Não basta ser jabá, tem que participar

Tenho notado uma, na verdade duas tendências muito fortes na mídia de entretenimento:

1 – A quantidade de product placement (em português, Merchandising) tem aumentado bastante

e

2 – O Merchandising tradicional ficou chato, feio e bobo.

A Globo, como fala para a Salsaiada Ignara, pode se dar ao luxo de colocar uma cena em novela com personagens entrando em caixas eletrônicos elogiando o banco, ou da Personagem Pobre pedindo um empréstimo no Itaú, tudo bem. Esses telespectadores carecem da sutileza sequer de perceber a inserção, ou pelo menos de reclamar dela.

Já em séries voltadas para público com mais de 2 neurônios, é preciso contexto. Vão fazer um jabá da Dell? Coloquem o House reclamando que o monitor dele não tem definição, em seguida mostre-o feliz com um Dell de 21 polegadas. Ele vai correr no parque pela primeira vez em anos? Enfiem um Nike, está no contexto. “Fechamos um jabá pro iPhone”? Perfeito, criem uma situação que se espalha pelo episódio todo, no final ainda termine com piadinhas.


Jabá? Claro que não. Mas lembre-se, todo mundo mente

Não se engane, 99% dos produtos que você vê em um filme ou série de TV são pagos. E quando a Apple não topa soltar uma graninha ou doar os computadores para a filmagem, eles tascam um adesivão na maçã. Dinheiro Na Mão, Calcinha no Chão mas o oposto também vale. Se bem que  o oposto geralmente custa mais caro e exige KY.

Ontem fui assistir ao remake d’O Dia Em que a Terra Parou.

Jennifer Connelly – a única coisa que presta no filme

O filme é uma bosta, e para dar uma idéia da enormidade do fracasso, a cena visualmente mais interessante foi feita com ajuda da Microsoft.

Ninguém usa espontaneamente nada da Microsoft em filmes, eles não são cool e não têm cara de nada “moderno”. Nem por culpa dos produtos em si, mas por ser algo que todo mundo usa. Um desktop Windows não tem NADA de diferente. “ah, eu uso isso no trabalho” não é o que um cineasta quer ouvir da platéia.

No caso, fizeram uma cena onde a Secretária de Defesa é brifada sobre o alienígena Keanu Reeves em uma tela cheia de sacanagem, onde as pessoas colocam objetos e ela reage, documentos são arrastados, fotos ampliadas, etc. Reconheceu? Pois é, o Microsoft Surface.

Uma tecnologia real, acessível (para quem tem US$10 mil) e visualmente linda.

Até achei que não fosse um merchã, às vezes a tecnologia é tão legal que os produtores usam de graça, como no caso do Microsoft Photosynth, que o pessoal de CSI conheceu em uma visita à empresa de Redmond e ficou doido para usar no seriado. E usaram.

O Photosynth então nem precisa de US$10 mil, é di grátis, só baixar.

Claro, quando começaram a aparecer no filme computadores com Windows Vista (ou o 7, não deu pra reconhecer) e tela de toque, vi que tinha sido um belo de um jabá, de primeira, chamou atenção.

Ah sim, o celular da Jennifer Connelly é LG.

No filme a astrobióloga Jennifer Connelly (vá lá, suspensão de incredulidade, na vida real biólogos parecem o Jonny Ken) recebe seus pertences de volta, confiscados pelo Governo Maligno. Abre a sacola em cima de uma mesa, cai um celular LG, que já aparece ligado, ganhando um close absolutamente desnecessário e que antes só seria merecido pelos peitos que a Jennifer Connelly não mais possúi (que Deus os tenha).

PS: A foto acima NÃO é do filme.

Passou batido para 99% da platéia. Quem percebeu soltou, na imortal expressão do Judão, um “meh”.

Nós vivemos em um mundo muito mais repleto de marcas do que nos anos 30/40 quando a prática do merchandising em filmes começou a se solidificar. Alguém puxar um iPhone é natural, alguém falar de um produto é normal, exceto no mundo dos blogs, onde o patrulhamento impera, mas aí eu uso as tenras, sábias e inocentes palavras da Mírian Bottan: “pau no cu e não me encha o saco”

O problema do merchandising em filmes é que não funciona OU quebra o ritmo, se feito como nos filmes dos Trapalhões, onde do nada surgia um caminhão das Mudanças Gato Preto. Eu garanto que a LG gastou muito mais para colocar aquele telefone no filme do que gastou para levar blogueiros para passear (foi show, aguardem post sobre a viagem). O que ganhou? TALVEZ fixação de marca, o que é um dos objetivos mais “meh” no campo da propaganda.

O filme tem outros jabás completamente estranhos, como uma cena no McDonald’s onde o mesmo chega a ser referenciado pelo nome, como se o enorme “M” refletido no capô do carro não fosse suficiente.

Dá para fazer merchandising que seja interessante? Claro que dá. Lembra disso?

É o telefone do Neo, em Matrix. Um Nokia 7110 que eu mataria para conseguir, à época.

Eu tenho um RayBan Predator que custou uma fortuna, graças a esses dois sujeitos:

O merchandising embutido na trama é MUITO, MUITO melhor do que o product placement sem-graça, que equivale ao banner na web, se torna invisível ou quando aparece, aparece mal. Da mesma forma que o bom vídeo viral tem muito mais penetração (ui!) que o comercial normal, mas essa maior eficiência demanda muito mais talento, trabalho E parceria com o autor da obra que será devidamente merchandalizada. ALÉM do cliente.

Lembrem-se, a IBM perdeu a chance de ter seu nome associado a um dos computadores ficionais mais famosos da História, HAL 9000, de 2001 Uma Odisséia no Espaço, porque seus executivos acharam que pegaria mal um computador “vilão” ter a marca IBM.

Cumplicidade entre os participantes é fundamental. Senão temos gente de má-vontade fazendo propaganda “por obrigação”, clientes reclamando de tudo e gente apontando dedo dizendo “é jabá!” – o pior, com razão. Só é possível utilizar a Resposta Diplomática Mírian Bottan™ se o merchandising é inteligente, bem-colocado e ajuda na trama. Do contrário os neuróticos patrulhadores têm razão, e isso é péssimo.

PS: Já falei que O Dia em que a Terra Parou é uma bosta?


O Contraditorium vive de doações. Não veiculo anúncios no blog. Somente sua colaboração me incentiva a escrever artigos cada vez melhores, sem rabo preso com anunciantes, partidos ou militâncias. Prestigie essa liberdade, faça uma doação. Todo valor é válido, o que vale é a intenção e o seu cartão de crédito passar. Use o PagSeguro no botão abaixo ou via PayPal com o email cardoso@pobox.com. Toda moeda é bem-vinda, desde que seja de país com luz elétrica e água encanada.

Leia Também:

  • Phillipe Xadai

    Ô Cardoso, essa história de IBM>HAL é lenda…

    algum desocupado percebeu a coincidência e espalhou essa história, pois HAL é um acrônimo pra Heuristically programmed ALgorithmic computer (Computador Algorítmico Heurísticamente Programado).

    • Não é lenda. O HAL deveria se chamar Athena e seria da IBM, quando souberam mandaram tirar TODAS as referências a IBM do filme, só esqueceram de uma, um console no shuttle que faz o vôo translunar, pode pegar o filme e ver.

      • Phillipe Xadai

        Fiz o comentário depois de ter ovido a respeito no Nerdcast…
        Ô Cardoso, você bem que podia voltar lá pra instruir aqueles nerds… (e também pq qdo temos sua participação os programas são sempre ótimos…)

        E queria perguntar algo sobre o comentário do Marlos:
        Se o 007 usa Vaio, quem usa os MacBooks?
        rsrs

        • Matheus

          DEXTER. rsssss

        • "Se o 007 usa Vaio, quem usa os MacBooks?"
          Qualquer pessoa que não queira esperar 5 minutos pro Vista/7 carregar! :P

          Ou será que o 007 usa Linux???

    • E o que não dá pra explicar é porque não é HAC. (Sempre tive essa maldita dúvida: pra mim, inventaram o nome em função da sigla e não o contrário, por que "HAL" e não "HAC"?)

      <abbr>Dave – último post do blog… O Mundo Tropical contra a produção leiteira</abbr>

      • HAL vem de Heuristic ALgorithm.

        • T E Lawrence

          Cada uma das letras de HAL, individualmente falando, coincidentemente é uma letra antes de IBM.

          H vem ante de I, A vem antes de B, e L vem antes de M.

          Para mim, essa estória de "Heuristic ALgorithm" veio depois…

    • Philipe a lenda é a escolha das letras, mas que era pra ser um IBM era.
      Na minha humilde opinião, não sei se a IBM perdeu muito em deixar essa oportunidade passar não. Tudo bem que a grana do jabá deveria ser "troco do pão" pra IBM naquela época, mas mesmo assim. HAL é lembrado até hoje? Por quem cara-pálida? HAL é lembrando pelo mesmo tipo de gente que sabe o que é IBM, logo sei lá se era necessário ter a marca associada ao filme.

      • HAL é lembrando pelo mesmo tipo de gente que sabe o que é IBM, logo sei lá se era necessário ter a marca associada ao filme.

        Claro que era necessário: HAL é lembrado pelo público-alvo da IBM.

        <abbr>Fabiane Lima – último post do blog… Odeie sua vida em três passos simples</abbr>

      • Diego Camara

        Qual a diferença do público leigo se lembrar do HAL hoje? O filme em sua época foi um sucesso, e é isso que importa.

        A publicidade é feita já se esperando uma validade, o que você consegue arrecadar após isto é adicional.
        É a mesma coisa de ter sua marca associada a qualquer tipo de programa de televisão. Ela ficará evidente enquanto o programa estiver no ar, o que vier após isto é lucro (e você não paga nada).

        Aqui no Brasil é óbvio que as pessoas leigas sobre cinema e comunicação não irão saber nem se recordar de um filme como este, porém este filme ainda é alvo de estudo por causa de sua imagem, do seu conteúdo e da sua linguagem, isto no mundo inteiro. Não estamos falando de qualquer filme, mas sim de um dos maiores filmes já criados e de um homem que revolucionou o cinema.
        Se o povo desconhece é por falta de cultura, pode ter certeza que qualquer pessoa que estudou comunicação visual, social, fotografia, cinema, Rádio e TV e outros cursos que não me recordo, já viu este filme pelo menos uma vez. (se não viu aí a coisa está realmente feia).

  • Alexandro Almeida

    Cardoso,

    O celular do Neo (Matrix) na verdade é um Nokia 8110.

    • Depende da região, ele muda de número.

  • Breno

    Você gosta de jabá sutil e inteligente, eu também, mas o jabá é feito para maiorias (ou seja, burros). Em quantos filmes no mundo o mocinho (ou anti-herói) usa um zippo pra explodir algo e algumas pessoas ainda nunca ouviram falar nele?

  • Breno

    Fato curioso: na patética cena do macdonalds, a maioria do cinema que eu fui riu.

  • HAL
    "Some" uma letra alfabeticamente a cada letra do nome
    H + 1 = I
    A + 1 = B
    L + 1 = M

    IBM

    Mas isso você deve saber.

    Sempre brinco quando me pergunta se um Sony Vaio é melhor que um Dell. Respondo: quem usa Vaio é o 007. Quem usa Dell é o Agente 86.

  • netto

    "99% dos produtos que você vê em um filme ou série de TV são pagos." Só 99% Cardoso? Você está sendo muito otimista (ou pessimista, depende do ponto de vista…)

    A Globo em especial costuma ter extremo cuidado no jornalismo em não dizer marcas de nada, mesmo comprometendo a informação. A não ser que seja algum incidente com avião da TAM…

    • T E Lawrence

      Esse cuidado chega a ser até irritante e por vezes prejudica a informação apresentada quando é necessário saber o nome da empresa que faz parte da matéria.

      Já não é só a Globo não, tenho visto isso no jornalismo da Record também. Quando a Globo faz vira tendência.

  • Tem um filme de terror com uma cena em que a mulher fica por um 10 segundos escrevendo no Word 2007, e que a câmera fica fixada na tela do notebook… Mensagem subliminar, Office nos filmes de terror?

  • Uai? Meu comentário foi moderado?

  • Robson S. Trindade

    Só fiquei com uma dúvida:
    "A quantidade de product placement (em português, Merchandising)"
    Em português, "merchandising"? Foi irônico, proposital ou passou despercebido mesmo, Cardoso? :D
    Abração!!

  • rafaeldfmelo

    Meh é usada pelo Judão, mas não é dele, já tem até verbete no urban dictionary, pelo menos da forma que vc grafou.
    ótimo post, conseguiu contextuaizar perfeitamente a foto do House, de um de meus episódios favoritos.

  • Parabéns pelo post, de fato ficou muito bom e bem fundamentado. Sempre reparei no assunto e gostaria de expor aqui a situação onde eu notei a maior aberração da história do cinema em termos de publicidade embutida na trama. Foi no filme "Dois Filhos de Francisco", onde por duas vezes o Bradesco é referenciado na trama sem contextualização alguma. A primeira vez no ônibus, quando a família chega a São Paulo, e a segunda, e mais "apelativa", é quando o ator que interpreta o Zezé de Camargo senta na praça em uma típica cena de desconsolo. O problema é que a cena se passa no começa da década de 1990 e a marca Bradesco que aparece em destaque ao fundo (mais até que o autor), para quem entende o mínimo de renovação de marcas, repara que ela foi idealizada anos depois e que inclusive, a "tecnologia" do letreiro disponível não estava disponível na época. Infelizmente tem gente que não consegue inserir um marketing de qualidade no final. No filme em questão, a trama se desenrolou por mais de 30 anos, e se o Bradesco (sic) quisesse passar uma imagem positiva de crescimento, colocaria seus anúncios de acordo com a época em que apareceriam (mudança de logos, fachada das agências, letreiros, etc). Bom, fica ai minha opinião sobre a pior inserção de publicidade na história dos filmes, no caso em tela, creio que isso prejudicou consideravelmente o filme.

  • Mas temos que concordar que tem vezes que um merchandising é tão bem inserido que da vontade de aplaudir.

  • Bruno

    Meu deus a Jennifer Connelly é uma coisa de loco… pena que teve bulimia a perdeu os peitões.
    esse filme da foto ai é um sessão da tarde o legal e ela andando de cavalinho uhauhauhauh

    • Bruno, o nome do filme é Construindo uma Carreira (Career Opportunities), nele a maravilhosa Jennifer e um Zé Mané ficam presos dentro de uma loja da Target de madrugada, e quando eles tão lá no bem-bom chegam dois fugitivos que invadem a loja e os fazem de reféns. O filme é bem fraco, mas o que fez eu baixá-lo foi justamente a cena do cavalinho. Aquilo foi mais erótico do que todos os filmes da Emanuelle juntos.

      <abbr>Rafael – último post do blog… Gostaria que a vida real fosse igual aos finais de novela</abbr>

  • Na sala de cinema que eu vi o filme, o merchandising já tinha virado motivo de piada, qualquer coisa que ganhava um close, todo mundo dava risada.

    Mas quando bem feito, é outro nível. Eu ainda sonho com meu DeLorean graças a De Volta Para o Futuro.

  • Demétrio Iare

    Se não me engano, merchadising em novela tem que ser fora do contexto da trama, além de ter que ser caracterizado claramente como merchandising.

  • Grande Cardoso. Belo post. Também odeio propagandas sem sentidos num filme, série ou o qualquer que seja.

    Lembro em o Quarteto Fantástico, quando jogaram o Ben num outdoor do Burger King. Aquela achei bem legal. Essa do celular do neo também foi muito boa. Além da maçãzinha no note do Dexter.

    Abraços e sucesso!
    Monthiel

    <abbr>Monthiel – último post do blog… 10 sonhos para realizar antes de bater as botas</abbr>

    • Lembrei da ótima propaganda do Burger King no Quarteto Fantástico. Lembro que saí do cinema pensando "mandaram bem na propaganda".

      <abbr>Murilo Romulo – último post do blog… Começou aquele tal de BBB</abbr>

  • Erickson Leon

    Verdade… O Dia Em que a Terra Parou foi um dos piores filmes que assisti… nos ultimos meses.

  • DK

    Isso é mais conhecido como advertainment. Não se pode desassociar a marca "anunciada" da mídia que a anuncia. Pense no filme "O Náufrago" (FEDEX e Wilson) e num dos Jurassic Park (USMC).

  • C

    "Ninguém usa espontaneamente nada da Microsoft em filmes, eles não são cool e não têm cara de nada “moderno”"

    Cof, XBOX 360, cof…

    Alias se alguem tiver aquele modelo que é mutado em um Transformer no filme, favor colocar a venda no e-bay, obrigado hehe.

    • Você acha MESMO que aquilo não foi um merchandising MUITO bem-pago?

      • C

        Não, eu acho que foi pago até os tubos. O meu ponto era que a Microsoft tem produtos bacanas, mesmo que para isso esses produtos tenham que ser totalmente desatrelados da marca "Microsoft PC nós odiamos o impédio do mal mas usamos mesmo assim"

  • Tem razão, eu não sou uma consumista de tecnologias, mas sempre procurei pelo celular que o Agente Mulder usou num episódio do arquivo X, em que, no deserto do México, debaixo da terra, dentro de um caminhão tanque, escondido embaixo de cadáveres alienígenas ele conseguiu falar com a Agente Scully em Washington (Isso é que é sinal). Ou o atual celular do Sam no Supernatural 3Temporada, quem souber da marca e modelo me avisa (acho que esse existe).

    • Na primeira temporada ele usava um Treo e o irmão com um motorola é depois um LG.

      Quando ao celular do Mulder, acho que era um Nokia, ou um daqueles antigos nextel com um plastico transparente no "flip" para se ver a tela com o aparelho fechado.

  • JB

    Eu dou mó valor jabá em filme. Eu garanto se a Jennifer Conelly ainda tivesse esses peitos e "guardasse" o celular da LG no decote por ausência de bolso na calça feminina o celular ia vender demáááás! ;)

    Eu tb gastei uma pequena fortuna para comprar um óculos igual ao do Neo em Matrix, era o máximo alguém falar que meu óculos era igual ao dele. O único problema é que eu não tenho o rosto longo do Keanu Reeves, mas mesmo assim o óculos ficava legal em mim (ficava pq roubaram, merda.). Mas Deus sabe o que faz eu ser li$o na época de X-MEN, senão eu tinha comprado aquele óculos da oakley que o Ciclope usava, e aí sim ia ficar uma merda no meu rosto. Acho que devia ter um aviso nas prateleiras "Antes de comprar esse óculos, veja se você é bonito igual o ator". :P

    Eu tô doido para assistir "O Curioso Caso de Benjamin Button", se for pra gastar grana sem ter carteira de estudante, vai ser com um filme que preste. Não me dei ao trabalho de assistir "O dia em que a Terra parou", quando em avisaram que era uma bosta.

    <abbr>JB – último post do blog… </abbr>

  • Sem falar no Honda Civic que fica levando o Klaatu pra cima e pra baixo. Eu gosto do Keanu mas o filme foi uma merda mesmo.

  • Nossa, que bom saber que outras pessoas também reparam no jabá da MS no filme – que eu também achei extremamente fraco, por sinal.
    Na hora que eu vi o Surface ali, olhei para a cara do meu namorado que ficou falando:
    – Óbvio que não vai funcionar, é Microsoft.
    E eu:
    – Caramba! É o surface!

    Mas eu acho que ficou super discreto, pelo menos nessa parte. Eu achei que foi um jabá sim, mas bastante inserido no contexto do (fraco) filme.

    Bjs

  • Edu

    Poutz… eu me rachei de rir de um caso, no Wall-e, em que o robô usa ainda o ipod com um projetor, pra passar o filme que ele gosta…, depois de 700 anos que a terra foi inabitada….

    Ótimo!

  • Sobre merchandising na Grobo: tem um programa local (Globo Nordeste/Recife/PE) chamado "Agora Curta" que apresenta curtas-metragens pernambucanos (duh!).Ontem passou um chamado "Eletrodoméstica", de 2005, mas que se passa nos anos 90. Tomei um susto quando TODAS AS MARCAS DE PRODUTOS que aparecem no filme foram "abduzidas", isto é, embaçadas. Tinha sabão OMO, relógio digital CASIO, amaciante FOFO…até a propaganda de uma concessionária que passava na tv foi "embaçada". Tosco e uma falta de respeito à obra original. O curioso é que antes da exibição o diretor foi entrevistado e de fundo foram exibidas diversas cenas do filme com as marcas bem visíveis, sem embaçamentos!

    <abbr>Bruno Alves – último post do blog… As mãos sujas da política pernambucana</abbr>

  • naio21

    "Brifada"? BRIFADA????

    :-O

  • Jonathan Jones

    Falando em 007, é impressão minha ou o Surface também aparece (e com destaque) no novo filme de James Bond, Quantum of Solace?

  • O que acho impressionante é só ter citado a aparição da marca LG na tal cena, a marca LG aparece diversas vezes no filme.

    E sim, o filme é uma bomba, nisso concordamos.

    Já a questão do jabá é bem mais simples, dá o c* quem tem e quem quer.

  • "Tenho notado uma, na verdade duas tendências muito fortes na mídia de entretenimento:
    1 – A quantidade de product placement (em português, Merchandising) tem aumentado bastante"

    Essa foi otima…e eu que sempre pensei que 'merchadising' fosse uma palavra inglesa
    :)

    • é que nem billboard, em português é outdoor, e Mall, em português, shopping center.

  • Pingback: Autozine » Blog Archive » Links Legais da Sexta Feira()

  • Tem a história do merchandising da Petrobrás em speed racer… pelo visto, não rolou muita cumplicidade nesse caso não =P

  • Well

    Sobre as propagandas eu não sei. Mas uma coisa eu digo:
    Avião com os faróis aceso é a melhor foto desta matéria.

  • Ismael

    Pois é, e eu acabei comprando um modelo Oakley pra ter os óculos do Ciclope de X-MEN

  • eu nau sei se vcs viram um filme que um coelho de pelúcia fabricado pela intel, viaja pelo tempo para colher uma amostra de dna e salvar a raça humana dizimada apos doenças (eu acho que foram downças, ou foi uma guerra nuclear? sei lá), o nome do coelho é Minzy e o nome do filme é Minzy: a chave do universo….. a propaganda mais escancarada e bem feita que eu já vi na vida

  • semaj

    de que filme eh essa foto da Jennifer Connelly??????

  • JIAN LUZIO

    merchadising, é origem francesa, depois com o "ING" se tornou inglesa, rsrs. ALguem lembra do CACO ANTIbES(SAI DE BAIXO) rsrs aquilo era comercial na cara dura de produtos, E o utlimo q vi em relaçaõ a cigarro em novelas, Foi uma cena tony ramos(empresario dono d euma livraria) com a Vera fischer (eu acho) ele andando de carro, e mexendo no porta luvas, ali estava uma carteira d emalboro rsrs

    jian luzio