosa e a melhor paródia de novela ever: Fogo no Rabo.

    Por fim, Mion levou um povo da MTV mas deixou Dani Calabresa. Essa menina imitando a Sônia Abrão em apenas três minutos é melhor que o Legendários inteiro.

  • @Su_lene

    Se os discursos chatos dos "politicamente corretos" já era suficientes pra encher o saco com críticas contra o humor, imagina quando esse papo vem dos próprios humoristas.

    Eles fizeram um programa de humor politicamente correto, plantando árvores. Só esqueceram de colocar a parte do humor nisso tudo.

  • Ronaldo

    Parei de ler qaundo vc falou que sabrina sato ( LEIA SABRINA CHATO ) "SABE" huaihauihaiuha fazer humor….

  • Adorei a análise. Parabéns!

  • achei apenas interessante …

  • Marlon

    O que dá raiva nesses legendarios é essa idéia de humor do bem. O programa tá parecendo um comércial gigante das sandálias havaianas, pelo conceito. Todo mundo alegre, umas piadinhas leite-com-pera, mas sem graça que é bom… nada

  • Andressa

    Concordo com tudo, mas só uma coisa: o não do super-tição é de fato, negro.

    kk bj

  • Lud Ramos

    Título adorável.

  • fernanda

    Muito bom, dizem tanto ser humoristas q não aceita nenhum tipo de humor, para mim o "XILIQUE" do gui pádua em não aceitar uma piada do Danilo Gentili, foi marketing puro para chamar a atenção para esse programa!

    Vamos todos fazer o #LegendariosFAIL entrar no TT no twitter!

  • Lud Ramos

    E ah, um ótimo texto também

  • Felipe

    Falar que o anão que fazia o Robinho no Pânico usa blackface é fogo…

    • PG

      Pô, até que enfim alguém percebeu isso. Já tava pensando que eu ia ter que mandar um comentário pra esclarecer que não tinha nada de anão blackface, era só o Robinho do Pânico.

  • Patricia

    O que dizer?? Muito bom o texto! Concordo com tudo o que você escreveu!

  • talita

    Muito bom hem!!! adorei..isso cala a boca de muita gente…afinal estão na rede recopia

  • Lorena

    Qual a vantagem de se unir ao pessoal do cqc?todo mundo de conchavo como se só eles fizessem humor de qualidade

    tão bombardiando o pessoal do Legendários sem motivos,que coisa mais feia

    cada um faz seu trabalho como quer.

  • É aquela coisa amigo Cardoso, Legendários sofreu várias barreiras criativas desde quando começaram a fazer. Tinha que agradar o Bispo, os fiéis do Bispo, dar audiência, trazer anunciantes e o principal, deixar o suntuoso apresentador por cima de tudo. Como a cereja do bolo. Ou como o técnico Leão disse uma vez: Se o time ganha é pelo meu trabalho, se perde é culpa dos jogadores.

    Mas é aquela coisa se você desligar o cérebro, esquecer referências até pode funcionar. E também não podemos esquecer que só foi o primeiro, o Mion tinha que dedicar um programa pra dizer ao pessoal: OLHA QUE COISA FODA QUE EU FIZ!

    Geralmente programas assim mostram realmente a cara depois do terceiro. Vamos acompanhar…

    • Esquece o que eu disse, o programa está uma merda mesmo.

  • Rafael

    Calma gente o programa ta só começando e vcs estao torcendo pra dar errado. Concordo em alguns pontos, oq tem a ver Jaque Khury? Gui Padua? Essas pessoas nao são humoristas mas vamo dar tempo ao tempo. Esqueceram de falar da principal bola fora, o quadro do preconceito foi feito de forma totalmente tendenciosa e nao foi incluido no texto porque será?

  • Luciano

    boa critica! redundante, em se tratando de Record e Mion.

    o mundo politicamente correto tá um pé no saco e abrindo espaço pra iniciativas (? copiativas ?) desse tipo de programa. recomendado pelo bispo garante ibope…

  • Leoncio Xavier

    Fui tb um dos que tentaram assistir…e a cada quadro vinha aquela gigantesca sensação de "Vergonha Alheia" ..e o pensamento…"Pq diabos estão fazendo isso?Não percebem q é totalmente sem graça?"…pois é…hashtag pra eles #Partiu …

    Pelo menos na sexta temos a reprise do Panico e pra quem tem tv a cabo o otimo Bruno Mazzeo com o Cilada na Multishow…e depois cair pra noite…

    Abs…

  • PrimeTime 84

    Todo mundo tem sua época negra, até Hermes & Renato… Os caras são fodas demais pra ficar nessa cagada.

  • Diego

    O cara promete um programa revolucionário e aparece com uma mistura de CQC, Pânico e MTV.

    Vem com papo de que o programa não tem público específico, é pra todos assistirem. Isso não existe! Não tem como um programa não ter um público-alvo. Quando se mira em tudo, não se acerta em nada.

    Aquele elenco inflado é desnecessário. Alguns ali parecem que nem tem função direito. Parece que o Mion falou "Chega aí que a gente te encaixa em alguma coisa!"

    O elenco no palco, sem participar, parecendo vasos decorativos, foi bizarro.

    A questão do Mion meio que explicar as matérias quebra o andamento do programa e fica cansativo. Além de parecer que o tá chamando o público de burro.

    O estilo de edição de algumas matérias ficou igual ao do CQC.

    Matérias com a idéia de ensinar consciência ecológica SEMPRE são um porre. É quase como se colocassem um padre dando sermão ou um pastor pregando, no meio do programa.

    Um quadro que nem estreou, mas que tem tudo pra ser ruim é do Super Tição. Nada contra o personagem, mas pelo que explicaram, vai ser algo assistencialsta. Porra, isso não dá certo mais nem no programa do Netinho ou do Gugu!

    A arrogância dos integrantes de não aceitarem as críticas, cria antipatia do público.

    Quando se falou em audiência, falaram que esperavam coisa pior e depois começaram a se comparar com a média do CQC. Quando você precisa usar argumentos como "Foi menos pior do que imaginávamos" e "Tem outros piores" é porque algo não vai bem.

    E pra finalizar, esse papo de "programa do bem", "humor do bem"… Quer fazer programa do bem? Vai trabalhar naquela produção da LBV, que passa na Band.

    Humor do bem? Nem Turma da Mônica tem isso. Isso non ecziste!

  • Melissa

    Antes mesmo do programa começar eu já sabia que ia ser ruim.

    Só de o apresentador do programa ser o Marcos Mion já era óbvio

    que iria ser uma merda!

  • andersou

    É… o humor brasileiro já era mesmo…

    Praça, Zorra, CQC e Panico são uma merda…

    Legendários veio para fazer parte do lixo.

    Esta frescura no cú de humor inteligente fode tudo…

    Antigamente o humor era simples e deixava todo mundo feliz…

    Agora este humor "inteligente" é chato pacas e não serve nem como denuncia..

  • Guilherme Costa

    Puta que pariu. Agora resolveram definir senso de humor, uma individualidade nata.

    Falar que hermes e renato por ser humor de adolecente é um insulto a inteira humanidade.

    Quem disse que humor para o senhor que humor é coisa de adultos?

    Soberba é pouco para seu comportamento.

    • Guilherme Costa

      *Quem disse ao senhor que humor é coisa de adultos? …

      E leve o Chico com você…

      Odeio velhos saudosistas…

  • cara, muito bom! concordo com tudo.

  • elaine

    Na boa,

    Fiquei alguns minutos vendo o seu site.

    Deu para olhar uns textos e até mesmo concordar com vários deles.

    Esse sobre o legendários é um exemplo.

    Porém, acima de tudo, eu percebi uma coisa.

    Você se acha.

    • Eu me tenho certeza. Desculpe se não faço o tipo coitadinho por favor leia o que este pobre e humilde escriba tem a dizer.

  • Você foi até muito diplomático quando falou "de onde menos se espera é que não sai nada mesmo". O certo seria "…é que não sai porra nenhuma". O vídeo do Chico Anísio é dez, já conhecia e tinha visto no YouTube diversas vezes. Ao meu ver, o verdadeiro humor.

  • Nem perdi meu tempo vendo. Esse pessoal fora da MTV é igual peixe fora d'água. Mesmo lá, alguns deles, já não iam muito bem. Somando-se isso ao fato de ser algoproduzido pela Record (que tem um bata mau gosto em matéria de programas), a merda já estava anunciada.

  • Caramba, mas é o Marcos Mion! Na boa, eu NUNCA achei nada de interessante (ou engraçado) nele, e em boa parte do elenco da MTV. Rafa, Mion e outros, foram pessoas que eu assisti pouquíssimas vezes e por muito pouco tempo. Normalmente eu desligava a TV e ia ler um livro, acabei ganhando mais, bem mais.

  • Depois de ler o post e os comentários, e de fazer algumas observações, lembrei de uma cena de humor verdadeiro, foi no cinema:

    Quando Kirk Douglas deu uma bofetada na cara de Silvester Stallone, no filme "Minha filha quer casar"

    Isso foi humor.

  • Filipe de Paiva

    Olá!

    Meu nome é Filipe de Paiva e trabalho na agência publicitária Núcleo da Idéia Comunicação. Gostaria de um e-mail para que possamos entrar em contato direto. Por favor, envie para mkt4@nucleodaideia.com.br

    Aguardo resposta e agradeço pela atenção.

  • @acustodio

    Melhor texto sobre o programa que já li.

    Primeira coisa que lembrei quando vi essa parte da enfermeira foi o mion falando: "vamos fazer um programa/humor sem apelação" (mais ou menos assim que foi dito). Com isso eu penso, se mostrar uma mulher numa posição dessas não é apelação, como seria com? *_*

  • Esse programa do mion pelo jeito foi por água abaixo ou melhoram ou vai ficar nisso e provavelmente vai ficar nisso.

  • André

    Perfeito! Análise acurada em cada linha.

    O Mion é uma BESTA quadrada, sem graça alguma. Nunca teve, nunca terá.

    boa sorte para a record… apostas devem rolar para saber quantas edições até essa malice sair do ar.

  • Lídia

    A parte em que afirma que Sabrina é humorista foi demais. Se a Sabrina Sato for humorista então eu sou uma expert em física quântica.

  • " “humor criativo e pelo bem, passando longe da humilhação” NÃO EXISTE.

    Foi o que pensei qdo vi a descrição do programa.

    Parabéns pela análise minuciosa do Desastre Legendários.

  • Hernesto

    Isso me cheira limpinho!!!!

    O humor do programa é tão limpo quanto o dinheiro que está sendo lavado através dele… Elenco milionário, gasta-se generosamente para ter um retorno irrisório… Me parece óbvio vindo de quem vem: Edir Macedo tendo que declarar sua fortuna sem ter todos os meios para isso, é provável que ele esteja "limpando" algum dinheiro "inchando" o retorno que o programa está dando. Se ele inchar tanto quanto o ego do Marcos Mion é inchado ele achou a fórmula perfeita.

  • Rogerio Alves

    Muito bom!!! PARABÉNS!!!

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