A @veja não entende nem de panelas, que dirá paneleiros.

A Revista Veja publicou hoje um artigo sobre o estado do homosexualismo no Brasil. Não, não é o Rio Grande do Sul. A matéria aparentemente discutiria os avanços, conquistas e problemas daquele pessoal com hábitos estranhos, como identificar mais de 3 tons de branco e saber a data do Tony Awards.

Só que não foi por aí, resolveram chamar o Silas Mafalaia, Rick Santorum e Celso Russomanno, colocar tudo em um liquidificador, adicionar 2Kg de ignorância e estupidez, voltar o relógio 50 anos e se saíram com um texto basicamente idiota.

Um exemplo assustador:

“Homossexuais se consideram discriminados, por exemplo, por não poder doar sangue. Mas a doação de sangue não é um direito ilimitado – também são proibidas de doar pessoas com mais de 65 anos ou que tenham uma história clínica de diabetes, hepatite ou cardiopatias”

Isso mesmo. Na incrível lógica deles uma restrição por um motivo válido justifica uma restrição baseada em julgamentos morais ultrapassados. Faz MUITO tempo que não existe mais “grupo de risco”, as únicas categorias que apresentam índice insignificante de DSTs são blogueiros e humoristas do Casseta.

Eles argumentam que se algo não é direito constitucional, proibir não é discriminação? Vá dar uma festa particular com um cartaz “Crioulo não entra”, pra ver se a lógica da Veja é válida.

Sangue hoje só perde para tinta de impressora em termos de substância controlada, cara e tratada com cuidado. TUDO é testado, a contaminação acidental é virtualmente zero. Aceitar doações gays não afetará em NADA o processo, exceto que terminaremos com mais sangue nos bancos.

O artigo da Veja prossegue com argumentações mais estapafúrdias, comparando a proibição de dois gays se casarem com a proibição de um hetero (imagino) se casar com uma cabra. Imagino que ele não esteja se referindo ao Zimbábue, onde comeu, tem que casar.

O material é tão mal pesquisado que logo no começo solta a pérola:

É a velha história do Projeto Apollo. Foi feito para levar o homem à Lua; acabou levando à descoberta da frigideira Tefal.

Será mesmo? Vamos pesquisar.

1 – Teflon – Descoberto acidentalmente por um químico de Nova Jersey em 1938. Patenteado em 1941, marca registrada pela DuPont em 1945. Foi usado inclusive no Projeto manhattan.

2 – Tefal – Empresa francesa criada para comercializar a panela criada pelo engenheiro, também francês, Marc Grégroire. Ele projetou a panela coberta de Teflon a pedido de sua esposa. Em 1954.

Ou seja: Em 3 minutos de Google eu descobri (na verdade já sabia) que o Teflon NÃO foi criado pelo projeto Apollo. Seu uso em panelas SEQUER começou nos Estados Unidos. Lá só chegou em 1961.

Se o redator da Veja não se dá ao trabalho de pesquisar 5 minutos antes de falar de PANELAS, com que moral quer discorrer sobre estilo de vida, orientação sexual, convenções sociais e discriminação em geral?

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Leia Também:

  • nerddiaries

    Respeito muito a veja, é um veículo de comunicação sério e idôneo, conhecido por sua imparcialidade e… oh, who the f**k am I trying to kid? They suck!

    • Acho que já começou errado citando imparcialidade. Que eu saiba não existe imparcialidade no meio jornalístico e isso é bom. A Veja comete erros assim como outras publicações, mas pelo menos possuem um nível, importância e qualidade maior que as demais, e a prova disso é o quanto ela incomoda e mobiliza pessoas, mesmo que seja contra ela própria.

      Houve uma época em que tinha oportunidade de ler várias revistas semanais e a Veja sempre era a que mais me satisfazia pela qualidade e profundidade das reportagens. E sim, ela cometia erros e causava algumas polêmicas desnecessárias. Quando necessário, se retratava na próxima edição.

      Então, se ela errou e admite, esperemos pela retratação.

      (sim, serei impopular neste comentário)

      • Ane

        Fernando,

        A Veja já foi uma revista séria.
        Há muito deixou de ser.
        Correm diversos processos na justiça contra ela, por injúria, calúnia, falsas afirmações, incitação ao preconceito e ao ódio. Uma lista sem fim de pecados editoriais cometidos sem medo, e que nunca originaram um pedido de desculpas maior que uma nota de rodapé.
        Ingenuidade sua. Nem sequer irão admitir que erraram, muito menos irão se retratar!
        Se me permite, recomendo a leitura https://sites.google.com/site/luisnassif02/
        Vai esclarecer muita coisa.

      • Bruno

        mas é a veja que faz comercial se vendendo como "a imparcial" que "mostra a verdade de todos os angulos".

        serio? veja de qualidade? nem aqui e nem na china…

        tem meia duzia de adoradores dessa revista que agem como se fossem a verdade o caminho…

      • Luís

        Leia de novo o comentário dele. Por favor.

      • T_E_Lawrence

        Eles propangandeiam a tal da imparcialidade mas ela realmente não existe. E, em ninguém e não apenas num meio de comunicação.

        O problema é que tentam (ou fingem) ser imparciais e o tal "outro lado" ou é um lixo de ridículo ou exagera e torna o "lado A" um lixo. Não tem como dosar isso. Às vezes creio ser intencional do repórter, às vezes da redação e às vezes por burrice ou ignorância sobre o tema mesmo.

        Eu preferiria que as matérias fossem claramente tendenciosas, como os blogs. Pelo menos você sabe exatamente o que esperar.

        ______
        42

    • MFF

      Parei de ler no "Respeito muito a veja". Faça uma favor a sua saúde mental e queime este lixo de revista.

  • Antonio

    Escrevi um comentario deveras interessante sobre o assunto mas esqueçi de colocar o email :(

  • lucas

    Cardoso, quanto a doação de sangue, o buraco é mais embaixo. Não li a matéria da Veja e não tenho preconceito nenhum, pouco me importa onde você gosta de colocar a piroca sua ou de outrem. Mas o estilo de vida de um homem gay é basicamente o estilo de vida dos sonhos de um homem hetero, caso as mulheres encarassem o sexo como os homens encaram. Não é por acaso que os gays inventaram uma coisa chamada glory hole, sexo é sexo, não imoporta de quem é a piroca. Quando combinamos isso com a janela imunológica de várias doenças, o bom senso manda evitar aceitar doações de sangue de homens gays. Isso não é preconceito pelamordedeus. Não é preciso ser um Malafaia pra ter esta opinião.

    • Junior

      Não é preciso ser um Malafaia, só um desinformado.

    • Aritanã

      Qualquer idiota devia saber que enquanto a incidência de HIV cai entre homossexuais, ela tem aumentado entre heteros. A janela é igual para homos e heteros, a diferença é que heteros costumam disfarçar sua promiscuidade se passando por pessoas fieis e monogâmicas. Não sei como está agora, mas tatuados tb não podiam doar sangue. Quanto a conhecer portadores,conheço gays que convivem com o vírus a mais de uma década, e heteros que contraíram, tiveram vergonha de contar e acabaram contaminando esposas e amantes..

    • Mas é aí que mora o preconceito – tem um monte de gays por aí que tem uma vida certinha, não frequenta saunas gays e quer manter distância de glory holes e coisas desse naipe. Mas o pessoal prefere generalizar e achar que homossexualismo é presunção de vida promíscua.

    • André

      Você acha mesmo que a maioria dos gays são promíscuos e não usam nenhum tipo de prevenção e que a maioria dos heteros tem uma vida mais saudável, que não transam por aí com mulheres que nunca viram na vida, sem preservativo? E por sua vez as mulheres heteros também não fazem nada de "extravagante" com todos os seus buraquinhos? Acho que você vive em um mundo bem diferente que se vê nos noticiários. Tem baile funk que a mulherada vai até sem calcinha e vestidinho curto. É bem triste, deplorável.

  • Lucas

    E Cardoso, essa estória de não existir grupo de risco… tendo amigos gays e heteros, posso te dizer que conheço portadores de HIV, e também posso te dizer que, não inesperadamente, meus conhecidos portadores são homens gays. Isso é óbvio cara. Se não existisse grupo de risco, a incidência de HIV entre a população hétero gay feminina seria a mesma da proporção entre a populaç;ão gay masculina. Ah mas não é? Então quer dizer que homens gays são um grupo de risco quando comparado a este outro, não? Generalizar e dizer que quem afirma obviedades ululantes tem um pensamento moralista de 50 anos atrás não leva a nada.

    • William

      Lucas, concordo que existam sim grupos de risco (inclusive o grupo de homens que fazem sexo com homens tem 10% de contaminados com HIV, enquanto o "resto" tem 4%), mas, como existe a triagem inicial antes da doação de sangue, a restrição acaba sendo inválida. Se uma pessoa se dispôs a doar sangue ela tem que, no mínimo, não mentir na triagem. Uma pessoa que faça sexo sempre com proteção tem virtualmente chance zero de se contaminar, não importa a orientação sexual. O problema é sempre o povo que vai doar sangue para tirar o dia de folga, mas aposto com você que sendo hétero, gay ou bi um cara desses não dá a mínima pro próximo e vai mentir na triagem de qualquer jeito (e provavelmente é um cara que come a vizinha, o porteiro, a secretária, o carteiro, entre outros, sem a mínima proteção).

    • Lívia

      "De acordo com a Unaids (Agência das Nações Unidas para o combate à Aids), em dezembro de 2008, mais de 33 milhões de pessoas viviam com o HIV no mundo todo. Deste total, mais de 15 milhões, quase metade, eram mulheres."

      fonte: http://www.ibacbrasil.com/noticias/geral/aids-cau

      • André

        Pois é Lívia, e só para lembrar, quem acha que estas mulheres eram homossexuais se engana muito, pois os riscos de transmissão do vírus em sexo entre mulheres são bem pequenos.A

    • A orientação sexual é irrelevante, tanto que não há teste que identifique se o doador é gay ou não, ele tem que identificar a orientação sexual. Tal qual uma questão de fé, se ele disser que é hetero, vão ter que aceitar. Ser gay e ser cuidadoso com o uso de preservativos é mais seguro do que ser hetero e fazer sexo sem proteção. Assumir que a preferencia sexual de alguém o transforma imediatamente em uma pessoa devassa e ignorante é além de preconceito, é maldoso.

    • yotta

      Afinal, por que diabos é feito teste de HIV no sangue doado?

      • André

        Algumas vezes, na fase em que se é somente portador, o vírus não aparece nos exames, isso é raro, mais pode acontecer nos primeiros 3 meses.

    • Rafa

      Um dado do ministéro da saúde, sobre grupo de risco é que eles não existe, não se trata mais assim. E outro dado do mesmo ministério, é que pelos primórdios das campanhas ant HIV serem voltadas ao público homosexual, elas foram em certo ponto eficientes e hoje o HIV atinge principalmente mulheres, heterosexuais e casadas. O boom da pílula azulzinhas fez milhares de homes procurarem sexo fora do casamento e contaminar milhares de senhoras do lar, que não praticam glory hole nem tem a vida que todo homem solteiro sonhou em ter.

  • Fernando

    Olha só, Lucas, eu só conheço 2 pessoas soropositivas, e ambas são mulheres. E sabe o que isso quer dizer? Nada. Meu círculo de conhecimento não é prova de nenhum padrão. Nem mesmo indício. Óbvio é que estatística não se faz assim.

    • André

      Perfeito.

  • Raoni

    Para não haver preconceito com relação ao "grupo de risco" seria mais justo considerar apenas o número de parceiros sexuais e não a orientação sexual. Se bem que mesmo para o critério de numero de parceiros não há cabimento lógico, para mim não passa de preconceito contra pessoas um pouco mais "promiscuas".

  • Marla

    Lucas, não existe grupo de risco, existe comportamento de risco. Para tua informação, o grupo em que o HIV mais cresce é entre mulheres heterossexuais, portanto…
    Ai, espaço na imprensa + ignorância = cada coisa…

  • Vanini

    Prezado Lucas,

    Ministério da Súde
    PORTARIA Nº 1.353, DE 13 DE JUNHO DE 2011
    Aprova o Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos.
    (…)
    § 5º A orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria.
    (…)

    Fonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/

  • Vanini

    Ah sim e um adendo do que é considerado "risco", na mesma portaria, o anexo:

    ANEXO
    REGULAMENTO TÉCNICO DE PROCEDIMENTOS HEMOTERÁPICOS
    (…)
    Art. 34. Para a seleção de doadores, devem ser adotados medidas e critérios que visem à proteção do receptor.
    (…)
    § 11. Em situações de risco acrescido vivenciadas pelos candidatos, devem ser observados os seguintes critérios:
    (…)
    IV – considerar inapto temporário por 12 meses o candidato que tenha sido exposto a qualquer uma das situações abaixo nos últimos 12 meses:
    a) que tenha feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas ou seus respectivos parceiros sexuais;
    b) que tenha feito sexo com um ou mais parceiros ocasionais ou desconhecidos ou seus respectivos parceiros sexuais;
    c) que tenha sido vítima de violência sexual ou seus respectivos parceiros sexuais;
    d) homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou as parceiras sexuais destes;
    e) que tenha tido relação sexual com pessoa portadora de infecção pelo HIV, hepatite B, hepatite C ou outra infecção de transmissão sexual e sanguínea;
    f) que possua histórico de encarceramento ou em confinamento obrigatório não domiciliar superior a 72 horas, durante os últimos 12 meses, ou os parceiros sexuais dessas pessoas;
    g) que tenha feito piercing, tatuagem ou maquiagem definitiva, sem condições de avaliação quanto à segurança do procedimento realizado;
    h) que seja parceiro sexual de pacientes em programa de terapia renal substitutiva e de pacientes com história de transfusão de hemocomponentes ou derivados; e
    i) que teve acidente com material biológico e em consequência apresentou contato de mucosa e/ou pele não íntegra com o referido material biológico.
    (…)"

  • O pior é quando a gente resolve descobrir quem é o tal autor do texto e encontra isso: "José Roberto Guzzo é diretor editorial do grupo EXAME e colunista das revistas EXAME e VEJA" http://trunc.it/llods

  • 1k2

    Depois de fazerem alunos serem expulsos da da prova do Enem, agora essa pérola típica de uma Seleções de Reader´s Digest dos anos 50. Não existe grupo de risco, um bom exemplo é a faixa acima de 50 anos em que os infectados por HIV subiu exponencialmente nos últimos anos. Dizer que isso é comportamento de risco é discriminação. Conheço héteros que são mais promíscuos que gays com direito a foto de vuco-vuco no meio da rua e pra pegar uma DST é só um pulo.
    Para uma revista que se diz jornalística, faltou fazer uma apuração do que se está escrevendo e acredito que isso é um erro comum desses tablóides popularescos que não conseguem completar 10 anos de existência e voltam pra onde nunca deveriam ter saído: da obscuridade.

  • Lucas

    Cara, o fato de um determinado grupo, exemplo a faixa acima dos 50 anos, ter subido exponencialmente e saído de 0,01% para 0,05% sei lá, não muda em nada o fato de que outro grupo continua tendo 20, 30 vezes mais portadores de determinado vírus, mesmo que o número total de indivíduos portadores neste grupo tenha subido menos ou mesmo estabilizado. Isso não é preconceito, é lidar com a realidade de maneira adulta, e não idealizá-la buscando uma utopia igualitária sem se importar com as consequências… homens gays são um grupo de risco sim, e isso não é preconceito, não é um castigo de deus, nada disso, é apenas a realidade. Banco de sangue não tem que ser “politicamente correto”, tem é que ter políticas de segurança que busquem reduzir os riscos de uma contaminação desnecessária.

    • bruno

      O mais legal é que todo mundo que argumentou contra a sua posição ofereceu argumentos simples:

      1 – Dados da queda de contaminação entre homossexuais.

      2 – Dados do aumento da contaminação entre outros grupos.

      3 – As orientações das organização de saúde.

      4 – Orientações da organização de saúde específica para essa doença.

      Tudo aponta na outra direção, e você bate na tecla mais fácil: isso é politicamente correto.

      Não amigo, não é. É um pouco de combate à preconceito? Sim.

      Mas é principalmente lidar com a realidade de maneira adulta, sem frescura, sem preconceitos e aceitando que há, na prática, pouca ou nenhuma diferença real entre héteros e homossexuais.

      Se houvesse, os dados apontariam em outra direção ao que eles apontam hoje.

  • Cardoso, concordo com você com relação à parcialidade, inidoneidade e, mais especificamente neste caso, da falta de pesquisa prévia da Veja.

    Na minha opinião, como disse nerddiaries, "they suck"! Com relação ao restante, Lucas e 1k2 já falaram quase tudo.

  • @_emcrise_

    Em relação a doação de sangue e orientação sexual, o MS já publicou uma portaria que trata deste assunto:
    PORTARIA Nº 1.353, DE 13 DE JUNHO DE 2011
    Aprova o Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos. […]
    Art. 1º Aprovar, na forma do Anexo a esta Portaria, o Regulamento Técnico de Procedimentos Hemoterápicos. […]
    § 5º A orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria.

  • Cara, não sou gay, nem cabra, mas não dá para acreditar que escreveram uma coisa dessa, do contrário, nem humano serei…

  • ikenig

    Lucas, isso que você citou é comportamento de risco e não grupo de risco. A entrevista vai barrar tanto um homossexual quanto um hétero que tenham tido mais de um(a) parceiro(a) no ano. A questão é permitir homossexuais em relacionamento monogâmico poderem doar como os héteros. É verdade que gays tem acesso mais fácil a sexo por terem mais testosterona que as mulheres, então a libido é lá no alto, mas mentir na entrevista todo mundo pode. Para a última chance de excluir a mentira ainda existe o voto de autoexclusão.

    Ah sim, cuidado. Você fala que isso é óbvio, mas uma coisa é uma generalização por um senso comum, outra é apresentar dados estatísticos que gays monogâmicos também são grupo de risco e que mentem mais na entrevista que héteros.

  • cac

    SEXO ANAL
    Como ser ouvido? realmente nao sei o que escrever no meio de comentarios tao pertinentes. Ja trabalhei em banco de sangue(tetudo classico dos comentarios) fazer exames de DST s em grupos de risco eh uma perda de tempo independente da opcao sexual , vc sabe como eh o povo ,"eu nao faco essas coisas nao douto". O metodo de filtragem de pessoas tem o seu lado "varzea" , observar se o meliante sua frio. precisamos filtrar ao maximo o fator 'individuo''. comentario so para esclarecer , pois como o argumento foi colocado, claramente demonstra sua ignorancia.

  • Leonardo Alves

    Que tal um pouquinho de Ciência?
    E eles falam em preconceito…
    http://oglobo.globo.com/ciencia/risco-de-contrair

  • wilson

    CIDADE DO MÉXICO – Homens que fazem sexo com homens são 19 vezes mais propensos a contraírem o vírus HIV do que a população em geral, segundo estudo divulgado na segunda-feira na Conferência Internacional de Aids, na Cidade do México, que reúne 20 mil especialistas e ativistas, como mostra matéria publicada pelo jornal O Globo. O risco é até 179 vezes maior na Bolívia. Ainda assim, alerta o estudo, há poucas políticas específicas para o grupo, que, freqüentemente, é ignorado.

    No início da década de 80, a Aids foi inicialmente detectada entre os gays. De lá para cá, a doenças se disseminou muito, com as maiores taxas de crescimento registradas entre mulheres. Ainda assim, a prevalência entre os homossexuais se manteve alta, não foi reduzida como era de se esperar, como aponta o estudo da Fundação Americana para a Pesquisa de Aids (FAPA).

    A pesquisa, feita com base em relatórios de 128 países submetidos ao Unaids, revelou que 44% dessas nações não apresentam dados específicos sobre gays ou bissexuais. Os especialistas concluíram que governos e agências de saúde internacionais não souberam lidar com a crescente epidemia de HIV entre homens que fazem sexo com homens.

    Leia a íntegra aqui, no Globo Digital (somente para assinantes)

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/risco-de-contrair
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  • César Dias

    O problema do HIV é que a transmissão por sexo anal PASSIVO é muito maior, por isso gays eram considerados grupo de risco. Porém hoje em dia não existe mais isso de grupo de risco. A AIDS atualmente tem um padrão endêmico e não epidêmico.

  • Leniéverson Azeredo

    Meu caro, é normal que impliquem com a revista Veja, outro dia vi um dos blog que defendem a descriminalização da maconha “chiarem” porque a Veja fez uma matéria contundente sobre os malefícios da droga e destruiu os argumentos dos defensores militantes. Quem incomoda é alvo de protestos e isso é fato. Seu blog é um dos que esperneiam, chiam, protestam e isso é natural e vcs tem direito, mas quem sabe quando seu blog ter credibilidade e, consecutivamente ter tantos acessos quanto a revista, quem sabe eu penso em crer no que você diz. Seu blog é a Carta Capital da internet tem inveja da quantidade de leitores/internautas que a Veja tem.

  • Outra pedrada desse artigo: alega que haveria uma dificuldade na tipificação do crime de homofobia. Fala que a conceituação teria que ser clara como o tipo do homicídio e que seria impossível descrever na lei um crime de "ódio".
    Agora, por que raios ele usou o homicídio como comparação? Por que não usar, por exemplo, o RACISMO? O princípio é o mesmo: o que classifica o crime de racismo é a segregação. É diferente, por exemplo, de você xingar um negro — aí se enquadra como "injúria qualificada".
    Que papinho furado esse de que seria impossível criminalizar a homofobia, hein? Faça-me uma garapa.

  • Nelson Junior

    Para mim o pior problema da Veja é tentar criar um modelo ideal de brasileiro com suas matérias de capa moralistas. Ele seria filiado a partidos da direita tradicional, alto, magro, não usuário de drogas (com exceção de bebidas alcoólicas vendidas por mais de R$ 50,00 a garrafa), profissional liberal bem sucedido financeiramente e agora…heterossexual.

    Pior é que tem gente que lê e engole todas as vírgulas sem pensar sobre o assunto.

  • André

    A veja (sim, em minúsculas) é uma revisteca golpista, a serviço de gente que está se lixando para o povo, feita para um público anencéfalo que se emociona com um jornalismo que não é feito há mais de vinte anos no exterior e que gente sem informação e conteúdo acha o máximo. Leiam a Carta Capital e a Piauí e vejam o que é jornalismo e como uma revista deve ser feita. E a propósito o estado do homossexualismo no Brasil deve ser São Paulo peço tamanho da passeata gay que vocês tem por aí… Eu acho que tu tem assinatura da veja.

  • Bruno

    Cardoso, vc viu a nota da Veja sobre o artigo?

    "Nota da redação: VEJA lamenta que o artigo em questão tenha sido mal interpretado por alguns leitores de uma maneira que não coincide com as intenções do autor e da revista."

    Uma vergonha a polêmica causada por um artigo como esse, que deu uma imensa repercursão negativa devido à ignorância e preconceito do autor, ser tratada como uma mera questão de uma interpretação errada de "alguns" leitores.

  • As pessoas estão confundindo os fatos e as coisas.

    O questionário (entrevista) prévio na doação de sangue visa minimizar a possibilidade de transmissão, mas as pessoas mentem (alguém disse isso uma vez).

    Os dados estatísticos (recomendações do CDC) ainda mostram que relações homossexuais masculinas (ou seja, com penetração anal) são mais relevantes na transmissão do vírus do que as demais vertentes de relações sexuais (a portaria do MS citada aqui nos comentários descreve isso, ou seja, o homossexual não é proibido de doar sangue, só é proibido se manteve contato sexual com penetração anal nos últimos 12 meses).

    Na doação de sangue tem que se trabalhar com o conceito do ZELO maior, ou seja, buscar a maior proteção possível a quem vai receber sangue e hemoderivados, mesmo que isso signifique utilizar medidas politicamente incorretas. Peca-se pelo excesso às vezes, mas nunca se deve pecar por omissão.

    Teve até uma pessoa aí em cima perguntando por se faz então exame de HIV no sangue doado. Este desconhece totalmente a natureza dos testes sorológicos e os potenciais riscos que existem.

    Não é só na questão dos homossexuais masculinos que este assunto é complicado. Existe muita gente (sobretudo os mais pobres) que doam sangue para "fazer exame de graça", por que ouviu falar que no banco de sangue os exames são "melhores" e fazem um "check up" geral … Muitas das vezes pessoas (hétero ou homossexuais) vão doar sangue exatamente quando estão na fase inicial da infecção (por consciência pesada) e neste momento a possibilidade de transmissão é maior devido a maior carga viral, e é justamente nesta fase que os anticorpos que a maioria dos testes de triagem sorológica pesquisam ainda não estão presentes (a tão falada "janela imunológica").

    No dia que os estudos estatísticos (sobretudo as recomendações do CDC) não mais indicarem que homossexuais masculinos ativos possuem um risco maior de transmissão dos vírus de DST (entre eles o HIV), esta exigência não fará mais sentido e deverá ser removida.

    Em medicina não se pode pensar e agir por preconceito e nem por pressões políticas, simples assim.

  • Esqueci de citar fontes do meu comentário (ao menos uma). Segue abaixo:
    http://wonder.cdc.gov/wonder/prevguid/p0000352/p0

  • Luis Gama

    Existe grupo de risco sim, e pelas caracteristicas de transmissao do vírus HIV, sempre existirá. E homossexuais, além de usuários de drogas intravenosas sempre terao risco aumentado de infeccao.

  • independente, todos temos que ser tratado iguais muita gente mente , o pior é mentir pra si mesmo e deixar preconceito de lado muita gente precisando de sangue e talves até morrendo por isso? ridiculo esse modo de pensar.

  • Kiko

    hum… esse cardoso tá quase saindo do armário. TL DR: sou um geek gay