Militância comprova mais uma vez: O oposto do sexismo é o puritanismo

A Teoria da Ferradura diz que quando um tema gera opiniões opostas, chega um momento em que elas tendem a se reaproximar. Um bom exemplo é racismo. Qualquer pessoa moderada abomina o discurso segregacionista que quer escolas só para brancos, lugares exclusivos para negros nos ônibus e que considera a miscigenação algo ruim, que degrada a pureza genética da raça.

Esse discurso radical e idiota hoje em dia só é proferido pelos mais radicais supremacistas brancos E negros. Há toda uma ala do Movimento Negro que não aceita relacionamentos inter-raciais, perseguem negros que saem com brancas xingando de “palmiteiros”. Harvard ia ou vai realizar uma cerimônia de formatura só para negros, Piora. Uma universidade em Washington tentou promover um Dia de Ausência, onde os estudantes e professores brancos estariam proibidos de frequentar o campus.

Para descobrir se essas idéias são idiotas preconceituosas racistas e retrógradas, é simples: Inverta as raças.

Essa aproximação dos extremos acontece em todos os campos, mas é especialmente forte em tudo que tem a ver com sexualidade.

É até compreensível, a maioria da militância não é exatamente destaque dentro dos padrões convencionais de beleza e atração sexual. A mentalidade egocentrista deles encontra a solução: Se o mundo não me considera especial e atraente, o mundo está errado, ele então que mude.

Como a militância não aceita que não são alvo de atração sexual, consideram a atração em si algo errado. Já a ala puritana do outro lado, foi condicionada a considerar atração sexual errado, pecado. Eles sentem, mas não admitem que a culpa é deles, que ELES são biologicamente programados para gostar de sacanagem.

O jeito então é culpar a fonte da atração, no caso as mulheres. Essas demônias tentadoras devem ser cobertas com panos para que não nos provoquem e nos forcem a abusar delas. OK, não funciona com sacristãos, mas é um começo.

O exemplo perfeito do dia vejo do Cazaquistão, melhor país do mundo, e nem só por causa do excelente potássio. Uma agência de viagem chamada Chocotravel resolveu fazer um comercial com aeromoças tecnicamente peladas. Não, não mostra nada, é bobinho.

 

A Internet, claro, ficou furiosa. É sexismo, é abuso, exploração do corpo da mulher (modelos, pagas? Não, a tal “agência” e a mulher faz o que quiser com seu corpo só vale se rezar pela Cartilha).

Teve gente dizendo que achou o comercial “NOJENTO”. Curioso é que é o pessoal que aplaude as peladonas do FEMEN (ok, eu também aplaudo) e acha super-legal e válido como forma de protesto enfiar uma Virgem Maria na buceta:

 

Aviso: Se reclamarem da imagem eu troco por esta do mesmo evento quando um imbecil bancou a Linda Blair e enfiou um crucifixo no fiofó.

Se você não consegue ver a lógica em achar OK enfiar uma estátua de gesso lá onde tudo começa e tudo se resolve, mas considerar imoral um comercial com moças peladas que nem mostram nada, a situação piora.

O Diretor da agência de viagens explicou que o vídeo não mostra nada que não se veja em qualquer praia ou piscina. E isso no CAZAQUISTÃO, não exatamente o paraíso da devassidão ocidental.

A indignação seletiva da militância como sempre amplia os limites da hipocrisia. Em certo momento apontaram para a militância que ANTES do filme com as meninas, veicularam o mesmo exato comercial, mas com homens peladões:

Isso encerrou a discussão, certo? Os militantes perceberam que o comercial é apenas uma brincadeira sacana, mexe com homens e mulheres, e não tem nada efetivamente sexual, certo? Caso encerrado, certo?

Não, seu trouxa. A militância não quer resolver nada, a militância não quer sequer estar certa. A militância que patrulha a Internet em prol da Justiça Social hoje em dia quer essencialmente PALCO. O objetivo é reclamar, não resolver.

Quando foram apontados que havia o comercial com homens, imediatamente mudaram o foco e passaram a reclamar que eles eram mostrados como pilotos, e as mulheres como comissárias.

Entendeu? NÃO se discute com esse tipo de militância. Não se dialoga. É perda de tempo. acima de tudo, nunca peça desculpas se você não fez nada errado. Assim como a Guerra Total Termonuclear, lidar com militantes radicais de Internet é um jogo interessante.

A única forma de vencer é não jogando.

Fonte: RT


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Leia Também:

  • gfg

    “A militância que patrulha a Internet em prol da Justiça Social hoje em dia quer essencialmente PALCO.”

    Não leve muito para o pessoal, mas pra alguém que os abomina tanto essa turma, você os dá um baita espaço, todo dia tem retweets, link pra algum texto “militante”, sem contar os textos aqui.

    • Asuna-chan

      Eu já nem esquento mais minha cabeça, isso é dar importância demais. Não clico nem dou atenção a lacradores e sigo a vida, boicote é o que eles realmente precisam. E talvez umas palmadas.

  • Marcello S. Nicola

    Pena que nunca vou ao país do Borat, mas pelo menos a Air France tem esse vídeo de segurança edificante: https://www.youtube.com/watch?v=0N3J6fE-0JI

    • Rafael Rodrigues

      Esse vídeo é uma graça!!

  • Ivan

    Agora a moda das faculdades é ter pagina no face pra mandar recado perguntando nome de alguem, se namora, intriga e fofoca e coisas do genero, mandei falando mal das musicas do Pablo VItar, não deu outra varios falando que ele quebrou tabu, que ele representa os LGBT’s na midia, mas nada relacionado a musica, vc critica uma coisa e respondem outra.

    • Fábio Peres

      Pabllo Vittar (acho que é assim que se escreve) não canta nada, a voz “dela” é extremamente distorcida em “Sua Cara”. Seu único atrativo, mesmo, é ser agenciada pela Anitta – e pela multidão de lacradorXs que não quer saber de música.

      • João Santana

        É muita viadagem isso de dobrar letras no nome, principalmente quando certas dobraduras alteram o som da palavra e do nada Pablo vira Pablho. Lindo.

        • Fábio Peres

          Bom, você está falando de um “viado”, logo…

        • Zin

          Desde quando LL altera o som da palavra?

          • João Santana

            Desde que o homem inventou de criar letras para representar os sons em seus idiomas. Como no português, que em certa altura foi fortemente influenciado pelo espanhol e aceitou dobraduras em sua grafia – como “ll” para o som do encontro consonantal “lh”, por exemplo. O sobrenome Vilarim, exemplificando ainda mais, originalmente se dizia Vilharim, porque escrito Villarim. Só mais tarde dobraduras caíram em desuso.

          • Zin

            Exato. Desuso. Em português nao faz diferença alguma na fonética. Já pode parar de se preocupar.

          • João Santana

            Desuso não significa abandonado e esquecido para todo o sempre amém, apenas que não é mais usado quotidianamente. Como presidenta, que é uma forma correta de feminino para presidente, mas em desuso até que certa apalermada, para promover sua agenda, passou a usar o termo. E que caiu novamente em desuso, já que o uso consagrou presidente como comum-de-dois-géneros. E não me preocupo com isso menos do que você se preocupa em provar algum ponto. Por acaso você tem mp3 do Pablho Vittar, gosta da música do cara e por isso está ofendido?

          • Zin

            Não, nunca nem ouvi. Tô nem aí pra defender a carreira de ninguem. Mas me espanta como as pessoas conseguem ser conservadoras até nas coisas mais pequenas. Tudo isso só pra provar uma suposta superioridade. (nesse caso, linguística) PS.: Nunca vi ninguém pronunciar “Gabrielha” ou “Danielhe”.

          • João Santana

            Engraçado, porque falei que ll é uma dobradura estranha então sou conservador e quero mostrar superioridade. Argumento pífio, esse o seu, eivado de falácia de quinta série. E esses eles dobrados em Gabriella e Danielle são tão estranhos quanto em Pabllo, considere isso conservador ou não.

          • Zin

            Você reserva um pedaço do seu texto pra xingar a Dilma Rouseff e eu que sou da quinta série? Olha bem a construção do seu texto e pensa bem se seu argumento faz algum sentido no contexto da discussão. Ou melhor: Veja se a sua implicância sequer é relevante pra qualquer coisa que não um estudo linguístico ou sei lá o quê que não tá em jogo aqui. Até a sua verborragia tá aqui só pra tentar qualidade à sua fala. Daí você vem com esse papo de falácia. Eu realmente não consigo entender qual éo seu ponto nessa história toda a não ser auto-afirmação. Perdão pela grosseria.

    • João Santana

      É a coisa de argumentar fora de um sistema lógico. SJWs pensam bovinamente, então são incapazes de fazer o mínimo de esforço para contra-argumentar dentro de um sistema lógico de teses e antíteses. Só sabem mugir que você é *fóbico porque não gosta da música desse tal de Pablo das Candongas, sem no entanto demonstrar onde não gostar da música de alguém te faz *fóbico.

      • Ivan

        vc critica a musica e falam que ele ta lacrando, que ele é simbolo lgbt na midia e não tocam no assunto da musica.

        É triste ver isso em uma universidade.

  • Será que o Lito está feliz com o trabalho dele lá na United?

    • kleber peters

      Já mandou currículo pra Air France… kkkkk

  • Enquanto todo mundo fica discutindo assuntos bobos, e ficando nervoso, ninguém transa.
    Desse jeito, prefiro ir à Igreja: o sexo é monogâmico, restrito ao casamento – mas, ao menos, é permitido.

    • Felipe Vinhão

      E ainda falam que os religiosos que são os conservadores.

      • Ivan

        E não são?

        • Felipe Vinhão

          Comparado a “lacradorXs”, são bem menos. É o que o @fps3000:disqus falou acima – pelo menos em um momento sexo é permitido. Em compensação pras “militantas”, é proibido sempre.

    • Ivan

      Só depois do casamento, não se esqueça.

      • Fábio Peres

        É mais fácil pedir permissão para uma pessoa que autorização para o mundo todo.

        • Ivan

          É mais facil fazer quando quiser, com quem quiser sem precisar pedir permissão pra algum religioso.

          • Fábio Peres

            Precisa sair à caça, e isso dá uma preguiça…

          • Ivan

            Pelo menos não precisa fazer só depois que casar.

  • Carl Segão

    Toda vez que leio esses mimimis dos SJW, só ouço na cabeça:

    “Pruuuu… pruuu….”

    https://uploads.disquscdn.com/images/a860acd79dba83e8c5dcc4900f985088815c62ffa0cf74d80aae21035187d581.jpg

  • Mario Neis

    me recordou daquele caso do turbante… e colo aqui novamente a minha opinião sobre essa gentalha ( TM dona florinda)

    Quanto maior a “apropriação cultural” (sic) menor o preconceito com aquela cultura, afinal quanto maior o convívio menor a rejeição, isto é algo factual do ponto de vista psicológico/sociológico.
    A história do turbante não vem dos africanos meus caros floquinhos (como diria o Cardoso), ela vem dos persas, que pegaram da índia, que teve vertentes dos egípcios (modificando os capacetes ornamentais de animais à sua moda, utilizando panos que lhes eram mais acessíveis) e antes disso Mesopotâmia, muita cultura se “apropria” de outra cultura quando elas se encontram.. vejam só, o quanto se pode aprender se houver atenção ao professor de história na sexta série.
    Quando da Índia derivou para África e suas tribos, foi utilizado como demonstrador de hierarquia tribal, o que foi “bebido na fonte” dos Rajas indianos, quanto maior, mais ornamentado e de melhor qualidade o turbante maior a casta do usuário, dalits não podem usar turbantes.
    Vejam que curiosa essa questão, ostentar um símbolo de segregação de castas como símbolo de um grupo que se diz agregador.
    Mas a pergunta que interessa mesmo não é essa, a pergunta do milhão é “a quem interessa que uma cultura não seja apropriada por outros povos?”
    Da mesma forma que uma “extrema direita” nos EUA precisa “criar inimigos” para gerar guerra, e com guerra medo, e com medo, votos.
    A “extrema esquerda” precisa criar formar de segmentar grupos para criar frentes de batalha, não é interessante para eles que os preconceitos acabem, preconceito é a força motriz do extremista para que a sua máquina continue girando.
    São duas mãos que se ajudam mutuamente, uma cria segregação e a outra usa a segregação, interessante não?
    Nestes últimos anos trabalhando em uma universidade federal aprendi algo muito interessante, que existe diferença entre Coletivo e coletivo, e que, tem muito ‘porta-bandeira’ extremamente interessado no seu coletivo e não na sua Coletividade.
    Dentro dos grupos que pregam a agregação dos povos, o que mais se nota é a segregação se uma pessoa não estiver no estereótipo pré-definido, da mesma forma que um conservador força o estereótipo do negro ladrão, na outra ponta existe o estereótipo do “se não tiver black power não é negro. Se não tiver de turbante não é negra que chega.” externando uma cartilha bem definida de como um negro deve ser para ser considerado negro entre eles (e aqui estou usando somente o negro como exemplo por ser o foco desse post, mas isso se estende à mulheres que queiram por vontade cuidar de casa e dos filhos, ou que queiram ter um corpão de academia, etc. Isso se estende também a muitos outros estereótipos que existem na extrema direita e nesses pequenos grupos criam suas contrapartes) o lema deles de forma honesta seria “você é livre para ser como eu”.
    “a quem interessa que uma cultura não seja apropriada por outros povos?”
    Mas claro, eu como sou branco, fazendo toda esse questionamento, estou tirando o protagonismo de Nabucodonosor, Hamurabi, do faraó Tutmés e afins.
    e por fim uma dica valiosa “apropriação cultural não existe no mundo e ainda menos no Brasil, que é miscigenado.”

    • Zin

      Duas coisas: (1) essa história do turbante é falsa; (2) leia sobre apropriação cultural e você vai ver que você está extremamente equivocado nessa sua opinião. Desculpe o transtorno.

  • Daiana Gomes

    Vish depois da criação de programas como “Encontro com Fátima Bernardes” o palco dessa gente aí está garantido…dá até náusea, o pior que que de tão tosco, você não consegue deixar de fazer um comentário de tão indignado com a vitimização dos convidados.

    • João Santana

      Logo no início do programa dela, estavam falando sobre a situação do idoso no Brasil, sobre como eles são abandonados por familiares em abrigos ou na rua, a violência que sofrem nas mãos dos filhos e netos, sobre como o Estatuto do Idoso é um marco contra tudo isso, etc. e tal. Aí um dos convidados teve a pachorra de lembrar que muitos idosos se aproveitam do Estatuto para fazer o mal — VAMOS CHAMAR OS COMERCIAIS e quando voltou nem retomou de onde o cara tinha sido interrompido.

      Debate naquele programa é assim. Eu concordo com você desde que você não discorde de mim.

    • Jean

      Cara, lembro uma vez no Altas Horas ( não me julgue, liguei a TV e estava passando ), o assunto era bullying, e do nada uma muleque pega o microfone e começa a contar seu sofrimento: era chamado de gordo. Porra, o guri começou a chorar! Cara, chorar na TV porque era chamado de gordo, é patético demais. De dar dó do pai de um sujeito desses.
      Essa geração mimizenta é patética.

      • Fábio Peres

        Pior é que o coitadismo não gera empatia. Chorar é mostrar fraqueza.

  • Monstro Medieval

    Esse efeito ferradura do puritanismo ficou evidente quando vestiram a Globeleza. Foi vitória dos militantes ou dos conservadores? Ou teria sido uma daquelas uniões dos Animes em que os inimigos se juntam pra combater um inimigo em comum?

    Anyway, o ponto defendido de quem diz que não adianta inverter gêneros ou raças é a falsa simetria, de que mulheres sempre foram tratadas como objetos e negros sempre foram excluídos e agora merecem lugar especial. Eu defendo cotas raciais em faculdades mas não faz sentido em concurso público, menos ainda em formatura. A ideia é mostrar “ei, formamos muitos negros”? Talvez seja válida.

    Particularmente defendo que se você não gosta de um comportamento, não o faça, mesmo que invertendo os papéis. Aponte o que acha errado no outro mas não repita sob qualquer justificativa.

    • Fábio Peres

      Cotas em um país como o Brasil são uma furada. Consolidamos a ideia de que a meritocracia é a única maneira certa de subir na vida – e, certo, tudo bem que esse “mérito” é bem subjetivo, mas é bem melhor do que o paternalismo dos coronéis da República Velha.

      O fato é que a meritocracia pegou, e todo mundo acha isso justo. Substitui-la por uma vaga noção de “justiça social”, tentando reparar dívidas que não foram contraídas pelas atuais gerações, é uma burrice sem tamanho.

      • Monstro Medieval

        A dívida não foi contraída mas gerações atuais se beneficiam dela e também pagam por ela mesmo sem cotas.

        • Fábio Peres

          Tá… a maioria dos que “se beneficiam”, segundo você acha, teve gerações que se sacrificaram para que os filhos tivessem algo melhor. Ninguém aqui é privilegiado, nunca foi.

          • Monstro Medieval

            “Ninguém”, muitas aspas aí. Enquanto meu tataravô estava estudando, o tataravô do pretinho estava levando chicotada, isso já é um privilégio, não?
            Minha mãe se sacrificou pra c… pra criar dois filhos sozinha mas não chega perto do sacrifício de quem tomou aquelas chicotadas.
            De qualquer jeito, você paga a dívida quando do lado da sua casa cresce uma favela com os descendentes dessas pessoas escravizadas.

          • Anderson Batista

            Mas os negros eram vendidos por negros para brancos e também para outros negros… E ai, como fica a dívida? Vale mercado futuro também?

          • Zin

            Seu uso da palavra ” negro” deixa claro como seu conhecimento histórico-social ainda é muito pequeno. Procure saber mais, de verdade.

          • Anderson Batista

            Champs, conta ai qual o termo que lhe agrada mais para falar de preto, “nego”, nigga, zulu, mussum, etc… Compartilhe conosco seu conhecimento por favor.

          • João Santana

            Malê, ou Mandinga, ou qualquer outro nome de etnia africana. Essa turma gosta é de complicar.

          • João Santana

            O que se esquece é que durante a segunda metade do século XIX muitas leis aboliram pouco a pouco a escravidão, como a lei dos sexagenários e a do ventre livre. Quando Isabel assinou a lei áurea, no Ceará já não havia escravidão desde 1873. Então é bem provável que o tataravô do pretinho da sua história já fosse homem livre. O meu tataravô era livre e comprou a alforria de minha tataravó. Infelizmente, nenhuma dessas leis trataram de incorporar o liberto na sociedade, mas isso não significou que fatalmente o negro escravo seria o originador de descendentes moradores de favelas. Juliano Moreira era filho de escravos e foi médico, o mais jovem professor da escola de medicina da Bahia, com menos de 20 anos, o médico que trouxe a psicanálise freudiana ao Brasil, que era convidado para palestrar mundo afora e que teve dezenas de livros traduzidos. Exemplo muito melhor do que Zumbi dos Palmares, escravocrata, usurpador e que tinha uma amante branca.

          • Fábio Peres

            Uma reforma agrária teria, em tese, “resolvido” o problema de muito negro que foi libertado sem indenização alguma. Entretanto, é um fato: a escravidão foi abolida em um processo muito mais lento que a anistia “ampla, geral e irrestrita” dos militares.

          • João Santana

            E agora a culpa é do ‘grande latifúndio’… O que faltou foi uma política de inclusão social por parte da República, promulgada por meio de golpe motivado justamente pela abolição total da escravatura. Obviamente os republicanos nunca concederam terras aos libertos; se isso fosse feito por meio de uma reforma agrária onde os republicanos tivessem suas terras desapropriadas, teríamos muito mais tensões campesinas do que hoje.
            Em tempo, o que a anistia tem q ver com a abolição?

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            De: Disqus
            Enviado: segunda-feira, 14 de agosto 10:15
            Assunto: Re: Comment on Militância comprova mais uma vez: O oposto do sexismo é o puritanismo Para: joaosantana@outlook.com

            “Uma reforma agrária teria, em tese, “resolvido” o problema de muito negro que foi libertado sem indenização alguma. Entretanto, é um fato: a escravidão foi abolida em um processo muito mais lento que a anistia “ampla, geral e irrestrita” dos militares.”
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            Fábio Peres

            Uma reforma agrária teria, em tese, “resolvido” o problema de muito negro que foi libertado sem indenização alguma. Entretanto, é um fato: a escravidão foi abolida em um processo muito mais lento que a anistia “ampla, geral e irrestrita” dos militares.

            9:14 a.m.,

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            João Santana

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            O que se esquece é que durante a segunda metade do século

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            muitas leis aboliram pouco a pouco a escravidão, como a lei dos …

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          • Ou muitos deles teriam vendido suas terras para os latifundiários, como ocorre na maioria das vezes hoje.

          • João Santana

            Provável que acontecesse assim, dentro de uma falta de inserção na sociedade, seja a civil, seja a mercantilista, que o beneficiário das terras acabasse as vendendo de volta.

        • Fábio Peres

          Se há algum privilegiado, é aquele que descende das primeiras gerações de fidalgos e que não precisa de boas faculdades, ou cursos, porque apenas o nome lhe dá acesso a tudo o que precisa.

          Essas pessoas não estão lutando por cotas, ou contra elas. Elas já tem sua cota garantida.

    • Ivan

      Negros não entram em universidades por serem negros?

      • Monstro Medieval

        Eu não vou explicar isso aqui.

        • Ivan

          Não vai explicar pq não faz menor sentido separar pessoas por cor, nem a besteira de divida historica, negros que não entram em faculdade não entram por causa da cor e sim da condição social e educação ruim, isso não é exclusividade de negros.

          Não importa o que seja, separar pessoas por cor é racismo.

          • Anderson Batista

            O pessoal esquece que os negros eram vendidos por “negros” para os brancos (e pasmem, até para outros negros)… Confundem comércio com racismo e se há dívida é com seus irmãos de etnia na terra de origem…

          • Ivan

            Não vejo essa divida historica com os judeus por parte da Alemanha.

      • Zin

        Você pode ler de tuítes a teses de doutorado sobre o assunto. Culpar um comentarista de blog pela sua ignorância é, no mínimo, falta de bom senso. Mas é isso. A escolha de permanecer nessa sua visão é sua.

        • Ivan

          Ta falando do que cara

          • Zin

            Do sistema de cotas, que voce ainda nao consegue aceitar e entender a importância. Sugiro muito que você vá buscar conhecimento pra conseguir entender a importância.

          • Ivan

            Vai entrar mais negros nas universidades, não por serem negros e sim por ter uma educação de base ruim, ou seja na verdade não é a cor e sim a educação ruim.

            Separar pessoas por cor é racismo pior é um tribunal racial que decide quem é negro quem é branco.

          • Zin

            Volto a te sugerir que leia sobre o assunto para evitar esse tipo de equívoco.

          • Ivan

            Qual o equivoco? Pelo que sei se entra por nota e não por cor.

          • João Santana

            Eu lembro que no final dos 2000 depois que uma universidade de medicina começou a aplicar cotas raciais no seu ingresso (somente um racista para ignorar que um animal capaz de alta miscigenação não pode ser simplesmente separado num conceito equivocado de raça), seu índice de aproveitamento caiu vertiginosamente. O reitor, coitado, foi dizer que a culpa era das cotas; foi malhado pior que Judas. Porém, de fato, a entrada de pessoas mal-preparadas pela educação básica, pelo ensino fundamental e pelo ensino médio provocaram isso. Então, o problema não eram as cotas em si, mas o péssimo ensino que o Brasil ainda tem, quase dez anos depois dessa história. O tal reitor, em sua fala, evidenciou o resultado, sem no entanto apontar sua origem.

          • Ivan

            Já vi argumentos tipo “quem passou por cota tinha nota maior dos que passaram sem” então pra que cota?

  • Tiago Lacerda

    MI MI MI….. seria um gago tentando falar militância?