Salman Rushdie não precisa de um Aiatolá pra se atolar, basta o Facebook

Salman Rushdie é um escritor britânico nascido na Índia que ficou famoso nos anos 80 por ter enfurecido o Islã antes disso virar moda. Milhões de muçulmanos o odiaram por seu livro, Versos Satânicos, apesar de nunca terem lido. O então líder espiritual do Irã, o doce de pessoa Aiatolá Khomeini soltou uma Fatwa condenando Rushdie à Morte, por ter ofendido Maomé, Alá ou outra dessas figuras imaginárias.

Por anos ele andou escondido, protegido pelo serviço secreto britânico, provavelmente trabalhando em seu próximo livro, “Buda, o Idiota Gordo”. Com o tempo ele saiu do esconderijo e pode usufruir da vida de escritor famoso.

No caso seu esporte favorito era pegar mulher. O coroa é incorrigível, sua especialidade são filés de todas as cores e raças (um exemplo de integração) preferencialmente com metade de sua idade.

Problema é que o cara gasta tanto cérebro pensando em livros que deixa o resto a cargo do pinto, e como todo homem no planeta sabe, isso dá merda.

Deu. Rushdie se engraçou com uma dona chamada Devorah Rose, atriz com uma única entrada no IMDB, editora de uma revista que ninguém nunca viu e ex-participante de um reality show irrelevante chamado 10021, que passa no canal CW. É, aquele que ninguém assiste.

Salman Rushdie, intelectual, escritor, arrastando asa para a forma mais baixa de vida depois de comentaristas de sites de notícias, uma Ex-BBB? Mentira!

Verdade, veja a tuitada maligna que ela soltou:

salmansifu Salman Rushdie não precisa de um Aiatolá pra se atolar, basta o Facebook

 

Quis custodiet ipsos custodes? Nós mesmos.

vlcsnap-00006_thumb Quis custodiet ipsos custodes? Nós mesmos.

Se há algo que pegou de surpresa quase todos os autores de ficção científica que criaram distopias totalitaristas foi a Internet. Os futuros tenebrosos previstos sempre dependiam de governos centralizados detentores de toda a Informação.

Você só aprendia o que a escola do Governo ensinava, as notícias todas vinham de uma fonte só e o herói da história em seu grande gesto em geral instigava a população a se revoltar invadindo a TV ou rádio do vilão e repassando sua mensagem de liberdade. Foi assim em V, foi assim em Wall-E.

Foi assim na vida real também, por Séculos. O Vietnã, longe de ter sido uma derrota militar, foi uma derrota contra a mídia. Ao contrário da 2a Guerra Mundial, onde a informação era filtrada e abafada pelo tempo entre os poucos filmes serem liberados pelos militares, levados até os EUA e exibidos no cinema, no Vietnã a televisão passava em poucos dias material do front, muitas vezes sem aprovação oficial.

No total os EUA perderam 58.272 soldados mortos em combate. Os norte-vietnamitas acumularam 1 milhão de mortos. Se isso é uma vitória imagino o que chamam de derrota. Mesmo assim a opinião pública não aceitou e o Governo dos EUA perdeu o poder político para manter a guerra “no ar”.