Sexo nos Anos 80

O garoto de 13 ou 14 anos que acesa, de seu quarto, uma sala de chats sobre coroas que gostam de franguinhos enquanto baixa toneladas de vídeos da Sylvia Saint não tem a menor idéia do quanto é abençoado. Ser adolescente nos anos 80 significava uma trabalheira enorme para colocar em dia a sexualidade latente e imtumecida, como diria o pessoal do Casseta & Planeta.

 

1 – Fotos e Revistas

Hoje em dia as chamadas “revistas de sacanagem” ainda existem, em quantidade menor, voltadas para um público de baixa renda. Diria eu que é a maior prova da chamada “exclusão digital”. Um sujeito que precisa comprar uma revista para obter material de sacanagem está completamente desantenado com o mundo.

Revistas – parte 1 – aquisição

revistas de época

Playboy e Status por um breve período disputaram a liderança de mercado entre as chamadas revistas adultas “sérias”

 

Nos anos 80, os adolescentes que hoje esnobam as revistas imploravam por elas. Eu tinha um esquema com meu jornaleiro, eu comprava um gibi, ele colocava a revista de sacanagem por baixo, cobrava pelos dois e todos ficavam felizes. Claro que ELE escolhia a revista, da prateleira na lateral da banca. Não era simples para quem não tinha irmãos mais velhos, adquirir material. Os garotos mantinham uma rede informal de informações sobre qual jornaleiro “fazia jogo” e qual não só não vendia como ameaçava chamar os pais do incauto.

Havia duas linhas principais de revistas: As ditas sérias, como a Playboy, a Status e a EleEla, e o resto. O resto trazia fotos explícitas, algumas fotonovelas muito safadas (no sentido da qualidade) e spam, muito spam. Toneladas de anúncios, os MESMOS produtos de sempre. Creme Virgin-again, bolinhas tailandesas, consolos dignos de um documentário do Discovery sobre fauna abissal, você escolhe.

Curiosamente, a qualidade das revistas de hoje continua a mesma. Acho que os filhos e netos daqueles aspirantes a Larry Flynt continuaram o legado dos antepassados. Um caso raro no marketing onde o veículo permanece e o público-alvo é trocado.

Revistas – parte 2 – armazenagem

De posse da revista, o segundo maior problema era onde guardá-la. Lembre-se, adolescentes não têm direito a privacidade. Suas posses estão, teoricamente, disponíveis para revistas (não as de papel) aleatórias. Não havia a paranóia de hoje sobre drogas, então era incomum uma devassa completa, mas deixar uma Status dando mole em cima da cama era convite para uma geral.

Por sorte eu nunca passei por isso, mas ouvi muitas histórias. O melhor é que os pais eram tão incomodados com a questão da sexualidade, que só davam metade da bronca. É feio é errado, você não pode ler isso. Não explicavam o porquê, não davam alternativas, nada. É feio porque é féio. Muito elucidativo.

A saída era esconder as revistas em locais estratégicos, como:

  • Na estante entre outras revistas maiores
  • Debaixo do colchão, entre o estrado e o papelão
  • Dentro dos livros do colégio (perigoso)
  • Caixa de brinquedos e jogos, debaixo da bandeja de plástico

Alguns lugares convidativos eram armadilhas prontas pra disparar e ferrar você e ser humihado diante das inevitáveis tias visitando no domingo:

  • Debaixo do Colchão puro – mães costumavam arrumar quarto limpando colchão sem avisar. Se você usava o truque da caixa de papelão aberta, prefeito. elas NUNCA tiravam o papelão do estrado. SEM o papelão, suas revistas ficavam expostas.
  • Mochila velha no armário – à primeira vista é um ótimo lugar. Na prática, não. Sempre aparecia alguém precisando de uma mochila emprestada, se fosse sua mãe ela saberia exatamente AONDE encontrar uma.
  • Gavetas da Escrivaninha – isso numa época em que os jovens ainda tinham escrivaninhas, e não “mesa de micro”, claro. Gavetas tinham algum nível de privacidade, mas mães, irmãs e curiosos em geral sempre abriam sem pedir licença, atrás “de uma tesoura”.
escrivaninha

Escrivaninha ainda usada para armazenamento de material questionável

 

Revistas – parte 3 – uso

Comprar Playboy para ler reportagem só depois dos 40, mas alguns conseguiam dar essa desculpa na maior cara-de-pau, pelo menos para os colegas. O uso prático das revistas era outro. Sejamos realistas, o objetivo básico era descabelar o palhaço, partir pra covardia do 5 contra 1, fazer amor com quem você mais ama ou qualquer outro eufemismo da moda.

Isso era simples quando você tinha um quarto só seu, e direito de passar a chave. A maioria, morando com irmãos e irmãs não podia se dar a esse luxo. Assim, se o cômodo preferido de todo adolescente no Século XXI é a sala de chat do UOL, nos anos 80 era a o banheiro.

Alguns caprichavam, depois de 10 minutos aproximadamente abriam o chuveiro, simulando um banho e ganhando tempo. As mães não entendiam como alguém poderia passar horas debaixo d’água e sair como se nem tivessem molhado a cabeça.

Xuxa

Revistas com a Xuxa, hoje essa Playboy vale mais de R$1000,00

 

Levar as revistas ao banheiro era relativamente simples; bastava colocar entre a camiseta e a bermuda. (em português arcaico, short). Problema era quando o sujeito exagerava na dose e tentava levar uma penca de uma vez, adolescentes grávidos despertam suspeitas

Revistas – parte 4 – socialização

Era inviável manter um estoque muito grande, e de qualquer forma as revistas acabavam gastas, tanto fisicamente quando do ponto de vista psicológico. O animal masculino anseia por variedade, mesmo no papel.

Um excelente meio de manter a imaginação saciada era organizar um esquema de trocas e empréstimos, no colégio. Era batata, grupo de alunos que descia pro recreio carregando cadernos fatalmente tinham revistas escondidas dentro dos mesmos. As trocas eram feitas com exímia rapidez, para enganar os inspetores.

Algumas regras de etiqueta, da época:

  • Nunca abrir a revista mais que alguns segundos, em público
  • Não se comentava a qualidade do material emprestado, exceto para elogios
  • Nunca emprestar para quem não tivesse o que trocar*
  • Somente material hetero. Sequer lesbianismo existia
  • Nada de cenas pesadas, escatologia e similares
  • Guardar a revista com a vida.

* quem não tinha material próprio fatalmente carecia de know-how para cuidar desse tipo de bens preciosos. Isso significava uma alta possibilidade de perda, confisco e telefonemas para os seus pais.

Revistas – parte 5 – lendas urbanas

Algumas revistas eram mais procuradas do que outras. Algumas como a famigerada Rudolph eram temidas, ninguém comprava, trazia cenas nojentas, gordas, tudo que não estávamos acostumados mas fascinavam os europeus.

As mais famosas eram as suecas. Criou-se uma imagem da Suécia como paraíso da sacanagem que persiste até hoje. As histórias dos bordéus de Amsterdam eram lendárias, todo mndo tinha um primo cujo amigo do vizinho viajou para lá e viu (e fez) coisas inimagináveis.

Ficávamos tão embasbacados com as histórias que nem percebíamos que a capital da Suécia é Estocolmo, Amsterdã é na Holanda.

Rosana

Algumas lendas eram verdadeiras, a cantora Rosana realmente posou nua.

Algumas revistas eram lendárias. Uma que ninguém viu foi a tal com fotos da Fernanda Abreu, da Márcia (ambas da Blitz) e da Paula Toller, nuas.

Ninguém cogitava a possibilidade da revista não existir.

2 – Sacanagem em Movimento

No começo da década, não havia sacanagem eletrônica. O máximo eram umas fitas K7 com o que seria chamado hoje de audiobook. Mulheres lendo algum conto erótico de qualidade duvidosa. Gemidos falsos, uma trilha sonora (quando havia) pra lá de cafona, e mais nada. A única chance de um adolescente ver uma mulher nua em movimento era ao vivo, o que se fosse opção disponível, seria bem legal.

Alguns com mais cara-de-pau e aparência de mais velhos matavam aula e iam nos “poeirinhas”, cinemas de subúrbio com vigilância mais compreensiva e programação especializada.

Um filme de Kung-Fu e um filme de sacanagem. Em geral, nacionais, pornochanchadas recicladas. Nada muito explícito. No máximo nu frontal. Os cinemas que passavam filmes explícitos eram segregados, como o Rex, no Rio de Janeiro. Esses não deixavam garotos de 13 anos nem parar na porta para ver os cartazes.

Na TV, ainda sob as sombras da censura, nada de muito interessante era liberado. Algumas cenas de Malu Mulher, uma ou outra novela e olhe lá. A galera se deliciava era com filmes de índios.

Um clássico, “Como era gostoso o meu francês” fez muita gente ficar acordada até tarde.
Oportunidade rara de ver peitinhos aos montes, e de cara limpa, na frente dos pais, afinal era um filme nacional (coisa patriótica) e falava de índios, então tecnicamente não eram mulheres peladas.

Então veio o Sala Especial

Um belo dia fuçando pelos canais, eu e milhões de outros adolescentes descobrimos um programa novo, safado, passando nas madrugadas da TVS (o embrião do SBT).

Era o Sala Especial, produzido pela Record e passado no Rio pela TVS.
A proposta era simples: 11 da noite (naquele tempo isso era tarde) passavam uma pornochanchada. Filmes nacionais, quase sempre comédias, sem nenhuma proposta artística séria, mas muitas mulheres semi-nuas (com sorte).

joana fomm

Joana Fomm em uma cena d’O Espelho da Carne

 

Esses filmes merecem um artigo à parte, dada a enorme contribuição que deram para o desenvolvimento de… bem… alguma coisa.

Toda uma geração (na verdade umas três) de atrizes globais passaram pela Sala Especial. De cabeça, posso citar, das que mostraram seus talentos:

  • Matilde Mastrangi
  • Vera Fischer
  • Angelina Muniz
  • Betty Faria
  • Regina Casé
  • Carla Camuratti
  • Maria Zilda
  • Lucélia Santos

Recomendo para posterior apreciação (e apreciação de uns posteriores também) os seguintes filmes:

  • A Superfêmea
  • Histórias que nossas babás não contavam
  • O olho mágico do amor
  • Espelho da Carne
  • Giselle
  • Amor Estranho Amor (sim, esse mesmo)
  • Eu te amo

Os filmes podiam ser bem diretos, como o Olho Mágico do Amor ou o Eu te Amo, do Arnaldo Jabor ou cheios de reflexões filosóficas, como algumas chatices que enrolavam para mostrar o que todo mundo queria ver, ou mesmo comédias descaradas, como o excelente “Superfêmea”.

Havia até crítica política, como no “Histórias que nossas babás não contavam”, onde a mulata Adele Fátima fazia “Clara das Neves”, Costinha era o Caçador e havia sido baixado o AI-5 – Ato Imperial número 5.

Assitir aos filmes do Sala Especial era uma arte. No começo dos anos 80 pouca gente tinha televisão no quarto. O procedimento mais comum envolvia:

1 – convencer todo mundo a dormir cedo, rezando para não ser dia de jogo;
2 – Assistir alguma coisa chata até o último minuto;
3 – Apagar a luz da sala para evitar reconhecimento imediato;
4 – Reduzir o som da TV ao mínimo para não abafar o barulho dos passos de alguém chegando;
5 – aproximar a poltrona da TV para que consiga mudar de canal rápido. (isso foi antes dos Controles Remotos)
6 – cobrir-se até o queixo com um lençol ou cobertor, não importa a estação do ano, você ESTAVA com frio ;)

O Sala Especial durou, no Rio, até metade dos anos 80, quando a Record brigou com o SBT, cancelando a programação conjunta.

Nessa época outras estações já transmitiam cópias do Sala Especial, a Bandeirantes tinha sua “Sessão Peitinho” e a Manchete já havia se posicionado como fornecedora confiável de inspiração pra galera.

VHS

Quando a sacanagem “online” se tornou mais acessível, enfrentou uma concorrência que parecia caída do céu, para os usuários: O videocassete.

Inicialmente um produto bem caro, foi aos poucos se popularizando. Locadoras se espalhavam em cada esquina, e como toda nova mídia, o mercado do sexo foi um dos primeiros a se aproveitar dela.

As locadoras foram inundadas de produções estrangeiras, originalmente cópias piratas. Nomes como Traci Lords e Ginger Lynn se tornaram conhecidos dos adolescentes. Biblicamente, inclusive.

A primeira locação pornô ninguém esquece; você escolhe umas cinco ou seis fitas diferentes, filmes família, etc. Passa pela prateleira de sacanagem, olha as capas sem pegar, acha seu alvo e subreptciamente coloca a caixa no meio dos filmes família.

Chegando no balcão, você faz uma cara de quem aluga pornôs cinco vezes por semana, inclusive tendo atuado em alguns. Não que seu histórico de locações de Jornada nas Estrelas substancie a sua postura.

Com sorte, a atendente (era sempre mulher, nessas horas) olhará para a fita, olhará para você, fará uma cara de “que vergonha, um garoto alugando um lixo desses…” pegará a fita e pronto. Com azar (o que era mais freqüente) ela chamará um auxiliar, e na frente do grupo de freiras que foi procurar alguma coisa da Disney dirá:

“Marquinho, procura pra mim o “Safadas do lava-rápido IV” pra mim, não estou achando.

Sacanagem em Movimento – fase 2 – assistindo

Na época do VHS já não era tudo tão complicado quanto no tempo das revistas ou dos programas de TV. Era possível alugar a fita escondido (as mães nunca tiveram a idéia de pedir um histórico de locações, e as atendentes apesar dos olhares ameaçadores, nunca nos denunciavam).

Os procedimentos eram parecidos com o usado para ver o Sala Especial, mas não precisavam ser tão cedo. Um adolescente resoluto montaria seu esquema de TV alta madrugada. 3 da manhã ninguém apareceria atrás de você. ESSA é a origem da lenda de que sexo solitário demais dá olheiras e ar cansado.

Outra vantagem era o controle remoto. Era possível manter uma distância razoável da TV, e principalmente desligar o filme na primeira suspeita de companhia indesejada.

Com a responsabilidade de devolver o filme no dia seguinte, ele podia viver na mochila do colégio, era raro quem tivesse cópias próprias, então não havia mais trocas, no máximo recomendações (como se não consumíssemos todo o acervo da locadora, anyway).

Para muitos foi o primeiro contato com sexo “de verdade”, ao contrário das simulações inocentes das pornochanchadas. A era de ouro dos filmes adultos nos EUA supria o mercado brasileiro com material de primeira, produzido em película, com cenários, (algum) roteiro e (o que era essencial) mulheres lindíssimas.

Traci Lords, Jeanna Fine, Ginger Lynn, Marilyn Chambers, Annette Heaven, entre tantas outras, numa época em que silicone era novidade e não muito bem-vindo no mercado.

A produção nacional era quase nula. Não havia como uma produtora nacional bancar mulheres daquele nível. Qualquer uma delas no Brasil estaria trabalhando como apresentadora de TV ou modelo de primeiro time. O filme adulto nacional do início dos anos 80 não deve nem ser mencionado.

estrelas

Na sequência, Traci Lords, Marilyn Chambers, Ginger Lynn, Jeana Fine, Ashlyn Gere e Ron Jeremi, o puto que traçou essas e TODAS as outras mulheres maravilhosas do mundo pornô. Ganhou e GANHA por isso, ele ainda está na ativa.

 

Já as adaptações sim. Talvez tentando atingir o mercado analfabeto (como se alguém ligasse para os diálogos) uma produtora lançou um filme adulto americano… dublado.

Eu aluguei e não consegui assistir, era muito, muito engraçado. Constrangedor, diria eu. Qualquer dia vou perguntar ao Sérgio Stern, da lista palm-br, se ele já fez algum (como dublador, calma). Sei que ele só confessará sob tortura, mas a simples possibilidade já é hilária o bastante.

Entre os filmes mais famosos dos anos 80, recomendo (por puro interesse arqueológico):

• Atrás da Porta Verde – Marilyn Chambers
• New Wave Hookers – todo mundo
• Traci Dick – Traci Lords
• Taboo – kay park
• The Filty Rich – Samantha Fox
• Debbie Does Dallas – todo mundo

Fim do Prazer Solitário

Quando os BBSs apareceram, imediatamente se descobriu que eram ótimos para a sacanagem, também. Que coisa melhor que falar sacanagem com estranhos, sob o anonimato de um nickname?

Foi o início do fim para a sacanagem analógica. Além do bônus da interação com gente de verdade, havia disponível uma enorme (para a época) quantidade de arquivos, com arquivos PCX e até mesmo um tal de GIF, com emocionantes 256 cores. A qualidade do material que se conseguia baixar era excele- não, sendo realista, era uma droga.

Hoje é impensável alguém baixar um arquivo de 256×192 256 cores. Só como thumbnail, mas no tempo do modem de 2400, era tudo que tínhamos, e provocou um breve ressurgimento das trocas, dessa vez disquetes, abarrotados (todos os seus 360KB lotados!) de imagens.

Floppy

360KB, menor que a maioria das imagens que recebo hoje em dia

 

Ainda não havia filmes, mas só a idéia de poder ter imagens em casa, de forma totalmente privativa, sem que os pais sequer imaginassem, era muito boa. Diversos adolescentes insuspeitos eram Sysops de BBSs cabeludérrimos, carregados da mais alta safardanagem.

Aí chegou a Internet, o MSN, o Skype, as webcams, os gravadores de DVDr, e qualquer adolescente baixa DVDs inteiros de suas atrizes preferidas, gigas e gigas de fotos, tudo no conforto de seu quarto.

Confesso que sentiria uma enorme inveja dos adolescentes do início do Século XXI.

Se eu não fizesse a mesma coisa.


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Leia Também:

  • Alan Smithee

    Eu ajudei em alguma coisa?! Obrigado pelo crédito, de qualquer forma.

    Ou, como o povo diz: "Omisso, eu?! Mas eu não fiz nada!"

    Parabéns pelo texto. Fecha com chave de ouro: "Confesso que sentiria uma enorme inveja dos adolescentes do início do Século XXI.

    Se eu não fizesse a mesma coisa."

    Abração.

  • Sergio Gomes

    Engraçado também como o nível de exigência cai com o passar dos anos e com a redução do número de espinhas. Quem aqui já não perdeu várias horas da adolescência analisando aqueles catálogos no formato gibi, que vendiam desde o serrote Stanley para o papai até o creme Avon para a mamãe? Claro que o interesse mesmo era na sessão de roupas íntimas, onde chegávamos a ficar familiarizados com as modelos: "Opa, esse peito eu conheço, é daquele meia-taça da semana passada".

  • Z

    …o melhor é o "se eu não fizesse a mesma coisa"!

    Eu passei por um mico ainda maior, e mais traumático… eu e meu irmão (mais novo!) fomos obrigados a chamar a minha mãe (meus pais eram separados) pra ir até a locadora autorizar as tais "locações proibidas"… Claro, se a gente não chamasse o atendente ia ligar pra ela do mesmo jeito pra dizer que a gente já tinha tirado alguns, que tinha sido uma falha imperdoável e o catzo… Enfim, chamamos – e o mais chocante, ela não disse nada, foi lá, assinou (ou seja, permitiu o proibido, o que não deixa de ser um contra-senso!) e o assunto nunca mais surgiu…

  • Danton

    Valeu pelo crédito, foi uma surpresa bem vinda. Rachei de rir no comentário do Sérgio sobre os catálogos da Avon. Eu faço isso até hoje!

    Grande texto!

  • PGMULLER

    Saudades do tempo em que se escondia encartes de propaganda de sutiã e calcinha.

    Bah!

  • Diego Allequeivo

    A Xuxa é uma vaca , gostosa, porém , uma vaca…

  • Eric

    Eu ainda sou consumidor fiél de revistas desse gênero, mas somente as eróticas e as desconhecidas, por as mais famosas como Playboy e Sexy viraram treino

    de Photoshop.

  • Carlos Zefiro. O rei de catecismos.

  • Realmente era difícil arrumar revista de mulher pelada. Sempre rolava aquele "mico" de comprar na banca e alguém ver. Filme de sacanagem em locadora então, era quase que cometer um crime. Hoje em dia tudo é mais fácil, basta ir na internet ou na tv a cabo, moleza.

    Visitem meu site, não é de sacanagem, mas fala dos clássicos da Sessão da Tarde (que não tem sacanagem…hehehe).

    Abs

    Marcelo
    http://www.ex-filmes.blogspot.com

  • WANDER

    POR FAVOR , PRECISO CONSEGUIR FOTOS DA CANTORA ROSANA NUA , EM QUE REVISTA ELA POUSOU? EXTAMENTE EM QUE MES DE QUE ANO? ME AJUUUDEM, OBRIGADO

  • eduardo

    Adorava as playboys quando eram mais naturais, mas ainda gosto d emuitas.

    Ando atrás da Dina Sfat, que saiu em janeiro de 81, s e nao me engano

    A Rosana eu cheguei a ter. Comi ela um monte d evezes . tinha uma mbunda maravilhosa. Saiu na HOmem, com certeza, acho que em 81

  • Dimas

    Guardo lembranças mil dos tempos do VHS e dos filmes que alugava para assistir durante as madrugadas. Antes de uma trepadinha havia sempre uma sessão de cinema muito prive, com a porta do quarto fechada para evitar algum penetra. Ah! Saudades…

    P.S. Gostaria de informes de como baixar filmes da Annete Heaven – Nina Hartley e CIA. Grato.

  • CARLOS

    GOSTARIA DE SABER COMO CONSEGUIR AS GRAVAÇÕES DOS BAILES DE CARNAVAL DOS ANOS 80(MONTE LIBANO / SIRIO LIBANES).

    ALGUEM CONSEGUE GRAVAÇÃO DOS BAILES SCALA-RIO ??

  • Claudio Costa "

    aaaaaaah tenho lembrança de anos 80……

    eu tinha 20 anos em 1982,eu vivo uma mulher pelada, Playboy…..

    uma gostosa ano 80 era roberta Close,boa morena………

    eu diigiavam meu carro antigo era Conversivel……eu fiz sucesso com as meninas,que saudades…..AAH sou Velho……..

    eu era bonito ano 80,sou quase velho poucas grisalho.

    eu li revista Playboy 80,Mulheres pelada era Xuxa,Roberta Close,e tals…….

    • Dungdidudada

      Caralho cara!!!!!!!! Roberta Close era homem….

  • Pingback: Blog do Cardoso » Blog Archive » Um monte de mulher pelada, bem divertido. Sem sacanagem()

  • eu sou da fase do vhs em diante, mas morri de rir com os primórdios e me reconhecendo nos afins…

  • Arlindo

    Meu comentario é o seguinte: assiste um filme porno por volta do ano 87/88 mais ou menos assim: o filme começa com uma garota subindo a escada nua, e no deserolar do filme acontece um crime que é desvendado só no final, há tambem um estrupo dentro de um carro, assim como cenas de duas mulheres, uma coisa é certa nunca mais assiti filme porno com enredo igual a esse, pois alem do sexo explicito, voçe fica curioso sobre o assassino. muito legal, se souberem deste filme me avisa, pois não sei o nome do filme, muito menos as atrizes

    • Milton

      Esse filme eu assisti quando estava no exército e dava carteirada na cinema… o nome do filme é Ana a Obcecada, com a Annete Heaven.

      • Francisco de Assis

        voce sabe como consigo este filme. era um filme com uma assassina que tirava fotos de ana ela era casada loira. obrigado

      • gabriela

        voce e muito gostoso ne voce nao quer mim conhecer nao .

  • carlos

    A unica critica que eu faço, é que o autor deste post, não citou as revistas importadas suecas, rarissimas e mostrar os dotes das musas sexuais daquele tempo, como a maravilhosa ""poupança"" de Matilde Mastrangi e o corpão de Regina Casé.Mas valeu relembrar, teho pena de quem não foi adolescente aqui no Brasil nos anos 70/80 os melhores anos da vida de muitas pessoas, Valeu !!!

  • severinoramolins

    sou moreno claro tenho 48 anos sou louco por mulheres bem mas velhas doque eu minha primeira transa foi com uma mulher de 40 e eu tinha 13 na roça voce sabe tudo começa cedo então depois deste dia eu passei a gostar mulher mas velhas
    a ultima que eu tive foi a cerca de 2anos ela tinha 76 e foi a melhor coisa que ja me aconteceu vovozinhas que queira se comunicar comigo para futuras amizades e so mandar email severinorlin@yahoo.com;br

  • Milton

    Fantástico texto… Os catálogos da Avon ainda hoje são interessantes, mas o Photoshop acabou com a graça das revistas, apesar de continuar assinante da Playboy isso já a pelo menos 20 anos.

    Minha musa era a Ginger Lynn – essa baixinha era demais!

    "Confesso que sentiria uma enorme inveja dos adolescentes do início do Século XXI.

    Se eu não fizesse a mesma coisa." Matou a pau, é a maior realidade.

  • "Creme Virgin-again"

    Ri muito aqui… Vou comprar pela internet!!! xD

    O problema hoje é salvar as imagens num PC compartilhado. Se por acaso minha mãe consegue entrar no meu usuário… Não vai ser "isso é feio, muito feio", vai ser "NÃO É DE DEUS, SOME DA MINHA FRENTE, SAIA DESSA CASA, SUA SATANISTA!!!"

    ='(

  • diana

    eu acho um absurdo

    • Rola Grossa

      que voce ta fazendo aqui neste forum, então?

      com esta sua opinião, e que não nos interessa, pois sacanegem antiga é legal e muito mais sensual

      ce é lesbica.

  • Tata

    quero saber onde consigo aquelas revistas de sacanagem e se tem jeito de assinar?

  • Ari Nilson

    Alguém teria (só serve)o vhs do filme "O Olho Mágico do Amor"com Carla Camurati?Grato Ari Nilson….!!!

  • José Carlos

    So doido pra ver algum filme com a Regina Casé, ela mais nova é uma delícia. Se souberem postem algo.

    Obrigado.

    • Novizu

      Procure "as sete gatinhas" de Nelson Rodrigues. Valeu!

    • Chicrim do Cateté

      Há um filme , O segredo da Mumia , e ela esta realmente gostosa…

  • melissa

    tb gostaria de ver o filme o olho mágico do amor

  • Jairo

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Todo o procedimento para assistir ao Sala Especial da TVS (hj SBT) era exatamente este mesmo!!! Putz! E eu achando que era o único que fazia isso… (rsrsrs) Naquela época, ver um folme adulto era um evento!. Hj, tá tão banalizado que são pouquíssimos os que ainda me atraem. Saudade daquela época…

    Abração……………….

  • joao batista

    gostaria de saber onde posso encontrar filmes dos bailes de carnaval do escala,aqueles antigos de 1980 ate 1999

  • Cesar Mucci

    Excelente matéria.. esta de parabéns! Me fez voltar a aquele tempo da revistinha de fotonovela pornô (aquela que sempre tinha o desenho de uma estrela cobrindo as partes sexuais dos atores enquanto faziam sexo) que eu guardava embaixo do colchão (e que inevitavelmente desapareceu um dia).

    Falando niso, não sei se alguém se lembra de uma fotonovela extremamente brega e de matar de rir chamada "Trepoman". Era dos anos 80… 1983 creio. Era sobre um homem barbudo mirradinho, feio de matar, que vestia uma roupa de herói com um "T" no peito e capa… ele transava com todas as mulheres que "salvava". Conto sobre essa revista para meus amigos mais jovens.. e obviamente ninguém ouviu falar e acredito que alguns até duvidam!

    Mas voltando ao seu texto.. parabéns! Nâo poderia ter relatado melhor sobre a rotina dolescênte da nossa geração X.

    Um abraço,
    Guto.

    • Marcos Gil

      Eu me lembro das revistas do TREPOMAN!!! Tinha um símbolo no peito com um pênis alado com os dizeres "Sempre duro, duro sempre". Poucos conhecem… Um abraço!

  • Decio

    olha eu gostaria de saber onde encontrar os seguintes videosÇ
    todos da regininha torres,
    Coisas eroticas I e II
    Erotica (com a Matilde Mastrangi)
    todos da Ariadne Lima, seia possivel me dizer onde posso ou baixar ou compra^r

  • marcos

    poxa rosana era muito linda,e atualmente tambem!

  • pedrinho

    cara muito bom mesmo de verdade, viva anos 80

  • Pingulino

    Cês ai tão bem na fita,nasci em 82 e so assistir um filme porno aos 15 anos ou seja em 1997,detalhe,tive que dar uma de vandalo,quebrar os vidros da janela da minha escola pra poder ver o filme em um video cassete que tinha na sala de tv…..eu e uns colegas,quase fomos pegos pelo vigia;consegui ver um filme porno na minha epoca de adolescente e na cidade onde vivia(que alias tudo chegava por ultimo la)era um sacrificio para poucos,pra se ter noção do que estou falando a net chegou na minha região a 2 anos……resumindo,é um fim de mundo.Mas me lembro de alguns filmes que foram citados e de algums situações que o nosso amigo citou acima,uma delas era a forma que usava para assistir aos filmes da tv na madrugada,quando tive a oportunidade eu costumava ver os de sabado na Band;Quem se lembra?Eu ficava contando os dias,Cine Privê era o nome…aiai….quantas noites de sabado ja perdi por causa desses filmes…..Boas lembranças……Excelente materia brow….gostei muito…..abraço ai,continue assim…ta mandando bem.

  • A Band me salvava o VHS com as “reportagens jornalísticas” sobre o Carnaval do Rio de Janeiro… Por muito tempo eu pensava que as mulheres tiravam toda a roupa nos desfiles e dançavam nuas nos camarotes, agora sei que é verdade. =¬) =¬D

  • JDomingos

    Irmãos, foi muito legal e engraçado demais ler sobre essa época tão incrível de descobertas, e de mentir aos colegas sobre já haver tido a primeira vez no puteiro no Centro da cidade. É engraçado demais lembrar que eu tinha mesmo uma gaveta onde escondia exemplares de Ele Ela, e de que um dos meus favoritos era da Monique Evans, carequinha, de 1984, aquele ano em ela brilhou como rainha de bateria. Este exemplar dela significava para mim um documento altamente secreto e valiosíssimo, que eu não emprestava a ninguém. Que lembranças de muitas descobertas ! Os VHS americanos então, é legal demais lembrar das sessões durante as madrugadas, cuidando para que minha mãe não levantasse no meio da noite e me flagrasse. E vejo que vocês viveram as experiências quase da mesma maneira. Quantas lembranças !!!

  • Leandro

    O texto é excelente. Você conseguiu retratar toda uma época, com precisão e riqueza de detalhes.

  • Carlos

    O resto trazia fotos explícitas, algumas fotonovelas muito safadas (no sentido da qualidade)
    alguém lembra as marcas dessas revistas, nomes e etc?! lembro até hoje que tinham balões conversas e muitos palavrões… boas lembranças.

  • Eurico Silava

    VCS, todos estão de sacanagem, leram a minha adolescência, falaram da minha vida, tudo aí em cima foi eu que fiz também. excelente postagem. todos eramos iguais. Valeu anos 1970 /1980.

  • Sou de 86, mas ali na minha infância noventista ainda peguei o final da cauda de uma vida sem Internet presente.

    Tenho um irmão 10 anos mais velho, então eu dei sorte de ter um ótimo backlog pra um guri da minha idade. Mas como dividia quarto, ainda tive que usar das artimanhas das trocas de revistas entre amigos de escola e amigos da vila que morava (mas no nosso caso a gente trocava revista Brazil e semelhantes tão pesadas quanto) e tínhamos um revisteiro no banheiro que minha mãe fazia vista grossa Hahaha.

    Vi muito peitinho na sexta sexy/cine prive. Na minha época já passava uns programas de streap tease com um telefone pra ligar gigante na tela. Descobrimos também as milhares de caixas postais pra ligar e ouvir “contos” eróticos e gemidos no telefone.

    Obrigado por relembrar essa parte da minha infância.

  • 3Deivid

    Genial, Sem palavras

  • Eric

    Há quem romantize o princípio, a busca raiz pela sacanagem, a dificuldade em conseguir algum material, os riscos de se armazenar tais materiais, a interação com os amigos para falar sobre alguma novidade. Eu vivi isso, assim como vivi a época de troca de materiais de músicas, onde para se conseguir um k7 de alguma banda underground era difícil e, quando se conseguia, era uma cópia da cópia da cópia de um material mal gravado, ou seja, qualidade lixo. E também vivi a época que era uma dificuldade do caralho para conseguir gravar alguma coisa com qualidade ínfima, produzir algo com qualidade de áudio decente então…
    E por isso afirmo que hoje em dia é muito melhor. Se levo uma mulher para minha casa, já lanço uma pornografia ali na smart TV, se quero só espancar o careca já acesso uma putaria ali no celular, se quero arrumar alguma foda rápida tenho as redes sociais para facilitar fazer alguns contatos. Assim como posso gravar uma demo toda em casa no meu computador, também posso arranjar sacanagem com uma facilidade que me seduz.

  • Cara! Esse negócio de não poder deixar o som alto (no meu caso eu deixava no mudo mesmo) me impede até hoje de ver filme pornô com som.

    Eu acho estranho, perco concentração e tudo mais. Aliás, deve ser até por isso que uma das coisas que mais me chama/chamava atenção nas minhas ex namoradas eram as suas vozes (basicamente elas me ganharam através das primeiras conversas)

  • Taiguara

    Pior ainda pra adolescente gay que precisava ver softporn / porn hetero. Zero nostalgia rs.

  • Urdnot Huex

    história da pupunha, primeira vez que vejo abordarem esse assunto hehehe, em breve no seu History Channel

  • Paulo Henrique Duarte

    “Ron Jeremi, o puto que traçou essas e TODAS as outras mulheres maravilhosas do mundo pornô”. Vi uma foto recente do ator. Recebeu “ponte safena”.

  • Wagner Felix

    Os filmes “recolhidos” da Tracy Lords são excelentes

  • Mario Neis

    agora escreve tudo isso na parede do quarto usando uma cifra qualquer, faça umas estátuas de afrodite, pinte a lápide de bukowski, fique acampando na praia por uns 4 dias, retorne e seja um best seller :P hahaha

    parabéns pelo texto Cardoso, narrativa do Nelson rodrigues com a zoeira do “velho safado”

  • Marcos v.kretschmer

    muito bom os conteúdos do teu blog !

  • Márcio Chaves

    A parte da armazenagem me lembrou um caso de um amigo: Esse amigo, caçula com duas irmãs muito mais velhas, casadas e com filhas, estava um belo domingo no seu quarto – ainda morava com a mãe – em meio à uma visita comum da família. Uma de suas sobrinhas resolveu assistir um VHS das Tartarugas Ninjas(provavelmente essa: https://http2.mlstatic.com/fita-vhs-tartarugas-ninjas-destruidor-estadao-17-lojaabcd-D_NQ_NP_19460-MLB20171196843_092014-F.jpg ), porém a capa guardava outra fita, e aí você entendeu né. Em plena sala com a família reunida, e VHS você sabe né, começa de onde parou….. aquele hardcore… um caos total. Nunca mais esqueço dessa história hahahaha

  • Bob

    Cara, que texto! Me levou diretamente à minha adolescência!

    Agora, como esquecer de Seka e Emmanuelle?

    A propósito, o primeiro pornô mesmo que vi teve a seguinte história: Meu tio sempre foi um consumidor inveterado de todo tipo de equipamento de cinema e vídeo – ele é um cinéfilo inveterado, consome qualquer coisa sobre o assunto. Pois bem, ele comprou um videocassete, lá no início dos anos 80. Claro que a primaiada toda, já imaginou um terreno fértil onde consumiríamos todo e qualquer filme “educativo”. Um belo dia, meu primo consegue uma cópia pirateada, de um filme muito bom (pelo menos foi o que falaram para ele). A molecada fica em polvorosa! Vamu vê! Vamu vê! Só que o videocassete, como todo eletrodoméstico importante na época, ficava na sala da casa. Então elaboramos um plano de ficar acordado até tarde, esperar todo mundo ir dormir para colocar a fita. Só que nesse dia, ninguém saía da sala, nem minhas primas. Chegou uma hora ele falou: foda-se, agora todo mundo vai ver essa merda. Minha tia, caretona, minhas primas e os primos. Iniciou-se a sessão, com a famosa cena da Coca-Cola. Aí chega meu tio. Pronto. Agora ferrou tudo. Ele diz: Pô mulecada, filme velho hein? Foi o primeiro filme, onde nós ficamos estáticos (sim, isso mesmo). Do início ao fim. Até os créditos nós lemos.

    Ah sim, o filme: Garganta Profunda, com Linda Lovelace e John Holmes.