Descobri por que eu e o Paulo Coelho não vendemos nenhum eBook

Eu fiz várias apostas erradas na vida, mas se há uma que perdi feio, de dar com a cara no chão foram os leitores de ebooks. Eu sei. Você tem um. Eu também. Já quebrei dois Kindles e acabo de comprar o terceiro, é incrivelmente prático, mas nós somos exceção e quando previ o sucesso avassalador desses equipamentos, vi sob o ponto de vista de geek, não de consumidor normal.

A realidade é que os números são cruéis. Em 2016 no Reino Unido as vendas dos livros físicos cresceram 7%, enquanto ebooks caíram 17%. Nos Estados Unidos a queda chega a 18.7% e os livros físicos brochura subiram 7.5%. 

Racionalmente isso não faz sentido. Todo mundo esperava um efeito avassalador, semelhante ao que aconteceu com a música digital. Discmen morreram de um dia para o outro, depois de abarrotar seus celulares as pessoas começaram a usar serviços de streaming para acessar milhões de músicas. Como um Kindle, carregando centenas de livros não tem a mesma atração?

A resposta é simples: A psicologia é completamente diferente. O meio físico sempre foi um incômodo pelo qual passávamos para chegar na música. Nós queremos o som. Colocamos a fita, o disco, o cartucho de 8 pistas para tocar e ouvimos. O maior audiófilo do mundo, daquele que se masturba pra anúncios de cabos de US$1000,00 se preocupa com o som, não com a fita girando dentro do deck.

Já o livro é algo que manipulamos durante toda a leitura. Racionalmente sabemos que compramos as palavras, não o papel, mas emocionalmente é impossível dissociar um do outro. Muita gente pede que eu volte a publicar livros físicos para poder dar de presente. De novo, racionalmente não faz sentido, mas pense bem: Qual a graça de dar um ebook de presente?

Uma das cenas mais lindas d’A Bela e a Fera é quando a Fera presenteia a Bela com sua biblioteca. Milhares e milhares de livros em estantes até o teto impossivelmente alto. uma biblioteca linda como o Real Gabinete Português de Leitura. Você acha que a cena teria uma fração do mesmo impacto se a Fera desse de presente algo assim?

Ao contrário de música para livros quantidade não é vantagem. Pessoas normais leem um livro de cada vez, não é algo que pese horrores na bolsa ou na mochila. Pombas, nós somos adestrados durante a infância a carregar toneladas de livros para todo lado, um só é tranquilo.

Livros podem ser emprestados, manuseados e expostos. Você pode deixar um livro em sua mesa e ir ao banheiro, ele não será roubado. Não há registros de ladrões levando livros de passageiros em ônibus, mas duvido que um vá deixar um Kindle para trás.

O argumento do preço é outro a ser levado em consideração. Psicologicamente não há como um ebook custar o mesmo que um livro físico. Nós sabemos que o autor é a parte mais importante (né? né?) mas ao colocar o ebook no mesmo preço que o livro de papel nós nos sentimos roubados, afinal… não tem papel. São apenas elétrons em um chip de memória. EU SEI que o conteúdo é o mais importante, mas nós não evoluímos para precificar o intangível. E sim há ganância das editoras no pacote.

Talvez a nova geração tenha mais desapego, pode ser que o ebook finalmente ganhe seu espaço e o livro físico se torne artigo de luxo para saudosistas, como o vinil é hoje em dia, mas eu não apostaria nisso. Minha conclusão é que eu estava totalmente errado. O ebook não vai dominar o mundo, por mais prático e eficiente que seja será sempre uma lasanha de microondas. Mesmo quem come sabe que o negócio de verdade é muito mais gostoso.


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Leia Também:

  • Gilson Lorenti Fotografia

    livro tem que ser de papel. não consigo ler um texto gigante em uma tela, para mim é desconfortável. Sem falar que gosto de ver todos eles na estante :)

    • Juliana

      Em computador ou tablets pode ser bem desconfortável, mas a leitura no kindle e dispositivos semelhantes (Kobo, Levi) é bem próxima do papel. Eu consigo ler livros enormes assim numa boa (mas ler um mísero relatório em PDF no pc já me cansa a vista). Ainda assim, não abro mão das minhas brochuras <3

    • prós e contras. Às vezes estou com pressa na hora de uma consulta e preciso encontrar tal trecho. O sistema de busca de um ebook ajuda. Mas quando eu penso na eternidade que era para o Kindle trocar de página…

  • Claudio Roberto Cussuol

    Da minha parte, eu adotei o eBook de corpo e alma.
    – Não tenho espaço para guardar livro físico.
    – Não quero carregar quilos de papel nas minhas muitas viagens.
    – Não quero passar minhas horas de leitura segurando um trambolho pesado
    – Eu consigo ler um novo livro que esteja esperando instantaneamente no lançamento mundial
    e o mais importante:
    – Com o advento do eBook eu consegui ler coisas praticamente impossíveis de se encontrar em papel

    Da mesma forma que pegamos o hábito de baixar/comprar a discografia inteira de uma banda, eu li praticamente tudo que o Asimov, Clarke, Frank Herbert, etc.. escreveram na área de ficção. E nesse processo ainda descobri alguns ótimos autores contemporâneos.
    Sem querer defender a pirataria. Eu pago, claro. A menos que eu queria ler um livro e ele não esteja disponível pra comprar, aí eu só lamento…

    • Islan Oliveira

      Eu geralmente compro os livros que eu gosto, mas uma ideia que eu vi que achei que faz sentido é a de pagar por livros apenas de autores vivos.

    • Daniel Almeida

      A parte da viagem faz diferença. Você acaba um livro durante a viagem e faz o que? No e-reader você abre mais um e segue o barco.

  • Grecco Morais

    Pow Cardoso me enganou legal, jurei que a imagem do SD Card era uma propaganda no meio do texto.

  • DoAssogue

    O que eu acho que realmente atrapalha o boom dos ebooks é:
    -O pessoal não gosta de ler e muitos dos que gostam, querem exibir que estão lendo, colocando um livro na cara pra todo mundo ler;
    -O que você escreveu sobre o custo do livro físico e do livro digital;
    -Mesmo quem se dispõe a quebrar a barreira do livro físico para o digital acha que ler no tablet/celular é a mesma coisa que ler no ereader, com o tempo acabam cansando de insistir e desistem sem nem mesmo ter tentado ler num kobo, kindle ou qualquer outro;
    -O preço do aparelho é “alto”, principalmente pra um aparelho que não acessa internet, não tem “zapzap” etc (sim, eu sei).

    Eu, comecei com um kobo, depois passei pra um kindle paperwhite e tenho muita vontade de comprar o Oasis. Tenho trocentos livros digitais e só compro a versão física dos que acho mais interessantes (livros de arte ou edições que quero guardar na estante).

    Como você citou, torço pra que as novas gerações mudem esse panorama, mas não tenho muita esperança.

  • Os dois.

    Tenho livros físicos mas estes precisam ser algo muito, muito especial ou situações específicas. Não dispenso os eletrônicos.

    Como você incentiva uma criança de 6 a 10 anos a ler? No papel. Não dá para incentivá-la num Kindle ou tablet concorrendo com Minecraft, Candy Crush e Pow. Estes sempre vão ganhar.

    Por outro lado, meu maior foi considerado alien na escola por levar o tablet com os livros de leitura do ano. Sim, queriam proibi-lo de usar forçando me a comprar a versão física (se lembro bem de todos os motivos):
    – Diferenciação dos demais;
    – Perda de atenção (vai ficar jogando);
    – Vão roubar e não nos responsabilizamos;
    – Nem o professor tem tablet;
    – Se abrirmos exceção para ele, temos que abrir para todos, inclusive para celulares;
    – Não pode usar na prova;

    Dei um belo de um “foda-se” e ele está usando e mantendo as notas. A sociedade precisa evoluir.

    Por fim, a versão eletrônica tem que ser mais barata (não muito) mas tem que ter diferenciação. Se não pelo fator físico do material papel, pelo fator de fácil reprodução em alta escala, reduzindo drasticamente os custos.

    • eu acho que tem que reduzir e muito o preço (vide comentário acima). O que será economizado não irá para o autor. É muita inocência achar que vai.

  • Eu fiquei 2 semanas com um Kindle. Lindo, elegante, leve… e uma bosta para virar a página. Eu leio rápido, e o tempo que eu esperava trocar de página eu teria lido uma página e meia, duas páginas. Espero que esteja mais rápido agora, mas é tarde. Ebook eu leio no meu velho, mas valente iPad 2. Rápido e muito melhor pra ler. Ruim pra ler debaixo do Sol? Eu não leio debaixo do sol.

    Outro ponto a ser abordado: sim, eBook tem que ser mais barato. Vejamos:

    1) Ebook não tem gasto de material, equipamento, mão de obra e energia para produzir 100 mil exemplares
    2) Ebook não tem custo de transporte
    3) Ebook não tem custo de armazenagem (se bem que já vi na Siciliano um ebook que teve edição esgotada!)
    4) Ebook não tem o percentual do revendedor
    5) Ebook não deteriora ou sofre risco de incêndio.

    O livro físico e o eBook custem a mesma coisa não faz sentido, porque o dinheiro que a editora economizou não vai dar pro autor. Stephen King poderia fazer seu ebook em casa, pagar um designer para fazer a capa e pronto. Ele vende diretamente aos seus leitores. Ganhará mais do que ganharia tendo agente, editor etc (quando muito, tradutores), e seus leitores pagariam menos, o que daria em mais pessoas comprando. O conto A Bala, que foi a primeira experiência dele vendendo versão digital, vendeu para muitas pessoas que sequer tinham lido outras coisas dele (palavras dele próprio), ou seja, ele passou a ser conhecido por pessoas que nunca leram um livro físico dele.

    Eu não tenho problemas em dar o dinheiro diretamente para meus autores favoritos ou compositores. Eu adoraria comprar músicas da Enya, vendidas diretamente por ela, mas não posso. Daí faço o que? Pago 30 reais num CD com 4 músicas, sendo uma única inédita (sim, aconteceu)? Não.

    Para finalizar: eBook reader, para pessoas comuns, não passa de um tablet capado.

    • Ivan

      Já li que os preços iguais são para não ser uma “concorrencia deslea”… ou algo do genero.

      • ochateador

        E na prática é simplesmente aumentar o lucro…

    • Vão dar as mais esfarrapadas desculpas para aumentar a margem e manter os preços. Infelizmente é assim que funciona. Vide gasolina que está abaixando nas refinarias e não chega ao consumidor final.

      A solução parcial é essa: Venda direta. Só que isto não funciona para autores desconhecidos além da questão de fragmentação. Parte do público QUER a porra do livro impresso e recusa a ler em eletrônico. Duvido que uma editora publicaria um livro e aceitaria ao mesmo tempo que o autor venda a versão eletrônica sem passar por ela.

      • Mais ou menos. A autora de 50 Tons de Sacanagem começou sua carreira vendendo fanfic do Crepúsculo na Amazon

        • Por Kratos… Isso dá dinheiro?

          • Zeb Uceta

            Pra ela, deu…

    • Malcan

      Que kindle velho é esse que é lerdo pra virar pagina?

  • NestorBendo

    … não evoluímos para precificar o intangível.

    Cacete, você descobriu numa só tacada por que é tão difícil cobrar por toda e qualquer atividade preponderantemente intelectual!

    É a minha pedra no sapato! Como mostrar pro cliente que eu mereço receber pelo meu esforço intelectual, entregue a ele como uma mera pilha de pranchas em formato A1?

    • Daniel Almeida

      Cobrando pelo tamanho da prancha. É feito assim na área de projetos, às vezes aquela planta não precisava ser um A1, mas você sabe que o trabalho foi difícil então o projetista é remunerado proporcionalmente ao tamanho do papel.

      • NestorBendo

        Mas cobrar pelo tamanho do papel, além de extremamente arbitrário, é “coisa de técnico” (já pedindo perdão aos técnicos, porque sem eles meu trabalho também não seria valorizado). A vez que eu mencionei que poderia cobrar por prancha pra um dos meus clientes em potencial fez com que o sujeito corresse de mim mais do que o pessoal do GTA III em tiroteio.

        Prefiro deixar o preço abaixo do mínimo tabelado pelas associações (isso só acontece em obras muito pequenas), mas em torno do percentual adequado do valor da obra, do que cobrar por prancha e fazer jus à fama de mercenários que temos nós, Projetistas Freelas.

        Você também é da área das putas dos profissionais de projeto?

        • Daniel Almeida

          Sou, mas sou o cara que fiscaliza o projeto e autoriza os pagamentos. No caso os contratos são elaborados assim, remuneração proporcional ao tamanho da prancha, algo que acho um tanto incompatível hoje em dia com os desenhos sendo elaborados no computador e podendo ser impressos em qualquer tamanho (ok, escala, mas tem como corrigir).

          Imagina como a projetista fica quando digo que o A1 dela podia ser um A2? O que consideramos às vezes é a complexidade da planta que se não for cobrada pelo tamanho, teria que ser pelo HH, que talvez fosse tão nebuloso quanto.

          • NestorBendo

            Estimar o valor da hora técnica é moleza. Quero ver bater o olho numa casinha de 100 m² e saber quantas horas vai levar pra projetar. Ou um prédio de 6.000 m². Esses dias mesmo eu empaquei numa casinha desse tamanho, que era mais difícil que beliscar um azulejo! Atrasei minha entrega quase uma semana, e o projeto saiu insano. A concepção arquitetônica mandou pra forca meus preceitos de economia.

            Deixa as horas técnicas para quando eu estiver com mais de uma década de experiência.

          • Daniel Almeida

            Estimar o valor é fácil, o difícil é o HH mesmo, por isso se opta por pagar pelo tamanho da planta.

    • ochateador

      Peça para o cliente fazer a mesma coisa que você faz no mesmo espaço de tempo.
      Se ele conseguir fazer (nao pode obter ajuda) você entrega o produto de graça, se ele não conseguir….

      • NestorBendo

        1) Pra quê se esforçar pra entregar o produto de graça se o elemento fez a mesma coisa?

        2) Eu, sinceramente, ADORO esse tipo de resposta. Quando se trata de responder idiotices à altura, ESPECIALMENTE quanto à minha profissão, sou BRUTO FEITO OS PÉS DA BURRA, GROSSO QUE NEM CANO DE PASSAR MERDA, NOJENTO IGUAL MOCOTÓ DE ONTEM E ESPAÇOSO DO JEITO DE UM PILAR EM L!

        A-DO-REI!!! Obrigado!

        Eu costumo fazer assim com clientes que querem economizar palitos:

        a) Digo pro cliente que ele pode orçar com o pedreirão, recebendo dele um estudo feito nas coxas, com volume de concreto ainda por calcular e aço apenas estimado.
        b) Mostro um projeto pronto (à guisa de exemplo), quantificado, e aposto com ele: se eu conseguir economizar alguma coisa, levo metade do que eu economizar, mais custos fixos, taxas por minha conta; se não, faço na faixa, exceto pelas taxas.

        Nunca um cliente aceitou essa aposta, porque NA HORA percebem que eu estou cobrando mais barato do que eles pensavam. Mais barato do que eu economizaria. Ainda não vi NENHUM pedreirão com senso de economia. Quando economizaram, era onde não deviam, a estrutura iria falhar e entrar em colapso.

        Infelizmente, a coisa está tão ruim que nem assim eu tô conseguindo clientes…

        • ochateador

          Você falou a mesma coisa que eu, mas de forma diferente.
          Eu fui mais curto e grosso (perderia bastante clientes), você foi mais delicado e detalhista (perde menos clientes, mas o que você perde se arrependem logo depois).

          ps: não precisa ficar usando a tag bold no comentário inteiro ;)

          • NestorBendo

            A gente tem que aprender a “falar macio, mas ter sempre um porrete grande“, como disse um sábio certa vez.

            P.S.: Gosto da Tag Bold. É como o @pryderi:disqus escreve. Puxei isso dele.

  • Ivan

    Estava pensando em comprar um ereader mas a falta de grana não me permite,é legal ter livros mas pra ler deitado não acho muito agradavel.

  • Eu pessoalmente não consigo ler textos extensos em tela.

    Em compensação, no papel, vai que é uma velocidade.

    • eu não sei como conseguem ler livros inteiros no celular, com tela pequena e ficar rodando, rodando, rodando, rodando…

      • Somos dois então.

    • Carlos Ferreira

      Ereaders não tem tela comum. Parece muito mesmo com um papel. É umas das poucas tecnologias que ainda me encantam. Parece bruxaria a tela de um kindle. Quase como ler o jornal do harry potter.

  • DANIELLE ROCHA GONZALES

    Leio alguns livros digitais no celular e percebi que preciso de um kindle, que é muito mais prático, mas ainda tô enrolando pra comprar por achar que vou ler pouco nele. Sobre a parte do roubo: arrombaram a casa da minha irmã e levaram tudo que ela tinha de eletrônico, menos os dois kindles, acho que os ladrões não souberam o que era, pq ficaram em cima do sofá hehehe

  • Bruno L.

    Sem falar que a maioria gosta de ficar se mostrando para os outros que tipo de leitura está tendo, é mais “top” ficar sentado na areia da praia curtindo a maresia com um livro mais grosso que a cerveja que está a tomar do que usando um “tablet”. Coisa que no Kindle (que eu possuo) não é possível, a menos que você mostre o livro pelo Kindle. Eu particularmente amo meu Kindle, pois leio muitos artigos e muitas vezes aparecem termos que eu esqueço ou não entendo, fazendo assim com que eu use função de busca na wikipedia (inglês) até o talo.

    Off.: Um colega meu foi roubado em um onibus no Rio de Janeiro tem uns meses já e levaram o seu celular e um livro que ele estava lendo no momento.

  • Carlos Ferreira

    Pois eu adotei totalmente os ebooks. Não pesam, não ocupam espaço(tenha os livros físicos do G. Martin e do Tolkien todos juntos que me entenderá), não preciso sair nem tratar com humanos para comprar, não mofam(tenho um alergia maldita), não pago frete e não preciso esperar a entrega. São muitas vantagens.

    Ebooks são tão melhores que meu Kobo foi roubado(por um cara que provavelmente não sabe ler) E mesmo eu já tendo uns livros comprados lá migrei e agora uso o Kindle. E se esse tiver um triste fim, compro outro. O cheiro de livro novo é muito bom. Mas não troco por praticidade.

  • Thiago

    Já eu gosto de ler autores desconhecidos primeiro na locadora do Paulo Coelho (com meu Kindle velho de guerra que já tem uns 6 anos) e, gostando do material, compro a versão física e leio de novo. Gosto de ler várias e várias vezes o mesmo livro; por exemplo a série Crônicas saxônicas de Cornwell: Comprei o box com 5 livros, depois o 6 e o 7 que haviam sido lançados. O oitavo só veio a ser lançado seis meses depois, então reli tudo pra lembrar da história ( e fiz a mesma coisa quando o 9 saiu). Bizarro, eu sei.

    Conn iggulden foi outro autor que descobri nos fóruns da vida, li os ebooks disponibilizados em algum 4shared e já comprei quase toda a coleção; Com os livros do Cardoso foi a mesma conversa AHAHA; li, e depois doei. Em tempo, alguém indica algum autor de ficção histórica?

    Acho que cada formato vai ter sempre seu público, não adianta. Cada um tem suas vantagens e desvantagens que variam de pessoa para pessoa.

    • ochateador

      Caça aí.

      Patrick Rothfuss.

  • Cleverson Biora

    Eu acredito ainda nos e-Readers mas será um caminho logo até ele se popularizar,
    Quando eu falo que uso o Kobo para ler a primeira reação é sempre a de “Eu prefiro livro físico, não é a mesma coisa bla bla bla”, ai eu tenho a paciência apresentar o Kobo, mostrar os livros nele e tal, e 2 amigos meus que fiz isso mês passado, ambos compraram um Kobo, e adoraram, mas realmente é complicado mudar essa concepção.

  • Marombert Einstein

    Se você for comprar um ebook reader: compre com iluminação embutida, repetindo
    COMPRE COM ILUMINAÇÃO EMBUTIDA,
    Built-in adjustable light,
    背光,

    الإضاءة ليلا

    תאורה אחורית

  • Daniel Almeida

    Lembrei que os e-mails diários da Amazon me fazem agir quase como certas pessoas diante de um cartaz de PROMOÇÃO numa loja. “Ah, só 2 reais, vou comprar”, e cadê tempo pra ler? Biblioteca do Kindle tá igual à do Steam :(

  • Daniel Almeida

    Fiquei com uma dúvida: o que está causando o fechamento das livrarias?

    • ochateador

      Pessoal só está comprando livros online. Vide meu caso em vários momentos.
      Siituação 1: Mesmo pagando preço cheio + frete, comprar online sai mais barato do que na livraria.

      Situação 2: A livraria fala que pode encomendar, mas vai ter que adicionar mais 15 reais no preço. E é um livro de 20 reais…

      • Daniel Almeida

        Mas o texto não fala exatamente sobre as pessoas não estarem comprando e-books?

        • Livros físicos. Pessoas estão comprando livros físicos online, porque é mais prático encomendar online do que ir na livraria.

          • Monstro Medieval

            Ah sim, entendi, aí faz sentido. Só não sei o quanto isso pesa. Se aplica muito a quem sabe o que quer mas acho que a maioria das pessoas ainda vai à livrarias caçando livros. Talvez muitas fiquem só folheando ao invés de comprar, não duvido que tenha quem já leu livros só fazendo isso.

  • ElGloriosoRangerRojo™

    E-reader pra mim foi uma maravilha.

    Eu sou retardado e leio uns 5 livros simultâneos. Antes eu lia raramente fora de casa, pelo fato de ter que levar tudo junto.

    Agora eu leio sobre o que eu quiser, quando eu quiser, só tirando o Kindle da mochila…

    E sim, faço parte de um nicho de 0,0000000000000000000000000001% do mercado consumidor.

    • Reinaldo Matos

      Somos dois…. fora o fato que com a iluminação do kindle, me possibilitou ler de noite na cama, sem atrapalhar o sono da patroa…

  • SiouxBR

    Já tive uma biblioteca com centenas de livros, uma gibiteca com milhares de gibis e estante com centenas de DVDs/CDs.

    Por uma questão de espaço (tive que mudar de uma casa grande para uma quitinete), tive que me livrar de praticamente tudo (só não doei os livros antigos que não consegui em formato on-line).

    Isso foi a 5 anos atrás e já deve fazer no mínimo 3 que não leio livro ou gibi que não seja on-line. Filmes restringi a Netflix e CDs só os ripados da coleção antiga ou de download (dá-lhe iTunes).

    Infelizmente o Kobo que comprei na Cultura pifou com pouco mais de um ano de uso e optei por usar o notebook ao invés de comprar outro e-reader.

    Mas não me vejo mais usando livros físicos: ocupam muito espaço, custam muito mais caro e ainda tem o frete que sai caro por conta do peso. Como a maioria é livro técnico, compro nas editoras americanas os PDFs por uma fração ínfima do preço.

  • Eu adoro eBook em teoria, por todas as reazões óbvias(especialmente a falta de espaço de estante), mas em parte eu aind adoro livros simplesmente pelo hábito, e em parte porque existem algumas coisas que eBook fazem muito bem, mas eles tem que ser bem feitos.

    Um eBook bem editado, bem montado, bem especificado é uma coisa linda que vai iluminar sua vida e é infinitamente melhor que um livro. Mas um eBook que é literalmente nada a não ser texto acaba sendo um problema, especialmente se for um livro grande. A falta de um índice e marcações de capítulos(e notas de rodapé) acaba sendo um problema porque não existe como navegar num e-reader de forma decente. Pior ainda se for um livro mais de referência do que de ficção.

    Ou seja: um eBook meia-boca acaba sendo uma experiência menos cômoda que um livro de papel, mas sem o apego nostálgico. Aí complica. :P

  • Reinaldo Matos

    Não digo que 100% da minha leitura é e-book, mas acredito que uns 90% provavelmente.
    Ainda há situações que o impresso ainda tem uma vantagem.

    – Livros técnicos – Como sou da área de TI, livros técnicos possuem muitas gravuras e até mesmo linhas de códigos no texto. a impressão colorida neste caso é essencial para ajudar o entendimento, inclusive na questão de formatação, onde muitos livros técnicos deixam a desejar na versão eletronica;

    – Quadrinhos – Apesar de existir a Comixology, o fato do kindle ser preto e branco, já temos uma perda… Vocês devem ter se perguntado “Por quê não usa um tablet?”, e a resposta é simples… Eu uso o tablet, até pela funcionalidade de interagir quadro a quadro por página, o que eu achei genial, porém, o tablet por ser uma tela de led e não um e-ink como o kindle, ainda cansa bastante a vista, então, não consigo ficar muito tempo lendo via tablet, meus olhos começam a arder e pesar.

    Tirando esses dois casos, sempre dei preferência para e-books.

  • Minha velocidade de leitura e descoberta de autores novos aumentaram incrivelmente depois que comprei um Kindle 8 (realmente não entendi a reclamação do colega ao mudar a página em um ereader).
    Ainda compro livros e dou livros físicos, mas a franca preferência é pelo Kindle.

  • LG

    Eu li “História sem fim” do Michael Ende num arquivo .doc

    Li meus primeiros livros sobre mercado financeiro em um Nokia E5, num arquivo de PDF que deveria ser ajustado milimetricamente para caber na tela (79,7% de zoom. Lembro até hoje).

    Meu hobby é a pesquisa da história da mágica e do ilusionismo. 95% do meu acervo de pesquisa é digital. livros raros de 1700, 1800, todos bem guardados em pdf.

    Sou fã de livros digitais. Eles te possibilitam conhecer títulos novos que poucos se animariam a comprar/ler fisicamente, fora o acesso a alguns livros antigos.

    Óbvio que ler o livro físico tem seu charme, da mesma forma que o som o do vinil é infinitamente superior ao som de um arquivo MP3. Há alma.

    É tudo uma questão de pesar praticidade x satisfação pessoal.

  • The fool on the hill

    “Não há registros de ladrões levando livros de passageiros em ônibus, mas duvido que um vá deixar um Kindle para trás.”

    Fiz uma capa pro meu kobo com um livro antigo de capa dura justamente por esse motivo, mesmo que não tenha serventia pro bandido, ele é burro e vai pensar que é um tablet. Ou vai se interessar mesmo só por ser um eletrônico. Com o livro capa, ao menos enquanto fechado ninguém terá interesse.