Não há maior ofensa pessoal do que ser pessoal

Você pode ser um grande líder, preocupado com o futuro de seu povo, atento às ameaças internas e externas, indo dormir todo dia pensando em como aumentar o Espaço Vital de sua nação, mas se alguém comenta te chama de baixinho ou diz que seu bigode é ridículo, o bicho pega.

Tenho reparado que a Internet repete -não é sempre- esse fato da vida. Por mais que a reação dos trolls e haters a textos bem escritos seja sempre ruim, é raro ver um ataque em massa.

Qual será o motivo de um texto tão inocente quanto meu último ter afetado tão profundamente os suspeitos habituais, a ponto de comandarem suas hordas de retardados, que não cessam de se sacrificar inutilmente diante das muralhas de meu Helm’s Deep?

Inutilmente, digo, pois eu descobri a pólvora, Trolls não.

O segredo explosivo é que a Internet vive de estereótipos, de personagens de fácil consumo. O Twitter é o Zorra Total, é a Praça da Alegria, onde cada personagem “popular” é simples em sua concepção. @OCriador é Deus, não é preciso muito neurônio pra entender isso. o @RealMorte é a Morte, e intercala textos simples e de fácil assimilação com tiradas sutis que me fazem rolar de rir.

Os trolls seguem o mesmo caminho, sem o conteúdo original. São simplórios. Assumem a postura de “zoar” e espalham memes como o “Forever Alone”, imediatamente repassados pelos seguidores. É uma cultura de fácil entendimento e zero conteúdo real.

Qualquer tentativa de levar a discussão a um nível mais complexo é respondida com frases feitas do tipo “Internet serious business”. Sim, meu querido. Para você pode não ser, mas para o Google, o Facebook, o Nick Ellis e o Mobilon Internet É algo sério. Mesmo o Kibeloco, com todos os seus incontáveis defeitos sabe exatamente até onde ir, pois Internet para ele é BUSINESS.

Mas mas mas…
Alguém levar a Internet a sério é suficiente para despertar tanta ira? Não, nem de longe. O Kibe não desperta, ele tem uma área de atuação bem definida. Ele provê um conteúdo questionável a um público igualmente questionável e todos saem inquestionavelmente satisfeitos. Ele não ameaça ninguém, nem a mim.

Quando gente como eu fala, entretanto, a coisa muda de figura. A ira despertada por blogueiros tem um paralelo curioso com a raiva que celebridades despertam ao descer de seus pedestais e interagir com outras pessoas (notem que nem usei “fãs”).

O Twitter deveria (nas mentes limitadas) ter uma hierarquia bem definida de funções e áreas de atuação. Celebridades musicais falariam de música, pilotos de corrida e blogueiros postariam links pra seus posts, sem nenhum outro tipo de comentário.

Correndo por fora os trolls zoariam todos, “for the lulz”, sempre colocando um “brinks” no final, para mostrar que não é pessoal e se você se ofendeu, azar o seu por levar internet a sério.

É um modelo estruturado, funcional e uma paródia patética, um arremedo do mundo real que existe apenas para perpetuar a mediocridade.

Posts como o meu anterior ofendem profundamente os trolls pois o mesmo Cardoso (eu!) que escreve sobre tecnologia no MeioBit e no Techtudo razoavelmente em paz ousa sair da caixa e falar sobre outros temas.

Pior ainda, eu ouso falar sobre MIM, sobre o que sinto. Coloco as minhas experiências, desejos e fracassos atrás de cada palavra. O leitor com mais de 3 neurönios percebe isso, se identifica e valoriza.

Eu erro, acerto, anseio, tenho esperança, me frustro, me maravilho. Minha presença no Twitter é uma janela ampla pra tudo isso. Eu não entro só pra zoar, só pra postar, só pra jabazar.

Eu entro pra interagir, para o bem ou para o mal. Entro pra mostrar um lado ruim, entro pra ter o prazer de mudar de opinião diante de um bom argumento. Entro pra ter o prazer besta de postar uma foto da Olivia Wilde e ver a macharada babando (justamente) e entro pra postar uma foto de um filhote de cachorro fofinho.

Essa pluralidade, essa tridimensionalidade, essa HUMANIDADE ameaça.

O troll, que não passa de um personagem bidimensional, mal-recortado em papelão, pouco mais que um daqueles personagens que se resumem a um bordão (RONALDO!) se sente sob minha mira.

Alguém no mundo DELE está existindo fora da caixa, como uma criatura de Flatland alçou vôo e está vendo um mundo em três dimensões, onde pessoas são mais do que uma descrição de 140 caracteres.

Essa falta de versatilidade fica perceptível quando cansamos de seguir um personagem que fala sempre a mesma coisa. Isso vale inclusive para pessoas reais, há artistas no Twitter totalmente entediantes, há gente anônima que transforma um dia-a-dia convencional em entretenimento de primeira -sem nem uma gota do sadismo de um BBB, entenda-se.

Augustus, Imperador de Roma não gostava de atores. Dizia que não podia confiar em uma classe cuja profissão era baseada na mentira.

Com o Twitter sinto algo parecido, não posso confiar ou gostar de atores que vivem tão bem seus personagens patéticos e bidimensionais que acreditam que professam a Verdade Absoluta.

Leia Também:

  • No fim de semana me encontrei em uma situação "na vida real" onde eu dei minha opnião sobre um assunto banal qualquer e uma pequena horda retaliou com argumentos falhos e mal concebidos… me veio à cabeça a expressão "nossa, CARDOSEI agora." e fiquei rindo solito… XD

  • @AndreLimaBH

    "Olha só, esse texto está demasiadamente complexo. Não fala coisa com coisa. Não consigo entender nada e acho que está querendo me ofender. Se quiser seguir com esta conversinha fiada aí, até pode, mas vou falar mal de você no Twitter e boa parte dos meus mais de 20.000 seguidores, conquistados arduamente no Big Follow, VÃO RIR DE VOCÊ! Hahahaha! Vou rir de você igualzinho no dia que eu ri por causa da eliminação daquele bobão lá do BBB, viu? E vou fazer até uma bandeira com seu nome escrito #Fail pra levar pro estádio onde faço a coisa mais importante da minha vida (depois do Twitter), que é ir ao Pacaembu pra exercitar meu intelecto."

    Bom, seriam estas minha palavras se eu fosse um destes "super tuiteiros" portadores de distrofia cerebral que menciona no post…

    #Congrats aê…

  • felipe

    posso te xingar sem ser hater né?

  • Gharcia

    Bom… não posso dizer que não me espanto qdo vejono twitter "Vou ao analista" [supondo ser analista, psicologo]. ou quando hoje percebi que vc tem um grupo de posts com o título "Pessoal".

    MAs, pensando bem, eu nunca penso nos meus idolos como pessoas. Eu os penso como Idolos. Conceitos iconizados guardados, compilados e transmitidos qdo possível. Ai eu chego no ponto da identificação. Vc divulga a um sem-numero eu guardo pra mim mesmo. A surpresa de saber que vc é humano vem do fato de EU não pensar em vc como humano e ter um estalo.. um "É mesmo! AS linhas tem um humano por trás".

    Deste modo, concordo que, para o bem ou para o mal, vc causa muito mais impressões nas pessoas do que aparenta. Ou gostaria?

  • "O patriotismo é o último refúgio de um canalha"

    Peque essa célebre frase e adicione algumas centenas se anos, misture com nova tecnologias.

    Acrescente uma pitada enorme de maus-professores (que podem ser encontrados em escolas ou fora delas. Pais são considerados professores nessa receita).

    Coloque no forno por 1 hora. Tire do forno e retire a espuma da interpretação de texto.

    Salpique falta de bom senso…. e coloque na geladeira do isolamento social, ao lado de algum distúrbio conhecido.

    Troll geladinho saindo!!!!!!

  • Eduardo De Bastiani

    As pessoas mais interessantes da internet sem dúvida são aquelas que possuem know how em algo específico, mas não ficam só nisso. Falam de coisas relacionadas, alguma coisa pessoal de vez em quando, divertem. Os poucos famosos que sigo são assim, grande parte dos outros são desinteressantes ou entendiantes.

    Mas parece que trolls preferem pessoas assim, como dito no texto. Cada pessoa falando sobre UMA só área, de uma maneira robotizada e sem brincadeiras, sem fugir da caixa, interação zero. Mas como você respondeu um dia, eles são incorrigíveis.

    PS: Cardoso, te sigo no twitter desde 2008, estou quase sempre lendo lá também, embora raramente comente. Hoje fiz uma infeliz piada sem graça que ficou com duplo sentido, acho que vc acabou me bloqueando por ela. Se vc puder desbloquear (@edudebastiani), vou continuar seguindo e evitar isso de novo. Senão, vou poder apenas acompanhar o blog D:

  • O triste é perceber essa atitude se espalhando pela vida real. Já perdi as contas de quantas vezes fui chamado de chato por querer conversar sobre outras coisas que não o tempo o a partida de futebol do fim de semana.

  • CREDO QUE DESUNIAO DE VO6 EU HEM PARECE ATE EU DEPOIS DO TRABALHO HEHEH

  • …e essa reação toda foi nessas três horas? Céus. =|

    Eu tenho medo de ficar popular desse jeito. :P

  • Eu percebo que os comentários se baseiam muito pelo que os primeiros comentaristas escrevem. Algo bem estúpido: se nos dois primeiros comentários as pessoas começam criticando – mesmo que de maneira mal feita e coisas que não estão escritas no post – os próximos comentários seguirão a mesma linha. Não sei porque, não sei se é um princípio de inércia, vontade de fazer parte do grupo, bullyng virtual. Sei que enche o saco. Que a gente se dá ao trabalho de fazer um texto claro e argumentativo e se sente agredido de maneira estúpida.

    Eu nunca tive coragem de xingar e expôr as pessoas que me ofenderam da maneira que você faz, mas sempre o defendi. Porque entendo que é gente demais, besteiras demais, anos vendo a mesma coisa. Cansa mesmo.

    • "se nos dois primeiros comentários as pessoas começam criticando – mesmo que de maneira mal feita e coisas que não estão escritas no post – os próximos comentários seguirão a mesma linha."

      Muito tempo atrás vi uma psicóloga comentar esse fenômeno em um blog. Pesquisando aqui, acho que o argumento dela se baseava no experimento de Asch. Pelo que entendi, esse experimento (explicando a grosso modo, sou leigo no assunto) foi criado pra medir a influência da opinião de pessoas próximas na decisão do indivíduo, ainda que essas opiniões fossem claramente equivocadas.

  • Cardoso, seus últimos textos andam me emocionando de verdade.

    Percebo que pessoas de destaque em qualquer ambiente incomodam muito e que em qualquer ambiente, seja real ou virtual(como se os virtuais não fossem reais também), sempre, sempre aparecem trolls para aporrinhar pessoas sérias que tentam fazer seu trabalho…

    Quando era mais nova e via filmes onde havia "sabotagem" pessoal, eu achava que era mentira, que mundo civilizado faz isso? Com eu era uma criança ingênua! Achava que era só entre nós adolescentes que alguns tentavam queimar os outros para os amigos, principalmente se o outro fosse mais inteligente ou se destacasse de qualquer jeito.

    Percebi que não é bem assim, como adulta, pude ver que algumas pessoas jamais deixam de ser adolescentes e continuam tentando queimar e machucar os outros. Algumas pessoas, alvos de ataques constantes, passam a ter uma blindagem contra essas coisas.

    Parabéns por seus textos, sempre gostei do que você escreve, mas repito seus últimos 3 textos estão excepcionais.

    Aline Abreu

  • Mário

    Recentemente deixei de frequentar um blogue porque me cansei de ler ataques diários a "pseudos" e "crentes". Mudei de "canal", fiz zapping e acabei por encontrar outros com conteúdo. A maravilha da Internet é que consegue ser como a televisão. quando estou a ver TV e não gosto do que estou a ver, mudo de canal, na Internet vou à procura de melhor. Nunca telefonei para um canal de TV para dizer que me senti ofendido e insultar quem me atende. Porque é que muitos internautas ainda não se aperceberam que é possível mudar de canal?

  • Gostei do seu texto, muito bem escrito, argumento bem montado. Mas o que eu acho engraçado é que no Twitter eu consigo me relacionar de uma forma bacana com você,e normalmente com alguns denominados trolls. Não sei se é muita ecleticidade da minha parte ou contradição, haha. Mas acredito que na vida real você seja do tipo de pessoa mais sociável.

  • @Kikiphilippi

    Penso o seguinte, temos inveja é do nosso vizinho, dos nossos amigos, de quem está perto, de quem conhecemos, ou seja, com quem podemos competir. De nossos ídolos não temos essa inveja, porque são seres superiores, já nasceram predestinados ao sucesso. Não tem como competir, eles estão no altar. Mas quando esses ídolos ousam descer desse altar e interagir com nós meros mortais, e nos mostram que eles poderiam ser um de nossos vizinhos, me agridem diretamente mostrando minha incopetência, mediocridade, incapacidade… e com essa traição dos meu ídolos não consigo lidar. Então me defendo da única maneira que sei. Eu os torno minhas Genis (joga pedra na Geni… maldita Geni!!)

  • Pingback: Tweets that mention Não há maior ofensa pessoal do que ser pessoal -- Topsy.com()

  • Podias ter linkado as duas últimas palavras do texto, né? :)

  • Cardoso,

    Claro que há maior ofensa pessoal do que ser pessoal: ser impessoal.

    E nada mais impessoal que um block "intempestivo" – movido pelas circunstâncias – que funciona como um gesto de desprezo. Um fatality excepcional. Uma despersonalização completa da alteridade. É a redução máxima ao bidimensional, ao "brinks" que você mesmo criticou.

    Um gesto de desprezo que nivela verdadeiros haters e verdadeiros admiradores em um mesmo patamar, leitores em busca de simples atenção interação, de repente, podem se transformar em haters rancorosos, "bloqueados" publicamente.

    Tal qual o Eduardo acima, centenas de blocks seus podem ter transformado admiradores (em potencial) e, talvez, invejosos benignos em haters incomensuráveis.

    As consequências do tipo "falem bem ou falem mal, mas falem de mim" se transforma então em uma faca de dois gumes, seu prestígio e modelo de atuação no Twitter tornam-se icônicos, porém a que custo?

    Talvez, em vez do block público, uma lista de "haters" pública (muitos vão amar estar nesta lista); um filtro simples de TweetDeck; talvez um "block de quarentena" (com data a expirar), como se fosse um castigo pedagógico, jamais uma condenação ao ostracismo perpétuo (seria engraçado e menos trágico a todos). Humanização é sempre uma bom caminho no longo prazo – e só funciona em via de mão dupla.

    Mas o que tudo isso tem a ver com seu artigo e com o drama nele descrito?

    A obra de arte não é o artista.

    Quem sabe o ponto crítico não seja justamente a separação entre o autor e o personagem houseano da internet? O "@Cardoso" se separar do ser humano "Carlos Cardoso" em carne, osso e emoções?

    O que separa "Pelé" de "Edson Arantes do Nascimento"? O que separa "Álvaro de Campos" de "Fernando Pessoa"? O que separa "O Mago" de "Paulo Coelho"?

    Provavelmente, tal separação tornaria desnecessário artigos como o acima, pois nada mais seria pessoal. Nada. A não ser por força poética.

    E o personagem @cardoso se tornaria exatamente o que todo personagem é: bem público. Marca de sucesso. Um símbolo a ser citado, seguido, odiado, amado, chargeado, parodiado, inesquecível. Pois você sabe disso, personagens sempre se tornam maiores que seus autores.

    Pode não concordar, mas "@cardoso" já se tornou um símbolo da Internet, quase independente de Carlos Cardoso. Aconteceu. E administrar o processo é importante, não apenas ao autor, mas à sobrevivência saudável de ambos.

    Como diria um filósofo qualquer: "@trolls e @cardoso são o espetáculo do Twitter mas não se confundem com as pessoas que tuitam e a pessoa de Carlos Cardoso.

    E já que você citou: "Augustus, Imperador de Roma não gostava de atores. Dizia que não podia confiar em uma classe cuja profissão era baseada na mentira." Aproveito pra citar outro ditado clássico: "Em Roma, aja como os romanos."

    É uma escolha, sempre.

    O Twitter, assim como um blog, é um palco – por mais realista ou slice of life que seja o estilo da peça. Um palco com seus dramas, tragédias e comédias que nos levam à catarse junto com o público, mas "em essência" não nos levam junto – ou não deveriam.

    Um grande abraço.

    Antonio Kuntz

    "Não somos limitados ao que escrevemos.

    Pois o que escrevemos são apenas escritos.

    Não somos nós.

    E depois de escritos, podem viver sem nós.

    Nós sobrevivemos."

    • Eu não tenho obrigação NENHUMA de tratar bem quem me ofende.

      • Cardoso, o twitter é muito próximo do nosso íntimo, do nosso ego. Qualquer reply inesperado pode nos ofender. Você me deu block quando mandei um reply estúpido mas nem tanto para mim. Eu saí do twitter porque me enviavam replys estúpidos. Me irritei e deletei logo minha ocnta. Ninguém é obrigado a aturar isso de graça. Prefiro estar solitário no meu blog do que ter essafalsa companhia no twitter.

      • Sim, você não tem obrigação NENHUMA de tratar bem que lhe ofende. Mas ao separar o joio do trigo e notar que há excesso de joio, o problema real pode ser resolvido mudando o jeito de plantar.

        • "Sim, você não tem obrigação NENHUMA de tratar bem que lhe ofende" que bom que chegamos a um acordo. Muito obrigado, volte sempre. Sua ligação é muito importante para nós.

      • Concordo. Ofensas gratuitas em vez de crítica (favor/contra) devem ser castigadas.

    • Citou Paulo Coelho = invalidado

      • Para o Inaf Jovens 2009 foram entrevistados, entre os dias 18 de julho e 1º de agosto de 2009, 1.008 jovens entre 15 e 24 anos residentes nas nove regiões metropolitanas brasileiras de Salvador, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília.

        O Inaf determina quatro níveis de alfabetismo, de acordo com a tabela abaixo:

        http://migre.me/3N9cE

        • Li em algum lugar:

          "Parafraseando Neil Gaiman, diria que os Super-Heróis são maiores do que estrelas, planetas, galáxias e deuses, pois representam a única coisa que sobrará após o Big Crunch, no final do Universo: A Esperança."

        • Questionando o quê com essa resposta? Se for minha capacidade intelectual tenho isso: http://taoquantolaranja.blogspot.com. Se não for, explique-se.

  • Parabéns, continuo admirando seus textos.

    Abraços

  • Angela

    Adorei!

    A impressão que esses trolls passam é de que perderam um pouco da humanidade. Não são capazes de identificar que por trás de um texto existe um ser humano.

    Esse post emociona e expõe bem o que eles precisam entender.

    Parabéns!

  • Pedro

    Seus textos são bem escritos, mas os conteúdos são extremamente fracos. Nunca tinha ouvido falar de você antes dessa festa toda no twitter, mas essa foi minha opinião pessoal sincera que formulei depois de ler o tal post.

    Essa sua resposta agora não endereçou absolutamente nada do assunto, foi só um ataque tão cego e desesperado quanto o que você pensa que o que os "trolls" fizeram.

    O que eu entendi é que uma crítica foi feita, você não desceu do pedestal e esperneou lá de cima. A piada toda foi sobre o seu chilique.

  • Arthur Tavares

    Em um pais de deputados analfabetos, de multidões de analfabetos funcionais e de pseudo-intelectuais que jamais leram um livro… O que pode-se esperar?

    Sinceramente, falta-nos as exigencias de leituras sérias sobre iluminismo, pelo menos.

    Falta ao brasileiro a consciencia de que "são as idéias que brigam, não as pessoas".

    Afinal, "as idéias não morrem, quem morre é quem defende as idéias".

    Gostaria de um povo politizado e consciente no nosso pais, mas isso é impossível. Ainda mais com a atual educação que fará os meus filhos lerem os mesmos livros que minha avó leu para o vestibular.

    Estes troll's (adoro a expressão) "passarão. Nós? Passarinho."

    • Muito bem, Arthur.
      Em tempo:
      Gostei da citação de Mário Quintana.

  • Felipe

    Infelizmente os trolls e haters não são um fenômeno novo. Eles sempre existiram, mas antigamente estavam limitados geograficamente a seu bairro, sua rua, ou mesmo apenas as umas poucas pessoas próximas.

    Ainda no colégio, em uma cidade do interior, após ter passado dias desenhando um cartaz enorme para uma apresentação um idiota resolveu me acusar de ter comprado o cartaz porque na cabeça dele um menino daquela idade não poderia ter desenhado algo daquele nível.

    Sempre existirá aqueles que se sentem ofendidos quando alguém faz algo que eles não conseguem, seja um texto, um desenho ou qualquer outra coisa.

    A internet deu voz, anonimato e aumentou suas áreas de atuação a todo lugar onde seus mouses podem alcançar.

    Porém o mundo sempre seguiu apesar deles, e vai continuar a seguir.

  • Não vamos generalizar. Veja o @tweetsdopassado onde ele posta mensagens como se estivesse no passado. Parece engraçado mas ao mesmo tempo boa parte das mensagens possui conteudo inteligente em que só alguém que conheça a história vai entender (ou ao menos jogar no google pra descobrir do que se trata).

  • Leonardo Carvalho

    Num mundo perfeito, exatamente após ler esse post ou algum texto similar, os trolls e os haters-for-the-lulz pensariam um pouco sobre como vêm agindo imbecilmente e provavelmente começariam a mudar a forma de pensar/agir.

    Mas mundo perfeito não ecziste, exceto para a Pollyana…

    Muito bom o post, Cardoso. Perfeita resposta para os comentários/replys imbecis causados pelo ótimo post anterior a este.

  • Muito bom o post, parabéns pelo texto !!

  • Fabio F

    Gostei do texto, sigo o autor no twitter e compartilhei a url do blog com mais gente que curtiu.

  • Bruno

    Olivia Wilde é de mais … pelo amor.

    Sobre trolls e os problemas desses retardados que sempre se consideram ofendidos, como diziam os sargentos na saudosa época de serviço militar, "Isso é falta de mato pra carpi".

  • fernanda

    Cardoso, sério: o que eu fiz pra vc?!

  • Felipe Augusto

    O Troll é simplesmente simplista. Só isso. Nem pensa em debater, ser inteligente, com ele é 'Não vou debater, só vou falar aquilo que penso.'.

    Pra mim, coisas assim são simples, que nem os ordinários que me enchiam o saco na escola: Tô cagando e andando.

  • Edi

    Cardoso

    Acompanho o Contraditorium bem antes deste BOOM de blogs de humor, e o seu blog era e é um dos meus preferidos, junto com outros poucos. Às vezes perco meu tempo rindo dos memes idiotas dos outros blogs, mas é FATO, eles não têm conteúdo, vc sim! Vejo que vc trava essa "guerra" contra os Trolls desde muito tempo, e pra mim vc já ganhou, cara. O TROLL é, desde sempre, um PERDEDOR. Não entenda esse meu comentário como um ato de solidariedade, afinal, vc tá muito acima dessa merda toda (eu, vc, e uma penca de bons leitores sabemos disso). A questão é que é a primeira vez, neste tempo todo, que decido comentar aqui. Aliás, devo ter comentado há um bom tempo atrás. Mas enfim, essa sua "guerra" acaba nos trazendo, através dos seus textos, bons momentos de reflexão. Continue FODENDO eles! Tem sido divertido ver isso.

    até

  • edi

    Cardoso
    Acompanho o Contraditorium bem antes deste BOOM de blogs de humor, e o seu blog era e é um dos meus preferidos, junto com outros poucos. Às vezes perco meu tempo rindo dos memes idiotas dos outros blogs, mas é FATO, eles não têm conteúdo, vc sim! Vejo que vc trava essa "guerra" contra os Trolls desde muito tempo, e pra mim vc já ganhou, cara. O TROLL é, desde sempre, um PERDEDOR. Não entenda esse meu comentário como um ato de solidariedade, afinal, vc tá muito acima dessa merda toda (eu, vc, e uma penca de bons leitores sabemos disso). A questão é que é a primeira vez, neste tempo todo, que decido comentar aqui. Aliás, devo ter comentado há um bom tempo atrás. Mas enfim, essa sua "guerra" acaba nos trazendo, através dos seus textos, bons momentos de reflexão. Continue FODENDO eles! Tem sido divertido ver isso.
    até

  • kimberlyplima

    Então, não li todos os comentários acima, mas enfim, gostei muito do texto e acho, sinceramente, que o problema é que as pessoas não sabem debater opiniões, elas tentam ENFIAR seus pontos de vista "guela abaixo" dos outros. Não entendem que cada pessoa enxerga as coisas/situações sob perspectivas individuais e insistem em se ofender com o fato de ALGUÉM no mundo pensar diferente delas.

    • Jéssica

      Pois é, o respeito está em falta hoje em dia.
      A maioria das pessoas é incapaz de discutir sem ofender (afinal discutir é argumentar e não sair aos berros dizendo que seu nariz é grande – pelo menos não deveria ser assim).
      Enfim, a limitação do povinho na internet é grande… e há sempre quem sofra com isso.

  • Gostei. Foi o Deck.ly do "Olha um unicórnio! *bang*"!

  • Alessandro

    Quando eu crescer quero ser que nem o Cardoso. Um ser humano inesperado.