Sobre Disney e Desenhos Gays: O Malafaia é o menos errado nessa história.

Essa semana o pastor Silas Malafaia fez das suas de novo. Ao saber que em um desenho animado da Disney seria exibido um beijo gay, entrou em pânico total e saiu em defesa da moral, dos bons costumes, da tradição, da família e da propriedade. Diz que a cena “induz crianças ao homossexualismo”, que a Disney é asquerosa e nojenta, que comprou a Agenda Gay. Seu bobinho, gays são antenados, todos usam o Calendário do Google faz tempo.

Eu pensei em fazer um texto demonstrando como isso é idiota, mas então resolvi pesquisar. Todo mundo minimamente racional acha ridícula essa alegação de que o comportamento fundamental das crianças pode ser influenciado por uma simples cena de desenho animado como esta, certo?

Minha pesquisa mostrou algo diferente. Aparentemente o Pastor não está muito errado, pois segundo a militância…

A Bela e a Fera promove Síndrome de Estocolmo, e não é só isso…

Sim, “romantiza violência e abuso”. Pelo visto o Gaston era o herói mesmo. Mas tudo bem, talvez o Pica-Pau, todo mundo gostava e de vez em quando se vestia de mulher para enganar os adversários…

Sim, Pica-Pau é transfóbico também. OK, vamos continuar. Wall-E, ninguém pode falar mal do fofo do Wall-E, certo?

“Extremamente gordofóbico”.

OK, chega, cansei, vamos para as Arábias, para a Lendária Agrabah, onde acontece a história de Aladdin que na verdade é na China:


Animes? OK, esses são sacanagem mesmo, são safadinhos e feitos pra provocar. Qual o problema?

Aqui vai mais pela diversão de ver o chilique:

Isso mesmo, a Ásia, maior continente do planeta, 48 países, de longe a maior parte da população foi reduzido pasteurizado unificado em uma coisa só, monolítica. A floquinha conseguiu ser incrivelmente racista, colocando no mesmo balaio Chipre e China, Emirados e Índia. “governo da Ásia”, pfffft.

Ah mas estou sendo superficial. O pessoal não deve se aprofundar nessas problematizações, certo?

Errado. Escrevem trabalhos “Provando” que os desenhos da Disney são sexistas. Zé Carioca, Pateta nos Pampas? Racistas e problemáticos. Descrevem como a “hypersexualização”  (mentira, não admitem a mas remota e leve sexualização que dirá a hyper) cimentará para sempre a sociedade machista piroco-exploradora, com absurdos como a Arlequina e a Mulher-Maravilha que são (o horror!) gostosas.

Segundo a militância histórias e quadrinhos, filmes e desenhos animados perpetuam opressão, sexismo, homofobia transfobia, misoginia e todo o mal que há no corações dos homens, até os que o Sombra não conhece. A simples exposição a um desenho “problemático” é suficiente para transformar crianças em monstros porcos machistas esTRUpadores. Por isso promovem boicotes, inclusive a materiais artisticamente lindos como a capa de Batgirl celebrando A Piada Mortal.

A história, uma das obras-primas de Alan Moore vive sendo atacada, não muito tempo atrás tentaram bani-la de uma biblioteca, por “promover estupro e violência“. A militância concorda. Tal qual muçulmanos ofendidos com caricaturas de Maomé, entendem que um simples desenho-animado, uma simples ilustração “normaliza violência contra mulheres”, promove “cultura do estupro”. Ou seja: Alguém vai ver a imagem e achar que é normal barbarizar (too soon?) mulheres.

Piadas também, o discurso é de que se você faz um show de stand-up com piadas consideradas ofensivas a minorias, é o mesmo que promover e legitimar violência contra essas minorias. Portanto, más notícias se você riu nesta cena de Banzé no Oeste:

 

 

Também não convém rir desta cena de Monty Python – A Vida de Brian:

Eu posso, não sou exemplo a ser seguido, então nunca me seguro:

“Bryan, seu pai era Romano!”

“Então você foi estuprada, mãe?”

“Só no começo…”

 

A militância passa o tempo todo patrulhando toda a mídia atrás de tudo que considere ofensivo, atribui poderes incríveis de influência aos mais bestas e insignificantes gibis, às vezes cenas isoladas são o suficiente para colocar em risco décadas de avanços sociais.

Neste ponto, chego em um impasse. Há duas possibilidades: Ou o Pastor Malafaia está certo, e o beijo gay da Disney influencia as crianças, afinal a Militância tem muito mais exemplos de como desenhos podem ser malignos e influenciadores, ou então o Pastor falou uma imensa bobagem e ninguém vira gay por causa de um desenho, e a militância além de imbecil e retardada é hipócrita, pois está acusando o Malafaia quando fazem A MESMA COISA o tempo todo. Sendo que não, um desenho não vai te tornar homofóbico NEM gay.

Por isso preferi ficar de fora dessa polêmica. Acho hipócrita demais, é como as ofendidas com “hypersexualização”  e “objetificação” que não acham problema nenhum na bunda do Hugh Jackman em Wolverine, ou nisto:

Adivinhe, crianças, não há problema nenhum. A mulherada se amarra em ver o Thor  mostrando os músculos, e a gente se amarra em ver a Scarlett Johansson, pessoas normais gostam de gente bonita, não entram em crise por causa disso. Nós sabemos diferenciar realidade e ficção. Ninguém virou gay até hoje por causa do Pernalonga vestido de mulher, nem muito menos transfóbico pelos mesmos motivos. Ninguém também tentou descer as cataratas do Niágara em um barril por causa do Pica-Pau, embora nesse caso eu admita que foi falta de oportunidade.

Minha conclusão é que nesse debate os dois lados estão errados, Malafaia errado por natureza e a Militância errada E hipócrita. E se dois erros não fazem um acerto, que dirá três. A todos recomendo apenas uma coisa: BOM SENSO. Há muita coisa errada no mundo, mas também há muita coisa certa, muita gente disposta a acertar e muita coisa inofensiva.

Afinal, quando no primeiro episódio de Drawn Together a Princesa Clara foi incrivelmente racista sem perceber, Foxy Brown decidiu que ao invés de brigar poderia abalar o mundo da jovem e descarada paródia da Disney de outra forma, que aliás é incrivelmente ofensiva tanto para o Malafaia quanto para a Militância. Do jeito que eu gosto.

 


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Leia Também:

  • Tiago Moreira

    Essa
    reação a beijos gays num momento “pisque e perca” de personagens
    figurantes sem nome, em meio a uma plateia inteira se beijando (a
    maioria hétero) é uma tremenda histeria.

    O desenho é
    voltado a adolescentes, não crianças. Gays existem, não faz sentido
    esconder. Há uma diferença enorme entre exibir dessa forma e fazer
    proselitismo pró-gayzista.

  • Daniel Plainview

    Excelente!

  • Luis

    Só sei que o Malafaia é gênio. Clap Clap Clap.

  • Diogo Nóbrega

    Poderia ter um post das salsas militantes apontando defeitos em animações e filmes, não? Fica a sugestão.

  • E eu achei que tava demorando pra alguém fazer a conexão de beijo gay na Disney com Drawn Together :P

  • E cada dia que passa, a ferradura se fecha mais, se tornando um rígido, contínuo e saboroso anel.

    • Gui

      E o que é pior: se a pessoa não toma partido por nenhum dos extremos, acaba sendo escrachada pelos dois

  • Claudio Roberto Cussuol

    Eu cresci assistindo Pernalonga, Tom e Jerry, Pica Pau, etc…
    Mas nunca bati na cabeça de ninguém com uma marreta gigante… nunca botei uma bomba no charuto de ninguém para deixar a pessoa com a cara toda preta…
    Conclusão: Como influenciadores eles são bem ineficientes.

    • Godinho

      CONCORDO que não são influenciadores. mas usar somente voce como exemplo é bem pueril.

    • SiouxBR

      Mais ou menos: quando era criança (menos de 8 anos), certa vez coloquei uma toalha de banho e saltei do telhado de casa para imitar o super-homem (não quebrei a perna por muito pouco).

      Em outra vez, inspirado no pica-pau, coloquei um alfinete numa poltrona para ver se alguém que sentasse em cima iria dar um pulo até o teto, como nos desenhos (isso rendeu uma surra danada).

      Poderia passar horas citando cada uma das imbecilidades que eu, meus irmãos, amigos e primos fazíamos inspirados nos desenhos animados.

      Então, considero que desenhos e filmes são influenciadores na cabeça de crianças, sim.

      Mas não da forma que muitos pregam: não virei gay por ver o Didi vestido de mulher ou nada do tipo. E duvido que alguém vá virar gay/lésbica após ver o desenho da Disney.

      Entretanto é necessário ter cuidado com o que é apresentado para crianças, pois elas não possuem um senso de crítica desenvolvido o suficiente para entender certos conceitos…

  • Giovana Fiuza

    SJW e Malafaias da vida são dois lados da mesma moeda errada. Pessoas que querem censurar, apontar e problematizar o entretenimento, de acordo com os SEUS valores e filosofias de vida, e em vez de simplesmente desligarem a TV, preferem cagar regras (especialmente nas redes sociais – afinal militantes – de todos os lados – atualmente nem levantam mais direito as bundas dos computadores) e atacarem de forma pejorativa as pessoas que criticam os óbvios chiliques por coisas pequenas que essas pessoas fazem.

    Hoje em dia não tem flores vencendo os canhões não. São canhões atacando outros canhões, e ambos declarando-se bastiões de uma forma de moralidade. Cansada

    • o.O

      Pelo o que eu entendi, ele não pediu censura, e sim boicote, que é exatamente, ele e todos que concordam com seu ponto de vista “desligarem a TV”.
      Censura foi o que os esquerdistas fizeram ao pressionar a Hebraica a desconvidar o Bolsonaro de uma palestra que ele poderia vir a fazer. Se de uma lado querem impedir um lado de falar, do outro Malafaia não quer escutar, direito dele.

      • Jackson Araujo

        Então os judeus são esquerditas, as ideias do Bosalnaro não tem nada haver com a judaica, nem deveriam te-lô convidado, ele tem o seu publico, discordo dele, mas respeito o direito desse publico gostar dele, mas ele palestrar, ou algo do tipo ,pelo menos lá, na minha visão não tem nada haver…..

        • o.O

          A Hebraica* afirmou que estuda convida-lo, ela não convidou, nem desconvidou.
          Por que não tem nada a ver? O próprio Lula esteve lá.

          • Jackson Araujo

            Ouço um programa de radio sobre esporte que tem um judeu que frequenta a Hebraica, e ele disse que foi um associado que teria convidado, não os diretores ou responsaveis , sim, o Lula já esteve lá, mas esse mesmo frequentador da Hebraica que é um dos apresentadores desse programa disse que foi em epoca de eleição, quando o Lula foi candidato, assim como outros canditados lá estiveram…. E como disse, não consigo ver o Bolsonaro lá para uma palestra, conversa,entrevista ou seja lá o que for….

      • Rodrigo

        Ué, a pessoa convida quem ela quiser ao programa, ninguém a impediu de convidar. Se sua audiência lhe diz que não querem ouvir fulano ou sicrano, ela tem o direito de rever essa opinião. Não vejo censura aí. Ele pode continuar falando onde quiser e onde for convidado. Não existe nenhuma cláusula que obriguem as pessoas a convidarem palestrantes.

        • o.O

          Não me refiro ao boicote dos próprios membros da Hebraica, e sim de esquerdistas (os mesmos que queimam bandeira de Israel), fazerem pressão contra, usando o Nazismo como desculpa pra impedi-lo de falar.

          • Rodrigo

            Se um grupo boicota, é válido, se a esquerda faz pressão é censura? Não entendi…

            Você tem consciência de que fazer pressão é BEM DIFERENTE de censura, né? Seja honesto intelectualmente.

    • Rodrigo

      E esse seu comentário não quer censurar a ambos, Malafaia e SJWs, problematizando a problematização de ambos e cagando regra sobre como devem proceder?

      No caso do Malafaia, ainda concordo que ele, além de utilizar seu direito de liberdade de expressão, tenta impor seu modo de vida aos outros, através de leis, já os SJW só utilizam a liberdade de expressão, não os vejo querendo censurar nada, tirar de exibição nem nada, no máximo promovem o boicote que é BEM diferente de censurar.

      Mas há que se ter um adendo, falar em SJW no coletivo como se tivessem um comportamento coeso é problemático, pois dentro desse grupo tem sim os autoritários, os censuradores, mas, também, os contrários a isso.

      • o.O

        Não querem censurar? A OAB pediu pra tirarem a Editora Humanas do ar, por seu conteúdo humorístico.

        • Rodrigo

          Por isso que acho problemático utilizar o coletivo SJW. Quem é SJW? De qualquer forma, a desculpa é de apologia ao crime, que não sei se ocorreu porque não conheço esse site/blog/etc. Se for crime, que se punam os infratores, se não é possível identificar os infratores, a constituição veda o anonimato, portanto, aí sim seria legítima a censura.

      • Giovana Fiuza

        Eu poderia então dizer que você agora está problematizando o meu comentário que problematiza sjw e Malafaias. Ou seja, dava para ficar aqui a vida inteira tenta descobrir quem ta certo hahaha

        Você comentou sobre eu falar SJW: Infelizmente, quando se fala de um coletivo, precisa-se usar um termo para facilitar na hora de conversar. Existem sim ótimas pessoas que são SJW, que lutam por direito e justiça social. Mas infelizmente a maioria (ou ao menos a parte mais estridente) é um bando de floquinhos de neve que reclama de tudo. Então eu prefiro chamar os SJW de uma forma que sim, talvez seja até meio pejorativa, mas que separe esse tipo de pessoa dos que lutam por igualdade e direitos sociais.

        E SJW vivem ameaçando processo, assim como o Malafaia fez. Deram até o exemplo da OAB e a Editora Humanas aí embaixo.

        O que me incomoda tanto no lado sjw como no lado Malafaia não é a questão de opinião, mas sim de acreditar que a sua opinião é a única que vale, e qualquer outro que fale outra coisa é todos os nomes negativos existentes.

        • Rodrigo

          Mas é ótimo problematizar! Inclusive problematizar a problematização da problematização. Mas quando feito de uma forma que é sincera para disseminar o debate, o que ocorre, muitas vezes, é que a problematização é feita pura e simplesmente pela lacração. De ambos os lados. Inclusive eu mesmo cometo esse equívoco diversas vezes.

          Mas, ainda, é diferente quando a gritaria é feita por quem é espancado/menosprezado desde sempre e a por quem sempre esteve por cima da carne seca. Não há uma isonomia.

          Sobre a questão SJW, nem questionei quanto ao uso do termo, entendo que é bem diferente da militância que enquanto tá na rua, os SJW tão fazendo textão. Por isso acho bem pouco produtivo se ocupar com o que SJW dizem ou deixam de dizer, até porque a opinião de muitos desses floquinhos tem um alcance bem limitado.

          Por fim, não vejo problema em processar, desde que não se peça a censura, mas a reparação quando aquilo atinge alguém (pessoa física ou jurídica) de forma direta e caluniosa etc. Ou no caso de fontes anônimas, aí, como comentei abaixo, acho legítima a censura, tendo em vista que nosso ordenamento jurídico veda o anonimato.

          • Giovana Fiuza

            Entendi. Também concordo que sempre é bom debater algo, afinal é conversando (com respeito) que se é possível crescer em sociedade. Infelizmente hoje em dia berrar, gritar e lacrar tornou-se mais importante que argumentos. E mais importante do que problematizar os outros, acredito que é si problematizar, questionar, pensar em como ser uma pessoa melhor.

            Acho que o que me incomoda nos floquinhos (de ambos os lados) é como banalizam coisas sérias,. Hoje por exemplo, eu vi no Tumblr (onde mais) uma postagem falando de estupro reverso (Que praticamente era: Se um homem não quer comer uma mulher de um tipo de corpo = estupro reverso). E tipo, são coisas assim que acabam banalizando crimes tão sérios como estupro, como nesse exemplo. Isso na minha opinião faz muito mal, pois ajuda a crescer preconceitos e conceitos, que nós, como sociedade, já deviamos ter vencido.

  • Delcio Mencio

    Conclusão, onde de esquerdismo envolvido é para devastar a sociedade, acabando com seus valores fazendo todos caírem na vala comum, só assim eles prosperam. ‘Desenhando’ para quem não entende, estas pragas só vivem e sobrevivem no caos e desacertos sociais. Só vai a locais LGBT quem quer , mas é adulto , um revista para crianças não pode ter contudo para obrigar a pessoa ver o que não sabe avaliar, que aa menos q tenha expressamente escrito na sua capa, ‘CONTEM MATERIAL LGBT.’.

    • Não, não é essa a conclusão do texto.

      • Petrus Augusto

        Esse dai não entendeu absolutamente nada do seu texto!!
        Hahahaha (estou rindo para não chorar em saber que esse também pode votar)

        • jonesgen

          Eu sempre esqueço e leio os comentários… Perfeita colocação.

    • Rafael Rodrigues

      Esqueceram a tampa do G1 aberta….

    • Bruno Santos

      ACERTO MIZERAVI

    • 92%

    • Rodrigo

      Cara, você sabia que pautas feministas, lgbt, anti-racistas não são exclusivas da esquerda, né?

      Concordo, uma revista para crianças não deveria conter conteúdo para obrigá-la a ver o que não sabe avaliar, como publicidade de brinquedos, por exemplo… Ooops…

      Que tal então colocar na capa “CONTEM MATERIAL HETERO”

  • Caio Ricardo

    Ótimo texto. Só um adendo: Já desceram das Cataratas do Niágara de barril.

  • Pateta Esperto

    Foda-se, o pastor lavador de dinheiro de propina.

    • Wellington Franke Jr.

      o mesmo para justiceiros sociais financiados pela Fundação Ford, Rockfeller, etc…

  • Denis

    Claro q esse desenho é para adolescentes. Mesmo se um beijo desse fosse entre uma princesa e um príncipe seria absolutamente inapropriado para crianças.Aliás, qualquer criança normal acha nojenta essa cena (independente se é entre hetero ou homossexuais).

  • gandralf

    Provavelmente você já conhece mas, via das dúvidas, este outro trecho da Vida de Brian merece ir para seu portfólio https://www.youtube.com/watch?v=sFBOQzSk14c

  • gandralf

    A Korra é uma animação da Disney e em seu final os malafaias da vida também deram seu piti.
    Mas, no geral, os fãs vibraram: https://www.youtube.com/watch?v=aU4WoLeQnHk

    Para o bem da minha sanidade, até então eu não havia conhecido os SJWs ainda. Só fui conhecer esta raça nos Anticasts, quando começaram a cutucar o JN.

    • Aguiar

      Exceto que A Lenda de Korra é da Nickelodeon, e não da Disney.

      • gandralf

        Vixi, eu jurava que a Nickelodeon era da Disney, mas é da Viacom.

  • rafael

    Sempre houve “BONS” filmes e “RUINS filmes”. O fato aqui em questão e que muita gente passou despercebida é a liberdade que nos é tirada de poder escolher o que assistir. Se eu não gosto e me posicionar, sou taxado de machista,ultrapassado e sei mais lá oque ! Se eu gosto e me posicionar, sou taxado de gay, de anti cristão e sei mais lá oque! Sempre estamos sendo policiados por esses falsos Ativismos. E acredito que pior que esse mundo maluco de polaridade e controvérsias é o cabresto teimoso que tentam nos colocar. Sou Livre ! Isso faz parte inerente da Raça Humana ! Bons Filmes e Ruins Filmes sempre existiram – Cabe a você decidir !

  • Jackson Araujo

    Sou fã de animes, desde Ultraman até YuYu Hakusho, desenhos de luta, violência e nem por isso me tornei uma pessoa violenta , as pessoas querem colocar a culpa na TV,filmes,etc, mas esquecem de que a criança se espelha mesmo é no que vê em casa.

    • Tom

      Mas dragon ball te faz ser uma pessoa violenta e gostar de gore, tá, no máximo você vai passar vergonha erguendo a mão pro goku

  • João Marcos

    Seria uma pena se esse artigo inteiro fosse falacioso, já que sexualidade é algo inerente e não pode simplesmente ser mudada por um desenho animado. Já os valores, que são algo maleável (ainda mais em crianças) podem SIM ser influenciados ou reforçados pela mídia. Boa tentativa

    • Olha se você teve seus valores moldados por um desenho animado quando criança, você tinha pais bem bostas, desculpa lhe informar.

      • Caike Batista

        Exatamente isso, quantos pais bem bostas não existem nesse mundão?

  • Allan Wziontek

    Eu acho que esse excesso de politicamente correto vai ficar tão saturado q vai acabar nos trazendo de volta aos gloriosos anos 80 onde mulher era gostosa, viado era viado e foda-se…
    “Admito que nesse caso foi falta de oportunidade” FDP, tava comendo e engasguei de rir…

  • Gui

    De acordo com os floquinhos vilões não podem ser o que são, isto é, pessoas más até a médula que fazem toda sorte de atrocidades contra o herói ou contra aqueles próximos a ele.

    Agora quanto o assunto abordado pelo texto: se algum produto vai de encontro à alguma crença ou valor seu, simplesmente não o consuma.

  • Eu também acho um saco esse patrulhamento na indústria do entretenimento, mas há uma diferença bem óbvia entre o Malafaia e os justiceiros sociais nesse caso. A hiperssexualização e objetificação das mulheres, por exemplo, pode sim ensinar uma criança a ver a mulher como um objeto e não respeitá-la. Já mostrar homossexuais para crianças de nenhuma maneira vai torná-las homossexuais.

    • Jean Pereira Lourenço

      Então você discorda plenamente do texto, porque seu foco é justamente esse: mostrar que quem pensa que um lado está certo e o outro errado está sendo meramente hipócrita. Procure explicar o que te leva a afirmar isto: “A hiperssexualização e objetificação das mulheres, por exemplo, pode sim ensinar uma criança a ver a mulher como um objeto e não respeitá-la. Já mostrar homossexuais para crianças de nenhuma maneira vai torná-las homossexuais.” Porque, para mim e para o autor do texto, as situações são bem homólogas.

      • O que o Cardoso fez nesse texto se chama “falsa simetria”, que é quando se compara duas coisas de naturezas diferentes com o objetivo de provar um ponto. Não sei a sua sexualidade, mas você aprendeu a ser assim? Caso você seja heterossexual, você acha ser assim porque simplesmente é sua natureza ou porque você foi influenciado? Você acha que uma influência contrária faria você se tornar homossexual?
        Agora observe o sexismo. Você acha que crescer com influências que colocam a mulher como submissa, como objeto, não vai influenciar uma criança a respeitar menos uma mulher do que ela respeitaria se fosse criada em um ambiente em que a mulher não fosse vista somente como um pedaço de carne? Eu estou argumentando em forma de perguntas exatamente para te convidar a pensar. Eu não tenho a resposta, mas consigo ver uma nítida diferença entre as premissas em questão e acho que compará-las é uma tremenda desonestidade intelectual.

        • Marcelo de Assis

          Se você considera que um menino tem a mente maleável o suficiente pra ser influenciado que a amiguinha é um objeto e tratá-la de forma inferior, então é certo que a mesma criança seria influenciável a beijar meninos mesmo que não fosse da natureza dele. Podendo ou não se tornar um adulto hétero e respeitoso às mulheres, já que nem todo mundo se mantém com as mesmas idéias de infância.
          Já ouvi alguns homossexuais dizendo que ficavam com meninas quando eram mais novos, por influências externas.

          • Gui

            A título de curiosidade quanto à sua última frase: em tais casos os homens citados ficavam com as meninas quando mais novos por influência externa por ainda não terem naquele momento sua sexualidade já consolidada ou eles já apresentavam tendências homossexuais e, portanto, ficavam com as meninas apenas por disfarce?

          • Rodrigo M

            Um pouco isso e acredito um pouco medo de ser diferente.

          • Uma criança tem a mente bastante maleável, mas existem coisas que não podem ser moldadas e coisas que podem. Todos os homossexuais cresceram com todos os incentivos possíveis para serem héteros, mas continuaram homossexuais, pois é algo que está no DNA deles, como a cor dos olhos. Sendo assim, a exposição do homossexualismo (não sexual, obviamente) a uma criança só vai trazer o bem, pois ela vai enxergar aquilo como a coisa perfeitamente normal que é, e não com olhos preconceituosos que a maioria enxerga. O máximo que pode acontecer é essa criança, por não ter preconceitos, tem algum tipo de experiência afetuosa com alguém do mesmo sexo em uma fase mais madura da vida, o que também não faz mal algum.
            Agora imagine um filho heterossexual e que vê no pai a figura de herói, e vê esse pai dizendo coisas que com certeza qualquer pessoa já ouviu, como “lugar de mulher é na cozinha” ou “mulher só tem buceta para que a gente tenha que falar com elas” e outras babaquices. E imagine ainda ver esse mesmo moleque bombardeado por todos os lados de confirmações que o pensamento do pai não está errado, seja na TV, na rodinha de amigos etc. Você acha que as chances desse garoto crescer e ser extremamente babaca com as mulheres não seja grande? E caso aconteça, não acha isso muito mais danoso a sociedade do que o homossexualismo?
            É por isso que esse texto que o Cardoso escreveu apresenta a “falsa simetria” na maneira mais crua possível.
            E só que fique claro, eu não sou ligado a nenhum movimento social, mas acho que todos eles são extremamente necessários na nossa sociedade. Critico muito ou exageros desses grupos e os chamados “justiceiros sociais”. Mas, assim como esses justiceiros sociais acabaram ficando chatos e, muitas vezes, cometendo certos exageros que acabam comprometendo as causas que eles defendem, os críticos fervorosos deles estão indo para o mesmo caminho, o que podemos ver claramente nesse texto.

        • Rodrigo

          This

  • Mário Araújo

    Sinceramente? PERFEITO. É a ferradura se fechando em laço.

  • Godinho

    um desenho poderia, em tese, te tornar machista. mas jamais poderia te tornar gay.

  • Ivan Gyorf Jr.

    Conservadores de direita versus conservadores de esquerda ( devidamente disfarsados de progressistas). Nada de novo sob o sol

  • Paulo Jesus

    Cardoso… o problema é que temos a Militância (a verdadeira de fato, que briga por políticas públicas de igualdade social) e a Mimimilitância (os babacas que ficam achando que tudo que se move no planeta é ofensivo para as minorias)… E os DdJ (Defensores de Jesus… [!!! defendendo eu ???]) também se encaixam nessas 2 categorias…

  • Rodrigo

    @ccardoso:disqus, você entendeu errado, não é que o Malafaia tenha razão, os desenhos com crianças gays se beijando não vão influenciar as crianças a serem gays, mas ajudam a propagar a ideia de que esse comportamento é ok. Paralelamente, quando conteúdos machistas, homofóbicos etc. estão nessas mídias (dependendo do contexto, obviamente), a “militância” chia não é porque ache que as crianças terão esse comportamento, mas porque, como no primeiro caso, ajuda a legimitar que estes comportamentos sejam desejáveis e não devam ser combatidos.

    Segundo a “militância”, no primeiro caso existe o estímulo a um comportamento positivo, no segundo, a um comportamenteo negativo. Entendeu o paralelo? Portanto, não existe a hipocrisia, nesse caso.

    E, por fim, fica complicado comparar uma pessoa a um grupo de pessoas que tem pensamentos diversos e mesmo opiniões contrárias e divergentes. Se for levar a “militância” como um grupo homogêneo, vai ter sim hipocrisia, pois existem pensamentos diversos e pessoas que pensam diferente sobre determinados assuntos. Da mesma forma que você não trata o Malafaia como “militância cristã”, o que seria equivocado.

  • Celso F. Trucolo

    De uma ala sombria do inferno, Frederic Wertham, James Vicary e Wilson B. Key sorriem, vendo sua (pseudo)ciência tão bem aceita e apoiada por pessoas de ambos os lados do espectro político.

  • Isaura Luiza Paramysio

    Então, que influencia, influencia.
    Mas você tem olhar o que tá sendo promovido.
    Se tiver sendo promovido valores negativos, preconceituosos e afins, cabe haver alguma regulação.
    Se o que tiver sendo promovido for algo positivo ou neutro, deixa rolar.

    Jogar homossexualidade no mesmo balaio que gordofobia, relacionamento abusivo, e diferentes formas de preconceito é má fé.

  • Joao Vasconcellos

    Cardoso, concordo que todos os grupos creditam muito poder à mídia. Mas a diferença entre os dois lados é que “ser gay” não é um defeito/crime/comportamento perigoso. Já ser homofóbico, racista e violento, sim. Claro que acredito que ninguém “vira gay” por ver beijos gay na novela. Já sobre as pessoas terem opiniões cretinas como machismo e afins, acho mais fácil, pois opinião e orientação sexual são grandezas diferentes. De qualquer forma, cuidado, pois seu texto dá a entender que as duas coisas são o mesmo balaio. Abraço!

  • Marcos Davi Oliveira

    “pessoas normais gostam de gente bonita, não entram em crise por causa disso. Nós sabemos diferenciar realidade e ficção”. Não, não sabem. Tanto que pessoas pretas são vistas como feias e nojentas, e o mesmo vale para quem está um pouco acima do peso. A pessoa comum que está nos padrões é desejada, a que não, não é.