Dá pra chamar de irrelevante a mídia que me legitima?

Deu no New York Times, a melhor tirinha online da atualidade, xkcd vai virar livro.

Não comento nem o fato do New York Times dar espaço para um quadrinho de Internet, o que já é impressionante. O que me chamou atenção é que os fãs estão exultantes. O grupo mais geek do planeta, capaz de passar dias discutindo as equações sugeridas pelo autorda tira, Randall Munroe, quer um livro, físico.

Em que pé ficam as discussões de que a velha mídia morreu, que o futuro é online, virtual, Snowcrash (leiam!), o livro do Bill Gates onde ele fala que o que vale são bits, não átomos? (Ou seria o livro do Negroponte? Whatever)

No Brasil acontece a mesma coisa. Todo blog, principalmente da chamada Blogosfera Intelectual só se sente legítimo quando lança um livro. Não daqueles estilo BNH, com 50 blogueiros apertados em 110 páginas, mas um livro só de um autor, de preferência com o nome do blog na capa.

Não interessa que só os amigos vão comprar, que a tiragem de 300 exemplares tenha sido financiada com a venda do Monza do blogueiro. É um livro, então o blogueiro digievoluiu para ESCRITOR. Ganhou o respeito de seus pares, admiração, inveja e todas as mulheres, a seus pés estilo capa de gibis do Conan.

Este blog aqui tem mais de 6000 leitores no feed, é um número excelente pra quem não mostra a bunda, se bem que se eu ameaçar mostrar a bunda se não chegar aos 10.000 consigo isso em 24h. De visitantes únicos ontem forem 5400, segundo o Statcounter, que chuta pra baixo.

Quem é do metiê acha bons valores, mas não é nenhum kibe. Mas se eu falo que tenho 11 livros publicados, e mostro link do Submarino, UAU!

Não interessa (de novo) que a tiragem média de um livro de informática seja na casa de 2 mil exemplares, e eu receba mais que o dobro disso de leitores POR DIA em um blog, sem falar nos outros, no MeioBit, no Twitter. Céus, meu Twitter hoje tem 4115 seguidores que dão atenção ao que eu falo. Que mané livro.

Então como só somos legitimados Quando publicamos em papel? Pior, como uma menção na velha mídia, mesmo de forma virtual, saindo no site de um Estadão da vida gera tantos tapinhas nas costas? E o Hype do Fantástico?

A Twittosfera ficou em polvorosa, ao ser entrevistada para uma reportagem. Ainda bem que eu não estava lá, pois lembrando que eu já apareci no Fantástico, uns 10 anos atrás, não só faria a pergunta “É pro Fantástico?” como babaca que sou acrescentaria “de novo?”.

Depois participaria alegremente da entrevista, afinal não sou bobo, não assisto a Rede Globo mas sei do poder que a audiência dela tem.

Se bem que nem precisa ser a Rede Globo, mesmo mídias que todo mundo considera mortas, como o rádio, são motivo de orgulho, retwitts e posts de blog avisando que estará em uma entrevista semana que vem no Show da Alta Madrugada, na CBN-Acre.

Mídias de massa apresentam uma fascinação que ninguém conseguiu superar ainda. Mídias tangíveis ainda são superiores no nosso subcosciente. Jornalistas e editores dizem que o papel aceita tudo, mas não existe nada mais aderente a bosta do que uma página de blog.

Nós que vivemos disso ou com isso não temos “respeito” pela nossa mídia. Sabemos que é simples montar um blog, sabemos que não há nenhum processo de aprovação formal nem dinheiro envolvido. “eu tenho um blog” NUNCA terá o mesmo efeito que “publiquei um livro”. Não para quem faz blogs.

Nossa mídia ainda tem que crescer muito antes de poder parar de se impressionar com coisas como “saí na Veja”, “publiquei na Superinteressante”, “dei entrevista pra Época”. E enquanto continuarmos nos impressionando, essas mídias parecerão mais abrangentes, mais relevantes e mais importantes, no Grande Esquema das Coisas, do que nossos blogs e twitters.

Tudo bem, são mesmo. A menos que você considere ter 10.000 seguidores no Twitter mais importante do que ser entrevistado pela Marília Gabriela.


O Contraditorium vive de doações. Não veiculo anúncios no blog. Somente sua colaboração me incentiva a escrever artigos cada vez melhores, sem rabo preso com anunciantes, partidos ou militâncias. Prestigie essa liberdade, faça uma doação. Use o PagSeguro no botão abaixo ou via PayPal com o email cardoso@pobox.com. Caso você tenha uma carteira PicPay,meu usuário é @carloscardoso. Caso não tenha e queira uma forma de transferir pequenas (ou grandes, de preferência grandes) quantias sem taxas, é só se inscrever.  Eles te darão R$10,00 para experimentar, basta utilizar meu código promocional CARDOSO

Toda moeda é bem-vinda, desde que seja de país com luz elétrica e água encanada.




Leia Também:

  • Se for usando script, 10 mil seguidores no twitter não significam nada, pq nem 5% deve te ler mesmo…

    Talvez eu esteja errado, mas eu ainda acho que blogs, pelo menos no Brasil, atingem muito pouca gente se comparado com outros meios de comunicação em massa. O que não quer dizem que sejam mais ou menos importantes.

    <abbr>Andarilho – último post do blog… Filme: Anjos da Noite 3: A Rebelião</abbr>

    • Depende do público que você quer atingir. Blogs científicos, críticos, nerds ou filosóficos precisam de toda a publicidade que conseguirem atingir na grande mídia, pois de qualquer outra maneira nunca teriam este espaço aberto no mainstream.

      Depois, se não tiverem bundas, futebol nem Big Brother, estes blogs de nicho conseguirão reter menos de 1% das pessoas que os visitarem.

      Mas 1% de 400.000 televisores é algo a se pensar. O trabalho de um blogueiro de qualidade é o trabalho de formiguinha. Infelizmente, não vi até agora outra fórmula para isso.

      <abbr>Del Debbio – último post do blog… A Metáfora, por Joseph Campbell</abbr>

  • É como comentaram no Twitter: todo mundo diz q não assiste aos programas da TV aberta, mas ficam todos orgulhosos se por acaso uma Ana Maria Braga da vida querer uma entrevista de 20 segundos com a sua pessoa.

    Isso mostra que no fundo, todo mundo quer que o seu trabalho tenha um carimbo de qualidade da "velha mídia" que amam odiar. É um caso estranho esse, que mercee estudo.

    • Queria meus 20 segundos de fama com a Ana Maria Braga, mas não pelo carimbo de qualidade da "velha mídia". Queria pela audiência mesmo. Não dá para ignorar a visibilidade que isso te dá. O grande negócio é fazer bom uso dessa "notabilidade" que um Band da vida te dá e mostrar a que veio.

      <abbr>Fábio Buchecha – último post do blog… B-Sides</abbr>

  • Eu acho que uma entrevista pra um jornal tem muito mais credibilidade do que uma entrevista para um blog. Pelo menos no Brasil, não sei em outros países.

    []'s

    @AbelardoDanger

    <abbr>Abelardo – último post do blog… Post de Segunda</abbr>

  • O PC só foi definitivamente legitimado como algo mais que uma curiosidade para amadores entusiastas quando a IBM lançou a sua versão da coisa.

    É uma questão que "a velha guarda" reconhecer a nova geração.

    Sabemos que uma nova mídia não necessariamente mata a anterior (o rádio ainda está aí), mas, sem dúvida, diminui sua relevância.

    Como você mesmo disse: "Depois participaria alegremente da entrevista, afinal não sou bobo, não assisto a Rede Globo mas sei do poder que a audiência dela tem.".

    Essa audiência vai cair, como a da TV em geral, mas ainda vai ser importante por um bom tempo.

  • "….Sabemos que é simples montar um blog, sabemos que não há nenhum processo de aprovação formal nem dinheiro envolvido…"

    Não é bem assim para o Edir Macedo…

    Mas sim, concordo contigo…

    Abs
    @monthiel

    <abbr>Monthiel – último post do blog… Vida ON x Vida OFF</abbr>

  • Tá com o burro na sombra, né? Não colocou o seu código de afiliado no link do Submarino. Ê vidão, hehehe…

    <abbr>Romário Jr. – último post do blog… Excel até no final de semana</abbr>

    • lindoya

      Ninguém vai comprar, mesmo.
      O livro é de 1999.

  • falkor

    É tão importante assim que as outras pessoas te achem importante?? acho que todos que trabalham (vivem) com blog`s sabem o quão importante é ter sua URL mensionada num post de Carlos Cardoso.

    Se sua avó não vai achar tão bonito quanto o neto dele na Globo, quem se importa?

  • É a magia da massa. Tente explicar para alguém fora do meio que você é um blogueiro. Não preciso sequer insinuar isso para você, que é um dos reconhecidos e famosos da Ilha de Caras (rs)e um cara conceituado. Mas aparecer na mídia "tradicional" tem essa magia porque o pessoal toma isso como um "reconhecimento" pelo trabalho bem feito. É uma massagem no ego que sempre vale.

    <abbr>Arthurius Maximus – último post do blog… SEM TERRA, SEM LEI E SEM VERGONHA.</abbr>

  • As pessoas acham o reconhecimento da velha mídia porque isso traz o sentimento de serem "aceitos" pelo mundo mainstream. Estão errados? Não acho.

  • Pingback: Nova mídia… « Pensamentos Indeléveis()

  • Se os próprios blogueiros ficam tão maravilhados e se sentem dominadores do mundo por causa da mídia antiga, imagine pessoas que não tem nada a ver com isso?

    Ser reconhecido pelo trabalho que faz em um blog é uma coisa, dar saltinhos de alegria ao sair em uma lista na Época é outra.

    De qualquer modo, continuamos a esperar cenas dos próximos capítulos.

    <abbr>Pedro Américo – último post do blog… Primeiro é o Caralho</abbr>

  • DK

    A mídia tradicional é mais confiável por que ninguém imprimiria alguma coisa se ela fosse mentira, né? Piadas a parte, o reconhecimento vem de você mesmo. É o famoso caso do nicho, como você, individualmente vai ser reconhecido por toda uma população como confiável. [sarcasmo]A Globo é reconhecida como sendo de alta qualidade [/sarcasmo] por ter uma grande equipe, que consegue fazer [sarcasmo] bom jornalismo, boas produções audio-visuais, programas de entretenimento e esporte [/sarcasmo]. Como que o Carlos Cardoso, conhecido por 6k pessoas pode competir com isso? Através do nicho. Ele é reconhecido pelos pares como alguém confiável e que deve ser ouvido, assim como o Cris Dias e outros.

  • Psicologicamente, é simples…

    Blog, monta quem quer, você não precisa passar por um funil.

    Sair no jornal, na TV, publicar um livro, não é para quem quer, mas para quem é selecionado, por isto uma importância subjetiva diferente…

  • "Penso que existe um mercado mundial para cerca de cinco computadores." – Thomas J. Watson, Chairman da IBM em 1940

    "Then I suggest you steal it and write about the process in your stupid brat blog. We don't want you to get upset." – Terje Pedersen, Executivo da Warner em 2009

    Quem sabe daqui a 70 anos…

  • José Robson

    Cardoso, você não me conheçe mas acompanho seus blogs há algum tempo, MeioBit inclusive, e não sou profissional da área de informática, publicidade ou nada parecido. Sou profissional da área de saúde e professor universitário. Sinceramente, para mim como leigo neste assunto fica um pouco complicado entender toda a relevância que se atribui ao processo relacionado à mídia "internet" como um todo.

    Vejo a internet como algo revolucionário mas, os mais diversos tipos de comunicação (portais, blogs, sites de relacionamento, etc … etc …) me parecem algo muito efêmero … As coisas mudam, ganham e perdem importância, de forma muito rápida. Tudo na mídia eletrônica me parece mais "estar" e não "ser". A facilidade como uma coisa que é dita (digo escrita) ser modificada, desdita, reescrita é muito grande.

    O processo literário (para ficar no exemplo que você descreveu) é algo mais fundamentado, é algo que nos faz civilizados desde Guttemberg. Não falo de mídias de massas (TV, revistas que não as científicas, jornais) a informação neste tipo de mídia padece do mesmo mal da internet, o fato ser efêmera.

    A publicação de livros é algo muito valorizado, mesmo que a tiragem seja baixa, por que o livro é visto como um filho … Algo que não vai "estar", mas sim algo que vai "ser", no meu ponto de vista. Quanto às mídias de massa, já é uma questão de fama pela fama … Nada mais. Não tem valor agregado nenhum, nem à cultura do indivíduo e nem quanto ao seu crescimento e todos sabemos disso, mas a maioria das pessoas deseja a fama, mesmo que pelos 15 segundos (eram minutos, mas agora é mais efêmero ainda).

    Fiz uma tentativa de ter um blog pessoal, somente ligados a aspectos e pensamentos individuais, sem o compromisso de representar nada e nem ninguém … Atualmente, encontra-se abandonado … Acho melhor eu pensar em escrever um livro.

  • Esse post deveria mencionar o Sakamoto!

    <abbr>Damnati – último post do blog… Lua Nova, Vampiros e trilha sonora de Jonas Brothers</abbr>

  • Quem fala que livro está acabando, para mim está falando uma grande besteira. Jornais e revistas estão acabando, livros ainda vão ficar entre nós um bom tempo. Principalmente os livros de ficção. Neste caso, não é porque dá mais credibilidade, é porque é mais conveniente para o leitor. É muito mais prático manusear um livro, e é muito mais confortável ler no papel. E não sou eu que estou falando, pesquisas nos EUA mostram que crianças (isto mesmo, a futura geração) prefere livros impressos a digitais.

    E nem o Kindle está conseguindo reverter isto com sucesso. A Amazon tenta mascarar mas muitas pesquisas estão revelando que o Kindle ainda tem que melhorar muito. Blogs, twitter, etc. são um outro tipo de mídia, para um outro tipo de conteúdo, impossível de ser impresso sem perder todo valor.

    Sobre a questão de credibilidade, é óbvio que existe uma questão institucional em jogo, como você bem falou. Existe sim o modelo mental para a maioria das pessoas de que aparecer na TV ou dar entrevista no rádio ainda é sinônimo de maior importância, confundindo importância com popularidade. Acredito que esta noção vá mudar um dia. Demora, mas aos poucos as mídias digitais vão ganhando mais importância ao mesmo tempo em que se tornam também populares.

    <abbr>Ricardo Lage – último post do blog… Viajando com o Twitter</abbr>

  • Falta de liberdade de expressão e negação do valor intrínseco: de um lado, ter um lugar para falar sem ter que desembolsar uma furtuna parece algo lúdico demais. Além disso, nosso país não liga menos para a verdade do que é dito do que para outras coisas como sobrenome, emissora para a qual trabalha.
    Não sei se isso deriva de uma falta de confiança na capacidade das pessoas ou um excesso de confiança nos veículos de comunicação tradicionais. Talvez dos dois.

    <abbr>Thiago Carrion – último post do blog… As feridas de Guantánamo, uma discussão a partir do caso Kiyemba v. Obama</abbr>

  • Pois é, o problema é que os blogs, como você disse, são tão fáceis de criar que a blogosfera fica repleta de porcaria.
    Até eu que tenho 16 anos acho que escrevo melhor que muito "blogueiro" por aí.
    Enquanto o pessoal brasileiro quiser criar um blog sem nem escrever direito, a coisa vai continuar do jeito que está mesmo.
    A credibilidade quem faz são os blogueiros. E quando houver credibilidade haverá respeito lá fora (como aconteceu com você e com o Edney).
    Todo o pessoal fala "as pessoas acham", "fulano acha". Mas o que os blogueiros acham que podem fazer pra mudar isso? O negócio tem que mudar de dentro pra fora e não de fora pra dentro!

  • Agora estou sabendo que você tem livro publicado ;)

    As pessoas buscam sempre estarem presentes em todo lugar, acho que com o popularização do Twitter, muitas pessoas tem procurado está ligado com um pouco de fama. Se bem que tem muito blogueiro dizendo que tá enricando, ficando popular e… escrever um livro não quer dizer nada, mas a mídia faz muita propaganda sobre isso. "Fulano escreveu tal livro, ele é o fodão", mas não é bem assim né?

    <abbr>JC digital – último post do blog… Melhore o rendimento do HOTWords no seu blog</abbr>

  • É, Cardoso, você mesmo dá a resposta em seu texto.

    Criar um blog é muito mais fácil que publicar um livro ou aparecer na televisão, por isso as pessoas dão tanta importância a esses fatos, mesmo que seja um livro com tiragem de 300 exemplares ou a sessão descarrego…

    Mas de fato, vale mais um blog bem acessado do que livros com pouca tiragem ou programas com baixa audiência.

    <abbr>Felipe Barros – último post do blog… Ler é uma maravilha</abbr>

  • Cardoso, pq meu comentário anterior está aguardando moderação até agora?

    <abbr>Ricardo Lage – último post do blog… Viajando com o Twitter</abbr>

  • Aliás, todos os meus comentários. Algum motivo especial?

    <abbr>Ricardo Lage – último post do blog… Viajando com o Twitter</abbr>

  • A "velha" mídia deve ter seus seguidores fiéis ainda. De certa forma muita gente esqueceu que ela está forte e vive em paralelo. Eu mesmo esqueço e preciso ser lembrado constantemente. Sempre me ocorre: mas quem ainda assiste à TV aberta? O fato é que muita gente o faz, e assina a Folha e Veja, e acha que o relevante de notícias aparece no Jornal Nacional. No entanto, para mim, assim como para as pessoas cujas opiniões me importam, estas mídias tradicionais não mais são relevantes particularmente. Porém no "grande esquema das coisas" o tradicional tem seu glamour e, principalmente, seu retorno. Até há pouco tempo era impossível ignorar a novela das oito da globo, atualmente se tornam cada vez mais raros os que sabem o nome, ainda menos a trama. E isto é, de certa forma, libertador mas também alienador. Como as novas mídias vão se estabelecer à medida que as antigas perdem seguidores é um processo de mudança de paradigma nada óbvio. Minha posição pessoal é que, se me chamarem para uma entrevista no fantástico – e não vão fazer, fico livre de ser posto a prova – , minha resposta pessoal é "não" pois de fato nada tenho que mereça atenção do público alvo, e, mais importante, nada lucraria com esta atenção. Mas, tal posição depende do "produto". Eu me sentiria muito mais valorizado com uma publicação em um blog que sigo (exceto o blog da morroida) e teria retorno muito mais satisfatório. Com isto perpetuo certa marginalização da minha fala, mas não é nisto exatamente que minha fala consiste? Enfim, o Fantástico existe, tive provas disto há algumas semanas quando alunos vieram nos perguntar de uma matéria que assistiram uma reação com isocianato de mercúrio (se não me engano)… Mas ele é menos relevante a cada exibição.

  • Livro não, mas tv realmente é muita audiência. Infelizmente, não tenho nem chance de conseguir mostrar meu site na tv, pois ele concorre com o site das próprias emissoras =P

  • Vivemos num mundo que enfrenta, de certo modo, uma transição, concorda?
    Estamos na fase em que a Velha Mídia, como vc chama, ou o papel, de uma forma ou outra, tende a ceder lugar à Internet e os novos meios de publicação/distribuição de informação.

    Todo "império" um dia cede, isso nunca mudou. A dita transição pode ser lenta e difícil, mas o rumo natural das coisas é a Nova Mídia, daqui há algum tempo, assumir o lugar da Velha.

    Se pensarmos assim, é só uma questão de tempo até as mídias trocarem de lugar.

  • Por isso sou feliz com meus 12 seguidores, que na verdade 8 são fakes.

  • Excelente post, recomendo

  • Com certeza uma entrevista em uma emissora de televisão, independente do ramo/assunto é muito mais visto pelo publico do que em um blog. Raphael Desentupidora Esgotécnica

  • Higor

    PAGA O MORROIDA CARDOSOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!
    recado dado!

  • As pessoas se impressionam mesmo; fanatismo é isso!

    Não concebo considerar um ser de outro mundo uma celebridade. Para mim são pessoas normais. Claro que têm (algumas) meu reconhecimento. Afinal, muitas fazem um excelente trabalho, mas não sei se me faço entender… Não gosto de celebridades simplesmente por serem celebridades. Até porque isso é só um título rotulado pela mídia.

    O que seria de um ronaldinho gaúcho se não fosse o talento para o futebol? Feio daquele jeito, de um certo modo tímido e apagado e sem perspectiva de vida… Já não sou mais, mas fui fã do futebol arte que ele costumava jogar em outras épocas. Agora, do ronaldinho em si nunca fui fã. Mesmo naquela época áurea dele eu gostava do futebol que ele jogava, o que não quer dizer que eu fosse louco para vê-lo, para falar com ele ou qualquer coisa do gênero.

    No twitter, muita gente segue "famosos". E para quê? Para dar replies que não são respondidos? Eu até sigo alguns, como o danilo gentili, mas não por ele ser famoso, e sim por gostar do estilo de humor dele. Alguns outros eu sigo para me manter informado das novidades e do que se está falando na twittosfera e/ou blogosfera, mas a grande massa é uma legião de fãs alienados que ficam atrás de seus "ídolos" somente por serem celebridades, por quererem se sentir importante ou para dizerem "eu sigo fulano de tal".

    Não sei. Talvez o problema seja comigo: não tenho ídolos famosos. É que me surpreendo e admiro pessoas pelos seus feitos, pelo comportamento, pelas ideias, mas para querer próximo é preciso mais que admiração. É preciso ver algo semelhante ou algo que me acrescente, porque se o twitter é como uma mesa de bar, não costuma sentar na mesa em que estou qualquer um, não importando se famoso ou não.

    Às vezes acho que muitas pessoas querem apenas platéia para suplantar a mediocridade de suas vidinhas inexpressivas.

    <abbr>Cirilo Veloso Moraes – último post do blog… Não há êxito sem sacrifício</abbr>

  • Olá! Encontrei seu blog por acaso e marquei para ler depois. Gostei! Seus post´s me fizeram pensar! Sobre o que você escreveu, acho que isso acontece porque ainda somos meio "conservadores", apesar de toda a propaganda da internet. Como ela é um lugar em que qualquer um pode aparecer, sair em uma revista,jornal ou tv dá mais credibilidade e reconhecimento.

    <abbr>Nayra Bastos – último post do blog… Qual será a próxima novidade?</abbr>

  • até então tenho me mantido à margem do Twitter, o considero tão útil quanto o orkut. ¬¬ Ainda prefiro mil vezes os blogs, aonde a opção entre o minimalismo, o contato, e a diversidade de textos é muito mais livre, ao menos é nisso que acredito.

    <abbr>Ana Shirley – último post do blog… “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”</abbr>

  • Vivi Canoro

    Oi Cardoso.
    Vc é o que vc escreve, o que vc faz. Tem zilhoes de pessoas que aparecem na TV, dao Tchauzinho e acabou. Agora o meio nao interessa e sim o conteudo. De que adianta vc Cardoso, ensinar receita de vatapá na Ana Maria ou ser entrevistado pelo Jo, se ele nao vai te dar nem espaço para mostrar quem é vc. 15 minutos em qualquer programa da TV brasileira hj nao mostram nada para ninguem comparado com teu blog. Até porque os apresentadores consideram aos entrevistados escadas do seu proprio ego e nada mais. Eles nao tem interesse em ninguem.
    Agora teu blog, teus tweets, teus livros falam de vc. E ai ta a magia e beleza dos apaixonados pela palavra…nao é para todos nem é para muitos, é para alguns e esses alguns admiram mesmo. O resto é resto.
    Vivi.

  • Vinícius Azer

    A internet É um meio de comunicação de massa.
    EXISTEM estudos sobre a atual situação ds meios de comunicação de massa tradicionais, especificamente, a televisão. Por isso, contra o meu hábito de não fazer comentários [apenas falta de costume], achei interessante recomendar o livro de Pierre Bourdieu, "Sobre a televisão" que na verdade é um trancrição de uma entrevista dada por ele.
    Com certeza, há trechos dele pela internet [aqui entre nós, provavelmente, o livro todo]. Caso contrário, uma boa biblioteca ou livraria dão para o gasto.
    Acho importantíssimo que pessoas que estão pessoalmente envolvidas neste debate possuam este tipo de informação. Vale a pena dar pelo menso uma olhada.

  • Desentupidora Hidroc

    Um meio de comunização em massa, tão importante, são feitos estudos sobre situação atual desses mesmo meios tradicionais, se aprofundando nos temas relacionado a midia, o que incluiria desse modo a Televisão. Alguns tipos de informações são a base pra quem está no escopo de debate, envolvido em técnologia.

  • Muito boa a matéria

  • Todo meio de comunicação é relevante, hj tudo gira em torno da tecnologia, quem não acompanhar o ritmo estará fora, está é a grande verdade.

  • Descordo com alguns comentários de que o livro não será vendido.

    A verdade é que a mídia tradicional está perdendo espaço para a mídia digital. Isto é fato e ninguem pode contestar.

  • Gostei ! Vou me subescreve no feed ! Obrigado

  • Esse seu texto me fez lembrar de uma premiação que aconteceu (não sei se ainda acontece) em que os blogs mais votados pelos internautas virariam livros. É um tal de BlogBooks.

    Só queria saber quais foram as editoras que produziram os livros, o quanto custou e, principalmente, se os livros não encalharam.