Por Favor Não Matem Meus Heróis

spock

Esta cena ensinou mais sobre amizade e lealdade que tudo que aprendi na escola.

Eu estou digerindo este post faz algum tempo. É sobre Sharon Lamb, uma psicóloga americana e suas opiniões sobre Super-Heróis. Diz ela:

“os heróis de hoje participam de ações ininterruptas de violência”. Esses personagens seriam agressivos, sarcásticos e raramente demonstrariam a virtude de fazer o bem à humanidade. Sharon diz ainda que, despidos de seus trajes de heróis, estes homens são péssimos exemplos: exploram as mulheres e mostram sua masculinidade com armas poderosas.

Segundo a autora, a grande diferença dos personagens dos quadrinhos do passado para os atuais super-heróis dos filmes é que os primeiros representavam modelos nos quais os garotos podiam se espelhar – já que, despidos de seus trajes, eles seriam pessoas reais, com problemas reais e vulnerabilidades.

Ela alega que os Super-Heróis modernos fazem mal à construção da personalidade dos jovens, que a imagem de super-heróis batendo em vilões pode não ser boa se a sociedade quiser promover comportamentos masculinos mais gentis e menos estereotipados.

O mau exemplo usado por ela é o Homem de Ferro. No filme que ela viu Tony Stark é um playboy mulherengo, violento e clássico representante da oligarquia bélico-industrial americana, companheiro Michael Moore!

No filme que eu vi a Jornada do Herói foi seguida à perfeição, mas Sharon Lamb não deve conhecer nem Bruce Campbell, que dirá Joseph.

Ela não viu Tony Stark cair, não o viu sentir na pele a dor causada por sua tecnologia bélica. Ela não viu como no começo de sua redenção ele cancelou toda a produção de armas de suas indústrias. Ela não viu o sonho de todo combatente ser realizado, quando o Homem de Ferro atira mísseis de seu ombro, mirando e acertando somente os terroristas, salvando os reféns inocentes.

iron-man-demon-bottleSe ela lesse gibis veria que o porre que Stark tomou em seu aniversário foi apenas uma referência a um arco enorme de histórias, “Demônio na Garrafa”, onde a vida dele é quase destruída pelo alcoolismo. Nós leitores acompanhamos tudo, de nosso posição privilegiada. Stark é salvo por si mesmo, não por alguma mágica alienígena.

A dona Lamb nunca leu um gibi na vida. Os heróis clássicos eram perfeitos e acabados, mesmo os que não eram mais poderosos que uma locomotiva eram irritantemente perfeitos. Quase todos passaram pela improvável situação de UM momento traumático definir suas personalidades e vidas, mas aquele momento foi a única coisa ruim que aconteceu em suas vidas. Céus, o Peter Parker era um nerd de óculos cômicos que era obrigado a dividir sua atenção entre uma loura estonteante e uma ruiva supermodelo.

Nem todo herói é igual. Os modernos são os com que nos identificamos. São falhos, hesitam, erram mas tentam fazer o Bem. Passam a idéia de que nós também podemos ser heróis. Há uma história linda em uma mini da Marvel onde durante uma briga entre heróis e vilões um daqueles supervilões de 3 metros de altura, invulnerável, etc vai atacar um grupo de inocentes, até que no caminho dele entra um policial recruta, daqueles magrinhos, com seu mísero .38.

O vilão acha engraçado, começa a ameaçar mas o policial não sai do lugar. “é meu dever proteger essas pessoas, eu não vou sair daqui”. Depois de várias páginas o vilão se impressiona com a coragem, dá as costas e vai embora. Foi uma das histórias mais bonitas que já li, sem nenhum tiro disparado, para desespero da Sharon Lamb.

Isso não quer dizer que os heróis antigos sejam piores.

Quando Kal-El deu tudo de si para salvar a costa da Califórnia de ser destruída por Lex Luthor eu vibrei. Quando sua superaudição captou Lois Lane dentro do carro, sendo lentamente esmagada pelo terremoto o cinema inteiro ficou em silêncio. Como um raio ele atravessa vales e montanhas até onde sua amada está sendo soterrada, mas é tarde demais. O Homem de Aço salvou milhões de vidas mas não foi rápido o bastante. Ele tira o carro do buraco, arranca a porta e delicadamente remove Lois, já sem vida, ao som da inesquecível Can You Read My Mind, de John Williams.

Tomado de dor e revolta ele grita, subindo para os céus, onde confronta seus dois lados, o humano e o alienígena. A decisão está tomada. Com uma expressão de dor e angústia ele voa em torno da Terra, cada vez mais rápido, fazendo com que o tempo retroceda, mudando como um Deus o curso da História por causa da mulher. Como Clark Kent ele encontra Lois antes do acidente, a tira dali e a salva, sem que ela tivesse qualquer idéia do que iria acontecer.

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"Não aceite passivo o destino, por mais inescapável que seja". Entendeu ou quer um gráfico explicativo?

Foi um momento emocionante e inspirador, uma das grandes cenas do Cinema, mas não precisamos ficar na ficção, vamos para a História, violenta como os heróis que dona Lamb tanto odeia:

Em seu relato sobre a Batalha das Termópilas, no  ano 480 AC Plutarco conta que em certo momento o Imperador Xerxes exigiu que Leônidas e seus 300 Espartanos entregassem suas armas. A resposta desafiadora foi MOLON LABE!,  “VEM BUSCAR!”. Xerxes enfurecido prometeu varrer Esparta da História, e que ninguém iria jamais ouvir falar de Leônidas.

Hoje o Rei tem monumentos espalhados pela Grécia, sua resistência impossível inspirou incontáveis soldados em situações desesperadoras e MOLON LABE é lema até hoje do I Corpo do Exército Grego. Quanto a Xerxes não há nenhuma estátua, e passou para a história como uma versão homoerótica do Rodrigo Santoro.

A vida não é preto e branco. Como ogros e cebolas, tem muitas camadas. A vida só é binária para idiotas, e por mais que a Internet esteja cheia deles, por mais que desejem e acreditem, não definem a realidade.

Só que alguns heróis são maiores que a Vida. Precisam ser. Eles representam nossa certeza interna de que tudo vai dar certo, de que é possível triunfar sem se corromper, sem fazer concessões.

Com sua visão maniqueísta e limitada a tal Sharon Lamb está nos privando de dois elementos fundamentais: Acreditar que podemos mudar para melhor e acreditar que conceitos como amor, justiça, honra, lealdade são o que transformam um reles jornalista em um SuperHomem. E não mover montanhas, coisa que qualquer bomba atômica faz.

Se o Batman representa a possibilidade de superação, a idéia de que com treinamento e inteligência você pode se tornar um dos Melhores do Mundo, o SuperHomem representa nossa crença irracional de que no final tudo dará certo.

Ele é aquela Força que nos dá alento, É o injustificado senso de que há Justiça no Universo, que algum obscuro equilíbrio cósmico punirá os vilões. Que nada é mais importante que ser fiel a seus princípios.

Os heróis nos mostram o quê fazer. Os Super-Heróis nos mostram o motivo para continuar tentando.

Parafraseando Neil Gaiman, diria que os Super-Heróis são maiores do que estrelas, planetas, galáxias e deuses, pois representam a única coisa que sobrará após o Big Crunch, no final do Universo: A Esperança.


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Leia Também:

  • Se a senhora que disse as asneiras quiser eu empresto meus livros do J.C. pra ela.

    De resto, concordo, ela só passou o olho por cima nos filmes e não viu todo o resto.

  • Elis

    Ela realmente nunca leu quadrinhos e não sabe fazer o básico que ensinamos nas aulas de história: contextualizar os heróis ao seu momento histórico. As questões morais atuais são muuuuito mais pessoais do que na década de 50/60. Cada pequeno ato pode provocar enormes reações, e os heróis modernos parecem ambíguos porque fazem muito mais escolhas.

  • Essa Sharon Lamb deve ser parente de Fredric Wertham, aquele psicólogo (ou psiquiatra, whatever) que nos anos 50 causou uma caça às bruxas no mundo dos quadrinhos, ao acusá-los de responsáveis pela degradação moral da juventude norte-americana. Ele deve estar possesso lá no inferno, ao ver que seu precioso código de ética dos quadrinhos deu o último suspiro esta semana, quando a DC Comics e a Archie Comics o abandonaram de vez.

    Parabéns pelo belo texto.

    • Marcelo Torres

      Só não acho que seja no inferno…

  • Luan

    Só faltou o Agonia e o Extase levar Sharon Lamb para as profundezas. Lindo texto.

  • Essa dona aí me lembrou aquele cara que escreveu aquele livro pondo em dúvida a masculinidade do Batman e falando que quadrinhos são coisa do demônio.

    Texto foderosamente foda. Como sempre.

  • E aí Cardoso, já mostrou Watchmen pra ela?

    • david dias

      ahahahaahh, como eu não pensei nisso..rsrs. eu tive que rir..

  • Muito bom o texto!

  • Cardoso: eu li este post de boca aberta e cheguei a me babar.

    Que coisa linda você escreveu ao pé da foto de Kirk e Spock!

    Concordo com cada letra, cada ponto, cada vírgula do seu post. Eu vi todos esses filmes, e li todos esses quadrinhos…

    Aliás… Eu Tenho todos esses quadrinhos.

    *******

    Em tempo:

    Nos idos de 1974, minhas viagens levaram-me à Grecia, e, acompanhado de uma bela guia, visitei o Passo da Termôpilas, onde está o monumento ao Grande Rei Leônidas e seus 300 Heróis Espartanos.

    Estive alí, lembrando dos meus livros de escola, em que tinha lido essa Epopéia.

    Cheguei a me emocionar. Como me emociono hoje, em 2011 quando revejo o filme cujos atores nem eram nascidos em 1974.

    Quando voltei a mím, já era noite.

    É isso.

    Vida Longa e próspera!

  • sempre aparecem esses senhores e senhoras letrados com seus diplomas e pós-graduações tentando entender e explicar um mundo do qual eles não fazem parte. Impossível para alguém de fora querer entender isso de forma científica. Eu sou um grande fã do Super-Homem e de todos os heróis em quadrinhos em geral.Cresci com essa leitura e nada que tive em meus anos de escola foram mais poderosos do que a lição de ética e respeito que aprendi nessas revistas. A última grande série a me emocionar, o Reino do Amanhã, deixa bem claro no final que o que faz do Super-Homem o maior herói da terra não é o Super, e sim o Homem.

    Infelizmente, os meios de comunicação são cúmplices dessas besteiras e sempre oferecem espaço para essas teorias. Bom que alguns de nós também ofereçam uma resposta como essa.

    • Partilho do seu bom gosto. Sempre gostei do Azulão, justamente pela sua humanidade, senso de igualdade, lealdade e justiça.

      • Concordo com Gilson e Xico do Couto. Devo mencionar também outro herói admirável, que é o Batman, que não mata (e os bandidos merecem), mas os espanca à vontade.

  • david dias

    A opinião da Sra. citada não difere da opinião de qualquer psicólogo que aparece nos Jornais da Globo para falar sobre assuntos "polêmicos" como bullyng, videogames violentos e brigas escolares.

    Não dá pra dar credibilidade.

    • Concordo, mas tal emissora deve fazer isso apenas porque o povão dá audiência e essa gente toda está pouco se lixando para a fidelidade dos detalhes nas pautas abordadas, ou mesmo se tais pautas possuem alguma parcialidade em meio à imparcialidade com a qual a empresa de comunicação tanto se gaba.

  • Não sou conhecedor de quadrinhos mas entender seja lá o que for por um lado só e vendo apenas um pedaço de um universo bem maior e mais complexo não é nem de perto o que um pesquisador deveria fazer.

    Em tempo, também não conheço Star Trek e fiquei curioso com a cena da foto…

    • Na foto há um diálogo maravilhoso: Spock está morrendo para salvar a nave e Kirk pergunta:

      "-Porquê, Spock?"

      "-Porque as necessidade de muitos superam as necessidades de poucos… ou de um."

      Está no fime Star Trek II.

      Espero ter esclarecido.

  • Imagino que o conceito ideal de super herois para essa psicóloga seria a banda Restart salvando o mundo com suas músicas felizes e coloridas.

    • leandrolopesp

      nossa, num dá idéia. Se eu fosse produtor deles eu acharia essa sua idéia de uma fodacidade tão grande que, aposte: EU FARIA ESSE QUADRINHO.

      Nossa, ia dar muito dinheiro, imortalizar a banda e bla bla bla.

    • Fabio 'KamiKaze

      Esse seu comentário me fez pensar e apenas uma palavra surgiu:

      – MEDO!

      Gostei do texto, Cardoso!

  • Guto

    Deu até vontade de voltar a ler quadrinhos e de assistir de novo a Ira de Khan.

  • Guilherme

    Maravilhoso o texto! É impressionante como escapa a muitas pessoas todos os significados simbólicos que os heróis têm, assim como os vilões que representam nosso lado negro, os heróis também são todos uma parte de nós, e psicólogos têm o péssimo hábito de querer meter o bedelho onde não conhecem sem ter o devido aprofundamento do assunto.

    PS: Amei a referência ao Shrek.

  • XXX

    UMA LÉSBICA COMUNISTA DE MERDA E UM BABACA AUTORITÁRIO VIADO DE ESTRUME!

    SE MERECEM!!!

  • Gilberto Gil é foda.

  • No bom sentido

  • Herois sempre existiram. Vai lá na Ilíada de Homero. São arquétipos, a Humanidade precisa deles.

    As HQs fizeram parte da minha formação cultural/ pessoal, e não tenho vergonha de dizer. Aliás leio até hoje.

  • Pingback: Tweets that mention Por Favor Não Matem Meus Heróis -- Topsy.com()

  • Não sabia que tínhamos exportado essa idéia de falar mal de quadrinhos, assim como aquele encastelado que não vive a sociedade e resolveu falar mal da Turma da Mônica.

    Esse texto está entre os seus grandes, assim como aquele do "Mundo em Preto e Branco" (inclusive citado nesse texto). Parabéns.

    • Uma vez, participando de um encontro de comunicação, vi a apresentação de uma pesquisa que tinha um título gigantesco e era algo como A Influência dos Quadrinhos na Formação do Letramento nas Séries blá blá blá: um estudo de caso do personagem Chico Bento.

      Resumindo: a pesquisadora defendia que o personagem Chico Bento, com sua fala errada, prejudicava a alfabetização das crianças de determinada idade e etc etc etc

      Já escutei um quadrinista independente falando mal do Maurício, dizendo que ele é um vendido, que só quer saber de ganahar dinheiro vendendo seus personagens para o capitalismo e mimimimimimi.

      Quando estava fazendo meu mestrado em comunicação, fiquei surpreso com a quantidade de professores que desconheciam totalmente a linguagem dos quadrinhos.

      então, não fico surpreso com profissionais como Sharon Lamb e, acredite, eles ainda existem aos montes nos dias de hoje, aqui, pertinho de você.

  • Carloso,

    Belíssimo texto, poderia até ter desenvolvido um pouco mais, quando cheguei no final fiquei com gosto de quero mais.

    Ainda não sabia que tu gostava de HQs. Quando houver oportunidade fala mais.

    Parabéns.

    Abraços.

  • Pingback: Sedução do Inocente 2: A vingança()

  • Lembro da primeira vez que li a história do Carnage no Homem Aranha: O aranha pede ajuda a Venom e depois, com Carnificina preso, ele trai Eddie e o prende. JJ Jameson vê isso e diz pra ele que "o capitão américa nunca faria isso". O aranha vira e diz uma frase genial "O Capitão é uma lenda, eu sou só um homem e homens vivem de escolhas". Isso vindo de um super herói foi muito mais impactante pra mim.

    Como a frase que Magneto falou em algum número que li quando pequeno "A ignorância é uma benção".

  • É muito interessante observar que a premissa de que o passado era um lugar melhor para se viver, de tempos em tempos passa por uma reciclagem.

    Na minha opnião, a doutora, aproveitando que filmes de hérois que estão em evidência, quer criar polêmica e chamar a atenção para si .

    A sociedade atual esta tão corrompida quanto sempre esteve, com a diferença que hoje felizmente existe nossa amada rede mundial de computadores.

    Nota: tive acesso aos quadrinhos com dez anos de idade, e histórias como a Queda de Murdock formaram meu caratér.

    • * estórias como a Queda de Murdock formaram meu caratér.

  • Zukriuchen

    Acho que não entendi tão bem o que você quis dizer, mas eu concordo em parte com os dois. O que a psicóloga disse se aplica a heróis como o Rambo, que não fazem nada além de matar e mostrar o que é ser foda. É o tipo de herói que você vê em filmes de ação genéricos, tipo Steven Seagal.

    Já não se pode dizer o mesmo do Rocky, por exemplo. O tipo de herói que é imperfeito, tem que lutar e apanhar muito pra conseguir o que quer, mas mostra que é possível. Esse tipo de herói é, como você disse, o qual com quem a gente se identifica, que mostra que 'todo mundo pode ser um herói'.

    • Você então não entendeu NADA no Rambo. Sério, alugue o primeiro filme, assista. Alugue o último assista. Você não sabe do que está falando.

      • Leonardo Carvalho

        Muito fácil simplesmente ver o tiroteio e as mortes e só pensar dessa forma.

        Aliás, no primeiro filme ele só está tentando se defender, pendurado num penhasco, quando executa a única morte no filme todo…

        Que tal prestar atenção na caçada desumana a que ele é submetido como se fosse uma praga a ser extirpada da história da humanidade quando tudo o que ele quer é que o deixem em paz pra tocar a vida.

        Ótimo texto Cardoso.

      • Gustavo

        Rambo 1 = O melhor da série, com certeza!

  • sebastiao neto

    Ela na certa só conhece os herois de pessimos filmes como wolverine, transformers 2 e homem de ferro 2. E perdeu a lógica básica de que existe herois bons e ruins, exemplos bons e ruins. Perdeu na hora a razão quando colocou tudo no mesmo saco.

  • leandrolopesp

    Eu não li o texto dela, não sei se ela se referia às coisas da forma que vc falou. Não vamos falar de 300, mas do Tony Stark. Ele é um playboy idiota no filme. E é mesmo. Não tem como negar. Os filmes novos mostram esses caras que são bad ass na vida real e quando vestem uma fantasia, se tornam heróis. Mal dá pra saber o que é que o motiva a salvar o mundo.

    O que eu entendo é que ela questiona se isto é bom para as crianças. Bem, quando eu era criança, o pica-pau era o bonzinho da história. Hoje eu vejo que tudo o que o Leôncio queria era paz e o Andy Panda queria, triste com a perda da esposa, criar seu filho. E o pica-pau era um maluco sádico. E o que eu sou hoje? Eu não importuno ninguém, não levo alguém à morte só por que o cara queria dormir.

    Mas são novos tempos. O público adora anti-heróis. Eu prefiro um batman deprimido e obscuro do que um gordinho de collaint com bat-poderes. Um psicopata sádico do que um ladrãozinho piadista.

    As histórias estão se tornando perigosamente verdadeiras, como em Tropa de Elite. Quem é o herói? É o Nascimento, que inclusive mata inocentes ou o Matias que até dá um óculos para um garoto da favela? Depois, claro, ele fica igual ao Nascimento e ai o herói de dentro dele morre? Está difícil para as crianças digerirem as histórias complexas que contamos. É difícil pra nós adultos! Faltam sim heróis de pura bondade e vilões puramente maus. Preto no branco.

    Talvez o que falte pra ela é entender que ensinar filosofia é papel dos pais, e não dos gibis, nem da religião. Por que até Jesus pode parecer bad ass na hora em que ele entra no templo de jerusalém chutando as barraquinhas da feirinha que tinha ali.

    • Se heróis bons e vilões maus, leia a clássica Graphic Novel "A Piada Mortal".

      Depois reflita.

  • leandrolopesp

    * Até os personagens infantis como o Harry Potter hoje são complexos. Ele é um personagem mentiroso, que se não fosse os amigos não teria qualquer virtude.

  • leandrolopesp

    Agora eu li o texto dela e vi que o que ela fez foi comparar os personagens como são retratados hoje, do que como eles eram retratados antes. Ela não falou mal de quadrinhos, ela falou do que se faz hoje com determinados personagens. E eu concordo muito com ela que muitos personagens se tornaram grandes babacas – nos filmes. O homem aranha 3 por exemplo: ele só ferra o eddie. O Eddie tem todos os motivos do mundo pra querer mal o Peter. O Tony Stark é um babaca, o Bruce Wayne é um playboy babaca. E a Rachel merece soco. Beija um, beija outro, que mulher é essa?

    • Não alimentar os trolls Não alimentar os trolls ……….

  • Sandro N

    Concordo com algumas coisas que já foram ditas. Corrupção, Traição, Prostituição, e tantos outros "ãos" já existem desde os primórdios da humanidade, com a simples diferença de que hoje podem ser transmitidos ou informados para o mundo em questão de minutos.

    E mesmo com tanta tecnologia, onde está Bin Laden?

    Concordar com esta senhora é o mesmo que admitir que jogos de tiro contribuem para que uma mente assassina entre em um local qualquer e mate um monte de gente.

    O problema não é o jogo, é a mente de quem comete um crime como esse. Ela já é distorcida, não importa por qual razão e o jogo é apenas um coadjuvante.

    Gosto de jogos violentos desde o primeiro e saudoso DOOM, até chegar nos Call of Duty de hoje, mas não tenho coragem de matar nada, por menor que seja. Um dia desses entrou um rato em casa e fiz de tudo para fazê-lo sair, pois não tenho coragem de fazer como meu pai, que dá um bico ou uma vassourada no bichinho e o manda para o além… rs rs rs rs

    Os hérois são como tudo nesta vida, compostos de dois lados… assim como nós.

    Quando um herói erra, eu tenho a chance de aprender com o erro dele, para não cometer o mesmo engano em minha vida.

    Infelizmente, somos nós que precisamos aprender a filtrar e a não dar idéia para pessoas que só querer aparecer, causando alguma polêmica, seja ela qual for.

    É como assistir a certos programas, que são fúteis, vazios, idiotas e não agregam nada de interessante em nossas vidas…

    Quando se consome durante muito tempo algo assim, os sintomas começam a aparecer. Talvez, neste momento, seja tarde demais!

    • Acredito desde meus tempos escolares que o vilão não se faz.

      O vilão NASCE.

  • Esse texto salvou meu dia. Sério. ^_^

  • Eduardo

    "Só que alguns heróis são maiores que a Vida. Precisam ser. Eles representam nossa certeza interna de que tudo vai dar certo, de que é possível triunfar sem se corromper, sem fazer concessões."

    -> O texto foi impecavel. A conclusão foi fantástica.

  • Certos pais também são maus modelos. Matamos? Damos os filhos para "bons modelos" criarem? #comofas

    • Deveríamos. Afinal, se virarem "pessoas do mau" quem sofre é a sociedade. Criar um filho não é apenas uma questão individual, afinal de contas. Mas quem sou eu pra dizer como as coisas devem ser feitas.

    • leandrolopesp

      Pessoas cheias de defeitos tendem a ter filhos cheios de defeitos também, se eles se mantiverem isolados. O importante é os pais mostrarem pros filhos que eles podem e devem melhorar, ou pelo menos buscar isso na vida deles.

      Se nem isso eles conseguem, bem, eles deveriam ter sido esterelizados. É muita sacanagem por um filho no mundo e ensinar só coisa errada pra ele.

      • Quanto a isso estou satisfeito. Não sou perfeito, mas prediquei com o exemplo; meus filhos hoje são pessoas honestas, trabalhadoras e bem sucedidas. Até ganham mais do que eu.

  • Perfeito. Em forma e conteúdo.

    Abraços

  • épico!

    *insira gif do poderoso chefão aplaudindo aqui*

  • Rafael Razeira

    "mas Sharon Lamb não deve conhecer nem Bruce Campbell, que dirá Joseph"

    Quem dirá Eduardo Spohr!

    "única coisa que sobrará após o Big Crunch, no final do Universo: A Esperança"

    E o Milliways…

  • Cardoso, pegando o bonde da história do Xerxes, gostaria de indicar um artigo do meu blog, que pouco tem haver com seu post, porém, acho que ficou bacana.

    Dá uma lida, e se achar interessante, manda ver, senão, pode deletar sem dó

    Abraços e segue o link abaixo !

    http://www.gustavoroberto.blog.br/2011/01/24/pira

  • Márcio Dias

    Um dos momentos marcantes da minha vida foi lendo a grafic-novel "Elektra Lives Again" – Frank Miller. Em um dos momentos da história, O Demolidor se alia ao Rei do Crime para localizar o corpo da Ninja Assassina.

    O Diálogo entre os dois é memorável. O Rei do Crime deixa bem claro que existe zonas cinzentas onde todos herói/vilão tem que entrar.

    O que me chateia, especialmente em relação as adaptações cinematrográficas dos quadrinhos, é a impossibilidade de levar toda essa bagagem para a telona.

    Sendo pai de duas adolecentes, vejo de primeira mão que a juventude de hoje é muita mais ansiosa e superficial do que nós fomos em nossa época.

    Não sei dizer se é pelo excesso de informação, sendo pelo imediatismo marcante da época atual, tudo chega mais rápido, resumido e adaptado ao gosto deles.

    Supermam para essa geração. "Smallvile"

    Rei Arthur. A versão teen de "Merlin". Para quem não conhece um série inglesa.

    Demolidor. A versão execrável com o Ben Affleck.

    Vampiros. Preciso realmente dizer.

    Homem de Ferro. Curti muito. Mas como tu disse no teu texto, porque conhecia o "back-ground" do personagem. Não sei se o que a nova geração sentiu no filme.

    Eu gosto de histórias longas. Assistir a evolução, as quedas, o amadurecimento e as conseguencias deixadas pelas escolhas feitas pelos personagens.

    Não posso me atrever a dizer que tudo hoje é lixo e somente o antigo é bom.

    Livros. Muitos criticam a série "Harry Potter" mas ele preencheu bem meu lado noveleiro.

    TV. Essa semana terminou a série Medium. Se manteve sólida por sete temporadas. Com um evolução de personagens, mesmo sendo produzida com a formula de "Crime/Monstro da Semana".

    Quadrinhos. É um deleite ler "The Walking Dead" (Que minha filha mais nova achou chata por ser em Preto e Branco).

    • Me vi espelhado em teu comentário, meu caro… Se bem que para quem não gosta de quadrinhos em preto e branco, a maioria dos mangás só deve se salvar pelos olhos grandes e pidões dos personagens andróginos. =) =D

  • Agora sobre a imagem do Superman, ele fez infinitas voltas ao redor da terra pra retroceder o movimento dela, com a voz do seu Pai, dizendo que ele não poderia mudar o destino das pessoas.

    Está cena é fantástica !

  • Meu Deus! Que mulher mais sem noção! É claro que existem heróis meio fora do padrão certinho e bom moço, mas eles também aprendem com a vida e mudam. Com Tony Stark não seria diferente. E discordo da ideia de que eles exploram as mulheres…Ideia totalmente deturpada.

    =1

  • Anônimo

    Quanta bosta. Nem acredito que deixam você usar o computador.

  • Anônimo

    Alêm do que, HQ's não são feitas pra crianças. Isso é o pensamento de pais caipiras que tmb acham q videogame não deveria ser violento e toda aquela frescura.

    Sério, apaga esse post e escreve outro sobre ursinhos carinhosos, deu até vergonha ler esse lixo

  • Estava procurando na internet algo sobre esse post e agora encontrei seu blog, só tenho a agradecer a você

  • Não sei ao certo, mas certa vez meu avô que era filho de grego me disse que as pessoas tinham a chata mania de pronuncia a letra vita como beta, que seria o nosso B. Ele explicava por exemplo que Bíblia, deveria ser conhecida como Vívlia. Seguindo isso, penso eu então que Molon Labe deveria ser Molon Lave, ou meu avô não sabia de nada.

  • José Robson

    Clap, clap, clap …

    Excelente post. Impresionante Cardoso como você consegue buscar detalhes referenciais para uma contestação ou uma analagia. Muito bom mesmo.

    Esta psicóloga deve ser mais uma idiotizante na maldita linha dos politicamente corretos.

  • @engdavirocha

    Essa mulher é pertubada e deturpada igual o Dioclécio Luz… Seria bom apresentar os dois para que se casem e criem sua família feliz ouvindo Restart e assistindo TeleTubbies…

  • Marcello Marques

    Parabéns pelo post.

    Fico realmente preocupado com a forma de raciocínio de alguns "intelectuais". Explico: é muito fácil tirar um assunto qualquer do contexto e manipulá-lo para servir de insumo para suas próprias idéias/teorias. Isto está ficando cada vez mais comum. Falo isso com relação à psicóloga em questão que alterou o contexto dos filmes e quadrinhos atuais para atacá-los com suas conclusões. Sem falar dos TROLS que adotam essas idéias viciadas como se fossem verdades absolutas.

    • As emissoras de TV, por exemplo, parecem pregar que os videogames tornam as pessoas mais violentas. :-(

  • Cara, que mulher idiota. A opinião dela é tão escrota e caricata que parece brincadeira, não há como levar em consideração ou reponder algo mais do que "calaboca, Flanders".

    Essa deslumbrada ignóbil é só mais umas dessas modernas "pregadoras da lobotomia" onde absolutamente TUDO coloca idéias malévolas na cabeça das pessoas e as transforma em psicóticos insensíveis – sério, dá mesmo pra viver num mundo assim tão cheio de "isso não pode"?

    Esses dramas patéticos nada mais fazem do que subestimar a inteligência das pessoas (ok, elas não tem se esforçado pra caralho pra merecer a maior das credibilidades) ao achar que somos assim influeciáveis de forma tão deprimente.

    Deixando de lado meus sentimentos negativos pela srª Mundinho Pequeno, meu recado para ela seria "Tome um drink, vá dar uma trepada e, por favor, relaxe. Sua 'Cruzada Moral' é uma causa boba."

  • Eu temo por essa geração que está crescendo rodeada de pedagogos/psicologos que pensam como Sharon Lamb. Muitos entraram numa de que tudo pode traumatizar as crianças, atrapalhar seu desenvolvimento, quando na verdade acabam ou por alienar as crianças com a ideia de que a violência é irreal, não existe em seu mundo, ou por formar jovens adolescentes que os limites são tão alargados pelos pais que se quer entendem que isso realmente exista.

    Excelente texto.

  • Excelente texto.

    Parabéns!

  • Isadora

    "… mas Sharon Lamb não deve conhecer nem Bruce Campbell, que dirá Joseph." Perfeito!

    E o final ainda falando sobre Neil Gaiman, um dos grandes escritores da atualidade, engrandece ainda mais esse texto.

    Valeu Cardoso!!!

  • Felipe Augusto

    Essa mulher deve ser uma daquelas moralistas falsas, como diria Alborghetti.

    Assim, falando o que você falou daquela perseguição dos fanáticos ao Dan Brown: Agora vamos arrumar o que fazer, ok? Ninguém tem louça pra lavar, cimento pra virar, azulejo pra assentar, então fica perdendo tempo com besteira.

  • Psicólogas. Humpf!!

    .

    O mundo seria um lugar bem melhor se não existisse esse tipo de "profissionais".

  • Dany Lederman

    Não discordo e nem concordo totalmente.

  • Kaue

    Alguém pode me dizer da onde é a parafrase do Neil ? Vlw

  • Kaue

    E qual episódio de Star Trek é essa cena, mal o double post.

    • É uma cena do fim do filme ST II: A Ira de Khan.

      Não posso dizer mais sem estragar a história (spoiler).

    • Felipe Augusto

      Ira de Khan.

      KHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAANNNNNNNNNNNNNN!!!

  • Alonso

    Concordo em gênero, numero e grau com você Cardoso. Adoro essas psicologas mal comidas que pegam só uma unica fração dos herois, sejam os de cinema ou os de quadrinhos e os reduz apenas a pancadaria que acontece em dois ou três momentos da historia pra justificar suas criticas.

    Em tempos a tal cena também me ensinou mais sobre amizade que muitos conselhos, a "solução" do Spock pra situação "kobayashi maru" em que eles se encontravam, foi demais e o dialogo dele com Kirk é de verter lagrimas. Respondendo ao Kaue, não é de um episodio mas sim de Jornada nas Estrelas II : A Ira de Khan, está bem no fim do filme.

  • ewerton luiz

    Belíssimo texto, o qual levou-me aos anos 80, quando lia vários gibis e jamais esquecerei X-MEN, quando da morte de Jean Grey, incrível como aquilo me fez chorar (sério!), como poderia ser diferente, se todos do grupo faziam parte de uma fraternidade, heróis de vérias regiões do globo que possuiam um simbiose perfeita.

    Um mundo fantástico e poético, obrigado de texto.

  • ewerton luiz

    Desculpem, sou um simples humano.

    Eu quiz dizer: Obrigado pelo texto.

  • Eu recomendaria à dona Sharon a história "O menino que colecionava Homem-Aranha", mas como eu sei que ela não vai ler…

    Mas fica o link para quem quiser: http://goma.blogsome.com/2008/11/27/o-garoto-que-

  • 1 – Mas vem cá. Ela fala bem dos super-heróis de antigamente… Quais? Aqueles que hoje são chamados de machistas, racistas, que humilhavam a Lois Lane…? Aqueles que o F. Wertham condenou ao ostracismo temporário? Leia qualquer história da Era de Prata e você vai ver como o "outro" sempre está errado. Nas primeiras histórias do Lanterna Verde, 1959, ele chegava ao planeta alheio e saía detonando sem perguntar quem estava certo! Cf. Superman Is a Dick: http://superdickery.com Interessante como as referências mudam e o passado é sempre melhor…

    2 – Não esquecer que a PRIMEIRA pergunta que Spock fez depois dessa cena aí foi se a nave estava fora de perigo. E que, em matéria de lealdade, nada como jogar sua honrada carreira na Frota pela janela roubando e explodindo a Enterprise para salvar seu amigo…

    Como SEMPRE, mandou bem, Cardoso!

  • monteiro

    quanta bobagem. eu venho aqui para encontrar alguma boa análise sobre um assunto relevante e o cara está falando de filme de historinha

  • O texto é fenomenal, parabéns. Todo herói erra e qualquer vilão também pode ter um lado humano. Nos quadrinhos, o exemplo clássico de vilão com lado humano é o "Duas Caras", o qual era o melhor promotor público que a cidade jamais havia tido e após perder sua família e ficar desfigurado, entra em crise consigo mesmo. O próprio "Batman" vive uma dualidade consigo mesmo, alternando momentos de herói e vilão com o Batman/Bruce Wayne.

    Na história antiga, além de Leônidas, tem também o exemplo do próprio Heitor, marido, pai de família, monarca e general exemplar, que no primeiro momento opta por querer entregar Helena para a morte aos gregos e em um segundo momento, a protege, inclusive, sacrificando a própria vida. Aquiles foi outro, que depois de tanto sangue derramar, é morto pela "flecha do arrependimento" ao tentar salvar a vida de Briseida.

    Enfim, são coisas que ensinam que todas as pessoas possuem defeitos, e que o verdadeiro super herói não é aquele que possui o poder de destruir montanhas, percorrer distâncias ou escalar prédios, mas sim o que tem o poder de transformar e influenciar aos outros e a si mesmo, através das suas próprias atitudes e erros. Enfim, belo post.

  • Genial, Cardoso. Pra guardar.

  • Realmente o que esta acontecendo é que eles estão morrendo! A fantasia na cabeça das crianças está acabando. E os futuros adultos crescem sem ter seu heroi!

  • Mecenas Sampaio

    Uma das maiores lições da minha vida aprendi com o Homem-aranha, ele mesmo! Na estória em que aparece o Carnificina pela primeira vez, o Aranha se vê pedindo ajuda a Venon, para derrotá-lo. O Aranha tinha conseguido enganar Venon e este pensava que tinha matado aquele.
    Depois de derrotarem juntos o Carnificina, Venom e preso e jura matar Parker, um policial vira pra ele e diz: "O Captão América teria conseguido sozinho!" E o Aranha responde: "Ele é uma lenda, eu sou só um homem. E UM HOMEM DEVE TOMAR DECISÕES, E DEPOIS CONVIVER COM ELAS."

    Foi a maior lição sobre responsabilidade que eu já tive.

  • Ai pergunta para essa tia o que ela acha da bíblia que está cheia de personagens que seriam agressivos, sarcásticos e raramente demonstrariam a virtude de fazer o bem à humanidade, inclusive o próprio deus bíblico.

  • Thiago Tavares

    Eu não entendo pq as pessoas gastam tanta energia para tentar fazer o mundo ficar mais chato.

  • Wallace

    Vez em quando tenho a impressão que alguns profissionais como a Dra. Sharon Lamb criam polêmica de propósito, apenas pra aparecer. Uma mulher com a formação que ela deve ter não seria tão estúpida, mas se for, de qualquer maneira esse tipo de abordagem já não me surpreende/aborrece mais.

    Sobre o post, um dia quero escrever assim.

    Recentemente li Grandes Astros – Superman (All Star – Superman), roteiro de Grant Morrison e arte de Frank Quitely: sugiro pra quem aprecia uma estória bem contada, valeu meu investimento.

  • Alexssandro Duarte

    Esse pessoal quer sempre aparecer, li a noticia sobre a tal psicóloga tempos atras e também achei uma bobagem, ela não entende nada dos conceitos básicos de ser heroi como o Cardoso tão bem demonstrou em seu texto.

  • Aloha Chefe!

    Provavelmente ela assistiu a todos os capítulos de "General Hospital" e/ou "Days of our Lives".

    No "psico-mundo Polyana" em que ela vive deve reconhecer como "herois" o Triplo-X de Vin Diesel, ou o que veio depois dele. Ela talvez entenda o Snake como um herói.

    Quando o Peter tira o dia para defender e Madame Teia do Fanático, e não desiste, ela enxerga apenas um heroi batendo num vilão. Mas ele SÓ apanha. E não desiste.

    O Hulk citando Dilan Thomas "Não seja gentil na Boa Noite". Até o Bruce em talvez sua única tentiva de homícidio, mortalmente ferido, efetuando contagem de corpos, pára o menino e diz "Modere a linguagem, filho".

    Ela critica sem conhecer, fala sem embasamento. E deve ter algum PhD.

    "These are the times that try men's solus", citado pelo Snoopy, ela também não leu.

    Aloha!

  • Ok. Fico confuso quanto o que pensar dos heróis (para a maioria dos jovens de 10 a 20 anos) de hoje em dia. Primeiro, quem são eles na verdade? Edward Cullen, Harry Potter e Percy jackson ou Stephenie Meyer, J. K. Rowling e Rick Riordan? Isso não faz diferença. Reais ou imaginários, podem vir a ser objetos de análise da psicóloga Sharon Lamb. E que também não faz a menor diferença o que ela pensa.

  • Excelente post, parabéns !!

  • muito bom retribua http://migre.me/3MDuq

  • Esse tipo de raciocínio é o mesmo que premia o último da corrida, jamais dá um zero a um aluno e quer fazer as crianças crescerem aprendendo que a sociedade lhes deve algo. É a praga do politicamente correto e a imbecilidade que certos estudiosos querem nos fazer engolir à força.

  • Pingback: O sofrimento da Virgem Maria… e do Batman. – Incautos do Ontem()

  • Rafael

    Perfeito… eu já tinha dito palavras mais simples sobre o assunto, mas está perfeito…. perfeito.

    Abraços.