De blogueiros e o SPAMDAR

contraditorium-gaydar-tn De blogueiros e o SPAMDARVocê tem um SPAMDAR? Eu tenho. O SPAMDAR é uma versão blogueira do GAYDAR, aquele 24o Sentido que, dizem, os gays usam para detectar se um sujeito foi criado por vó, faz teatro infantil, biodança ou torce pro <insira seu time desafeto aqui>. Levando-se em conta que nunca fui cantado por um gay, devo concluir que o GAYDAR funciona. (ou que os gays são mais criteriosos do que as mulheres que saem comigo. OK, melhor ficar com a primeira conclusão)

O SPAMDAR é a mesma coisa, embora não tenha nada a ver com o GAYDAR. O SPAMDAR é um radar de blogueiros, com o qual detectamos tentativas de monetização indevida. Quando um esperto resolve montar uma campanha de marketing-cunhado (também conhecido como marketing-parasita) onde usam a boa-fé dos blogueiros para divulgar subrepticiamente seus produtos.

Nota: Sempre quis usar “subrepticiamente” em algum post. Adoro essa palavra

Não tenho nada contra a boa e velha propaganda, muito menos contra posts patrocinados. Também não vejo problema nenhum em receber emails falando do site, do produto, etc, pedindo uma divulgação. Se for algo interessante, será publicado. Nós blogueiros vivemos atrás de material. Só, por favor, não abusem da nossa inocência.

Você é um blogueiro que se acha?

iamweasel Você é um blogueiro que se acha?

Uma das boas características dos blogs é trazer uma boa dose do lado pessoal do blogueiro. Mesmo os blogs “sérios” de vez em quando usam desse recurso. Para o autor é bom, é um desabafo. Ninguém vai morrer se no meio de seu blog sobre culinária Rigeliana você soltar um post eventual comentando de como seu dia foi especialmente ruim OU especialmente bom. Entretanto corre-se o risco de tornar esse recurso natural em algo artificial, falso mesmo. E seu leitor vai farejar na hora.

Tendemos a ser condescendentes quando somos o protagonista da história. É muito mais fácil eu dizer que na primeira vez que vi a Luciana Vendramini ao vivo estava muita confusão e não consegui falar com ela. Pombas, a história é minha, porquê iria dizer que todo meu discurso lindamente planejado ficou entalado na garganta e não consegui falar?