Militar é preciso mas tirar o escorpião do bolso também ajuda, floquinho.

No texto de ontem (tecnicamente anteontem mas quem está contando?) mostrei como a indústria de quadrinhos está abrindo as pernas para a militância, trocando suas histórias que divertiam ao mesmo tempo em que muitas vezes apontavam problemas sérios ocorrendo no mundo por panfletagem rasteira, pregando aos convertidos e transformando uma mídia que levou décadas para desenvolver tons de cinza em algo maniqueísta e rasteiro.

O discurso que as editoras compraram, e boa parte dos estúdios de cinema e TV também é que diversidade vende. Que Hollywood era branca demais, e que havia todo um contingente de minorias excluídas clamando por representatividade. Você sabe, se construir, eles virão.

Claro que esse é o racional dos estúdios, a militância que cobra diversidade nos filmes está pouco se lixando pra lucro, ou perceberiam que Hollywood faz isso desde sempre, Máquina Mortífera não colocou Mel Gibson do lado de um negro para irritar o Fürher, Danny Glover estava lá para agradar uma boa parcela dos espectadores, e isso deu tão certo que o estúdio topou colocar supremacistas brancos como vilões do segundo. Sim, eu aprecio a ironia de Mel Gibson (mesmo sendo) ser chamado de racista depois de ter feito um filme com sulafricanos brancos malvados e denunciando o Apartheid.

Só que Roger Murtaugh é um puta personagem, e, reforçando o texto anterior, o filme não é panfletário. Mesmo com Mel Gibson literalmente carregando cartazes.

Se o objetivo fosse mais diversidade, seria excelente. Sandman de Neil Gaiman é uma obra maravilhosa por incorporar lendas de dezenas de culturas. Wolverine é sempre mais legal quando vai pro Japão. Até The Martian ficou muito mais legal com a participação da China. Mais diversidade significa mais possibilidades de contar histórias, e isso é bom.

Só que a militância não quer isso, quer panfletagem de verdade, quer filmes didáticos, maniqueístas e que não deixem dúvida de quem são os vilões. Homens Brancos Ocidentais, claro. Alguns estúdios compraram o peixe, a Marvel principalmente comprou o peixe, e agora estamos vendo o resultado.

Quando anunciaram um ghostbusters com mulheres os fãs ficaram com pé atrás, já a militância adorou. A internet entrou em êxtase, seria a grande virada, a quebra de paradigma, o momento em que Hollywood perceberia que o caminho é a diversidade, que as mulheres estavam cansadas daquelas estrelas impossivelmente magras e seu padrão de beleza inatingível. A representatividade venceria.

O resultado? O filme fez US$229 milhões no mercado mundial. Só o orçamento foi de US$144 milhões. Lanterna Verde, aquela pilha fumegante de bosta fez US$219 milhões. Ghostbusters foi execrado por público e crítica. As piadas quando não eram sem-graça eram com mão pesada. Chris Hemsworth virou o secretário das caça-fantasmas, REGREDINDO o papel original da Janine, que não era sexualizada, mas competente e sabia se virar.

Durante toda a campanha do filme o diretor foi o primeiro a vender o discurso de empoderamento feminino, aí quando o resultado apareceu, declarou que a culpa havia sido dos haters de Internet, que queimaram o filme do filme. Machistas sexistas que não aceitavam um filme com mulheres empoderadas.

OK, imaginemos que NENHUM homem tenha levantado a bunda para ver o filme. NENHUM. O que sobra? Bem, segundo o relatório da Motion Picture Association of America, sobra bastante gente.

Isso mesmo: A proporção de mulheres no público de cinema é exatamente a mesma da população: 51%. A única justificativa para Ghostbusters bombar como bombou seria um enorme percentual do público feminino ter rejeitado o filme.

O argumento aqui vira comédia. Vi gente defendendo que os maridos e namorados PROIBIRAM as mulheres de ir assistir Ghostbusters. Obviamente isso foi idéia de uma daquelas mal-amadas do Tumblr, uma mulher saudável sabe que quem detém o poder de decisão cinematográfica são elas, não nós.

Mesmo que não fosse, esse argumento não se sustenta. Em 2015 esses mesmos machistas ajudaram Force Awakens a faturar US$2 bilhões. Rogue One, que tem muito mais diversidade que Ghostbusters, protagonista mulher empoderada e tudo mais, já passou de US$1 bilhão. E tem isto…

Um filme sobre mulheres… negras… e CIÊNCIA? Os tais pirocos machistas proibidores de namoradas no cinema jamais deveriam permitir que elas assistissem e… ops.

Hidden Figures estreou um mês atrás, já faturou US$131 milhões com um orçamento de US$33 milhões e agora que está chegando no mercado internacional. Liderou por muito tempo na bilheteria e só agora caiu para segundo.

O segredo? Simples: É uma PUTA HISTÓRIA, contada com habilidade e emoção, não é panfletário e infantil.

Então o problema de Ghostbusters foi ser ruim?

NÃO! O problema de Ghostbusters foi que ninguém levantou a bunda pra assistir.

A militância lotou a Internet enchendo a bola do filme, mas não se deram ao trabalho de prestigiar, estavam ocupados procurando outra coisa para patrulhar e reclamar. Prometeram uma revolução nas telas, mas ela não chegou nem às bilheterias. E isso é uma constante.

Lembra o mimimi de representatividade nos quadrinhos, que querem personagens com que possam se identificar, etc? (sim, essa gente trata representatividade como espelho, e são incapazes de trabalhar com metáforas) Então temos esta personagem da Valliant, Faith.

Caso você seja um de meus leitores cegos, eu explico: Ela é gorda. Muito gorda. É uma super-heróina da Valiant, que desafia padrões de beleza e estética de gibis de heróis. Ela é empoderada poderosa e passa uma importante lição de aceitação de seu corpo para meninas vítimas de bullying.

A personagem surgiu antes mas foi relançada em 2016 com uma mini-série e muita fanfarra, afinal nada está mais na moda que o discurso de inclusão, certo? o Atlantic a apresentou com o título “Conheça Faith, a super-heróina que os fãs de gibis merecem

Note que o discurso de positivismo e diversidade só vale pra mulheres, na hora de pegar os machos a Faith volta pro tal padrão:

Ou seja: Perfeito para as militantes do Tumblr: Super-Heroína, gorda, que pega os saradões, o sonho molhado das excluídas. Vai vender HORRORES afinal o que mais há é gente excluída fora dos padrões de beleza, e mulheres precisando de representatividade, não gostosonas de maiô desenhadas por machos, certo?

Faith teve uma primeira série de quatro números. Em Janeiro de 2016 a revista vendeu 22 mil exemplares, o que a colocou como a 102ª revista de quadrinhos mais vendida naquele mês. Howard the Duck ficou em 69º com 28,971 exemplares.

No mês seguinte o número dois vendeu METADE, 12266 exemplares. Ou seja: Além de quase ninguém comprar, 50% das minas empoderadas abandonaram a revista depois de UM EXEMPLAR. Depois disso as vendas se mantiveram até o arco acabar em Abril.

Em Julho do mesmo ano resolveram relançar Faith, republicando o mesmo arco, com mais dois exemplares e muita divulgação nas redes sociais, Facebook, páginas feministas, etc. A História se repetiu: 22386 de venda, 103ª revista mais vendida, em Agosto caiu para 195º lugar, com 10588 exemplares. A primeira edição inédita, em Novembro vendeu 16463. A segunda e última, no mês seguinte, 7375 exemplares, colocando Faith em 221º lugar, atrás até de Josie e as Gatinhas, que ficou em 210º

(fonte para esses e todos os dados de quadrinhos: ComiChron)

O problema como sempre não é Faith ser gorda, o problema é que ela é mal-escrita. Na época clássica do Esquadrão Suicida ele era comandado com mão de ferro por Amanda Waller, que era gorda E negra, coisa que segundo os floquinhos deveria provocar urticária em nós porcos machistas leitores de gibi.

Só que nós adoramos a Amanda Waller, ela chuta bundas, ela já peitou o Darkseid, ela peita o Batman!

Sério, veja esta cena do desenho da Liga da Justiça:

 

Você já viu algum militante falar da Amanda Waller? Pois é.

Nesta pesquisa aqui foi constatado que em 2016 dos 200 títulos mais vendidos em quadrinhos, 38 eram protagonizados por minorias, o que é um grande avanço em termos de diversidade, mas isso só não adianta.

Não adianta fazer uma revista em quadrinhos protagonizada por um índio americano, se o troço só vende 7000 exemplares e é tão impopular que não consigo SEQUER achar uma capa em alta resolução. Uma boa parte dos tais 38 títulos com diversidade foram pra vala, eram pura panfletagem.

E a militância, que tanto pediu revistas assim, não meteu a mão no bolso, continuaram não consumindo quadrinhos, pois como eu sempre digo, quem chilica não consome.

Lembra da Mockingbird, que voltou a ficar popular na TV em Agentes da SHIELD e que ganhou revista própria? Aconteceu o mesmo de sempre: Mão pesada, panfletagem:

Piora. Em uma das histórias ela conta sua origem, de como queria ter super-poderes. Só que ela era fascinada pelos heróis homens e percebeu que a única forma de ser super-herói era ter um cromossomo Y.

Isso mesmo que você leu. A autora/personagem para promover a Narrativa ignorou a existência de centenas, talvez milhares de mulheres heroínas em toda a História da Marvel.

Por algum motivo é culpa de nós homens que a Mockingbird não tenha se inspirado na Sue Storm, Vampira, Cristal, Feiticeira Escarlate, Vespa, Viúva Negra, Ororo, Mulher-Hulk, Capitã Marvel, Lady Sif, etc, etc etc.

Qual o resultado disso tudo?

Mockingbird sofreu uma queda absurda de vendas, todas as mulheres que seriam atraídas em bandos para o título não apareceram, os leitores tradicionais fugiram também.

Sobre a agenda feminista da Mockingbird, deve estar cheia de horário vazio, a revista foi cancelada no número 8.

Agora o resultado final disso tudo: Temos gente que chilica e patrulha quadrinhos sem ser consumidor de quadrinhos, editoras que foram enganadas por essa gente e vendas abissais. A mensagem (errada) é que diversidade não vende, temas sociais não vendem. Os Social Justice Warriors conseguiram fazer a indústria de quadrinhos regredir 20 anos.

A Marvel, em seu retiro criativo anual decidiu que chega de política e ativismo, seus personagens vão voltar a combater vilões tradicionais e monstros do espaço. Marc Guggenheim, que assumiu um dos títulos dos X-Men falou que as histórias serão

“Mais sobre os X-Men como heróis do que sobre os X-Men como minoria oprimida lutando pela própria existência”

Isso não é o que os leitores querem. Nós gostamos dos X-Men perseguidos, olhados com desconfiança. Porra, aprendemos mais sobre segregação e discriminação ali do que com todos os militantes radicais que gritam MATEM OS BRANCOS. Respeitamos Charles Xavier justamente por ele não segregar de volta. Aliás existe até um termo para mutantes que odeiam humanos: Vilões.

Em 2017 teremos menos minorias e menos diversidade nos gibis, não por culpa do homem branco malvado cis racista, mas dos próprios militantes, que criaram uma inclusão forçada, não compraram o produto que tanto diziam querer e abandonaram os autores, pois sem ter sobre o quê chilicar, não podem lacrar na Internet.

Ao invés de prestigiar e promover os trabalhos que acertam na diversidade, a militância ou se cala ou se volta contra os personagens que não seguem a Narrativa de vítimas oprimidas, como o caso de Miles Morales, o garoto negro que é o novo Homem-Aranha, favorito de quase todos os fãs, até por não ser um clone. Esta sequência o tornou persona non grata entre a militância. Não que faça diferença, eles não compravam os gibis mesmo…

Miles não quer ser o Homem-Aranha Negro, ele quer ser o Homem-Aranha. Miles quer ser julgado pelo conteúdo de seu caráter e não pela cor de sua pele. É disso que são feitos os heróis.

Originalmente ele era de um Universo alternativo, mas por causa da popularidade foi trazido pra cronologia oficial, integra a mais nova formação dos Vingadores e ganhou revista própria. Nada mau para um público que segundo a militância odeia diversidade.

Esperemos que a Marvel tenha aprendido a lição, que voltem a valorizar as histórias por seu conteúdo, não pela quantidade de panfletagem, e que PELAMORDEDEUS parem de dar atenção a chiliquentos de Internet.

Isso vale para todo mundo que cria conteúdo. Se você acha que está fazendo a coisa certa, não dê ouvido a chiliquentos patrulhando e tentando forçar a agenda de militância deles no seu trabalho. Ignore, espante, seja implacável. Confie em sua consciência e não se preocupe com as ameaças: QUEM CHILICA NÃO CONSOME.


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Leia Também:

  • Fabio Esteves

    Eu ouvi hoje que o produtor de “Guardiões da Galáxia vol 2” pretende colocar as mulheres da equipe em primeiro plano no filme, no material de divulgação e na linha de brinquedos POR CAUSA de um chilique de militantes sobre o qual não sei os detalhes. Puta, me deu um desgosto.

    • Eduardo Tenório

      Guardioes da galaxia: um ladrão mestiço, um fortão rosa e meio burro (n entende metáfora), uma mulher verde (sem parentesco com Hulk), um guaxinim e uma árvore monossilábica. E depois de tudo isso ainda acham que o filme é machista? Sério, tem 3 machos (sim, 2 homens e um animal macho), 1 mulher (foda pra carai) e uma planta (plantas nao tem sexo – ou tem os 2). =p

  • Thiago

    Eu não vejo nada que tenha essas porcarias feministas, politicamente corretas, gayzistas. Dá muita.. PREGUIÇA.

    • E é por comentários assim que a galera ainda sente a necessidade de fazer isso. Se elas estão no extremo da mola, você tá no grupo de quem tava tentando manter a mola pressionada. O que é tão nocivo quanto.
      Faz isso não, cara.

      • Renato Figueiredo

        Foda isso. Tá rolando uma discussão super equilibrada e bacana, e do nada vem aquele cara que faz você falar “OOOW, não! Calma. Pera!”

        • Usuários de facebosta fugindo da pocilga deles.

    • Rafael Rodrigues

      Pô, cara, deixa eu te dar uma força…

      g1.globo.com

  • Vinicius Perez Mabellini

    Impecável seu texto!

  • Gui

    Dar muito piti na Internet mas não fazer nada na vida real: não é esta a definição exata de sofativismo?

    “Quando anunciaram um ghostbusters com mulheres os fãs ficaram com pé atrás, já a militância adorou. A internet entrou em êxtase, seria a grande virada, a quebra de paradigma, o momento em que Hollywood perceberia que o caminho é a diversidade, que as mulheres estavam cansadas daquelas estrelas impossivelmente magras e seu padrão de beleza inatingível. A representatividade venceria.

    O resultado? O filme fez US$229 milhões no mercado mundial. Só o orçamento foi de US$144 milhões. Lanterna Verde, aquela pilha fumegante de bosta fez US$219 milhões. Ghostbusters foi execrado por público e crítica.”

    As cifras não estão invertidas?

    E se estão reclamando de minorias protagonistas também tem o Spawn.

    • Renato Figueiredo

      Dá até pra ser mais atual. Luke Cage carai! Ganhou a própria série, galera elogiando, antes dele teve Jessica Jones (que foi meio lenta, mas enfim).

      • Só que Luke Cage não é lacrador, não fala e não aceita ser chamado de “nigger”. A militância ficou contra. Pode reparar que praticamente não comentaram sobre a série.

        • Paulo Henrique Duarte

          Além disso, as músicas foram bem selecionadas e um show à parte na casa noturna do Cotton Mouth.

      • Gui

        Mas o que importa para a militância é que as pessoas que eles supostamente defendem fiquem se vitimizando para que eles possam capitalizar em cima.

        Fora que quando o membro de alguma minoria faz algo de marcante, os lacradores destacam apenas a característica que faz dele uma minoria ( orientação sexual, cor da pele, sexo) mas ignoram completamente a individualidade e os feitos dela, como pode se ver no exemplo dado através do Homem-Aranha.

        Outro detalhe interessante é o um peso e duas medidas: se ocorre de um membro das minorias discordar ou mesmo rechaçar os militantes, estes se valerão de insultos tão preconceituosos quanto aqueles que atribuem aos seus adversários para atacar tal pessoa.

    • Paquiderme
    • Só quis dizer que Ghostbusters com toda a promoção só conseguiu US$10M a mais que Lanterna Verde.

    • Petrus Augusto

      Bixo, Ghostbusters é muito fraco (e isso é eu sendo bonzinho na avaliação), fraco de mais.
      E não, não estou dizendo isso para me referir o anterior (os antigos) como bom, é quase tão ruim quanto.

      E sim, eu cometi o erro de ver os antigos a pouco tempo atrás… Deveria ter mantido aquilo na minha lembrança afetiva. Lembrava dele como se fosse bom…

      Mas esse novo GhostBusters… Caramba, que filme fraco, na época ainda tentei me forçar a ver ele bom, mas, orevi depois e não, não dá…

      PS[OFF]: Vocês já assistiram Black Kame Raider (aquele que passava na Manchete) depois de grande? Cara, eu adorava aquilo, fui ver de novo… PQP, que coisa ruim, mas, é ruim mesmo!! Matei a lembrança boa que tinha dele também. :(

      • Gui

        Não revi Kamen Rider, mas tive a mesma reação depois de assistir a Cavaleiros do Zodíaco novamente.

        • doorspaulo

          Putz, nem me fale.

          Era um puta fã de CdZ, fui ver depois de grande, matou a magia.

          Dois antigos que envelheceram bem, DB/DBZ e Yu-Yu Hakusho.

          • Rodolfo da Silva Carvalho

            Ainda consigo assistir CdZ, mas sei que envelheceu mal. Tenho tolerância alta para coisas ruins.

      • Paulo Bernardi

        Dica: *NUNCA* assista desenhos/séries que você gostava na infância, exceto se você tiver certeza que envelheceu bem.

        Ao assistir coisas de criança sob a pespectiva de um adulto, você joga uma parte de suas boas lembranças no lixo.

        Acho que é daí que vem aquele “No meus tempos os desenhos eram bons, desenhos de hoje são uma porcaria”.

        Cheguei a conclusão que crescer e ter senso crítico é uma porcaria..

        • Vai rever Piratas do Espaço e Fantomas… Depois critique seu filho vendo o CN.

      • Eduardo Tenório

        Eu revi Yu Yu Hakusho depois dos 20, e consegui ver tudo. Mas não parecia tão legal quanto antes (ahhh, eu sou toguro) e aquele torneio das trevas era muito longo!

    • “Dar muito piti na Internet mas não fazer nada na vida real: não é esta a definição exata de sofativismo?”

      SSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSIIIIIIIIIIIIMMMMMMMMMM!!!!!!!!

  • Allan Wziontek

    “sim, essa gente trata representatividade como espelho, e são incapazes de trabalhar com metáforas”, deem um oscar para esse cara!!!!

  • Eric

    O melhor seria pegar estes “lacradores”, jogá-los em algum lugar isolado e lacrar este local. E que termo idiota que usam: “lacrar”. É dose.
    Boa parte disso aí é culpa do pessoal se-tem-mais-de-5-linhas-eu-não-leio. As pessoas vem perdendo a capacidade de interpretar textos, ironias, metáforas. Se não for algo explícito a cabecinha não consegue captar.
    Dia desses escrevi um texto no Facebook falando sobre a dicotomia que nos assola no mundo. Era apenas um parágrafo e devia ter ali na timeline mas 12 ou 15 linhas, não sei. Teve gente que comentou apenas para falar que o texto estava grande demais e pedindo para eu resumir. Pensei em dizer que o resumo era “vá à merda”, mas deixei de lado e ignorei.

    • É a Geração Kibeloco que só entende piada explicada com setinhas e círculos vermelhos, e textos de TRÊS LINHAS têm marcado sublinhado em vermelho a “parte importante”.

    • Petrus Augusto

      Boa parte disso aí é culpa do pessoal se-tem-mais-de-5-linhas-eu-não-leio. As pessoas vem perdendo a capacidade de interpretar textos, ironias, metáforas. Se não for algo explícito a cabecinha não consegue captar.

      O pessoal que fala: ‘Textão, vou ler não que é textão’.
      Tem mais que 10 palavras? ‘Textão’…

      PQP, e pior que tais serem se proliferam na internet como baratas dentro do esgoto!!

      [Modo comentários do G1]Culpa disso tudo é do PT!! Com a maldita inclusão digital!! Época boa era em 1999, com meu modem de 56k, onde, só os iniciados usavam a internet e não tinha esse populixo[/Modo comentários do G1]

    • Emílio B. Pedrollo

      Cara, muito longo o teu texto, mas tem bastante likes, tem como resumir?

    • Thales Avila

      Fiquei curioso com o seu texto sobre “a dicotomia que nos assola no mundo”. Copia e cola ele pra nós parceiro.

    • Reinaldo Neves

      Na boa o pessoal do resumo quer tudo mastigado, pois pensar cansa e dói os neurônios, a felicidade para eles e um conto de fadas do tipo: Era uma vez três porquinhos que viveram felizes para sempre!

  • DPSousa

    Ou seja, tudo depende de uma boa história. E roteiros cujo tema gira em torno da panfletagem pura e simples, têm tudo pra dar errado.

    O melhor filme de 2015 teve uma mulher roubando o protagonismo do personagem que dá nome à franquia. E ao final, ficamos super satisfeitos por um filme de ação super foda. O fato da protagonista ser uma mulher forte é só um detalhe.

    • Petrus Augusto

      Concordo,
      Mas lembre-se, de algo que até comentei anteriormente…

      Essas feminazis são um saco, um pá no saco mesmo!! Tenho tanta paciência para elas quanto você (eu acho).

      MAS, tem o oposto também. e esses que dão voz e combustivel para elas (ou seria o contrário?, ou são uma ação conjunta onde um alimento o outro e ambos não vivem sem o seu antagonista?)

      Esse mesmo filme que você falou, MadMax, teve um grupo de “omi” (uso esse modo ‘povão’/populacho para me referir a uma sub-especie de humanos, se fossem fêmea, iria falar ‘mulé’) que estava chilicando por causa disso, que o Max não é o principal e etc… O mesmo ocorreu com StarWars!!

      Dai, um bando de “mulé” fica dando ‘piti’ do outro lado… No fim das contas, nós, os sensatos que pagamos o pato por causa desses dois “lacradores” (de ambos os times).

      Hoje em dia, eu vejo a existência de um uma consequência direta da existência do outro, e ambos, alimentam um ao outro. Infelizmente, não vejo isso acabar tão cedo…

      • A diferença é que ninguém dá atenção aos chiliquentos do outro lado. Não tiraram o John Boyega do Force Awakens NEM depois que a mídia, que adora polêmica, amplificou uma campanha de boicote a Star Wars que no final se resumia a DOIS idiotas racistas.

        • Petrus Augusto

          Sim, isso é verdade.

          Ainda não parei para pensar no pq, se é pq a moda (sim, moda, a vibe atual) é ser ‘SJW’ ou pq eles são tão visualmente ridículos que ninguém liga (exceto as “mulé” lacradoras), e os SJW também estão sendo entendido como tão ridículos quanto!

          Sobre ser apenas ‘dois’, bem, nesse caso pode ser mesmo, não acompanhei isso de perto (só soube que existia, depois de um tempo após o filmes sair).

          Me lembro da época do Morales (SpiderMan), e sim, eu vi muuuito nerd tetudo choramingando por causa disso, MAS, no final, viram que a história era boa e derem o braço a torcer, ao contrario dos “omi” e “mulé” lacradores(as), esses não aceitam que erram. Dá uma raiva!!

          • No caso do Star Wars foram especificamente dois, Foi ridículo o alarde gerado. E sim, o mundo nerd ODEIA mudanças, mas é de qualquer tipo. Podia ser o Stan Lee virando o Aranha que iriam reclamar.

        • Paulo Henrique Duarte

          Uai, não sei dessa aí! Que dureza!

      • Gui

        Isso q você falou envolve o chamado Efeito Ferradura: tem se dois lados localizados num extremo oposto um ao outro, mas que devido às atitudes quase se aproximam um do outro em termos de extremismo.

    • ochateador

      Apenas por eu assistir poucos filmes, de qual você fala ?

  • Henrik Chaves

    Excelente!

    Só acho que o caso não é exatamente “quem chilica não consome” (ACHO). O ponto é que os chiliquentos são uma minoria ínfima. Não existem o suficiente deles para sustentar comércio de nada, mesmo consumindo. Aí os estúdios (sejam de gibis, filmes ou o que for) falham em ouvir a maioria silenciosa, em parte por incapacidade própria e em parte pelo ruído imenso gerado pela meia dúzia de complexados que não conseguem enxergar essas mensagens nas histórias. E os roteiros panfletários alienam os consumidores tradicionais.

    No fim das contas, por causa de um barulho imenso troca-se milhares de consumidores regulares por meia dúzia de “lacradores”. Receita para o fracasso.

    • Vejo dessa forma também. Talvez eles consumam, mas eles são tão poucos que não sejam capazes de sustentar as vendas.

      Acho importante a gente sempre tentar perceber que essa minoria, por mais barulhenta que sejam (e ela é absurdamente barulhenta) ainda é uma minoria. Não que minorias precisem ser desprezadas, mas do ponto de vista comercial, quanto mais você agrada, mais você vende.

      Eu me considero um cara bem consciente quanto a essas coisas e sempre tento entender o ponto de vista alheio com toda empatia que me cabe.

      Mas existem coisas que não funcionam como essa minoria quer. Ao menos não da forma que tá sendo feita, como o Cardoso colocou no texto.

      Eu nem sempre concordo com o que ele diz, e a gente tem uma relação bem sincera e franca quanto a opiniões divergentes, que eu considero saudável. Aqui, neste texto, eu concordo com o que ele diz sim, cara.

      Principalmente no ponto que diz que as obras precisam ser sobre a história da personagem, sobre quem é ela e do que ela é capaz de fazer, sem que seja preciso esfregar na cara do leitor “OLHA, VEJA COMO EU SOU MILITANTE QUE FODA QUE EU SOU” o tempo todo. E ele citou vários exemplos de como fazer isso corretamente, com filmes e quadrinhos.

      Acho que parte do que a gente tá vendo dessas obras mais atrapalhadas e desnecessariamente explícitas, são o extremo da mola (efeito mola). Logo logo as coisas encontram um equilíbrio. Já estamos nesse caminho, inclusive.

    • Guilherme Oliveira

      E tem ainda que se considerar que essa minoria barulhenta, graças ao barulho, acaba forçando pessoas neutras a engolir momentaneamente aquele discurso. Essas vendas nos primeiros volumes incluem esses dois grupos, a minoria barulhenta e os que caem de para-quedas nos quadrinhos por se sentirem mais esclarecidos obedecendo a agenda dos barulhentos. Isso faz os números ficarem mais falsos ainda, porque sem o barulho, muitas dessas pessoas neutras também não consumiriam, reduzindo ainda mais os SJW.

      • Carlos

        Excelente observação, Guilherme.

    • Kenneth Anderson

      Se os chiliquentos são uma minoria ínfima, então porque sempre no começo das vendas das HQs elas vendem “bem” e do nada há uma queda gradativa?
      Sei lá, eu tenho a impressão que essas pessoas não gostam de seguir uma HQ e só compram a primeira edição para apoiar a causa.
      Todos nós sabemos o que essas pessoas são capazes de fazer, não é a toa que grande parte dos seriados da Netflix que fazem sucesso são seriados que essa “minoria” adorou, mas diferente dos seriados, HQ precisa de paciência, amor e de dinheiro mensal para ler.

      • Henrik Chaves

        Talvez o bom começo seja por ser novidade, ou por aproveitar o público que vinha lendo (no caso de reviravoltas nos personagens, estilo Riri Williams). Quando percebem que não está bom (ou passa o efeito da novidade), abandonam.

  • Deb

    Quem gostar de lacrar não sabe a diferença entre merda e tapioca. Autores de HQ tem mais é que ignorar mesmo e trabalhar. Deixa o pessoal de vendas se virar pra vender. E o pessoal de vendas não ouse dar pitaco na criação. Cada um no seu quadrado, já dizia o poeta. Quem que ler, compre. Se não vende é porque o povo não quer.

  • Daniel Almeida

    Acham que tem que ser explícito porque precisa reforçar o discurso, algo assim. Sutileza pra que? Devem achar que nem todos vão entender mas eles entendem cada sutileza que ninguém imaginava.

  • Raph4 (Raphael Corrêa)

    Puta que pariu: “Quem chilica não consome!”
    Se não fosse atitude de guri de 12 anos, tatuaria no antebraço pra botar em frente à testa só pra jogar por cima na hora dos facepalms! hahahaha

    Excelente. Ia falar mais algo mas fiquei sem palavras. Deixo meus parabéns!

  • Rogério Rizzato

    Caça Fantasmas ter mulheres funcionaria. Era só não fazer um remake besta, que na melhor das hipóteses tem duas piadas boas. Num mundo perfeito o filme devia ter sido isso: Janine, agora líder da equipe, contrata um novo time, que por acaso são mulheres, pronto!

    Acho que a coisa toda ficou pior agora, mas sempre existiram grupos que não lidam bem com a dualidade dos personagens, como os grupos cristãos negros que fizeram de tudo para acabar com o blaxploitation.

  • Carol Reis

    Esses militantes são uma minoria, mas como fazem muito barulho, temos a impressão de que são muita gente.

    Sobre a Amanda Waller, acho que os militantes só vieram saber da existência dela no filme do Esquadrão rsrs

  • 3Deivid

    Compartilho o texto.
    Pessoas do circulo não leem.
    Pessoas soltam os cachorros em mim (novamente sem ler).
    Excluo essas pessoas do circulo.
    Fico um pouco mais feliz.

    Excelente texto.

  • bwoooruuuummmm™

    Se analisarmos bem, isso tudo é problema daquela geração emo da década de 2000, antes se mendigava likes postando frases pseudo góticas, franja na cara e calça preta apertada e rasgada, hoje não, cresceram, é preciso ser madura, trocaram os likes pela lacração, uma sempre querendo lacrar mais que a amiguinha, competição de problematização, “Ei, voce viu ? Meu post foi parar no buzzfeed.”
    É a ascensão do militantismo de sofá, subir hashtag no twitter, digitar EM CAPSLOCK, e tudo mais que se tenha direito.

  • Giovana Fiuza

    Muito bom o texto.

    Eu sou mulher e gorda. Não, não estou falando de “gordinha”, e sim de gorda mesmo. Já sofri de baixa autoestima e bullying, então podia muito bem ficar aqui chorando as minhas pitangas, mas apreendi na dureza que sentir pena de si mesmo só te coloca para baixo (Tumblr, bora apreender essa lição). E sabia o que eu sinto quando olho um título como esse Faith?

    Vergonha alheia.. e um pouco de tédio.

    Os SJW falam tanto de igualdade e respeito, mas no final das contas são os que mais separam as pessoas em categorias, e esses heróis “empoderados” e “diversificado” tornam-se chatos. Afinal na cabeça dessas pessoas mulheres só podem ter problemas por serem mulheres, negros só podem ter problemas por serem negros, gordos só podem reclamar de ser gordos. E o personagem nunca pode verdadeiramente sofrer com isso. Não! De acordo com os SJW, os personagens tem que sempre terminar vencendo o opressor a cada edição com uma frase politicamente correta que parece q foi retirada diretamente do Tumblr. Tornam-se histórias insuportáveis de personagens que facilmente podem ser substituídos por um igualzinho, já que tudo que importa é uma característica física.

    E como o texto bem abordou, não é que você tem que retirar políticas e questões sociais das histórias. Não! Olha o Arqueiro verde por exemplo. Quando retiraram esse lado dele nos N52 o personagem flopou. Agora no Rebirth esse lado está voltando com tudo, e as histórias estão ótimas. Pois não são só apenas isso! É isso que parece que a Marvel não está entendendo (e o resto da mídia no geral). As pessoas só querem boas histórias e bons personagens.

    É simples.

  • Michel Berkowitz

    Cara.

    Esse foi um dos melhores textos que li há meses.

    Você disse tudo que eu não tinha talento ou competência para dizer, mas eu sentia. Meu parabéns pelo texto, de coração. Seja quem você for, não pare de pensar e escrever nunca.

  • Narciso

    Os anos setenta tinham a disco music, os 80 o rock e as ombreiras, essa década será lembrada pelas tumblerinas.

  • Sad Eric

    Mano, na moral, esse texto foi muito bom de ler. Não só pelas verdades ditas mas também pela capacidade do Cardoso de manter ele interessante e dinâmico. Voltarei mais vezes.

  • Vinícius Santos

    tô relembrando aqui nossos ancestrais símios e batendo palmas com as mãos e os pés! Cardoso como sempre sensacional! Meu comentário sobre o tema é que a internet de fato deu voz pra todos os tipos de gente, gente bacana e gente escrota, e o efeito ferradura tá aí pra comprovar. Quem só quer consumir e aproveitar boas histórias sejam elas protagonizadas por uma gorda, por um negro, por um gay, prioriza acima de tudo a boa história em si e não por quem ela é protagonizada… Gente extremista é chata pra caralho, seja de direita, seja de esquerda, de cima ou de baixo, bando de chatos.

  • Por mais textos como esse!!!! <3

    Como adoraria sair marcando um monte de gente para ler isso, só para ver se entra algo que preste na cabeça dessas criaturas.

  • Isaura Luiza Paramysio

    Bom texto, não concorod com tudo, gostaria de deixar alguns pontos.

    Tenho a forte impressão que os leitores de gibis são analfabetos funcionais.
    Um ponto que vocÊ bem colocou é que sempre houve personagens de minorias (Misty Knight, James Rhodes, Manto e outros que não vou puxar de cabeça agora), contudo raramente estavam em possição de destaque.
    Qualquer leitor de gibi mais conservador que fale “não vou ler isto porque é coisa sjw”, “antigamente não tinha disto” ou começou a ler gibi ontem ou é incapaz de enteder o que ler.
    Contudo como foi ilustrado realmente os novos heróis de minorias gerlamente não tem se mantido, eu digo que é um problema do modo que as coisas são feitas (e não por ser um personagem de minoria).

    1 – Nem todo personagem criado será um sucesso, claro que o pessoal vai adorar pegar Moon Girl & Devil Dinousaur para falar que personagem de minoria não vende (sendo que esta sobra do Kirby à anos estava no freezer) e o fracasso da Harpia, mas vira e mexe revista com heróis com homens brancos saem e são canceladas, e ninguém fala nada, neste Marvel Now 2.0, vocês por acaso acham que a revisto do Solo, do Foolkiller tão vendendo bem?
    O limbo dos quadrinhos é cheio de tudo que raio de personagens, então porque quando ele é homem branco ele é um personagem ruim, mas quando ele é de minoria é culpa dos SJW estragando gibis?
    Mas nisto veio personagens bons, como a Khamala Khan que tem sido um sucesso ao ponto da Marvel esta enviando a guria em tudo que raios de lugar ao ponto que logo logo ela vai ficar saturada. Mas este jeito “novo personagem com título solo” fazer sucesso é uma raridade, sabe porque?
    Imagina que tu vai na banca, e tá com dez doláres pensando em comprar dois gibis, só que sum chegou na banca e nauqele dia tu vai levar dois de qualuer jeito.
    Com os 5 dolares que restam:
    (a) tu arrisca num personagem novo que pode ter ser uma revista boa, media ou ruim (independente de etnia e afins).
    (b) pega de um personagem mais ou menos que já é meio calejado.
    Na prática, na hora H, o normal é seguir a opção b do que atirar no escuro, ninguém é louco.
    Por isto eu considero que antes de dar título solo para personagem novo, deve se inserir-lo em grupos e participações em outras revista por um longo e absurdo tempo, Garota-Esquilo e Wolverine Laura X é prova disto (salvo engano a Laura tá no filme novo do Wolverine – ainda não vi).

    2 – Revista de origem são chatas, ninguém que ver personagem em inicio de carreira, eu estava lendo o manga One Punch Man, e sabe o que é legal lá, você já pega o personagem no auge (no auge dos heróis que ocorrem os clássicos, não?), porque inicio é ver o herói fraco, sem vilão consolidadoe, etc etc.
    Ora, mas eu tenho que criar o background do personagem? Então volto no item 1, deixo o personagem maturar noutros títulos, crio a revista dele e conto a origem em paralelo.

    3 – Não adianta criar personagem sem criar a base toda, personagens periféricos, alguns inimigos recorrentes e afins, foi nesta que o gibi da Kamala era bom, nas primeiras cinco edições, embora faltasse um bom inimigo, você já esava ambientado na vida da personagem, no universo dela, assim como foi o gibi de estréia do Miles Morales lá so Homem-Aranha ultimate.

    4 – “Criem os seus próprios heróis, mimimi”.
    Ok, você arriscaria seu dinheiro num personagem novo vindo do nada? Pois bem, eu não.
    Então eu acho que a estratégia de usar um personagem antigo válida, até mesmo que alguns personagens ficam desgastados com o tempo e necessitam de algo para coloca-los na geladeira pra nóis sentir saudade.
    “Ah… estão estragando meu personagem, não sai nada que presta”.
    Pois bem, sabe a Thor Jane Foster? Pois bem, era pra ser temporário, ocorreu que deu certo e vai perdurar um tempo a mais e a MArvel teve ques e virar para encaixar dois Thor.
    Laura Wolverine, tá aí, junto com o Velho Logan.
    “Ah… mas menina negra Homem de Ferro num deu certo”, verdade, mas quando um homem negro foi Homem de Ferro em mil novecentos e editora abril deu certo, James Rhodes (então não, não é modinha de SJW).
    Ah… e num é por que um “minoria” substituiu teu herói e deu errado é culpa dos SJW, vide o Eric Masterson, o Thor trovejante.

    Sobre os quedas de vendas, é normal edição 1 vender muito e dois vender menos, contudo, para coisas novas, o pessoal é muito imediatista e quer ver “o grande clássico” logo na edição de estreia. Eu acompanho muito mangas, e é comum ver resenhas da edição 1 mas raro da edição 2. Este imediatismo pode ser bem traduzido na estratégia Marvel de resetar numeração de seis em seis meses.

    Há proposito, se “A Marvel se f**** tentando agradar os SJW” porque será que ela tá nesta a pelo menos uns dois anos?
    Ao meu ver foi que ele deve ter tidos mais bônus do que ônus. Citei alguns exemplos de coisas que deram certos acima, na DC apesar de todo o fracasso de new 52, Batgirl que mirou num público hispter parece que foi muito bem, na verdade parece que a revista que ia bem tradicional quando mudou a estratégia virou um baita sucesso de vendas, nisto veio coisas que deram certo (academia gotham) e errado (canario negro).
    Fora que tem a tal ‘renovação de mercado’ e se olhando o mercado de graphic novels e quadrinhos alternativos parece que há muita coisa produzida e comprada pelos “floquinhos” (cabe uma analise aqui das vendas de graphic novel e público consumidor). Com certeza a Marvel e DC não tiraram a ideia de investirem dinheiro nisto por meras algumas dúzias de twitadas de blogueiros.

    Outra coisa.
    Nerd reclama, se tem mega-saga, reclma, se não tem, reclama, se tem persoangem de minoria, reclama, se o não muda status quo reclama.

    No mais, para sair coisa boa, tem sair coisa ruim. Clássicos não surgem da noite pro dia do nada, antes de Wtachmen, Batman Ano um e afins, houve vários eventos (eventos sociais a´te, de coisa fora dos gibis) que foram sendimentando o caminho para os grandes clássicos. Mas estamos numa geração de analfabetos funcionais, que não enxergam relações. Quando eu comecei a pegar literatura, antes de ler eu gastava uns trinta minutos lendo sobre a data da época que o livro foi criado, e isto ampliava minha compreensão de qualquer obra. Hoje as pessoas leem boas e ruins histórias, sem contexto.

    Sobre o fracasso Ghostbuster, na real, se visesse, o filme nos moldes do clássicos com os atores originais iria ser um fracasso, primeiro porque o original era apenas um filme mediano (mas o apego da nostalgia não vai deixar ninguém admitir), segundo que tem coisas, histórias e afins que ficam datadas ou param de funcionar, eu sou a louca do ciberpunk, mas sei que um filme ciberpunk com feeling anos 80 nos dias de hoje é sinônimo de fracasso.

    Tenho que concordar que muitos SJW acabam prejudicando mais do que ajudando, fazendo um deserviço, contudo (o motivo de eu começar a digitar isto tudo – enquanto ouço música) foi notar nos comentários muito “não leio gibi com gay”, “gibi de hoje não presta por que os antigos não tinham isto”. Lembrei de certa vez num site que noticiou que Mortal Kombat teria um personagem gay, e o primeiro comentário era algo assim “se isto for verdade não vou comprar este jogo pra meu filho”, estes blackground enriquecem os personagens, mas o pai deixava de comprar um jogo por um mero preconceito? Fico a tentar imaginar quantas pessoas largaram Authority quando descobriram que Apolo e Meia-Noite eram namorados.
    Mas tenho que dizer que algumas pautas no que tange ao assunto entretenimento são relevantes também, como você bem disse, diversidade abre novas possibilidades de histórias, óbvio que cabe saber fazê-lo se hoje como você colocou há o didatismo, antigamente havia (até quando se tentava fazer certo) a esteriotipazaçaõ e falta de tato, nos anos 80-90 quando se falava em gays em gibis logo em seguida se falava de AIDS (cito Hulk do Peter David, Flash do Messer Loeb e o caso Extrano, que é bem esteriotipado e tinha AIDS pega por uma mordida de um vmapiro espacial – e foram feitos na boa intenção). A pauta do uniforme feminino é uma que irrita muitos nerd tradicionais, mas chega a ser chato você ter uma diversidade de corpos masculinos de grandes brucutus, a atleticos, a magros corredores, além de homens feios, e o corpo feminino ser em mais de noventa por cento dos caosos gostosas, variedade seria bem vinda. Fora os malditos saltos, veja uma luta da WWE (sim a lucha libre americana, nem entrei na senda do UFC), nada de saltos.

  • Rodrigo Rosa Santos

    Excelente

  • Gustavo Cardoso

    Texto sensacional… vou reler linha por linha assim que tiver mais tempo. Mudanças na sociedade tem que acontecer organicamente, como tem sido até agora. Querer empurrar mudança goela abaixo gera justamente o efeito contrário ao pretendido.

    Levamos séculos pra superar questões raciais, sexistas e de direitos (sim, no último século conseguimos enormes avanços, mesmo que os sjw discordem) e hoje é comum desenterrarem questões de escravidão e subjugamento, divida histórica e o caraleo. Quer regresso pior que esse?

  • Bosco_

    Eu brigava com o Cardoso nos primórdios do twitter pq eu simplesmente não tinha paciência pra argumentar seriamente com ele. Hoje relendo e lendo novos textos, já com o intelecto amadurecido (por muita leitura) consigo entender o que ele fala. Esse texto é perfeito e o melhor é que usa números e por mais que alguém não concordo com os argumentos dele, OS NÚMEROS NÃO MENTEM, essa é a beleza da matemática.

  • Cheguei agora nesse blog, e já leio essa aula. Tenho que até voltar depois para comentar com mais calma, excelente trabalho.