Blog, como virgindade, é coisa que dá e passa

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Adriana Lima, como a blogosfera, para todos os efeitos é virgem

Vendo a matéria na Revista Época, percebo que nos oito blogs indicados como os mais quentes, tirando o Alexandre, do Pensar Enlouquece, nenhum dos outros tem perfil de blogueiro profissional. O que isso representa para a blogosfera? Como podemos ter um ecossistema com excelentes blogs, sempre em renovação, mas nenhum blogueiro sofreu uma evolução pokemon se tornando um ProBlogger, vivendo de seus posts e artigos ? Equivale a um restaurante com excelentes pratos, sem nenhum chef.

Eu tenho uma teoria…

Primeiro vamos examinar os oito blogs quentes segundo a Época:

Três blogs são de jornalistas complementando suas áreas de atuação na mídia “de verdade”:

Um é um site de gracinhas sem qualquer feedback ativo dos leitores, o que para mim desqualifica como blog

  • Kibeloco <== ausência de link, fato significativo

(mais sobre minha posição oficial sobre o Kibe em um futuro post. Adianto que concordo 100% com Mr Manson e vou além.)

Outro é um site com zilhões de dicas, um excelente fórum e uma parte de blog que não representa 1% do Iceberg, o shopping e os fóruns é que são o quente.

Um site de humor com várias seções, que foi reduzido a um blog com contribuições eventuais E ponto de lançamento de campanhas virais da agência onde Mr Manson está empregado. As ótimas iniciativas se foram, como o programa de rádio (antes de ser moda batizar de podcast). Admiro a forma como abafaram as desavenças internas, mas a simples ausência dos colaboradores já denuncia tudo. O site morreu, vive apenas de inércia.

Com isso, dos “oito mais quentes” sobraram DOIS blogs ativos:

Desses, o Marco Aurélio só criou vergonha na cara e voltou a escrever agora. Já o Inagaki continua firme e forte.

Os leitores do Jesus, Me Chicoteia foram, inclusive, literalmente abandonados mais de uma vez, primeiro quando o Marco Aurélio arrumou uma namorada, depois quando arrumou um emprego. A impressão que passou era que um blog com 100 mil acessos diários não significava nada, ele não se sentia minimamente responsável por sua base de leitores. Clássico caso de blog-como-terapia.

Faltou ao Jesus, Me Chicoteia PROFISSIONALIZAÇÃO.

Não confundam com profissionalismo, aposto que se estivesse sendo pago para blogar ele cumpriria os prazos à risca. A questão é que o blog em si não é visto por ele e nenhum dos envolvidos como um FIM, sim como um MEIO. Nunca cogitou que seu material era bom o bastante para ser monetizado, só recentemente aderiu a um ou outro banner. MESMO na fase em que admitia passar por dificuldades financeiras.

NOTA

Não acompanhei o Pensar Enlouquece, reconheço a falha, por isso não estendam minhas generalizações a ele, por favor

Sei que a metáfora soará meio gay, mas eu vejo que os blogueiros enxergam sua condição como uma lagarta, que depois de uma certa quantidade de visitas / notoriedade, sofrem uma metamorfose e se transformam em uma linda borboleta, batendo asas em uma mídia “de verdade”.

Por isso não temos grandes blogueiros, e sim grandes profissionais de outras áreas que têm excelentes blogs, ou na melhor das hipóteses “gente que começou em blog”, como o Mr Manson.

Nós temos o Noblat mas não temos a Wonkette. Correspondentes de blogs que não tenham a cara-de-pau do Borbs ainda ficam intimidados em entrevistas coletivas, isso quando conseguem credenciais.

O sonho dourado de nove entre dez blogueiros que se dizem candidatos a ProBlogger é ganhar para escrever, mas nem passa em suas cabeças que sejam em blog. Aquilo é uma vitrine, nada mais. Um jeito de aparecer e receber o famigerado “convite”.

Uma realização para um blogueiro é alcançar a legitimidade de publicar um livro, mesmo que atinja um público algumas ordens de magnitude que seu blog.

Maddox, do Best Page In the Universe tem um bom texto onde comenta de seu sonho frustrado de ser radialista, até que percebeu ter mais audiência do que qualquer rádio.

Acho que nem a Maior Mente Empresarial da moderna administração brasileira, o Grande Líder da Silva, imagina crescer a Companhia a ponto de um FuckedCompany ou um John Dvorak. Mais ainda, não creio que ele sequer planeje o que fazer caso isso aconteça, à revelia.

Como ele disse, é “ganhar para o que se faria de graça”. Perfeito, mas e se “der certo”, o que se faz? Ninguém por aqui pensa nessa possibilidade.

Algo no inconsciente coletivo brasileiro nos torna muito, muito conservadores. Como nossos avós, que achavam que havia 4 profissões válidas: – Médico, Engenheiro, Advogado e a profissão deles – o moderno blogueiro, por mais que tire um trocado no AdSense, não imagina viver de seu blog.

Uma prova disso é a ausência de empresas especializadas em blogs profissionais, como o Weblogs, Inc. Ou o OSTG, grupo que comprou o Slashdot.

A conclusão que chego é que não há nenhum blogueiro profissional no Brasil apenas porque ninguém nunca realmente acreditou na possibilidade de existir tal figura.

Por incrível que pareça, isso é muito bom, principalmente para quem chegou tarde na Blogosfera. Afinal, não é todo dia que se encontra uma mídia com mais de dez anos de idade, completamente virgem de profissionalização.

É possível unir a experiência adquirida em várias outras mídias, produzindo um material de excelente qualidade, literalmente forçando a profissionalização dos blogs goela abaixo de nós mesmos que não acreditamos nela. Isso dará algo para os outros blogs se espelharem, legimitidade à mídia e dim-dim no nosso bolso.

Imagine, é o começo da Internet, só que dessa vez nós sabemos o que virá adiante. Uma oportunidade dessas não acontece todo dia.

Vai deixar passar? Eu não.


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Leia Também:

  • O Rosana Hermann na revista, distinguiu bem a diferença entre os dois tipos de blogueiros existentes na blogosfera brasileira. Em outros países vemos que o blogue pode ser a extensão do trabalho, sendo um passo para mostrar aquilo que particularmente o blogueiro sabe fazer e desse time da Época, citando o Inagaki; se ele fosse falar de sua profissão de bancário, o Pensar Enlouquece, não teria ibope algum.

    Para os não blogueiros, a reportagem da revista pode ser novidade, mas para quem bloga a um tempo, foi tudo muito prevísivel.

    Álias, fiquei um pouco desconfiada. Motivo: A Nata da blogosfera se agitou em torno da reportagem e por tabela a Época lançou o blogue "Bússola Digital" – Pra bom entendemos, meia palavra basta.

    Beijus

  • Ótimo artigo, gostei.

    E a respeito do Kibeloco, ele é um FD$!?P Mesmo.

    Lembra de um post sobre o Zezé di Camargo no Faustão:
    http://kibeloco.blogspot.com/2006_04_23_kibeloco_
    Pois bem, eu que dei as dicas p/ ele por e-mail, eu que passei as fotos p/ ele (exceto o video).

    E no final um obrigado com meu nome?!

    Nada.

    Nada mesmo

    Antes de enviar p/ ele por e-mail eu postei no meu flogao (até mesmo pq imaginei que ele ia jogar la sem falar meu 1° nome sequer).
    http://www.flogao.com.br/xthiago/foto/024/5632844

  • Excelente análise, realmente fala a verdade: os 8 blogs "mais quentes" foram marcos do "passado recente". Mas não representam muito o "momento atual da blogosfera".

    Se bem que, acho que foram escolhidos justamente por não haver outros exemplos que sejam unânimes fora eles. Há outros blogs muito melhores, e muito mais influentes, mas restritos a nichos. E, em um ambiente em que a fama dura "uma ou duas semanas", acho que a opção por escolher quem tem feito coisas mais consistentes já a algum tempo, ao invés do "agora", foi boa.

    E no grupo dos "parados" incluo o Inagaki, que até mês passado também estava sem o menor ritmo de atualização. Ele também, como o meu Cocadaboa e o Jesus me Chicoteia, perdeu o fôlego (ou amadureceu e foi buscar outros desafios). E acho que o Inagaki está longe de tirar o seu sustento exclusivamente do blog. Então, discordo de você nesse ponto. Ser um "blogueiro profissional" definitivamente não é o caso dele.

    A Rosana é o que mais se aproxima de "blogueira profissional" entre os oito. Bloga compulsivamente independente da profissão que está exercendo no momento (apresentadora, publicitára, jornalista, roteirista…). E agora bloga profissionalmente em nome da Skype.

    Uma ressalva quanto as citadas "desavenças internas" que você especulou no Cocadaboa. Não rolaram. A galera que escrevia junto comigo simplesmente arrumou outra coisa mais interessante para fazer. As pessoas crescem, saem do boteco da faculdade (onde tudo nasceu), arrumam prestações de apartamento, filhos pra criar… Enfim… Perdem tempo para a putaria.

    É o meu caso agora, mas não pretendo deixar o Cocadaboa de lado. Tô com tesão de fazer outras paradas, mas não vejo razão para dá-lo como morto. E nem de torná-lo ponto de lançamento de campanhas. Esse papo de ser constante e fazer coisas do caralho sempre cansa. O Cocadaboa realizou coisas que me orgulho e ainda não vi muita gente se aproximar dele no quesito "jogar merda no ventilador da web brasileira".

    E, justiça seja feita ao Kibe, apesar de minha opinião sobre o trabalho dele ser pública e notória, ele tem o mérito sim de possuir um blog MUITO lido. De ter muito do que publica (e que na maioria das vezes não é tudo que ele cria), reproduzido viralmente. E, apesar de não permitir comentários ou "interagir" com a comunidade (existe uma "cartilha do blogueiro" dizendo que precisamos fazer isso?), ele é reconhecido pelos blogueiros como "um dos seus".

    O que não é o caso do Juca Kfuri, este sim um "alien" na tal "blogosfera" (que não devia conhecer 5 dos 8 blogs "mais quentes" que foram citados na Época).

  • Muito boa sua analise, não tive coragem de comprar a revista epoca porque sabia que a reportagem não traria os verdadeiros bloqueiros, mais sim aqueles que fazem do blog uma extensão do trabalho com execessão, do interney, pensar enlouquece, e os outros blogs de humor, acho que ganhar dinheiro com blog hoje em dia é muito dificil e trabalhoso, se você trabalha e faz faculdade é mais trabalhoso ainda :P , mais admiro pessoas que fazem tudo isso e ainda tem tempo para dar uma retocada no blog, colocar uma coisa nova ali ou aqui.

  • Manson, fico até triste por minha leitura do Cocadaboa ter sido errada. Como leitor eu preferia uma separação estilo Beatles a uma perda de tesão. Bom saber que você não vai abandonar de vez, é muito difícil fazer humor inteligente, há poucos sites onde isso pode ser encontrado.

    Já disse em outro post que não vi polêmica nos sites citados em si, sua importância na Internet brasileira é inegável. Se perguntado em acho que citaria uns sete dali.

    Por falar do Kibe, sim, ninguém nega a audiência dele, nem o efeito de suas tentativas de humor, o que não gosto é, fora os mesmos motivos públicos e notóricos citados por você, é o abuso da máxima que o trocadilho é a forma mais baixa de humor. Mas isso é assunto para outro texto.

    Quanto a interagir com os visitantes, se isso consta na Cartilha do Blogueiro eu não sei, mas na minha é obrigatório.

  • Cara, para mim, você tem o melhor blog brasileiro.

    Coisas rápidas, curiosas, sempre tiro tempo para LER.

    E que milagre, um comentário do Sr. Manson.

  • Aleluia alguém pensa como eu: Interney, é uma farsa. O blog está morto.

  • De fato, interessantíssima análise. Até pouco tempo atrás, nunca cogitei a idéia de tornar profissional o Pensar Enlouquece, e toda vez que alguém levantava essa hipótese para mim eu tomava emprestada a resposta de Alex Castro em seu FAQ do Guia Blog: *falta de ar de tanto rir*.

    Visto a carapuça: sempre encarei o meu blog como um meio de veiculação de meus escritos e uma espécie de portfolio informal dos trabalhos que faço, como afirmei na entrevista que dei à revista Imprensa sobre jornalistas que blogam. Diga-se de passagem, embora a matéria da Época tenha me colocado como bancário, também sou jornalista free-lancer. Fui colaborador de revistas como a Flashback e a Paisà e tive textos publicados na Trip, Correio Braziliense e O Estado de S. Paulo dentre outros veículos. Nada de novo sob o sol: graças aos blogs o Marcaurélio conseguiu seu emprego atual, as Garotas que Dizem Ni tiveram coluna na Época e livro publicado, as Motherns virarão programa na GNT, a Dani Abade conseguiu uma editora para o seu romance de estréia, Alex Castro descolou uma bolsa de estudos nos States, o Eduardo Stuart do Pulso Único virou colunista do jornal O Globo, Mr. Tabet tornou-se roteirista do Luciano Huck, etc etc.

    Contudo, posso antecipar que estou participando de um projeto novo envolvendo, enfim, a profissionalização de blogs. Quem viver verá. E em breve. :)

  • O problema é bem amplo. Teve professor meu (estudo jornalismo) que riu quando eu consegui credencial de imprensa pelo meu blog na bienal do livro.

    Todos meus colegas de faculdade riem da forma como eu levo blogs a sério, todos olham com preconceito. É triste isso, em um lugar onde jovens estudam para ser jornalistas, os blogs são ignorados pela maioria.

    Muito bom seu texto, Cardoso. Com certeza doeu em todos os que, como eu, consideram seus blogs uma ferramenta de mídia verdadeira e eficiente, digna de atenção, dedicação e seriedade.

    Obrigado, você acaba de me incentivar a fazer algumas coisas que eu queria muito, mas ia deixar para lá por pensar que eu tinha "apenas um blog", que não era levado a sério por ninguém que faz mídia "pra valer". Muito bom, mesmo.

  • Tranqilo Cardoso?

    Cara quando eu iniciei com o blog Livre Pensamento meu pensamento era apenas um : " Divulgar pensamentos que eu tinha sobre o Software Livre".

    E é isso que faço, agora por que eu não posso ser considerado um blogueiro profissional?

    Pelo pré conceito que rodeia os blogs de meros diários virtuais algo profissional onde você escreva e ganhe por isso é bem difícil.

    Eu já tentei colocar anuncios no Livre Pensamento e foi descepcionante, por um breve período esqueci que eu escrevo para passar minhas idéias e não ganhar dinheiro.

    Seria ótimo eu ganhar algum dinheiro simplesmente por escrever sobre algo que eu gosto e entendo mas se não ganho ainda sim vivo contente com o retorno que o Livre Pensamento vem me dando e espero que o feedback cresca cada vez mais.

    Ter um blog é mais que ganhar dinheiro é passar sua idéia através de uma midia inovadora onde o contato com o leitor é o mais próximo que podemos chegar atrav´´es dos meios on-line.

    A idéia que tento passar bem resumida é a seguinte :

    Ganhei dinheiro com o BLog, escrevo para isso ótimo, contanto que isto não me tire as inspirações e idéias para os textos.

    Se o dinheiro não vier quero pelo menos um feedback dos leitores.

    É isso.

    FALOW !!

  • Tenho 16 anos e meu blog é um lugar onde procuro mostrar meus pensamentos em relação ao Linux, fiquei 1 mês sem postar (o motivo publiquei ontem), mas levo ele a serio, mas n consigo ter coisas para escrever todos os dias, visto que meu blog é só sobre linux e procuro não falar de outra coisa.

    Quando não tenho o que falar, simplesmente não falo nada.

    otimo texto amigo

  • Sergio, profissão é algo do qual você tira seu sustento. Gostar de fazer, no caso de atividades profissionais que envolvem criatividade, é pré-requisito, não qualificação.

    Se você não vive de seu blog/site, como o Interney, ou não tem um plano para isso bem detalhado, sua profissão não é blogueiro.

    Não leve o termo "profissional" para o lado pejorativo, não é essa minha intenção. Usando o Flickr como metáfora, há fotógrafos profissionais, que vivem de suas fotos, e fotógrafos que amam fotografia mas têm outros afazeres, fotografando nas horas vagas. Eu estou me lixando para as credenciais do autor quando vejo uma foto boa, o que me interessa é a imagem em si.

    O fato do blogueiro viver de blog ou ser um pessoal que posta eventualmente em um blog descompromissado não afeta a qualidade. Um de meus blogs preferidos, o Suburbia Tales é tudo MENOS um reduto ProBlogger. Problema? De minha parte, nenhum.

  • Cardoso não usei o termo profissional com sentido pejorativo.

    Mas acho que oque caracteriza os blogs é justamente passar uma idéia através desta midia inovadora.

    Penso que ser pago para blogar é ter um compromisso de ter que escrever com uma regularidade tremenda sobre detemidado assunto, ou assuntos. Afinal, ninguém quer me pagar para eu escrever no meu blog apenas quanto estiver algo realmente bom para escrever.

    Assim, para mim, ter um blog perde metade do sentido.

    É difícil ter blogs como fonte de renda principal.

    Não sei ao certo mas a info não paga para 3 jornalistas escrevem blog?

    Sandra Carvalho : http://info.abril.com.br/blog/sandra/

    Lucia Reggiani :
    http://info.abril.com.br/blog/lucia/

    Débora Fortes :
    http://info.abril.com.br/blog/debora/

    É isso.

    FALOW !

  • Cardoso, acho que no comentário acima você resumiu a questão "blogueiro profissional". Profissão implica em uma atividade remunerada, realizada sistematicamente. Concordo com você: blogueiro, para ser profissional, teria que aliar a qualidade de seu trabalho no blog (pelo menos idealmente), com a capacidade de gerar renda através dele. Qualquer atividade não remunerada, por mais qualificada que seja, é hobby.

    O problema é a mentalidade: no Brasil, ainda é muito pequeno o número de pessoas que vêem blogs como coisa séria; que dirá como profissão. Precisamos começar a pensar "out of the box", e abandonar conceitos ultrapassados. Acho incrível que, estando imersos em um meio que cresce e muda tão rapidamente, como a Internet, ainda estejamos lutando contra idéias arcaicas e poeirentas. Felizmente, as coisas tendem a mudar com o passar do tempo, embora de forma lenta.

    Eu também quero ser Problogger, e não vou deixar passar essa não – sempre e quando Santa ADSL me ajudar. :)

  • Cardoso, vou dar meu pitaco. Na minha opinião, os blogs brasileiros penderam muito para o estilo "meu querido diário" no começo de tudo. Assim, os poucos e bons tiveram dificuldade para crescer. Hoje estou formado, mas no meu primeiro ano de faculdade ter blog era "coisa de nerd" ou de menininha que queria falar da vida e colocar gifs animados nos posts. Acho que isso retardou o crescimento dos bons blogs e a forma com que as pessoas vêem blogs/blogueiros.

    Acho que os blogs brasileiros começaram a amadurecer de uns tempos pra cá, enquanto lá fora esse processo já ocorreu faz um bom tempo. Exemplo (puxando a sardinha pro meu lado): no mês passado lançamos a filial de uma rede internacional de 15 blogs sobre metrópoles aqui em São Paulo (www.sampaist.com). A "matriz", em NYC, já tem 3 anos de existência e fatura quase US$ 1,5 mi por ano sozinha. E olha que eles nem são tão grandes. Imagina o que não fatura um Gawker, um Engadget da vida. Infelizmente ainda estamos um pouco longe desta realidade.

    Abs

    Leandro

  • vc escreve muito bem e fez uma analise completa do mundo famoso dos blogs..mas o certo e o seguinte. fazer um blog e um trabalho imenso..nao sei se queria ser famosa, mas queria que me blog gerasse uma renda mensal pra mim…trabalho muito nele,mas blog famoso tem a ver com nomes ja conhecidos…parabens e primeira vez que venho aqui e gostei muito..venho da Luma

  • Li com muita atenção seu post.

    Me interessei cada vez mais por este universo depois de ler a revista Época.

    Agora não sei se quero publicar um livro como antes sempre fora meu sonho.

    Concordo com vc quando trata dos blogs q não tem interatividade, eu enviei um e-mail pro cocadaboa justamente questionando isso dele, ele simplesmente disse q não tinha como enviar comentários no blog, é muito chato isso.

    Já vou colocá-lo nos meus preferidos.

    Abraços.

  • Aí, Cardoso, olha o cuidado quando o cachorro abana o rabo e é o primeiro a te receber em casa…

    Admito, comecei blogando por dinheiro para o Dane Carlson e a grana foi fator determinante. Ainda é. Não sou jornalista, nem nunca tive vontade de ser. Apesar de encarar meu trabalho com profissionalismo e paixão, seja no Business Opportunities Brasil ou no Virtual Entrepreneur, não me vejo blogando se não for pelos dólares que recebo e pela liberdade de me expressar como tiver vontade. Esse papo de blogar como meio e não como fim, ainda não é pra mim, não posso e não quero me dar ao luxo no momento. Quando dá a gente faz um meio de campo.

    Mas não tenho muito tesão de participar de comunidades virtuais ao estilo Orkut ou de passar o dia lendo 'diarinhos' e trocando recadinhos com miguxas e miguxos, fazendo 'lobbyzinho' com peixe pequeno. Amo camarão mas não dispenso as baleias.

    Por isso que a tal da lista pra mim foi brochante. Cd 'nóis' Tupi? Cadê Cardoso, Jônatas, Líder, Fábio Seixas, Rafael, Beto – a IstoÉ mencionou o DoceShop em matéria recente ;) – os 'Brunos', Janio, Cipri etc etc. Não foram citados porque o objetivo da revista era um só, lançar o Ricardo Neves e dane-se quem bloga de forma empreendedora. Fazem como muitos miguxos e miguxas, opinam dizendo que 'pesquisaram', se fazem de íntimos, bancam os entendidos no assunto… é a forma que estão encontrando para a transição, para não morrerem de fome e para continuar enganando quem não sabe de nada ou está chegando agora.

    Esquecem-se, porém, que blogosfera é vivência, não surge da noite para o dia, o resto é networking. Blogueiro jornalista nem deveria ser mencionado em lista. Os blogs foram a salvação do naufrágio para eles.

    Quanto aos blogueiros brazucas citados, nada de novo. Prefiro o MrManson ao Lula, gosto do 'Tio' Interney, que é esperto, merece. O Inagaki é show e a Rosana, cansa minha beleza por ser incansável. Valeu tb pela menção ao BlogBlogs, do super Manuel que adoro!

    Enfim, ficou pra próxima. Por enquanto o 'QI' (quem indica) continua contando pontos no 'país do jeitinho' e o fator sorte ainda pode transformar qualquer web surfer em surfistinha.

    bjsss meu lindo!

  • Dois pontos que queria deixar registrado:

    – A Época é, consensualmente, a melhor das revistas semanais de informação em termos de tratamento da subcultura internética. E faz uma lista de "blogs quentes" tão… 2005. Daí imagina-se uma reportagem sobre os blogs feita pela Istoé ou (argh) Veja. Sempre pode piorar.

    – Você fala de "não termos blog networks", à la Weblogs Inc, Gawker etc. Vou mais fundo: elas nunca existirão por aqui. Não conseguiu cair no blogueiro-série-B aqui a ficha do porquê disso, mas imagino que a causa possa ser encontrada perto d divisão da internet brasileira entre a "old media" (Organizações Globo, Folha de SA7ões Globo, Folha de São Paulo, Editora Abril…) e as companhias telefônicas (Telemar, Brasil Telecom, Telefónica de España…), ambos vendo a internet apenas como meio de defender seus negócios principais.

  • Pingback: Fudeblog by Cesar Cardoso » Blogosfera é como sexo na adolescência()

  • seu blog e uma bosta vai se fude vai toma no seu cu e cria uma coisa decsente os kra de hj q pesquisa na google so que ve buceta e nao uma mulher com ropa falano de virgindade tem q se mulher q ja ta fodida ate o rabo tem q mostra gnt gozano buceta toda molhada isso sim q e bom toma juiso e aprende isso karalho -.-

    Ass:zé ruela

    _l_ AKI PRA VC FDP!

  • andre

    O link do Interney tá errado, Cardoso

  • Pingback: Global Voices Online » Brazilians Wrap-up and Rap Upon 10 Years of Blogging()

  • Esta matéria me fez lembrar do "O Fim da Várzea", quando ele criou a lista dos piores blogs da internet, deixou todo blogueiro ruim de cabelo em pé, só colocou blogs muito visitados. Resultado: Muita gente achou que ele estava fazndo merchant.

    Eu sempre levei aquela lista do Noronha na brincadeira, não é o caso aqui, a lista é bem menor. Essa matéria faz muita gente sair de cima do muro, pulando para o outro lado, é claro, e fugindo para bem longe, para não ter que apresentar uma opinião formada.

    E o convite dos blogueiros pela Glória Perez? Nãaaaao!!! Pelo amor de Deus, não responda! kkkkkkkkkkkkkk