Aula de Religião Obrigatória nas Escolas? Deus me Livre!

House-House_vs._God

Devo boa parte da minha educação ao Colégio Santo Antônio. É uma escola de freiras, tida como a melhor da cidade. Lá aprendi a sair para o recreio pelos velhos corredores de tábua corrida ANDANDO de forma civilizada. Aprendi que no pátio as mesmas freiras que exigiam civilidade dentro no prédio não se importavam com crianças gritando, correndo e sendo crianças, embora levantar a saia das meninas tenha gerado algumas broncas.

Lá descobri que se fizesse muita bagunça seria mandado de castigo para a biblioteca, onde passava a manhã lendo tudo que podia. A freira responsável não ligava, embora fosse algo novo para ela, o resto das crianças de castigo sentava emburrada e ficava xingando no Twitter (metaforicamente, claro).

Não tínhamos folga. Fora feriados importantes só ficamos sem aula nas mortes dos Papas Paulo VI e João Paulo II – A Missão.

Religiosamente (com trocadilho) duas vezes por ano íamos para a capela do colégio. Lembro vagamente de uma professora falando algo como “rezem, ou whatever, fiquem quietos, é só meia-hora”. Não quer dizer que não houvesse religião no currículo. Era uma matéria, que estranhamente nunca foi passada como doutrinação. Estudávamos passagens bíblicas como se fossem (eu sei, são) um livro de histórias.

Nunca passou pela minha cabeça que fossem mais que aquilo, e ninguém no colégio de freiras tentou me convencer do contrário.

Quando fui para o Colégio Brigadeiro Newton Braga, um abacaxi civil do Ministériio da Aeronáutica descobri que havia um… capelão.

E mais: Algumas vezes as turmas eram reunidas no auditório para aulas de doutrinação com o tal capelão. Uma das primeiras eu comprei briga. Conforme havia aprendido em casa, bati pé com o inspetor. “Desde a Constituição de 1824 o Brasil é um país laico, não temos reilgião oficial, eu não sou obrigado a assistir nada relacionado a religião na escola!”

O sujeito viu que não iria dobrar aquele moleque petulante (e ainda culpam o Twitter) e chamou um professor. Nem precisei argumentar muito, me liberou do evento e fui pra cantina. De outras vezes foi mais fácil. Ou a palestra era para quem não tinha feito primeira comunhão ainda ou era para quem já tinha feito. Obviamente me encaixava nas duas, e nem precisei brigar.

Hoje não seria tão fácil, ao menos no que depende do EXCELENTÍSSIMO SENHOR DEPUTADO FEDERAL PASTOR MARCOS FELICIANO.

 

O PRIMEIRO projeto dele na Câmara é o Projeto de Lei n. 309/2011, que visa alterar o  art. 33 da Lei n.º 9.394, para:

“Art. 33: O ensino religioso, parte integrante da formação básica do cidadão, de matrícula facultativa pelo aluno, é  disciplina obrigatória nos currículos escolares do ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo.”

Então vejamos: As crianças chegam nas faculdades escrevendo de forma precária, interpretando texto somente por palavras-chave. O ensino de biologia é tão precário que uma energúmena no Big Brother Brasil pergunta, com a maior cara-lavada se “ainda existe macaco”. Depois não consegue IMITAR um macaco.

Nossa educação é MUITO precária. Nossa prevenção ao empreendedorismo e nossa crença de que sucesso só é válido se for por acaso fazem com que muita gente realmente ache válido a meta de nos tornarmos referência mundial em sandálias de pneu.

O tempo que as crianças passam eu aula no Brasil é ínfimo comparado com países cujos habitantes almejam mais do que vomitar em rede nacional e ficar famoso por isso, mas mesmo esse tempo ínfimo é mal aproveitado. Graças a sabotadores como Paulo Freire, e sua “Pedagogia do Oprimido” aprendemos na escola que competição é errado. Passamos a mão na cabeça das crianças burrinhas e damos broncas nas mais inteligentes por “humilharem seus coleguinhas”.

Adivinhem: As crianças saem desse paraíso marxista onde todo mundo é igual (dica, nem lá) e nivelado por baixo, para descobrir que na vida real alguém melhor que você não será repreendido por uma pedaboba qualquer.

OK, Cardoso, e onde entra religião nisso?

EXATO, Pequeno Gafanhoto. EXCELENTE PERGUNTA.

Repito: ONDE ENTRA RELIGIÃO NISSO?

Qual o GANHO para uma criança aprender na escola como atuais crenças da Idade do Bronze? Sou o primeiro a reconhecer que inúmeras maravilhas foram criadas inspiradas na religião, mas nenhuma foi criada POR ela. O que sustenta a Capela Sistina não é a Fé, e a Matemática.

O Ensino Fundamental é quando você instila nas crianças o deslumbramento da descoberta. É a chance de responder suas perguntas com demonstrações, não com dogmas. Se uma criança aprender que é capaz de pesquisar, deduzir, inferir e DESCOBRIR por exemplo se a quantidade de luz afeta o crescimento de um feijão, temos o primeiro passo para o próximo Norman Bourlog, coisa que nunca acontecerá se ela aprender que há coisas que não devem ser questionadas, que certos conhecimentos não devem ser sabidos pelo Homem e que no final, “Deus Proverá”.

É uma época para ensinar Monteiro Lobato, Júlio Verne, Beakman, Mythbusters, Carl Sagan e Discovery Vida. Usar os recursos modernos para discutir, ensinar, seduzir as crianças para o Conhecimento com Indiana Jones e fazer com que entendam a importância da frase “isso pertence a um Museu” como um elogio e não um xingamento.

Diz o texto do Exmo. Deputado que “O ensino religioso, parte integrante da formação básica do cidadão”. Discordo veementemente, mas mesmo que seja o caso, a formação básica do cidadão se dá em casa. São os pais os responsáveis pela moralidade básica das crianças. A escola existe para no máximo reforçar esses conceitos, mas Certo e Errado não se aprende na rua, se exerce.

A proposta pretende-se isenta, mas convenhamos no Brasil pluralismo religioso se resume a padres, pastores e com sorte da Bahia pra cima um pai de santo. Depois que o Henry Sobel surtou, nem rabino mais lembram. QUALQUER curso de religião em escolas se resume a um replay da Bíblia, com os judeus sendo tratados iguais a filme de super-herói antes do cara ganhar superpoderes.

Hinduísmo? Muito provavelmente vão dizer que Krishna era de Pangéia. Ganesha será motivo de piadas, afinal um deus-elefante faz muito menos sentido do que criar mulheres a partir de costelas. Taoísmo? Nah. Judaísmo? Negando Jesus? Tá que vão ensinar de forma isenta.

Mesmo que fizessem um completo apanhado das religiões no mundo, são 19 principais, fora as pequenas e variações. Segundo a World Christian Encyclopedia só de grupos autodenominados cristãos há 34.000 diferentes. Um monte de gente ficará de fora, e vai que A Correta são os Jainistas indianos?

Pior: E se a criança for adepta do Jainismo Indiano? A maioria das crianças já é doutrinada em casa. Uma aula de religião na pior das hipóteses será ofensiva à criança e aos pais, e na melhor será apenas perda de tempo.

A Escola Básica é o momento estratégico para ensinar a criança a questionar o mundo que a cerca. Desperdiçar parte desse tempo propagando algo que é baseado no não-questionamento e aceitação absoluta de dogmas não só é errado como chega a ser criminoso, ao formar crianças que no futuro só poderão rezar por um emprego decente.

Fonte: Gospel+


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Leia Também:

  • O referido projeto de lei é um retrocesso; absolutamente inconstitucional. O Cardoso mostrou muito bem como EDUCAÇÃO É DIFERENTE DE RELIGIÃO. Escola é pra aprender, pra questionar. Vou além: Entendo que deveria ser proibido o ensino religioso. Explico: sendo facultativo, acaba sendo uma obrigação velada. 40 alunos católicos. 1 evangélico. O pobre coitado fica excluido da sala. Todos na aula comportadinhos e ele tem de sair (assim como quem faz bagunça). É uma situação constrangedora. Pra evitar, ninguém sai. Isso tem que acabar. Lugar de religião é na igreja e não na escola. Ninguém entra na Igreja apontando o dedo na cara do padre dizendo que deus não existe porque a ciência já provou o evolucionaismo. Então a religião que não entre na escola. Cada um em seu lugar, com o respeito que é devido.

  • Nossa que piada (a lei, não seu texto). Que dizer que se eu for ateu, não acreditar em um monte de alegorias, não acreditar na colcha de retalhos que é a bíblia, como fica?

    E claro que esse ensino ai se resume basicamente a religião cristã, como ficam as outras? O Satanismo também será ensinado?
    Como será a dinâmica nas aulas? Vão mostrar que o Cristo no cavalo branco em Apocalipse é um plágio descarado de Kalki, o último avatar?

    E será que em sala de aula vão ler aquele belo texto de Salmo onde se exorta espatifar crianças contra rochedos?
    E aquele outro texto onde 2 ursos despedaçam 42 meninos?
    Vão através disso ensinar que Jeová dos Exércitos é um deus de amor?

    E aquele outro texto onde os israelitas podem partir ao meio com suas espadas mulheres grávidas e crianças e levar cativa as virgens, vão ensinar isso também?

    Ou será que vão ensinar religião self-service onde pegaram textos que melhor convierem com a situação e pronto?

    Em fim, isso é patético.

    • Francis Rosário

      Será que vão falar que o Apocalipse na verdade é apenas o fim da era de peixes?

      Sim, pois Jesus teoricamente é o representante da era de peixes, assim como Moisés foi o representante da era de aries. (inclusive deriva dai o costume dos Judeus usaram uma corneta feita com chifres de carneiros).

    • marcus

      "Ou será que vão ensinar religião self-service onde pegaram textos que melhor convierem com a situação e pronto? " Foi exatamente isso que você acabou de fazer para compor seu argumento de crítica, não é? Na verdade, não é só você. A maioria dos críticos ferrenhos das religiões nunca as estudaram e baseiam suas opiniões em textos, passagens aleatórias, deixando-se manipular por exemplos negativos de pastores/padres ou qualquer outro fiel. Depois ainda criticam os religiosos dizendo que eles é que são manipulados.

  • Excelente!

  • Francis Rosário

    Pergunta: e se a criança for filha de pais ateus, como é o caso da minha filha? Irá tirar zero por falar que tudo que está sendo ensinado é falso e não pode ser provado?

    É complicado ensinar mitos, ainda mais quando existem tantos que derivam da mesma fonte.

    Até seria legal uma aula de religião se ensinassem a história da religião em si, como por exemplo que existem 58 "deuses" que possuem as mesmas características e que o original era Horus.

    PS: Belo texto Cardoso, somos "inimigos" mas concordamos em muitas coisas.

  • Me lembro qdo era menino que na aula de História ensinou-se sobre a Guerra da Reconquista, onde expulsaram os mouros da Península Ibérica, como se fosse algo grandioso. Só esqueceram de dizer que se não tivesse sido pelo Império Muçulmano, não teríamos tido Renascimento.

  • Mas uma aula sobre tolerância de crenças e uma generalização de forma consciente é bastante importante.

  • me desculpem mas eu sou a favor
    Ana

    • Lucas

      Argumentos?

    • leonardo

      tá desculpada.

    • gledson1234

      Argumentação incontestável. Cardoso, apague seu texto e peça perdão por sua ignorância ao não perceber tamanha verdade.

    • Anderson

      Ah… Bão. Isso basta.
      Não, não vou desculpar: é muita estupidez essa lei cretina e absurda, isso me ofende.
      Vamos combinar: primeiro MUDAM a Constituição, deixamos de ser um país LAICO (e eu me mudo daqui) e aí ensinam qualquer mitologia e crendice nas escolas.

    • Diogo C. Rodrigues

      Mas que isso não se repita hein?

    • Tá. A gente te desculpa por você ser uma ignorante.

  • foguetevermelho

    Bom, o texto já fala por si. Parabéns por ele.

    Mas o que me deixa um pouco mais tranquilo é que a longo prazo a vitória é dos ateus. Não sou eu que estou dizendo, é o censo. Basta comparar essa última edição e a anterior (eu fiz isso) e se vê que o ateismo tem uma taxa de crescimento enorme (se não me falha a memória é a "religião" que mais cresce, ou uma das que mais cresce). E isso que muitas pessoas respondem uma religião na hora do senso, mas na prática agem como se não tivessem. Então o número de "ateus" é maior que aparenta.

    Não adianta, estamos na era da ciência. Os deuses estão mortos (ou agonizando).

    Com um pouco de sorte essas aulas vão deixar a molecada mais revoltada e acabar provocando um ódio pelas religiões.

    Acho que a única ameaça é que pessoas religiosas são mais fáceis de manipular, então algumas pessoas inteligentes (que não acreditam em zorra nenhuma) podem incentivar os credos religiosos para tornar as pessoas mais manipuláveis.

    Se você é religioso e ficou de cara que eu te chamei de pouco inteligente vai lá no censo e vê se não tem uma correlação inversa entre anos de estudo e religiosidade.

    E de repente esse monte de diploma de faz de conta de faculdade adianta para alguma coisa. Com mais gente entrando na faculdade vai ter mais gente pecando (se não entendeu é porque nunca foi à faculdade) e quem sabe tocando um foda-se para religião.

    PS: Caso estejamos errados e algum deus exista, espero que ele não seja raquer e consiga rastrear meu IP

    • marcus

      Acreditar que as pessoas religosas são mais fáceis de serem manipuladas é como acreditar que quem não é religioso tem mais tendência a sei lá… cometer assassinatos, fraudar a empresa, etc… Não tem nada a ver. A religião cria valores éticos (que podem sim, serem aprendidos fora dela também), mas que, inegavelmente, existem e fazem parte do contexto religioso. Impondo limites? Lógico que sim. A educação impõe limites. E isso não é exclusivo apenas a educação religiosa. Qualquer educação impõe limites. A educação familiar, por exemplo. É clara a diferença entre crianças que tiveram educação dos pais e das que foram criadas nas ruas por alguma infelicidade passada e isso é uma discussão mais social do que religiosa. Sobre o fato dos diplomas, é algo racional… quanto mais as pessoas vivem melhor, menos elas precisam de Deus. "Por que pensar em Deus se eu tenho a vida fácil? Tenho tudo na mão, num piscar de olhos, não preciso de Deus." Novamente, essa discussão é mais social do que necessariamente sobre Deus. Abraço.

    • Aslam

      "Se você é religioso e ficou de cara que eu te chamei de pouco inteligente vai lá no censo e vê se não tem uma correlação inversa entre anos de estudo e religiosidade. "

      Isto na verdade é uma grande falácia, ateísmo é tão antigo quanto o homem, a bíblia mesmo a milênios atrás já expunha este pensamento entre os homens, o que ocorre hoje é que alguns cientistas como Dawkins tem usado do pano de fundo da ciência para atacar as religiões de um modo geral, usando uma forma depreciativa, e de uma forma reducionista tem colocado este antagonismo ciência X Religião.

      Ateus burros tem milhões, vide os países da antiga cortina de ferro, os países comunistas, pertencentes ao antigo 2o. mundo, países inteiros submetidos pelo Estado a serem ateus, aonde religiosos eram perseguidos e mortos. Nestes países o nível de brutalidade, violência, desumanidade mostraram bem a população a falta que uma religião com altos princípios morais como o Cristianismo fazia.

      Isto sem contar a galeria enorme de gênios religiosos, como o protestante Isaac Newton, considerado por muitos como o maior gênio da humanidade, pela sua contribuição substancial as ciências, por ai vão muitos outros cientistas religiosos que não abriram mão de suas crenças.

      "Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima." (Louis Pasteur)
      “A ciência sem a religião é manca; a religião sem a ciência é cega” (Albert Einstein)
      “Não sou ateu, e não creio que possa me chamar panteísta." (Albert Einstein) que cria no Deus de Espinoza

      Entre a galeria de ateus, os eminentes cientistas atuais e passados, estão ao lado dos maiores monstros que já passaram pela face da terra, que mataram mais de 100 milhões de pessoas, como Stalin, Fidel Castro, Mao tse-tung, Pol Pot, Kim Jong1 entre outros da safra comunistas.

      Com isto quero eu dizer que os cristão sao mais inteligentes ou mais altruistas que os ateus?

      Obvio que não, ao contrário de você não coloco sobre os que pensam igual a mim a primazia, numa visão maniqueísta, a igreja católica e os Islamicos fizeram atrocidades no mesmo nível destes ditadores e seus asseclas, nem por isto podemos creer que os ateistas em gerais sao burros ou crueis.

      Porem em toda a minha existência, que já percorre 4 décadas, nunca vi pessoas tão altruistas, tão inteligentes, tão benignas, tão amorosas, tão amigas como na igreja…

  • Jos-El

    Pois é, o corno aqui tem que se virar com dois tempos semanais de biologia enquanto quarenta minutos preciosos são perdidos semanalmente com ensino religioso. Isso porque nem tem professor para essa aberraçao (obrigado família Criancinha) na minha escola.

    E ano após ano minha sugestão de separar as turmas pó desempenho é vista como absurda nas reuniões pedagógicas…

  • Esse lixo de proposta de lei só podia vir de um lixo fundamentalista como o Marcos Feliciano.

    É inconstitucional. E como você disse vão privilegiar as religiões cristãs e dependendo do professor, a sardinha será puxada para a brasa do qual ele é adepto.

  • "Uma aula de religião na pior das hipóteses será ofensiva à criança e aos pais, e na melhor será apenas perda de tempo."
    "Desperdiçar parte desse tempo propagando algo que é baseado no não-questionamento e aceitação absoluta de dogmas não só é errado como chega a ser criminoso, ao formar crianças que no futuro só poderão rezar por um emprego decente."

    Perfeito. Cardoso sempre fodástico.

  • Posso estar equivocado, mas a intenção da lei é mais aumentar o mercado de trabalho nas escolas públicas e particulares pra formados em teologia que obrigar uma criança a assistir aula de religião.

    Só pra constar:

    Constituição Federal – CF – 1988

    Título VIII
    Da Ordem Social

    Capítulo III
    Da Educação, da Cultura e do Desporto

    Seção I
    Da Educação

    […]

    Art. 210 – Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.

    § 1º – O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

    […]

    LDB – Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
    LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996.

    Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. (Redação dada pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997)

    A proposta de alteração:

    “Art. 33: O ensino religioso, parte integrante da formação básica do cidadão, de matrícula facultativa pelo aluno, é —- disciplina obrigatória nos currículos escolares do ensino fundamental ——, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo.”

    Então:

    A matrícula facultativa na disciplina de ensino religioso é matéria constitucional (quase uma cláusula pétrea) e uma proposta contrária de alteração via LDB é inócua.

    Sua obrigatorieriedade (de matrícula) seria um proselitismo, o que eliminaria a lógica interna do artigo.

    E de acordo com o novo plano nacional de educação PNE 2011-2020, existe uma ênfase no ensino multiculturalista, propondo utilizar justamente a disciplina de ensino religioso – além de HIstória, Geografia, Filosofia e Sociologia – como um dos canais dessa tendência pedagógica.

    Conclusão:

    De imediato, a proposta do deputado é mero balão de ensaio para discussão da participação da religião na formação cultural – para além da escolas públicas – pois não há competência para uma mudança constitucional a partir dela. Seu destino seria a gaveta.

    Objetivo real?

    Levando em conta as interpretações que venha a ter e a proposta (redundante) não vá pra gaveta, pois ela não retira a matrícula facultativa mas propõe a obrigatoriedade da disciplina…

    Ora, isso implica em obrigar a contratação de professores específicos (com ou sem alunos matriculados) tanto em escolas públicas como nas particulares.

    Assim, a função da proposta seria destacar o tema e iniciar um lobby para abrir mercado de trabalho para pastores evangélicos na medida em que o ensino religioso preserva uma certa corporatividade tradicional exclusivamente católica no País.

    =================================================

    Quanto ao Paulo Freire, é comum a interpretação simplista de sua pedagogia divulgada por súditos deslumbrados que não costumam lê-lo, infelizmente.

    Rapidamente, se me permite, apenas uma correção, a proposta freiriana é eliminar a doutrinação da educação, a via de mão única do certo e errado de cima para baixo. Incentivando que o professor entenda o universo do educando antes de apresentar regras. Exemplos: você não vai ensinar português para japonês sem aprender japonês primeiro. Você não vai ensinar o valor da família para quem não tem família. Você não vai ensinar crianças surdas e cegas sem aprender primeiro como é viver sem ouvir ou ver. Você não vai ensinar empreendedorismo para quem nem sabe fazer contas básicas e se, você mesmo, não for um empreendedor.

    Na verdade, a pedagogia de Paulo Freire é a mesma do velho mestre Pô.

  • Posso estar equivocado, mas a intenção da lei é mais aumentar o mercado de trabalho nas escolas públicas e particulares pra formados em teologia que obrigar uma criança a assistir aula de religião.

    Só pra constar:

    Constituição Federal – CF – 1988

    Título VIII
    Da Ordem Social

    Capítulo III
    Da Educação, da Cultura e do Desporto

    Seção I
    Da Educação

    […]

    Art. 210 – Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais.

    § 1º – O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

    […]

    LDB – Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
    LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996.

    Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. (Redação dada pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997)

    A proposta de alteração:

    “Art. 33: O ensino religioso, parte integrante da formação básica do cidadão, de matrícula facultativa pelo aluno, é —- disciplina obrigatória nos currículos escolares do ensino fundamental ——, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo.”

    Então:

    A matrícula facultativa na disciplina de ensino religioso é matéria constitucional (quase uma cláusula pétrea) e uma proposta contrária de alteração via LDB é inócua.

    Sua obrigatorieriedade (de matrícula) seria um proselitismo, o que eliminaria a lógica interna do artigo.

    E de acordo com o novo plano nacional de educação PNE 2011-2020, existe uma ênfase no ensino multiculturalista, propondo utilizar justamente a disciplina de ensino religioso – além de HIstória, Geografia, Filosofia e Sociologia – como um dos canais dessa tendência pedagógica.

    Conclusão:

    De imediato, a proposta do deputado é mero balão de ensaio para discussão da participação da religião na formação cultural – para além da escolas públicas – pois não há competência para uma mudança constitucional a partir dela. Seu destino seria a gaveta.

    Objetivo real?

    Levando em conta as interpretações que venha a ter e a proposta (redundante) não vá pra gaveta, pois ela não retira a matrícula facultativa mas propõe a obrigatoriedade da disciplina…

    Ora, isso implica em obrigar a contratação de professores específicos (com ou sem alunos matriculados) tanto em escolas públicas como nas particulares.

    Assim, a função da proposta seria destacar o tema e iniciar um lobby para abrir mercado de trabalho para pastores evangélicos na medida em que o ensino religioso preserva uma certa corporatividade tradicional exclusivamente católica no País.

    =================================================

    Quanto ao Paulo Freire, é comum a interpretação simplista de sua pedagogia divulgada por súditos deslumbrados que não costumam lê-lo, infelizmente.

    Rapidamente, se me permite, apenas uma correção, a proposta freiriana é eliminar a doutrinação da educação, a via de mão única do certo e errado de cima para baixo. Incentivando que o professor entenda o universo do educando antes de apresentar regras. Exemplos: você não vai ensinar português para japonês sem aprender japonês primeiro. Você não vai ensinar o valor da família para quem não tem família. Você não vai ensinar crianças surdas e cegas sem aprender primeiro como é viver sem ouvir ou ver. Você não vai ensinar empreendedorismo para quem nem sabe fazer contas básicas e se, você mesmo, não for um empreendedor.

    Na verdade, a pedagogia de Paulo Freire é a mesma do velho mestre Pô.

    • Antônio Marcos

      Você perceba. Eu comentei texto logo abaixo de você. Hoje vim olhar as possíveis críticas ao meu comentário e só tem uma, que não tem realmente relação alguma com o que eu disse.

      É uma pena que as pessoas não leem todos os comentários. O nível dos leitores comentantes do Cardoso é tão diferente daquele que o Cardoso espera… É por respeito a você que fez toda uma demonstração, usou argumentos bons no texto, explicou direito quem é Paulo Freire, que coloco essa resposta. Porque pelo menos alguém respeita o que você escreveu.

  • Roberta

    Cardoso Olá,
    Leio seu blog a um tempo e geralemente concordo com o que diz. Concordo com o fato de que o conhecimento e educação no Brasil é precaria e precisava ser revisto, melhorado em todos os niveis, e concordo que querer doutrinar crianças de uma comunidade mista a uma única religão é um erro sem tamanho.
    E sei que bem provavel como você mesmo disse o futuro dessas crianças é aprender doutrinas e pre jugamentos das outras religiões. Mas, discordo sobre não ser interessante. Veja bem.
    Tal como você estudei em um colégio religioso, São Francisco de Assis. Onde todas as freiras eram franciscanas(como deve ser obviu pelo nome do colégio) e como o "santo" pregava, elas levavam conhecimento e igualdade para todos na escola (quando falo todos é todos mesmo, uma vez por semana tinha aulas de religião.
    A Aula era basicamente a mesma dinamica em todas as séries da 5° série ao 3°EM. Todos tinham um trabalho bimestral sobre alguma religião. Por exemplo… bimestre cristão, dividia-se a sala em grupos e cada um cuidava de uma religião cristã. Iamos a frente da sala apresnetamos plaestras sobre isso e abriamos discusão. O dialogo era assistido pelo professor e todos que participavam eram bem aceitos, questões eram levantadas dissecadas e discutidas. Não vou negar que muitas vezes causava brigas, mas no fim sempre ocorreu um saldo positivo.
    Foi nessa escola e nessas aulas que aprendemos sobre todas as religiões de origens africanas, sobre as culturas e misticas indiginas, mas não como misticas sim como religões, sobre o hinduismo, budismo, e as enúmeras religões orientais. Foi nessa aula que li os tres livros sagrados Hindus os Sutras. Aprendi inclusive o anticristianismo. Foi nessas aulas que refletiamos em como essas religiões refletiram nas sociedades e como elas as moldaram, e como a criação e evolução da sociedade estava intimimamente ligado a estrutura geologica e social já pré existente.
    Veja bem, tinha colegas de várias religiões e nunca vi um único pai ou aluno pedir para não assistir as aulas, tinhamos alunos ateus.
    Tudo por que mais do que uma aula de religião era como estudar todo um povo e uma cultura, era uam aula antropologica, era uma aula aonde aprenciamos que cada povo tem sua crença e explicação para os fatos da vida.
    Por que por mais que as pessoas negem, as sociedades atuais foram moldadas em cima das religiões, bem o mal todas as tabulas da lei são seguidas pela maiora da população. Aprendendo a religião de alguém a fundo, você aprende como ele pensa como ele vê o mundo.
    Você o entende, pode não acreditar no mesmo que ele mas saberá respeitar suas escolhas.
    Se todo judeu aprendesse sobre o islã, se todo protestante sobre o cristianismo, com certeza certas guerras seriam mais honestas e ostrariam que é pelo territorio e não se escondendo atrás da religião.
    Sei que desejar aulas assim em todas as escolas é útopico, como disse logo no ínicio, não se pode negar que sim é uma idéia interessante. E que se bem empregada sim, faria muita diferença na vida daquelas crianças. escola não é somente para ensinar materias didáticas é para transmitir educação civilidade e conhecimento para elas.

    • Antônio Marcos

      E isso foi exatamente o que eu disse num dos comentários.

      Parece que as pessoas seriam mais honestas com suas ideias se pelo menos se dessem ao trabalho.

  • Marcello S. Nicola

    Tô com o Dawkins, educação religiosa é abuso infantil!

  • Em vários momentos da minha miserável vida tive a estranha impressão de que pastores (e religiosos fanáticos em geral) se acham, ao contrário do que pregam, razoavelmente, digamos, superiores aos infiéis.

    Sua fé o curou daquela dorzinha imaginária no mamilo esquerdo que o assombrava; sua fé curou (ou não) neguinho das drogas; sua fé tornou a sua vida patética – 1, somente. Daí vem um instinto e pensamento primários: Tá gordo? É miserável, precisa da igreja; Drogas? Ninguém é capaz de se controlar, daqui a pouco está na cracolândia, precisa da igreja. Etc.

    Não existem outras possobilidades.

    A vontade de socar nos nossos rabos (EPA!) a descrença que têm neles mesmos é hedionda. Dá raiva.

  • Eu estudei a vida toda em colégios religioso, confesso que passei pelas aulas de religião sem grandes traumas. No entanto, eu acho que é completamente diferente você colocar seu filho num colégio religioso, como os meus pais fizeram por opção, achando que era um bom colégio com bons professores e que a religião que eles ensinam está alinhada com os valores morais que você tem ensinado em casa. Você vai lá e escolhe se quer se submeter aquilo ou não. Eu fui lá estudei, tive professores inspiradores que me fizeram gostar de ciências e ter curiosidade de entender o mundo e acabei me tornando ateu.

    Outra coisa é um beato babaca, que provavelmente não consultou nem um pedabobo, dizer que todo mundo tem que aceitar esse tipo de educação porque é melhor para as nossas crianças. Meu Deus (trocadilho infame), quem é um pastor para ir lá e com base nos achismos simplesmente impor que educação religiosa é algo obrigatório para a formação do caráter da pessoa. Eu acho pior de tudo é que essa idéia é pré-conceituosa e se baseia no principio de que pessoas não-religiosas não possuem valores morais ou não os podem desenvolver.

    Pode anotar aí: mas eu acho que essa bancada religiosa ainda vai dar muita dor de cabeça.

  • Radical Livre

    Eu sou da Igreja do Monstruoso Espaguete Voador e exijo que minha religião – a única portadora da verdade – seja ensinada a todas as crianças do Ensino Fundamental. Vejam mais em:
    http://www.venganza.org/

  • Cara, tenho 17 anos, sou cristão protestante, saindo do ensino médio, e concordo plenamente com você! Estranho? Não. Provavelmente pois, dentre essas 34.000 denominações cristãs (ou mais), me considero no extremo oposto à do "excelentíssimo pastor-deputado".
    E concordo por uma razão simples: sei o quão ridículas e parciais são as aulas de religião. Sei que, em sua maioria, são ministradas por fanáticos fundamentalistas e, principalmente, pois tenho a absoluta certeza que essas aulas não criam ou estimulam valores nos alunos.
    Vim deixar o meu recado para dizer que não é necessário ser ateu para discordar dos religiosos que pregam que "há coisas que não devem ser questionadas, que certos conhecimentos não devem ser sabidos pelo Homem e que no final, 'Deus Proverá'".
    Um livro ótimo que li há algum tempo foi "Crer é também pensar" (título sugestivo), de John Stott. Ele mostra uma fé diferente dessa que é demonstrada nas aulas de religião, na bancada evangélica do Congresso, na TV ou wherever…
    Pra alguns, talvez seja uma descoberta, a existência de "cristãos racionais". Posso te mandar um exemplar (é um livreto, acho que tem menos de 80 páginas) pra você descobrir e entender a razão da existência desse pequeno nicho. rs

    Valeu pelos textos, têm sido ótimos.
    Abraço.

    • Francis Rosário

      Bota nicho pequeno nisso, é o primeiro que vejo.

      Parabéns por saber usar seu cérebro.

  • o que me deixou mais pasmo foi esse site onde você encontrou a notícia. fui ler o "gospel+" e só vi barbaridades. a primeira notícia era: "Endemoniada afirma que Igreja Mundial está dominada pelo diabo e diz que ele está em guerra com a Igreja Universal." Como assim!?

    a segunda chamada era: "Novo comercial do desodorante Axe sobre anjos caídos teria mensagens subliminares satanista." Gente, se vocês lerem os comentários… é de rolar de rir! as pessoas realmente discutindo o assunto como se fosse algo muito sério! fora os comentários machistas e preconceituosos de pessoas dizendo que não existem "anjas", e que as mulheres são seres inferiores, portanto não podem ser anjos. parece que segundo a bíblia só existem anjos masculinos! que merda ser anjo, né!? hahaha…

    E eu ainda acho esses comerciais do Axe horríveis. sempre tentando empurrar a ideia de que basta um desodorante daqueles, que você vai comer quinhentas mulheres! é ridículo!

    • Francis Rosário

      Até onde estudei a questão dos "anjos" ele não tinham sexo.

    • victor2347

      Na verdade anjos são assexuados.

  • Antônio Marcos

    Eu gosto de ler este site, porque tem coisas que você escreve que devem ser escritas. Mas eu tenho medo das generalidades e das consequências que isso tem sobre os seus comentadores. Muitos tendem a ser exatamente o que você menos preza: não pensam por si sós.

    Eu vou me dar o trabalho de digitar tudo: é a proposta curricular de Santa Catarina apresentando os princípios básicos da disciplina de Ensino Religioso (que já se tem aqui). Mas não vou discutir ponto a ponto com você agora. Só gostaria que você lesse.

    O que eu peço que você perceba é que não há espaço pra tanto "pavor" e se você for uma pessoa prudente, vai poder perceber que dá pra encaixar as suas demandas com o que se propõe. Basta um professor que não seja um "sem-noção" total.

    Antes que você pergunte: não fui eu quem elaborou isso. Eu sou professor de Matemática para Ensino Superior. Eu sou daqueles que demanda por mais tempo na escola pra, entre outras coisas, aprender mais matemática, mais humanidades, mais…
    Quem vai dar essa disciplina é a minha esposa, que é formada em História e também não lida bem com a própria religião. Então não venha dizer que vai ter viés de um ou de outro lado. Ela vai dar um viés histórico e propor discussão (e não se aprende sobre isso em casa — é na escola mesmo o lugar de discutir isso).

    Ah, e não tem professor-teólogo suficiente no Estado para lecionar Ensino Religioso e não se iludam, nem vai ter: uma disciplina por semana em cada turma é muito pouco pra alguém se desgastar a pegar apenas essas aulas em uma escola… O salário por hora-aula não compensa. Na nossa universidade, um curso de licenciatura em Sociologia (também pra atender as novas demandas do Ensino Médio) não vai conseguir formar tanta gente, e como são poucas aulas, os egressos vão ter que descobrir o segredo da "dobra" pra poder estar em vários lugares muito rapidamente.

  • Antônio Marcos

    Quem sabe não faltou a você, aos seus comentadores (a mim, por extensão), à queles a quem eles criticam, aos pais dos alunos, ao deputado que propõe isso, quem sabe não faltou a todos nós um pouco dessas competências aí embaixo desenvolver? Assim, todos poderíamos tranquilamente defender Sem paixão desarrazoada as posições de todas as possíveis religiões, até a do Espaguete Voador, pra contentar um dos comentadores. Assim eu tenho certeza que, discutindo na escola estes temas, não teríamos 35000 variantes cristãs (que às vezes só se ramificam porque não sabem o que fazer com os centavos dos dízimos), porque teríamos mais gente consciente do Transcendente e da diferença entre ser uma ovelha ou ser um ser em comunidade. Discutindo isso na escola com certeza não teremos tanta gente debochando de um deus elefante, ou de um deus trovão ou de um deus que é deusa, ou de um deus humanizado.

    O problema é que você não quer ter que admitir que vai conviver com pessoas que aceitam o Transcendente por toda a sua (tua) longa vida e não vai poder expurgar o viés religioso do mundo em que vive. Eu sei que é difícil tolerar certas coisas.

    O problema é que tem muita gente que acha que a religião faz mal ao mundo. Mas não está nem aí com o mal que faz ao mundo as ideologias de muitos partidos políticos (de esquerda e de direita), ou clubes ou súcias ou o diabo a quatro que eventualmente se reúnem e decidem (opus dei, maçonarias e afins) destinos dos outros com muito mais influência do que a "religião". Não está nem aí ou tem preguiça de questionar. Ficou fácil agora falar mal de religiões.

    ————————————————————-
    Competências e Habilidades a serem desenvolvidas em Ensino Religioso.

    1) Conhecer os elementos básicos que compõem o fenômeno religioso, a partir das experiências religiosas percebidas no cotidiano.

    2) Compreender os diferentes significados dos símbolos religiosos na vida e convivência das pessoas e grupos.

    3) Compreender que pela simbologia se expressa a ideia do Transcendente de maneiras diversas na experiências culturais.

    4) Conhecer a história da origem e da formação dos textos sagrados, relacionando-os com as práticas religiosas significantes nos diferentes grupos.

    5) Perceber que as representações do Transcendente de cada tradição religiosa se constituem no valor supremo da cultura.

    6)Conhecer a evolução da estrutura religiosa e respectiva formação da ideia do Transcendental no decorrer dos tempos.

    7) Analisar as diferentes mudanças culturais que determinam as ideologias religiosas que perpassam a redação dos textos sagrados e os determina como verdade do Transcendente para um determinado grupo.

    8) Analisar o papel das tradições religiosas na estruturação e na manutenção das diferentes culturas e manifestações socioculturais.

    9) Conhecer o sentido da vida sustentando pelas crenças, doutrinas, normas e métodos de relacionamento com o Transcendente, com os outros, com o cosmos e consigo mesmo.

    10) Conhecer as possíveis respostas norteadoras dada perante a vida além-morte, pelas tradições religiosas, como orientadoras das crenças, normas e atitudes éticas dos fiéis.

    11) Refletir o sentido da atitude moral, como consequência do fenômeno religioso e expressão da consciência através da resposta pessoal e comunitária do ser humano.

    12) Perceber a dimensão religiosa como um compromisso histórico diante da vida e do Transcendente para o estabelecimento de novas relações do ser humano com a natureza.

    • Antônio Marcos

      Não sei se ficou claro, mas eu também sou contra a ideia de obrigar alguém a fazer Ensino Religioso…

    • Creio que faltou 1 ponto aqui, parece que você defende a aula de religião, embora não como ela realmente será e sim uma outra forma. E embora eu seja ateu, acho que concordo.

      Agora dizer que todos aqueles que criticam a religião o fazem por não querer "conviver com pessoas que aceitam o Transcendente por toda a sua (tua) longa vida e não vai poder expurgar o viés religioso do mundo em que vive" é generalizar demais, não?
      Como eu disse, sou ateu, porém trabalhei e estudei por mais de um ano com um testemunha de Jeová, e devo dizer que nunca tive discussões sobre religião e teologia mais aprazíveis do que com ele (e isso tendo em vista o que falam de Testemunhas), onde tanto eu quanto ele respeitávamos um o ponto de vista e discutíamos conhecimentos e não achismos. Além dele tenho amigos católicos, evangélicos e de outras crenças, convivo e discuto religião com todos. O que eu não suporto são os religiosos que tendem a querer jogar sua crença a todos, os que eu encontrei na maioria das vezes eram evangélicos.

      Quanto a aula de religião, sou contra pois seria na verdade "Aula de Catolicismo" e não de religião. Já que querem dar aulas disso na escola, que falem de TODAS as religiões.

      E eu sou o primeiro a rir de qualquer discurso politico que cite Deus, o povo esqueceu que somos um estado laico, prédios do governo NÃO DEVERIAM ostentar símbolos de cultos, o que Deus juga certo ou errado não deveria ser citado em uma discussão da câmara e por ai vai. Afinal, se a justiça de Deus fosse superior a justiça dos homens, bastaria que um assassino se arrependa de coração de seus crimes que ele não precisa nem ir pra cadeia.

  • Excelente texto, na constate evolução que o mundo passa, voltar para idade das pedras não é a melhor saída, o problema fica por conta que crianças tem por si, questionar tudo e todos, qual pai nunca ouviu o "por que" quando estava dizendo que alguma coisa era errada ou não podia.
    Logo, se você oferecer a ela mais material para questionamento, logo começaram a se perguntar o porque são obrigadas a ir a catequese por exemplo.

  • Sensacional, Cardoso! Concordo 100%! Ou melhor, 99%. Por mim, ensino religioso não entraria nem mesmo no ensino básico dado pelos pais. Sei que é uma utopia completamente fantasiosa, completamente descolada da realidade, mas por mim os filhos deveriam ser protegidos pelo Estado da doutrinação religiosa dos pais. Que usam sua tenra idade, sua total ausência de raciocínio crítico, sua completa confiança nos progenitores, para inserir à força, de modo equivalente a um trauma, conceitos e crenças que vão acompanhar aquele indivíduo pelo resto da vida, e dos quais ele dificilmente se libertará. Onde está a liberdade de escolha religiosa nessa hora?

    Grande abraço!

  • Bah! Eu era católico quando criança e ainda sim achava as tais aulas de religião uma total perda de tempo. Ainda que só tratassem da minha religião, eram tão aprofundadas no assunto quanto as aulas de educação física em que o professor largava uma bola de futebol para os meninos, de vôlei para meninas e ia sentar num canto em que a criançada não o incomodasse.

    Demorei a acordar, a etender que só era necessário acreditar em mim e no conhecimento. Ainda me esforço pra compensar o tempo perdido em que aceitava as "verdades"…

    Ô Cardoso, leio cada texto teu mesmo que raramente faça algum comentário. Preciso dizer que cara, tu ta detonando! Parabéns!

  • Mais uma vez: clap, clap, clap.

    Quisera que os (ir)responsáveis pela educação nesse país tivessem essa clareza de pensamento. É tão óbvio que chega a ser banal.

    E já que estou sonhando, quisera que a escola onde estudei tivesse sido como a tua. Teria sido poupada de muitas bobagens e algum tempo de terapia.

    Bravo, Cardoso!

  • marcus

    Sugiro um ótimo blog sobre Ciência e religião. Tubo de Ensaio http://www.gazetadopovo.com.br/blog/tubodeensaio/

    Muitas das discussões pertinentes ao texto já foram discutidas por lá. Sugiro uma passada. Principalmente para aqueles que possuem uma visão limitada sobre a relação entre a crença religiosa e a ciência.

  • Tiago

    Não seria João Paulo I quem morreu durante seus tempos de escola. O II é mais recente…

  • Claire

    É bem interessante ver o que acontece quando um bom redator faz seu texto de maneira inteligente e recheado de frases de efeito. De repente fica parecendo que ele está falando uma verdade irrefutável. Infelizmente textos assim conseguem reforçar o pragmatismo de pessoas que escolheram o ateísmo ou agnoticismo ou a indiferença religiosa como forma de negar valores que poderiam afetar sua suposta liberdade de ser ou de pensar. Infelizmente também no momento em que o homem ( este ser tão questionável) resolveu pensar que é o centro do Universo, totalmente capaz de gerir seu próprio destino e começou a ridicularizar Deus como um serzinho assim meio idiota que prega uns preceitos chatos e nos impede ( por santo temor) de sermos basicamente o que queremos ser ( meio irracionais, mais ou menos selvagens, bichos do homem) o que podia vir a ser melhor, começou a piorar
    E tem piorado, convenhamos!

    • Limão

      Mais interessante é quando vc distorce os fatos. Quem acha que o homem é centro do universo são os religiosos, esse não é o preceito básico de qualquer doutrina? Que tudo foi criado para o homem?
      Se vc precisa que um ser sobrenatural que a vigia 24 horas por dia com promessas de um paraíso para não sair matando e roubando por ai por favor continue com suas crenças.
      Por isso admiro fanáticos religiosos, homens bombas, esses pelos menos seguem suas crenças ao pé da letra, não ficam como vc escolhendo apenas trechos que são moralmente aceitos hoje. O genocídio a escravidão a homofobia a insignificância das mulheres como seres inferiores são moralmente aceitos pelo seu livro sagrado, devia lutar por eles.

      • Aslam

        "O genocídio a escravidão a homofobia a insignificância das mulheres como seres inferiores são moralmente aceitos pelo seu livro sagrado, devia lutar por eles."

        Genocidio – toda guerra entre nações gera genocidios, a nação que não se defende é derrotada, a biblia não dá base para a destruição de nações por mero prazer, entendendo tambem que uma analise simples e pobre como a sua não leva a nada, cada texto tem o seu contexto e refletem situações diferentes. Os brasilieiros cometeram genocidio contra os paraguaios na guerra do paraguai, devemos condenar hoje todos os brasileiros de genocidas?

        Escravidão – não é colocada no prisma das escrituras como a melhor situação, alias sob a teocracia veterotestamentaria, os cidadãos judeus podiam se colocar nesta situação para pagar dívidas, mas longe da situação dos negros, eles eram tratados como empregados e ainda podiam remir sua condição. No novo testamento já sob o governo romano, os próprios judeus eram uma raça escrava dos romanos, e lutavam por liberdade.

        Homofobia – que significa aversão ou odio contra homossexuais, não tem nada na biblia que incite isto, porém o ato é considerado pecaminoso como tantos outros pecados, porem Cristo nos ensina a amar o pecador e abominar o pecado.

        Insignicancia das mulheres – no seu afã de criticar a biblia usa termo muito forte, visto que a biblia relata mulheres quase sempre em igualdade aos homens, seja como rainhas, juizes, esposas, em nenhum lugar a mulher e menosprezada, apenas coloca a visao biblica de diferentes papeis dentro do casamento, no novo testamento Paulo diz que pra Deus tanto faz ser homem ou mulher.

        Além do mais, sua critica se baseia exclusivamente no Antigo Testamento, tirando situações fora do seu contexto para criar pretexto, voce deve usar isto para com os judeus, os cristãos seguem os ensinamentos do Novo Testamento, o que deixa a sua critica mais fraca ainda…

        • Limão

          Não vou citar trechos do livro porque seria perda de tempo, quando vai contra a moral e ética atual são "metáforas" , "tem que ler no contesto daquela época" e mimimi.
          Deus não é um só para os cristão e judeus ? Porque essa fobia do deus do velho testamento?
          Não concorda com o deus do velho testamento?
          Pra terminar o texto do Cardoso é sobre ensino religioso obrigatório,(leia-se católico/protestante) não sobre religião.
          Mas era de se esperar carolas aparecerem.

        • Tiago

          "Genocidio – toda guerra entre nações gera genocidios, a nação que não se defende é derrotada, a biblia não dá base para a destruição de nações por mero prazer"
          Dá, sim. Nações derrotadas são exterminadas, na Bíblia, por ordem de Deus. Não seis e você reparou, mas os Aliados-mesmo usando a Bomba A-não exterminaram o Eixo, por exemplo. Sim, a Bíblia ensina que se deve exterminar civis de nações derrotadas.

    • Felipe

      De fato, piorou muito desde que paramos de queimar pessoas em praça pública…

  • Claire

    Prosseguindo:
    É que a fé em um Criador e em preceitos religiosos pregados por um Deus, ou por um evangelho de um seu filho, Cristo, igualmente Deus, somente ela pode salvar o homem de si mesmo ( e como precisamos de nos salvar de nós mesmos)
    Afora Deus e doutrinas de amor, respeito, solidariedade, moral, saúde e tudo mais que vem implícito e também explícito nesta aulas que @cardoso desdenha com tanta maestria ( seguido por um tanto de pessoas igualmente descrentes e "livres") nos sobram: os vícios, as taras, as idolatrias, a perversão, a falta de norte, a depressão, a morte.

    • Obrigado por demonstrar por A+, com toda a arrogância, empáfia e complexo de superioridade típicas de crentes, especialmente cristãos, POR QUE religião deve ser mantida o mais longe possível de mentes de crianças e jovens em idade escolar.

      E concordo com o que o colega disse aí embaixo – Que tal propormos ensino científico em igrejas e centros religiosos?

  • Este Pastor é um Fanfarrão ! kkk
    Depois de pregarem o Famoso Evangelho da Prosperidade que tudo está as mil maravilhas o $$ segou boa parte destes Marqueteiros rs
    Enche o saco quando alguém,seja de qual religião for, tenta obrigar algo dizendo indiretamente que aquilo é o certo.

    Sou Cristão Protestante é nunca tentei dizer que a minha igreja que freqüento é a melhor,a pessoa vai na que quiser.

    É por isso que o Brasil é um dos melhores lugares para se viver, aqui você tem livre arbítrio.
    Provavelmente ele aparecerá bastante na mídia, vai faturar muito vendendo seus DVDs e palestras kkk

    Não tenho nada contra esse pastor e ninguém, mas enche a paciência isso de tentar enfiar goela abaixo algo que tem que vir naturalmente, é por isso que são ridicularizados na internet, ficam fazendo showzinho para aparecer http://www.youtube.com/watch?v=oTSW4v3hSXY

  • Claire

    Prosseguindo:

    Exagero? cada vez mais cedo as crianças cedem aos baseados, à vodka, aos ectasies da vida, ao repetitivo e vazio batidão das músicas eletrônicas, ao sexo vazio e fora de contexto nestas "raves" que não podem trazer mais do que um grande senso de inutilidade e um mergulho cada vez maior ao fundo do poço da falta de sentido.
    Seria também exagero deplorar o desmedido aumento de séries que exaltam a morte perpretada ou por serial killers ou por vampiros glamourzidos na pele de adolescentes bonitinhos, sensuais…
    Ou o que dizer de adolescentes cada vez mais jovens que surtam e resolvem matar uma meia dúzia de pessoas antes de explodir seu próprio cérebro?
    O que há demais em uma coisa assim, não é Cardoso?
    Mas dificilmente um jovem criado dentro de preceitos cristãos ( ou dentro de quaisquer preceitos amorosos ) chegariam a uma perda tão grande de razão de viver ou de, pelo menos, respeitar a vida do irmão.

    • Limão

      "preceitos cristão" , matar crianças, escravidão, tratar as mulheres como propriedade, sair por ai estuprando e roubando. Não obrigado.
      Alias onde esta seu pai/marido para deixar um reles mulher se meter em assuntos estritamente masculino. Esse país é uma bosta mesmo, devia receber 20 chibatadas por estar na internet sem uma figura masculina ao seu lado. Campanha burca já.

      • Aslam

        estes preceitos ai, todos "supostamente" do velho testamento,antes de Cristo.

        Estude um pouco antes de escrever besteiras.

        Se é cristão, mostre onde Cristo diz isto…

        Burca também é cristao?

        lol

        • Limão

          Burca é o simbolo do que a religião é capaz quando chega ao poder.

        • Tiago

          "estes preceitos ai, todos 'supostamente' do velho testamento,antes de Cristo."
          Aí, Jeová ficou bonzinho, parou de afogar gente em dilúvios, mandar exterminar nações derrotadas inteiras (as virgens viravam presa de guerra, claro) e de ordenar que ursos liquidassem crianças e mudou tudo que tinha registrado em sua palavra inerrante…

    • Francis Rosário

      "ada vez mais cedo as crianças cedem aos baseados, à vodka, aos ectasies da vida.."

      Amigo, não sei se o senhor sabe mas nos últimos 30 anos as religiões aumentaram seu numero de fiéis.

      Logo pela sua lógica a culpa é delas, principalmente da envagélica que foi a que mais cresceu!

    • Tiago

      "… cada vez mais cedo as crianças cedem aos baseados, à vodka, aos ectasies da vida, ao repetitivo e vazio batidão das músicas eletrônicas, ao sexo vazio e fora de contexto nestas "raves" que não podem trazer mais do que um grande senso de inutilidade e um mergulho cada vez maior ao fundo do poço da falta de sentido. "
      Mas repetir que o homem foi feito de barro e que a mulher foi feita de uma costela vai resolver tudo: é a ciência que está estragando a juventude… Ou será que só faltava repetir clichês sobre amor ao próximo, que todo mundo já conhece, mas não pratica? É por isso que, quando a Igreja era mais forte, havia servidão e Escravidão? Por amor ao próximo? É por isso que, nos estados mais religiosos dos EUA, a segregação persistiu até depois da metade do século XX? Mas, realmente, tudo o que faltava para salvar o Brasil e a moral era dizer às crianças que Josué parou o Sol: assim, elas estarão tão bem informadas quanto papa médio na Idade das Trevas e poderão condenar Galileu (de novo) se necessário.

  • Claire

    Prosseguindo:
    Ando bastante incomodada com um vídeo ( link postado no twitter por @mnetto ) que assisti e que retrata a triste situação da nossa juventude ( quase infância). Será que alguns dos senhores poderiam dizer que é normal e aceitável as cenas deste vídeo? Seriam capazes de excitar-se com a total falta de orientação que leva a isso http://migre.me/3R1m0 // ?
    Se responderem que sim, o caso é mais grave ainda. A pobre menina que se dispôs voluntáriamente ao espetáculo chocante que está neste vídeo provavelmente nunca frequentou uma aula de catecismo na vida, seus pais: será que a amam e cuidam dela? E ela, será que ama a si mesma? Muito provavelmente não por que se o fizesse, não se exporia a tão triste situação.
    Neste mundo sem religião o que grassa é a recrusdecimento dos piores instintos humanos, estes mesmos que a religião, levada à sério, conseguem, em parte, domar. Mas, como está na mal fadada Bíblia, caminhamos para um definitivo aniquilamento por que nos esquecemos do que somos feitos, de qual é a nossa essência.

    • Marcos Assis

      Você, como muitas pessoas, está confundindo ATEÍSMO com MAU-CARATISMO (nem sei se essa palavra existe, mas…).

      A única diferença entre um crente e um ateu é que um crê na existência de Deus, outro não. Assim como existem crentes safados, existem ateus com retidão de caráter, e vice-versa !

      Eu fico P da vida com esse pessoal que se acha muito superior mas que não passa de preconceituoso !

    • Tiago

      Ainda bem que ensinar que Josué parou o Sol, que se move ao redor da Terra, vai resolver os problemas da juventude. Funciona tão bem nas brigas entre israelenses e maometanos… Por isso, o Oriente Médio é aquele lugar de paz e amor ao próximo.

  • Claire

    "Por que a Luz veio ao mundo, mas o homem preferiu as Trevas".
    Um texto como o seu, Cardoso, só pode ser benéfico no sentido de me tirar de todas as importantes atribuições do meu dia de hoje para escrever esta resposta e repetir com todas as forças do minha fé: está mais do que na hora de acordar por que o mal está se estendendo de maneira tão absurdamente óbvia e é fundamental que se faça frente à ele, antes que venha o inevitável fim dos tempos.
    Se você tem filhos pequenos, @cardoso, deveria rever sua posição e refletir longamente sobre este importante assunto.
    E no mais, tenha um bom dia

    • Túlio

      Claire está certa.Essa filosofia de matar Deus pode ser encontrada no livro de Nietzsche – Assim Falou Zaratustra.Num trecho intitulado a ilha dos bem-aventurados,está embutida a seguinte idéia: Se há um Deus,como eu poderia suportar nao sê-lo? Isto quer dizer:Se há um Deus,eu sou submisso a Ele,o que nao me convém.Assim,o melhor a fazer é matá-lo,para que eu seja o Deus da minha vida.

      Ora meus irmaos,salientemos aqui o fim de Nietzche:
      "No mesmo ano, começa a escrever o Assim Falou Zaratustra, quando de uma estada em Nice. Nietzsche não cessa de escrever com um ritmo crescente. Este período termina brutalmente em 3 de Janeiro de 1889 com uma "crise de loucura" que, durando até a sua morte, coloca-o sob a tutela da sua mãe e sua irmã. No início desta loucura, Nietzsche encarna alternativamente as figuras míticas de Dionísio e Cristo, expressa em bizarras cartas, afundando depois em um silêncio quase completo até a sua morte."

      Fonte:Wikipédia.

      • Claire

        Túlio e Aslam: felizmente ainda existem pessoas que baseam suas afirmações em conhecimento e não em mera especulação.
        Ataques à igreja que queimou "bruxas" parece ser o único argumento dos que perderam a oportunidade de "estudar" a religiosidade na sua imensa diversidade de crenças e cultos. O contato com o mistério da fé não cria pessoas preconceituosas e vazias. Na minha opinião a iluminação vem do "saber". Contestar o ensinamento é louvar a ignorância.
        Estudar as religiões para poder discuti-las poderia ser útil para pessoas que partem para a agressão por falta de argumentos.
        Saber nunca é demais, principalmente quando o saber leva à experiência da fé.
        Conhecimento não fere ninguém: mas a falta dele é lamentável.
        Valeu, pessoas.

        • Tiago

          " principalmente quando o saber leva à experiência da fé."
          Desde que não seja fé na Realidade.
          " Contestar o ensinamento é louvar a ignorância."
          Mas repetir acriticamente ensinamentos desmoralizados e desmascarados de milhares de anos atrás é uma profunda sabedoria, claro.
          "Saber nunca é demais…"
          Desde que não seja matemática ou alguma coisa ruim desse gênero (vade retro, Euclides).

          • Tiago

            Vade retro, Euclides, sai desse sistema educational que não te pertence.

  • Estudo no colégio Marista. Lá, as aulas de ensino religioso são obrigatórias e reprovam. Apesar de ser um colégio católico, nas aulas de religião é ensinado para os alunos mais novos, os rituais e crenças de outras religiões.

    • Limão

      Estamos falando de colégios PÚBLICOS, se os pais quiserem pagar pra seu filho ter aula de religião, seja la qual for, é problema de cada um.
      Imposto é dinheiro publico, de todos nós duvido muito que a "Claire" gostaria que seu pimpolho tivesse aula de candomblé ou que Judeus ensina-se para ele que jesus foi apenas um rabino revoltado.

  • m4rcoS

    Crianças não precisam de deus.
    Simples assim.

    • ANONIMO

      PRA VC CRIANÇA PRECISA É DE DROGA?PQ VC ANDA MUITO MAL INFORMADO A RESPEITO AS AULAS DE ENSINO RELIGIOSO ,

  • Rodrigo

    Deveriam propor ensino científico em cultos religiosos também.

  • neto

    sobre o ensino religioso, era até esperado algo assim. Só acho que não passa.

    Sobre o marxismo nas escolas ele está salvo. já criaram a obrigatoriedade do ensino da filosofia e da sociologia. Era bom se isso exixtisse na minha epoca escolar. aí meu professor de física ensinava física.

  • Túlio

    Acredito que a intenção do projeto de lei nao seja de todo má.Pelo visto,estariam tentando nortear a conduta da população através da filosofia da religião.Por exemplo,uma criança que cresce ouvindo ano após ano que roubar é errado e coisas do tipo,decerto cometerá menos delitos do que uma criança que cresce numa favela ouvindo FUNK PROIBIDÃO ano após ano.
    O erro está,como dito no texto,em forçar o ensino religioso para os que de fato nao o querem.Quer dizer,familias de ateus nao gostariam de colocar seu filho num ensino religioso.Isso sim,vai contra a moral do cidadão e contra seus valores.

    O texto foi muito bem escrito no que tange à discussão da lei,mas peca ao alfinetar insistentemente a doutrina religiosa de muitos aqui,inclusive a minha.Sou católico e ex-ateu.Achava que a religião e a fé eram opostas,incompatíveis – até que li o livro do Dr. Francis Collins e mudei de idéia.Pesquisem ele na wikipedia.Tchau.

    • Tiago

      "Por exemplo,uma criança que cresce ouvindo ano após ano que roubar é errado e coisas do tipo,decerto cometerá menos delitos do que uma criança que cresce numa favela ouvindo FUNK PROIBIDÃO ano após ano."
      Se ela está ouvindo proibidão ano após ano, ela vai continuar ouvindo porque a religião não vai tirá-la da favela enão vai dar aos pais a vontade ou a oportunidade de impedi-la de ouvir. E espero que, na escola e fora dela-em casa, por exemplo, e principalmente- haja gente que diga à criança (independentemente de acreditar que o Sol gira ao redor da Terra ou não) que roubar é errado. Se não houver, ela vai deixar de acreditar nisso quando descobrir que o homem não foi feito de barro e que a cegonha não traz crianças!

  • Limão

    Nossa cara boa ideia, já pensou pastores, padres ter que ceder parte do seu tempo nos cultos/missas para ouvir geólogos, astrofísicos, e o que melhor ainda terão que pagar os salários dos profissionais.

  • Limão

    Como Dr . House disse uma vez: Sou ateu apenas no natal e na pascoa, o resto do ano quem se importa?

  • Tripaseca

    Cuidado Cardoso, o autor da proposta de lei é poderoso. Ele faz questão de frisar que é ele quem está orando, porque o nome dele tem poder.
    http://www.pulpitocristao.com/2010/04/marco-felic

  • Me desculpe Cardoso e outros que comentaram mas estão confundindo as coisas, vou argumentar o porquê:
    Primeiramente, o ensino e a idéia que temos de religião como matéria curricular estão errados. Entendemos o ensino da religião como ensino de UMA religião, ensino de bíblia. Mera catequese. Não é assim, mas fazem assim. Parte do erro porque o objetivo curriular não é claro, parte porque os professores não são qualificados e não entendem isso, como nas experiências descritas aqui.
    O fato de muitos professores serem cristãos fervorosos atrapalha na transcendentalidade da matéria, tornando-a mera evangelização. Quando o professor tem qualificação e entendimento suficientes, enfim temos verdadeiramente a matéria religião.
    Neste verdadeiro estudo da matéria religião, observamos a religião como um fator na formação das sociedades, as diversas religiões e sua influência na filosofia do indivíduo, as teorias pró e contra religião, não dogmas incontestáveis.
    Na faculdade tive aula de religião (PUC-PR), e ao contrário das minhas expectativas gostei muito. Apesar de não gostar do assunto e do professor ser um padre, as aulas foram perfeitamente laicas e reflexivas, estudamos textos ateus inclusive, e sem críticas negativistas a ele.
    Caso religião entre como matéria no ensino médio, que seja desta maneira, mas como o autor da proposta é um pastor, e ao menos dos pastores-vereadores de minha cidade, não podemos esperar nada construtivo nesse sentido.

  • Não vou me dar o trabalho de comentar todos os comentários senão não me sobrará tempo de vida.
    Sou contra o ensino de qualquer religião em escolas sejam elas públicas ou privadas, assim como sou contra essa pedagogia fraca e o ensino de sociologia.
    Nossas escolas precisam de mais carga horária em matemática e as outras ciências e precisa mudar o modo de ensinar as matérias humanas.

    • Ferreira

      Concordo com você. Estudo em escola pública e as aulas de sociologia e filosofia não servem para nada. Simplesmente acredita-se que o professor de História é capaz de lecionar estas matérias. No fim das contas, tenho quatro aulas de Língua Portuguesa e Matemática por semana e quatro de Filosofia e Sociologia. Só falta combinar com as universidades para elaborar as provas de vestibular na mesma proporção.

      O mesmo acontece com as aulas de "Arte", onde no 3o. ano do ensino médio fazemos desenhos com lápis de cor e canetinha. São duas aulas de Arte por semana e duas de Física, isso no "avançado" estado de Santa Catarina.

  • Daniel

    "Não adianta, estamos na era da ciência. Os deuses estão mortos (ou agonizando). "
    Ai se Leandro Karnal ler isso.
    Pena que não lê.

  • Um país nunca irá para frente enquanto estampar em cada cédula de dinheiro "Deus seja louvado". Um ótimo livro para ler sobre o assunto é o do citado Carl Sagan "O mundo assombrado pelos demonios".

  • marcus

    Opa, olha aí o que comentei ontem.

    Mais educação, menos religião? Melhor rever essa ideia… http://www.gazetadopovo.com.br/blog/tubodeensaio/

  • Leonardo Farias

    Se posso adicionar algo ao post eu deixo nas mãos de Neil Degrasse:
    http://www.youtube.com/watch?v=eU3aWNQWjno

  • fabiola cunha

    a questão colocada em seu texto e simples é dolorosamente ignorada: pessoas que não têm religião e/ou não acreditam em deus não têm o direito de viver de acordo com isso. vide a questão do aborto: a proibição do aborto respeita os direitos do 'religioso' que crê na vida a partir da fecundação. eu, que creio na vida a partir da formação do sistema nervoso (por volta da 8ª semana) não tenho meu direito respeitado. também desrespeitados são os pais e os filhos de famílias sem crença religiosas, submetidos a privações de todo tipo promovidas com a desculpa da religião.

  • Claire

    O contato com uma doutrina religiosa não é venenoso, gente, não é uma lobotomia, uma anulação do ser… O ser humano se contamina é justamente quando não tem o antídoto para o veneno da secularidade.
    Deus não precisa ser ensinado nas escolas por que seu chamado é puro mistério e Ele encontra seus escolhidos onde eles estiverem em algum momento, mesmo tardio, de sua existência.

  • Claire

    Prosseguindo:

    A única coisa que um ensino religioso em um banco de escola pode proporcionar é o despertar de uma pequena chama que já arde no interior de uma alma mais cedo, antes que haja tanta dor e disperdício de vida que a falta da consciência de Deus proporciona. Saber-se templo do Espírito torna o homem responsável por seu corpo e sua mente. Ou seja, para mim, a fé em Deus salva o homem de si mesmo. As grandes conversões normalmente restauram vidas perdidas, tidas como "sem jeito".
    Deus é um conforto, um caminho, uma luz que se acende. Quem tem Deus nunca está só.
    Proporcionar a possibilidade do despertar da fé mais cedo é muito bom.
    Viva o ensino religioso nas escolas. No mínimo estas aulas formarão pessoas mais éticas e centradas.
    Prá mim isso é muito bom.

    • Beleza, vamos colocar seus filhos para serem doutrinados no Hinduismo. Será uma grande conversão que restaurará essas vidas perdidas, tidas como "sem jeito".

      E se deus é um conforto, um caminho, uma luz que se acende, imagina que beleza é ter vários! Bem melhor do que um só. Certamente que seus filhos merecem isso, você tem que concordar! É para o bem deles!

    • Rafael

      Discordo. O Estado tem que ser Laico. Religião e Política devem se separar. Quem quiser acreditar em Deus, Buda, Maomé, Tupã, Capitão Presença que o faça por livre escolha e não por influência de escola.

      Apesar do Papa dos católicos achar que devemos voltar ao período Feudal, onde a igreja também era beneficiada do poder público, tinha regalias e podia mandar também.

      Esse país precisa é um ensino público decente e não de ensinamentos sobre como ser mais uma mão-de-obra gratuita para uma igreja. Igreja nem sequer paga imposto.

  • Luigi Almeida

    Well… Um detalhe básico: a matéria é facultativa.
    Lembro-me de quando estudei em colégio católico, à época eu era umbandista, consegui, não sem alguma dificuldade, ficar livre das aulas de religião, desde que entregasse com certa frequência trabalhados similares, relacionados à minha religião.

    Quem é ateu, não tem por que estudar religião.
    Brasil é um Estado Laico só no papel, enquanto houver crucifixos nos salões do Judiciário, você for obrigado a prometer com a mão na Bíblia e definições religiosas proibirem o aborto, mesmo em situações de risco de morte para a mãe, não vamos sair do lugar.

  • Pequeno erro de digitação: "O tempo que as crianças passam 'eu' aula no Brasil é ínfimo"
    Excelente texto.

  • Como diria o autor. LEIÃO!

  • Márcio

    Estudei em escola adventista. Um belo dia, a professora de história mandou grampear as páginas que falavam sobre a evolução das espécies porque isso contrariava a bíblia e a teoria deles de criacionismo.

    E, pasmem, nos USA, criacionistas impedem o ensino das leis da termodinâmica porque elas também contrariam o criacionismo.

    Acho que um ensino religioso que se propusesse a fazer um estudo comparativo das religiões poderia ser muito mais proveitoso para as crianças formarem seus próprios julgamentos do que deixar uma corrente religiosa específica pensar por você, como aconteceu comigo naquela época de escola adventista.

    Hoje, sou Químico e ensino Leis da Termodinâmica para meus alunos.
    E isso não me impede de forma alguma de ter um pensamento religioso.

    No sentido original da palavra, religião significa religar o homem ao divino. Para mim, a Ciência é uma forma de religião, pois permite religar o homem à natureza e, dessa forma, ao divino. E não entendam por isso que sou rato de igreja.

    Concordo com o texto do Cardoso, no final essa proposta de Lei vai obrigar as crianças a estudar apenas uma ou duas correntes religiosas cristãs e a refutar todo o resto.

    Para finalizar, de acordo com South Park, a religião correta é a Mórmon, o resto vai pro inferno ter as entranhas reviradas por Satã.

  • Cara, sou totalmente contra!

    As pessoas já vivem achando que suas vidas vão mudar por um milagre de Deus e blablabla, se isso for implementado então, o Brasil será um país em que a grande maioria será fanáticos religiosos. Fato.

  • Sobre os sabotadores, como bem disse Cardoso, Platão já falava, há mais de 2000 anos atrás:

    “— Ainda há estes pequenos inconvenientes: num [Estado democrático], o professor teme e lisonjeia os discípulos, e estes têm os mestres em pouca conta; outro tanto se passa com os preceptores. No conjunto, os jovens imitam os mais velhos, e competem com eles em palavras e em acções; ao passo que os anciãos condescendem com os novos, enchem-se de vivacidade e espírito, a imitar os jovens, a fim de não parecerem aborrecidos e autoritários.” – Platão, A República.

    Não podia estar mais certo.

  • Pô, q texto fraco e mal escrito!

    Tá lá na proposta de lei: o que é obrigatório é ofertar a disciplina, e não ministrá-la, cuja matrícula é facultativa ao aluno.

    Tudo tão fácil, tão transparente no projeto, e simplesmente desconsiderado. 95% da população têm religião, não se pode ensiná-las na escola, no caso dos alunos quererem estudá-la? Preconceito demais!

    jP Vergueiro

  • Leonardo

    É por isso que papai Dawkins disse para sua filha: sempre questione a tradição, a autoridade e a revelação de religiosos.

  • Cardoso, dá uma olhada em uma aula minha sobre Sebastianismo. Aposto q vc vai gostar: http://incautosdoontem.opsblog.org/2010/12/25/seb

    Abraços.

  • predador00

    A religião veio para separar os homens.

    O mundo só irá mudar a partir do momento em que o homem entender que todos são iguais e que “Deus” não gostar de dinheiro..

    ;-;

  • Felipe Max

    Sou a favor do ensino da bíblia nas escolas sim, desde que seja facultativo, pois como o autor relatou ninguém deve ser obrigado a nada.
    Sou espírita kardecista e estudo a bíblia há algum tempo. Tenho certeza que o estudo da bíblia de forma séria é muito edificante para adquirirmos bons valores.
    Algumas pessoas têm uma traumática iniciação aos ensinamentos de Jesus, às vezes pelos pais obrigarem, ou às vezes por conceberem os ensinamentos de forma dogmática.
    Devemos lembrar que como TUDO a ciência também é criação divina.
    Deus = Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.
    Um abraço!

  • Rafael

    Concordo com você cardoso. Estou vendo seu site aqui porque acabei linkando pelo morroida, você escreve muito bem.. meus parabens.

    Dizem que quanto mais estudamos, mais deixamos a religião de lado e menos acreditando no que diz o famoso livro deles.

    Comigo foi assim , apesar de ter sido criado em família muito católica, com a maturidade percebi que as histórias que contam narradas pela Bíblia, são aumentadas e fantasiadas por muitas Lorotas.. assim como as histórias que me contaram no colégio sobre Pedro Álvares Cabral também havia muita Lorota..

    tavez seja isso mesmo que o governo queira que seja nossa escola: Pura Lorota.

    Um povo com baixa instrução é um povo fácil de se manipular, e o governo não quer que sejamos capaz de ver a ditatura cultural em que vivemos.

    O dia em que houver uma lei retirando impostos sobre o valor dos livros, para que possam ser comprados e apreciados pela população, começarei a acreditar em dias melhores para este país.

  • Herbert

    Meus Deus… O autor da matéria equivocou-se de tal maneira que produziu comentários ainda menos felizes. Galera, a Lei já existe e não foi feita pelo "massacrado" não!!! A Lei precisa ser revogada. Concordo!! Mas o atual projeto do pastor visa apenas alterar um trecho (o parágrafo mencionado já existe!) para "…assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo.” – O RESTO JÁ EXISTIA E JÁ ESTÁ EM VIGOR!!

    • Anthony marques

      Parabéns Herbert, você tem toda razão, infelizmente o autor se arvorou em comentar sobre um assunto que não conhece e na ânsia de desacreditar o Deputado acabou escrevendo um besteirol.

  • Rogério

    A escola mata o instituto filosófico da criança e as aulas de ens. religioso só vem piorar as coias fazendo à aceitar uma verdade absoluta que não deve ser questionada!

  • Jes Cristo

    Aula de Religião Obrigatória nas Escolas? Qual religião? Se forem de todas então serão aulas sobre religião, se forem aulas de uma só religião então está-se perante restrição aos direitos, liberdades e garantias dos alunos e isto é crime!

  • Henrique

    De forma alguma o estudo vai atrapalhar no seu discernimento quando a relevância de amar ao próximo que é o verdadeiro culto a Deus… ” Servir ao criador é amar ao próximo ” – Acredito que a religião só é importante pro fulano que quer se formar nela e ter só uma religião na escola é contra a lei, pois o correto é ter um estudo das religiões. e outra porque ensinar religião se a criança já tem tantas matérias mais importantes e difíceis de guardar ou estudar religião se não se sabe nem fazer um calculo matemático… Por certo religião é o ultimo escape do incompetente que não conseguindo nada na vida terrena tem ao menos o céu para ir quando morrer.