Homens Burros e Livros Ruins

Quando surgiu o fenômeno Harry Potter, o pessoal bateu palmas. “Agora essa criançada vai começar a ler”. Quando a Internet se popularizou, a grande esperança era que com isso a palavra escrita seria retomada, as pessoas escreveriam mais, pensariam mais, se tornariam humanos mais completos.

Agora com a venda de livros em máquinas automáticas no metrô do Rio, vi gente exaltando isso como se fosse a solução de todos os males.

Não é.

Livros são só… livros. Você pode ter livros excelentes, livros ruins, livros que passam sem deixar nenhuma mensagem, e um único livro não vai estimular a leitura. Um monte de gente que nunca abriu um livro na vida andou com o Código DaVinci no suvaco, e depois dele continuou sem abrir nenhum outro livro.

A molecada do Harry Potter, pelos comentários em meus posts relativos a ele, não aprendeu a escrever ainda, apesar de ler toneladas de livros. De Harry Potter.

Pois é. Não vejo um efeito de longo prazo, o famigerado Paulo Coelho, odiado por toda a Academia pouco fez para estimular a leitura de qualquer coisa que não seja seu próprio livro. (note: Não é uma crítica, ele é escritor, não MOBRAL)

Ler por si só não ajuda a desenvolver pensamento crítico, se tudo que você lê é lixo.

Vejamos, em maiores detalhes, a tal máquina de venda de livros:

\

Pois é. São clássicos que ninguém lê, manuais de Excel e ORKUT. Pelos Senhores de Kobol, o que leva uma criatura a comprar um livro de Orkut? O que GANHA uma criatura que lê um livro de Orkut?

Sério, se alguém precisa de um livro para usar o Orkut no mínimo precisa ser examinado por um botânico, ao invés de um médico, pois está mais no reino dos Vegetais Superiores do que no Animal.

Adiante, a segunda parte da máquina, repleta de mais lixo:

Esse é o destaque? Plantinhas e suquinhos e outros produtos da linha “espere sua doença ficar séria antes de chamar o médico”?

 Sinceramente não vejo essa máquina como mais que uma curiosidade. Leitura se estimula na escola e em casa, mas se professoras engessadas achando que Machado de Assis é o máximo para crianças saindo do pré-escolar, e pais que odeiam ler é tudo que as crianças terão pela frente, não vão aprender a gostar de ler nunca.

E não há máquina que conserte isso.


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Leia Também:

  • Nada contra a sua crítica aos pseudo-leitores, até concordo, mas com relação aos "suquinhos" e "plantinhas", logo você que é um cara tão informado falar uma asneira sem tamanho dessas, é controverso.

    Nas plantas se encontra a cura para muitos males existentes, não é à toa que os índios as utilizaram durante muitos anos e atualmente são origem de muitos medicamentos produzidos em laboratório. Ninguém precisa tomar uma "bomba" química para curar uma diarréia ou uma gripe, quando pode recorrer a coisas mais naturais e menos agressivas ao seu corpo.

    PS: Não faço aqui apologias ao uso de "garrafadas" e outras coisas para doenças sérias como o câncer ou aids.

  • Pois é Manoel, mas pode ter certeza, que esse livro não se enquadra no que você falou. O Cardoso está certo. Este livro aí vende até cura pra o câncer, veja só, e está na lista negra de qualquer nutricionista de respeito.

    O governo deveria fazer algo, livros como este e também um que vi recentemente chamado "a dieta de jesus cristo" são no mínimo criminosos, pois brincam com a saúde das pessoas.

    E mais, não existe isso de "bomba química", só, talvez, na área militar.

    Qualquer coisa é feita de elementos químicos, todo mundo sabe disso. Se você usa um chá para curar uma gripe em vez de um comprimido, na melhor das hipóteses você está ingerindo o princípio ativo presente nas folhas da planta diluído em água (e na pior, está tomando um placebo refrescante). O mesmo princípio ativo está no comprimido, na dose certa para um ser humano. (+ de 90% de um comprimido é açúcar ou algum outro elemento neutro, que só serve de veículo)

  • É, em parte tenho que concordar com o Sr. Manoel, existe até um estudo para descobrir porque algumas índias não possuem câncer de mama.

    Mas isto não é um livro de literatura e sim de consulta (ao meu ver). Não imagino alguém dizendo que leu esse livro do começo ao fim (de A à Z). É como ler um dicionário inteiro (não que não seja bom, acredito que seja melhor do que ler esse livro aí =]).

    Achei muito boa a sua "crítica", o povo brasileiro lê muito pouco, talvez por falta de incentivo (da família e da sociedade). Mas acredito que ainda exista alguma forma de resolver isso. Ou então é só formata tudo e pronto ^^.

    Até o/

    e parabéns pelo blog.

  • Sem aformar nada, já ouvi dizer que ALGUMAS(vejam bem, eu disse ALGUMAS) das coisas que tem nesse "Medicina alternativa de A à Z" tem base científica.

    Claro que de jeito nenhum que eu encaixaria ele como culturalmente útil, mas acho que não da pra descartar todo o conteúdo dele.

    E realmente não acho que o povo se interesse em ler nem esse 'livro' sobre orkut, eles preferem ir direto a fonte e conversar com os 'miguxux' sobre seja lá qual for o assunto de interesse deles.

  • É o prêmio vai para o parágrafo:

    "Sério, se alguém precisa de um livro para usar o Orkut no mínimo precisa ser examinado por um botânico, ao invés de um médico, pois está mais no reino dos Vegetais Superiores do que no Animal."

    Depois dessa eu acho que você tinha que ganhar um grammy, um oscar, sei lá… alguma coisa, Felômenal!

    Manoel, realmente, muitas doenças poderiam ser curadas com plantas, até a aids quem sabe, se os humanos as estudasse ao invés de destrui-las, mas dizer que esse tal de "Medicina alternativa de A à Z" é um livro sério, aí já é querer forçar a amizade ^^

  • Nossa, é só uma maquina de livros gente, não é ela que faz as pessoas lerem mal, é o velho buraco lá em baixo, a educação é ruim, falta mostrar para as crianças o que é bom de verdade, sugerir tudo que for de qualidade e que a criança tenha a liberdade para escolher, elas só leem Harry Potter porque ainda não foram apresentadas a Cronicas de Narnia ou Desventuras em série, ou mesmo os livros paradidaticos que eu lia na escola, O mestre do crime, A ilha perdida…haha, velhos tempos..

  • Chris

    Tem até algo de Nietzsche e Maquiavel ali …

    Na outra maquina tem Sherlock Holmes…

    Só por curiosidade…qto custa cada um desses livros?

  • Conheço leitores de Paulo Coelho que falam voltemo, peguemo, dancemo, mas o mais hilário foi uma que me falou ter batizado a filha de Pyetra por causa daquele "na margem do rio pedra…" ou coisa que o valha. O negócio é esterilização em massa. E o medicina de A a Z já foi classificado como lixo por qualquer um com mais de 2 neurônios.

  • Sinto vergonha em dizer que já fui fã dos Livros de Paulo Coelho…

  • O brasileiro é amante das panacéias.

    Para todo problema complexo, existe uma solução simples que não resolve absolutamente nada, mas nos poupa de enfrentar a solução mais trabalhosa.

    Para reduzir o desmatamento, fez-se o registro das motoserras. Não adiantou nada. Para impedir o uso de telefones nos presídios, implantou-se os registros dos pré-pagos. Não adiantou nada.

    Para melhorar a capacitação técnica, dá-lhe inclusão digital. Micro para todo mundo com subsídio para acessar o Orkut, MSN Messenger e pegar vírus. Vai melhorar alguma coisa? Duvido.

    Para aumentar a leitura, máquinas de vender livros. Bom… Deu para pegar a idéia.

    Todo mundo sabe o que é o correto: tornar a profissão de professor atraente (leia-se : salários decentes), dar prioridade aos investimentos no ensino fundamental, ao invés do ensino superior e tratar da qualidade do ensino, o que quer dizer reprovar quem tiver que ser reprovado.

    Isso é difícil? É.

    Isso é demorado? É.

    Vair dar resultados? Se for feito e bem feito, certamente.

    Vai ser feito? Claro que não. Um investimento deste tipo demora dez ou quinze anos para ter resultados visíveis. Não vai ajudar a ganhar as eleições de 2010. Melhor tapar buracos nas estradas e continuar distribuindo cestas básicas e propina.

  • Nem mais, nem menos: clap clap clap!

  • Eu li dois livros do Paulo Coelho e mais o Código Da Vinci, só pra poder falar mal.

  • Eu acho que a discussão não é se o livro "Medicina Alternativa" é bom ou ruim. E sim, a seguinte frase:

    "Ler por si só não ajuda a desenvolver pensamento crítico, se tudo que você lê é lixo."

    As pessoas não têm o costume de ler.

    Como o exemplo do Harry Potter e Código da Vinci, conheço milhares de pessoas assim.

    Nos próprios blogs, acontecem coisas desse tipo (e está acontecendo comigo nesse momento), se você escreve sobre algo técnico, ou algo um pouco mais elaborado, recebe pouquíssimos comments, geralmente de pessoas da área sobre a qual você está escrevendo, se escreve sobre o Big Brother, 888 pessoas lêem e comentam. (Podem conferir quantos comments os tais “Diarios dos BBs

    ” recebem)

    Esse é o problema. Talvez as pessoas não lêem por falta de incentivo da família e da sociedade, como disse o Patrick, ai em cima, mas talvez, as próprias pessoas não têm pró-atividade suficiente para procurar algo para aprender, ou para própria cultura, elas lêem só o que as entretêm.

    A solução seria arrumar uma forma de fazer livros com conteúdo sob alguma forma de entretenimento hahaha =D

    E quanto às máquinas de venda de livros não são "a solução de todos os males", mas já encontrei livros interessantes lá.

    Confesso que só não comprei porque tive medo do livro ficar preso e eu perder meu rico dinheirinho =D

  • Pingback: Quanto vale a educação de nossas crianças? Menos de R$60,00. « Tempos Estranhos?()

  • Aqui em SP, já vi essas máquinas no metrô, com livros melhores. Faz algum tempinho já, talvez tenham encalhado e o pessoal apelou pra esses que você viu.

  • Primeiro acredito que a liberdade de expressão de pensamento é preciosa. Incluí aí o direito do sujeito escrever o lixo que quizer. E vou salientar é importante que tenhamos em mente que não podemos inibir isto, pois é um dos pilares de uma sociedade organizada. Segundo o habito da leitura é uma obrigação de quem educa, vou salientar que o professor não educa ensina. Os bons habitos e virtudes tem que ser embuídos pelos pais, não pelos professores. Até porque se for feito pelos professores vão acabar lendo coisa pior, provavelmente uma cartilha do PT, ou algo ainda pior (olha não me ocorre nada no momento, mas deve existir). Sobre Paulo Coelho, Harry Potter, Medicina Alternativa, o único comentário que faço é: Eles tem que ganhar dinheiro de alguma maneira. Tá certo que eles (os autores) poderiam fazer algo melhor para a HUMANIDADE, mas acredito que a capacidade deles (autores) para tanto é o verdadeiro limitador. Acredito que a seleção da leitura é importante, tão importante que você não pode deixar isto para outros, ensine você a seus filhos, sobrinhos e netos quais são as melhores opções, mesmo que quando você ensinar eles não concordem. O tempo os fará pensar diferente.

  • para estimular uma criança a ler tem que ser com algo que ela goste. é um trabalho que tem que começar com a preocupação dos pais nesse sentido. pequenos livros com imagens no começo e depois pequenas histórias. e tem o papel das histórias em quadrinhos também. meu interesse por leitura começou com os gibis do Tio Patinhas (até hoje sou fã) e depois passei para leituras mais complexas. A fórmula é simples e necessita de pais preocupados e escolas preparadas.

  • Algum do Jack Welch? Não? Tom Peters, também não? E Waldez Ludwig nada? Diabos, é uma porcaria de máquina.

  • Tranqilinho Cardoso?

    Tu me instpirou hoje.

    De uma olhadinha neste texto, seria uma resposta a tu e ao meu xará Sergio F Lima.

    http://sergiotucano.blogspot.com/2007/03/educao-v

  • Cardoso,

    Um comentário sobre professores e livros de Machado de Assis: apesar de ser um bom autor, também acho uma péssima escolha para crianças e adolecentes. Tanto o linguajar quanto as situações não tem nada a ver com o nosso mundo atual.

    Tanto minha mãe quanto minha tia, que eram professoras de língua portuguesa, me incentivaram desde pequeno a ler. Só que o fizeram de forma inteligente, com livros da Coleção Vagalume e outros do gênero (além de gibis), que eram divertidos e próprios para a idade. Assim, ler tornou-se uma atividade prazerosa, ao invés de uma imposição.

    Nesse aspecto, livros com os de Paulo Coelho e Dan Brown tem o mérito de introduzir nessas pessoas o gosto pela leitura.

    Talvez muitos não "evoluam" para literatura de melhor nível, porém eu conheço pessoas que detestavam ler e que passaram a fazê-lo depois de passar por autores como Lair Ribeiro (argh!) e Luiz Fernando Veríssimo (excelente e com poucas páginas).

    De qualquer forma, qualquer iniciativa (como a do Metrô) ainda é válida, pois cria uma aproximação do público com os livros.

    Ramon

  • Preciso comprar este livro do Orkut.. urgente!!!

    rsrsrsrs

  • Ler não muda muita coisa, exceto o fato de que o bom leitor costuma escrevera melhor um pouquinho. Todavia, a leitura apresenta um acervo de conhecimentos contextuais genéricos e capazes de auxiliar na formação de uma “visão de mundo” diferenciada. Encontro leitores que engolem livros e não entendem nada. Harry Potter não serve para formar opiniões, a autora fez um filme escrito e não um livro, exploro um hiato e se deu bem, muito bem! Feliz dela que descobriu como colocar o mesmo ovo em pé três vezes sem quebrar a casca. Esoterismo sempre existiu, de bruxarias fala-se a dezenas de anos, talvez mais, só que a dita cuja conseguiu colocar tudo isso numa obra interessante e cativante para os consumidores de leitura imediata, bem adequado ao mundo dos videso clips e das cenas rápidas. Tem seus méritos, não porém a minha aprovação, mas certamente a minha absoluta inveja pelo talento com o qual conseguiu amealhar tantos milhões. Aqui no metro de Sampa também rolas estas máquinas. Tem de tudo, principalmente literatura obsoleta, desatualizada e inútil. Outro dia estava à venda numa delas o Código Civil. Cara, será que tem alguém que comprará o Código Civil? Putz, você tá certo! Mundo louco esse! Abraços, Mário.

  • Dê um desconto, Cardoso. Alguém pode comprar aquele Superdicas para falar bem e fazer um blog.

    Mas eu duvido que cê vá reclamar desse pessoal e suas taras por aviões, fotos, piercings.

  • Slim Dogg

    A culpa não é da máquina, não é do escritor, nem nada disso. A culpa é do próprio povo. Isso (essa máquina com livro dentro) nada mais é do que um espelho instalado no metrô. Ele reflete exatamente a mentalidade do povo, que sem cultura, consome os Orkut da vida, medicina milagrosa e afins.

    O que eu quero dizer é, cada povo tem aquilo que merece.

  • corvo

    Livros bons são aqueles recomendados antes do vestibular! hahahah!

  • Muito bom este texto! Fiquei imaginando na diferença desta máquina com uma banquinha. A única vantagem dela é o dono dela não ter que pagar um funcionário para vender os tais livros…o resto é apenas mais uma moda. E olhe que sou adepto de comprar livro feito louco viciado. Mas não entendi bem a intenção da dita cuja. Pra aeropoto na ala do lado deuma loja de bijouterias/jóias(puffff…rs), pode até dar certo.

  • Olha, aqui em SP tem também, há algum tempo. E quem disse que o objetivo é tornar os passageiros leitores? Tirando a plaquinha de "São Paulo, um estado de leitores", sinal claro de publicitário querendo fazer algo comercial parecer puramente cultural e eficiente, a máquina de livros tem a mesma utilidade de uma que também existe por aqui, a de vender bijouterias – que, aposto, não é gerar um estado enfeitado. Ignorando-se a fábula da cultura acessível que mudará tudo, fica tudo certo: Eu, que já tenho o gosto pela leitura, pude comprar um clássico que ninguém lê, para ler. Cinco reais por uma edição tosca com papel quase de jornal de "Humano Demasiado Humano", de Nietzsche, que eu queria levar para a praia – aonde iria no dia seguinte. Tinha acabado de comprar outro livro em livraria, mas passei ali e me interessou. Por que não?

    Consumidor feliz, livro vendido e, conseqüentemente, um pouco mais de cultura adquirida.

    Mais interessante do que a máquina é o projeto "Embarque na Leitura", uma espécie de mini-biblioteca que algumas estações têm, com vários livros interessantes – que já foram emprestados mais de 100 mil vezes, segundo eles (http://www.metro.sp.gov.br/servicos/biblioteca/embarque.shtml).

    Se funciona educacionalmente, não sei. Mas, apesar do Orkut e das plantas da máquina, de vez em quando essas iniciativas são úteis, sim.

  • Esses livros de 'medicina alternativa' sao puro lixo. Nao sao medicina, nem alternativa.

    Plantas tambem contem substancias toxicas e carcinogenicas.

  • Este post me lembrou de duas coisas:

    1) Uma dessas máquinas de livros (acho que na estação Consolação) vendia o livro "A Arte da Guerra – de Nietzsche" O_o

    B) Essa coisa de alguém precisar de livro pro Orkut, me lembrou Douglas Adams. Num dos livros, um cara chamado "Wonko, o São" constrói um asilo "ao contrário" (isto é, dentro das quatro paredes está o lado de fora do asilo); tal asilo portanto abriga o mundo inteiro. Porquê ? Porque uma civilização que precisa de instruções para usar palitos de dente (vide essa foto que achei: http://homepage.ntlworld.com/doklands/images/toot… não pode ser considerada sã.

    iii) já vi numa livraria outro livro de Orkut, que chega ao cúmulo da capa imitar a tela de login ¬_¬

    quatro) talvez eu não saiba contar :-)

  • JonhM

    Está errado. Todo e qualquer leitura, mesmo de uma revista de fofocas ou do Harry Poter, estimula a inteligência, pois qualquer processo de informações lidas é um bom exercício para o cérebro

  • Adoro ler, não passo um dia sem abrir um livro. Nunca li um livro do Harry Potter, mas a maioria dos que eu leio é em inglês. Apesar disso, acho que o grande mal do Brasil é a falta de educação, em todos os níveis. Por aqui, ao menos hoje em dia, é chique o cara dizer que não gosta ler. Pobre do país, como alguém já disse, um verdadeiro deserto de homens e idéias.

    Mas o que me levou a comentar neste ótimo post não é nada disso, e sim o tal manual do Orkut. Sinceramente não sei como alguém pode perder um minuto sequer entrando no Orkut, quanto mais comprar um livro e ler um manual sobre este assunto que não interessa a ninguém no mundo, só aos brasileiros.

    É que nem o Fotolog, o serviço sucks, mas como é o único que as pessoas conhecem, todo mundo usa. Mas nada que se compara a febre de Orkut. Outro dia soube de um amigo que um cara tinha sido demitido porque não tinha página no Orkut. A diretoria da empresa julgou que ele não era uma pessoa sociável o bastante para trabalhar ali. Isto é realmente lamentável.

    =)

  • Nos metrôs de São Paulo existem pelo menos duas dessas máquinas por estação.. com algumas excessões é lógico, mas nas estações de que possuem maior movimento ali estão elas… nunca achei um livro nesse tipo de máquina que me motivasse a colocar uma moedinha lá…

  • Zaratustra

    Post ótimo, mas…

    Machado de Assis só não é bom quando não se entende o que se lê! Está acima da capacidade da maioria de entender uma verdadeira literatura…

    É uma covardia pedir que Paulo Coelho, Bloggueiros e “miguxos nos chats” entendam 10% do porquê ler Machado…

  • Pingback: Tecnomunication - DaviMendes.com.br » Blog Archive » Ler, ler e ler… ah sim, claro()

  • Slim Dogg

    Cadê as playboys ????

  • Dessa vez eu concordo com o Cardoso.

    Livros não são valores. Livros não são virtudes.

    Harry Poter não poderia ser um exemplo melhor, todo mundo que eu conheço (exceto eu) leu isso, e boa parte também leu Senhor dos Aneis. Isso é tão útil quanto assisti os filmes da seção da tarde.

    E não me venham com essa de quem lê mais escreve melhor. Não tem anda a ver. Escreve melhor quem escreve muito E procura escrever bem.

    Um abraço Cardoso.

    • Olha, não é por nada não, mas eu não colocaria O Senhor dos Anéis na mesma categoria de Harry Potter, é uma resolução superficial. Claro que ler apenas O Senhor dos Anéis, como se costuma ler uma historinha à la Crepusculo, não servirá pra ninguém, se o motivo é desenvolvimento intelectual. É a mesma coisa que fazer exercícios físicos: se você fizer uma única vez na vida, de nada vai adiantar. Mas, voltando ao Senhor dos Anéis, este livro, para mim, se encaixa facilmente entre livros/textos épicos e mitológicos, da Bíblia, Corão, Bhagavad gita e O Tao, às Eddas e aos escritos de Homero etc. Importante frisar que, mesmo este livro, no mundo de Tolkien é mais um complemento histórico que uma obra principal – POIS É! – acho que uma das leituras que mais me abriram a mente e me incentivaram a conhecer as belezas das histórias mitológicas foi O Silmarillion – recomendadíssimo -, este sim, obra principal de Tolkien, autor de SdA – só para constar, fui um ateu muito radical e, na verdade, preconceituoso com todo tipo de mitologia, besteira tremenda.
      Concordo: escrever bem é questão de prática. Embora eu não tenha direito de falar sobre o assunto.
      Mas de que vale a prática, sem uma teoria sólida por trás? Ler muito e escrever muito.

  • Silveira, eu diria que antes de escrever muito o sujeito deve ler muito, senão, como saberá de que forma escrever?

    Se a galerinha do “aê, valu, valew, flw” e do miguchês escrevesse de forma tão correta quanto o harry potter é escrito, eu ficaria feliz, mas eles não assimilam nem a gramática e a ortografia.

  • Cardoso,

    Já até recomendei este post para o editor de um site de cultura. A propósito, andei falando de vc aqui: http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=198

  • Ler pode significar ler gibis da Mônica, ou ler contos eróticos, ou algum jornaleco da cidade.

    E isso não vai "ensinar" ninguém a escrever. Mas acredito, e muito, que a leitura estimula e muito a escrita.. Agora vai de cada um conseguir absorver coisas boas (e principalmente selecionar) o que vai ler.

  • Pingback: Pq vc naum lê qq coisa? &laquo SiGA blogando()

  • Você está sendo injusto. Não são só os fãs de Harry Potter que não sabem escrever. Os fãs de… ah, qualquer coisa, não sabem escrever.

    Considerando-se que as classes A e B não vão pra escola por causa da merenda, é algo digno de preocupação.

  • JoanM

    "E não me venham com essa de quem lê mais escreve melhor. Não tem anda a ver. Escreve melhor quem escreve muito E procura escrever bem."

    Você diz isto com que propriedade? Só alguém muito mal informado não sabe disto, e o fato de você dizer "não venham com essa" é atestado de ignorância. QUALQUER processo de informações lidas, seja o que for, estimula o cérebro.

  • JoanM

    E para finalizar: lamento que o Cardoso escreva tão bem mas não seja capaz de ter conhecimento de que qualquer leitura (é bom repetir né?) é muito bem-vinda para o cérebro. É claro, as informações contidas não são levadas em conta, no sentido "do que" está aprendendo, mas o ato de processar estas informações estimula o cérebro, independente de que informação seja.

    Todos bloguistas derrapam uma vez ou outra… normal

  • Uai, é só ver a massa leitora de Harry Potter, Dan Brown e Paulo Coelho, ou da Bíblia. Mal conseguem articular um pensamento com começo meio e fim.

    Dizer que toda leitura estimula o cérebro é aquele velho papo de que todo mundo tem o mesmo potencial.

    Coisa de comunista, que não aceita que as pessoas podem ser diferentes de nascença.

  • Adorei a polêmica sobre meu empreendimento.

    É muito bom receber críticas, pois é a melhor forma de medir a qualidade dos serviços e a satisfação de clientes e potenciais clientes.

    Para informação de vocês, oferecemos livros para os vestibulares de São Paulo entre 2,99 e 4,99.

    Coleções como Sherlock Holmes, Clássicos da Literatura Brasileira e Internacional que são leitura obrigatória em escolas públicas e faculdades a preços muito mais baixos que normalmente ofertados pelo mercado.

    Poesia, títulos que são Best Sellers como O caçador de Pipas, O MOnge e o Execvutivo, A Arte da Guerra (De Sun Tzu e Machiavel), Grandes pensadores Universais, culin[aria, humor, infantis, Códigos Civil, Constituição e outros de legislação, EXCEL, WORD, LINUX, e um monte de outros como o orkut que para novos incluidos digitalmente é pura novidade.

    Alguns desses títulos são oferecidos em formato MP3 para você escutar no carro, em casa ou transferir para seu tocador enquanto passa horas e horas no transporte de casa para o trabalho e escola ou vice versa.

    Tem também Sudoku, analise comportamental, receitas vegeratianas, oratória, e um monte de outras coisas.

    Livros para todos os gostos e todos os bolsos, a maioria até R$ 4,99

    Grande parte do público que compra nestas m[aquinas adquire seu primeiro livro ali e depois de adquirir vários a valores entre 1,99 e 4,99 entra confiante em uma livraria com foco e determinação do que comprar.

    Nossa clientela compra conteúdo e é absolutamente feliz em poder comrpar o que antes era impossível.

    Por isso e um bocado mais, eu agradeço vossos comentários.

    Olhe para as fotos. Ali tem: Ziraldo, Reynaldo Polito, Atrthur Conan Doyle, Arnaldo Niskie, Elisa Biazzi, Maquiavel, Nietzsche, Dicionário de Matemática, Machado de Assis e outros.

    A gente vai melhorando dentro de possível e de sugestões produtivas ou nem tanto.

    abraço

    Fabio

  • JoanM

    "Dizer que toda leitura estimula o cérebro é aquele velho papo de que todo mundo tem o mesmo potencial."

    Esta doeu na alma. O Comunista vou fingir que nem li.

    Prefere ironizar e se basear em fundamentos não comprovados cientificamente Cardoso?

    Faço como quiser. Se engane, ou engane seus leitores… que estes sim que acreditaram em você agora são os leitores de Harry Potter que acredita existir um perfil padrão.

  • samis

    Calma amigos!

    As vezes, mesmo quando estamos certos sobre algo, erramos pelo excesso.

    Sempre existiu e existira o bom e o ruim. A maioria dos livros, filmes, quadros,

    pecas, esculturas e por ai vai… realmente nada acrescentam, isto para ser eufemista.

    Porém, o importante é que as pessoas que buscarem qualidade tenham opções,

    tenham acesso a material que possa enriquecê-las. O grande problema é que estamos sendo condicionados a buscarmos o fácil, pois o fácil enche os cofres da indústria do entreterimento com o mínimo de esforço.

    Pra alguém compor uma musica clássica ou um jazz, por exemplo, terá que ter no mínimo um conhecimento razoável de noção musical mas, para compor um rap…

    Voltando aos livros… se um livro ruim adorna as plateleiras de uma grande livraria é

    porque alguma editora acolheu seu texto e achou que dele extrairia lucro, então não será o editor mais culpado, se é questão de culpa que o próprio escritor e por fim,

    que o leitor.

    Um bom livro geralmente abrange temas de valor universal, história, filosofia, ciências,

    religião, psicologia e etc mas, com a qualidade da nossa educação ( ou a falta dela),

    é quase um milagre um aluno oriundo do ensino público ler um Goeth, Tolstoi, Assis,

    Camoes entre outros isto porque, mesmo que se interesse, já no começo da leitura se depara-rá com expressões e sentidos que ele não conhece e para qual não foi preparado.

    Para finalizar, devemos manter a mente aberta. Os grandes escritores invariavelmente

    já beiraram o medíocre, assim , também é possível a um escritor mediano uma grande obra, ainda que esta segunda opção seja bem mais rara.

    Obrigado.

  • Olá, eu navegando na internet procurando assuntos sobre ácido úrico, sobre o problema de saúde que minha avó está passando encontrei seu blog, sou de Curitiba, por enquanto não temos este tipo de máquina de livros por aqui, (infelizmente), e com relação ao livro que você mencionou sobre medicina alternativa de A a Z, vi o comentário do Fábio que é dono da franquia, fiquei muito interessada e resolvi comprar o livro, e estou até mesmo observando alguns outros, a idéia dele é ótima, pois tem um preço acessível para todas as classes sociais. Creio, que nem todas as pessoas sabem mexer em 'orkut, google, msn', como a maioria por aqui que está bem acostumado com a tecnologia, devemos respeitar a idéia que considero muito útil, a propósito, você nasceu sabendo mexer na internet? Creio que não! Ninguém por aqui já 'sempre soube' mexer. Todos partem de um princípio. A idéia foi excelente e ao invés de criticar deveria admitir que foi uma idéia muito boa! Sabemos que nem todas as pessoas são cultas e tem boas escolhas com relação a livros, mas livros são estórias, tanto reais quanto imaginárias, e a melhora da leitura não depende de quantos livros você leu, até porque se você não lê em voz alta, isso não fará diferença alguma na pronúncia. A leitura ajuda em diversos aspectos e só o fato de incentivo à leitura é um avanço. Você disse nas regras que não aceita ofensas, pois deveria reconsiderar, pois o que está fazendo é uma forma de ofensa pela idéia de outra pessoa.

  • Seleide (deixe adivinhar, seus paus eram isentos do IR):

    A idéia a boa, a execução é ruim. Os livros são ridículos, e se você acredita em medicina alternativa, só lamento.

  • O último parágrafo disse tudo o que eu penso. Quase ninguém é estimulado a ler, até que na escola obriga-se a leitura de José de Alencar e Machado de Assis. Amo Machado, mas seus livros devem ser lidos na hora certa. Antes disso, não se consegue a compreensão do texto, e sua leitura só vai fazer com que o ato de ler seja visto como algo desagradável e chato.

    Mas, felizmente, existem algumas pessoas (poucas, é verdade), que após gostarem da experiência de ler Harry Potter ou algum do Dan Brown, passaram a se aventurar em novas leituras. Eu conheço alguns casos, o que já é alguma coisa.

  • Pingback: E você pensa: "Ah se fosse no Brasil…"()

  • carla

    cara, amei seu post… tudo isso é extrema verdade… admito que até os 13 anos a única coisa que lia eram gibis, porém, aos 14 li Duna, e vi que tudo o problema era a leitura de escola, que de uma hora pra outra exige que as crianças larguem a coleção vagalume e pulem ao nível de machado de assis, e tudo é tão plástico que as crianças nunca têm a chance de descobrir o gênero que mais lhe agrada… eessas máquinas de livro… aff… quando li, achei que colocariam os "clássicos" românticos da literatura luso-brasileira, mas ao ver o manual do orkut… auhauhauhauhauhauhua rachei o bico… sério mesmo…

  • Márcio

    Quanto ao fato de existir uma máquina usada para vender livros, nada demais. É igual a qualquer outra máquina que seja usada para vender qualquer outro produto. Quanto à qualidade dos livros que são colocados na máquina para serem vendidos, isso é um assunto bastante discutível, já que "qualidade" diz respeito a uma impressão que se tem de algo, e, portanto, trata-se de um juízo de valor, algo que varia de pessoa para pessoa, e sob os mais diversos critérios de análise.

    Mas o ponto mais interessante de toda a discussão é que tem-se a impressão de que todos os comentadores pensam que as pessoas lêem pelo mesmo motivo, a saber, "aprender coisas". Isso não é um fato. Nem todo mundo que lê algo o faz porque "quer saber", ou porque queira "aprender coisas". Nem toda finalidade da leitura é "obter informação", fazer a informação passar do escrito para a mente. Além de "obter informação", existem vários outros motivos que podem fazer uma pessoa tomar a atitude de ler o que quer que seja, desde simplesmente passar o tempo (enquanto espera o metrô, por exemplo), até fazer análises das formas gramaticais ou dos argumentos utilizados pelo autor, passando pela leitura para rir (livros de anedotas e gibis, por exemplo), ler para refletir ou enlevar o coração (livros de poesias ou religiosos, por exemplo), ler para parar de pensar no que se estava pensando, ler para matar a curiosidade gerada pelo próprio livro exposto, e assim por diante. Nem todo livro começa com a frase: "Este trabalho tem o objetivo de". Portanto, nem toda leitura é voltada para a "análise" ou aprendizado.

    Dessa forma, tudo aquilo que se escreve tem o direito de ter o seu lugar ao sol. As pessoas têm o direito (garantido até mesmo pela Constituição) de se expressar, inclusive por escrito. Nem todo mundo tem a mesma capacidade de se expressar, e nem todo mundo quer se expressar sobre o mesmo assunto (da mesma forma que nem todo mundo tem a mesma capacidade para ler de tudo e nem todo mundo quer ler sobre certos assuntos). Portanto, é óbvio que nem toda pessoa, ao se expressar, vai agradar aos demais. Tudo isso é fato. Mas privar tais pessoas de expor suas expressões seria incorreto, para não dizer ilegal.

    Existe público para todo tipo de livro. Gostemos disso ou não, é um fato. Não gostar disso não nos dá o direito de poder impedir que determinado tipo de literatura exista. Ninguém é obrigado a ler (nem a gostar de) tudo o que aparece escrito, mas é um direito que tudo possa aparecer por escrito. Contestar isso vai da capacidade argumentativa de cada um. Também não é emocionalmente producente irritar-se ou entristecer-se ao constatar as diferenças intelectuais entre as pessoas. Isso também é um fato! E isso sempre existiu e sempre vai existir, gostemos disso ou não! Fazer o quê se alguém gosta de ler sobre Medicina Alternativa? Ou se alguém se sentiu bem escrevendo um manual sobre o Orkut?

    O ato de ler gera várias conseqüências, que podem ser de vários tipos: pedagógica, social, espiritual, psicomotora, intelectual, e assim por diante. Tais conseqüências são todas subprodutos da leitura, e não a "finalidade" em si, e em geral aparecem mais de uma conseqüência ao mesmo tempo. Dessa forma, são várias (e diferentes entre si) as análises a serem feitas quando se avalia um livro. Um livro (assim como um simples texto, um artigo, uma tese, um blog) pode ser, por exemplo, esteticamente mal escrito, mas tratar de um assunto intelectualmente estimulante. Ou pode ser gramaticalmente perfeito, mas não ter um conteúdo que agregue conhecimento ou valor. Tudo depende de como se olha para ele, de qual é o foco da análise ou da avaliação.

    Além disso, o mesmo livro pode ser ao mesmo interessante para uns e desinteressante para outros. E a mesma pessoa pode ter impressões diferentes do mesmo livro em momentos diferentes da vida. Sempre lembrando que a análise do livro pode se dar sob vários aspectos: conteúdo/apresentação, necessidade/utilidade, interesse/finalidade, bem escrito/mal escrito, etc., bem como a análise do próprio conteúdo de um livro pode se dar sob vários aspectos: verdadeiro/falso, bom/ruim, original/batido, útil/inútil, agregador/mantenedor, etc.

    Em resumo, não há um motivo real para se condenar a existência das máquinas de vender livro. O que pode haver (e de fato há) é uma diferença nas expectativas das pessoas em relação ao que se espera que a existência de tais máquinas cause. Para alguns, isso pode levar a uma melhora na educação formal das pessoas, por “n” motivos. Para outros, pode levar a uma piora nessa mesma educação, também por “n” motivos. Para outros, ainda, pode simplesmente não mudar nada em relação a quaisquer aspectos que se pense.

    Mas, no fim das contas, quem colocou as máquinas lá tinha somente uma intenção: vender os livros. Não importa para ele se quem comprar vai ler ou jogar fora. Depois que ele vendeu, nada mais importa. Esse é o sistema capitalista. Aliás, deveríamos perguntar a nós mesmos: será que nós realmente queremos que toda a sociedade tenha um nível intelectual elevado? Ou simplesmente gostamos de discutir sobre isso?

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