Ainda não é hora de matar o seu designer

byehenrique_tn Ainda não é hora de matar o seu designer

Um dilema interessante para quem vive internet profissionalmente é que embora você deva estar em dia com as últimas tendências, de modo algum você pode aplicá-las indiscriminadamente.

As transições são em geral lentas, mesmo mudanças indiscutivelmente benéficas como a migração do VHS para o DVD não sáo unânimes nem instantâneas, conheço alguns cidadãos que ainda não possuem DVD. São luditas, eu sei, mas ainda assim, qualquer conteúdo lançado em DVD não os atingirá.

Na Internet durante um tempo foi comum sites pedirem toneladas de plugins, e como não havia nenhum dominante, cada grupo de sites utilizava um plugin diferente, para fazer a mesma coisa. Quem tinha o sistema operacional errado, ou não dispunha de banda suficiente para baixar o plugin, não acessava. Durante mais de um mês o site do Unikey, na época meu provedor/BBS ficou inacessível aos usuários do Netscape, funcionava apenas no Internet Explorer, que era um total e completo horror, com menos de 5% do mercado.

Motivo? O webmaster usava Internet Explorer, e para ele era o padrão, quem quisesse acessar, que o utilizasse.

A tentação de usar novas e excitantes tecnologias é compreensível, mas elas valem a pena se alienam a maior parte de seus usuários?

A Stalinização da Internet – ou: Cardoso deu na Wikipedia

115828403410_stalin_tn A Stalinização da Internet - ou: Cardoso deu na WikipediaUm espectro ronda a Internet, é o espectro do coletivismo. Esse leviatã, composto por milhares e milhares de egos dita suas próprias regras, vive segundo suas próprias leis e é o fim do indivíduo como o conhecemos.

Os projetos comunitários, como a Wikipedia e os projetos Open Source estão deixando de ser excelentes ferramentas de socialização para virarem clubes fechados, não só refratários a críticas mas ativos em tentar destruir tudo e todos que se manifestam em termos menos que ufanistas em relação a eles.

Não é mais sequer permitido você dizer que não gosta de algo, os projetos comunitários criaram uma estratégia de rejeição de críticas que seria cômica, se não trágica.

Recentemente meu artigo onde demonstro a falta de conteúdo da Wikipédia em português foi invadido por um bando de wikiotas que decidiram que a melhor forma de refutar meus argumentos era atacar minha pessoa.

Agora um desses wikiotas se deu ao trabalho de criar uma entrada na Wikipédia com o nome de Contraditorium, somente para atacar este blog e principalmente, minha pessoa. Quer saber? EU ADOREI. Eu sou fã da Luciana Vendramini, mas nem por isso venci a preguiça e escrevi uma entrada sobre ela. Para o sujeito se dar ao trabalho, deve realmente se importar comigo.

Temporada de Caça a Candidatos Spammers

cheney_tn Temporada de Caça a Candidatos Spammers

Um espectro ronda a Internet, o espectro do Spam Eleitoral. É hora de todos os poderes da Rede se unirem, em prol do bem comum, do contrário nossas caixas-postais e blogs se tornarão um reflexo das ruas, onde candidatos poluem todos os espaços, com seus santinhos, panfletos e outdoors com sorrisos falsos, rugas e culpa extirpados via Photoshop. Chega! Como dizem os gringos, The Buck Stops Here.

Este artigo traz uma lista, que infelizmente crescerá, de candidatos spammers. Conclamo todos os leitores, visitantes e até os bots do Google a NÃO votarem nesses candidatos. Mais ainda, ofereço o exemplo: Não votem, e enviem um email explicando o motivo. Spammers são spammers e em qualquer lugar do mundo só entendem duas coisas: a Força da Lei ou a Lei da Força. Usemos a segunda. Negue seu voto.

Em nosso catálogo de spammers:

  1. Paulo Renato – PSDB – SP
  2. Arnaldo Madeira – PSDB – SP
  3. Sergio Werner – PSDB – RJ
  4. Ronaldo Cesar Coelho
  5. Alexandre Bacchi
  6. Tiago Andrino
  7. Mozart Coelho
  8. Alfredo Kaefer
  9. Antonio Carlos
  10. Tati Teixeira

Agradeço aos que colaboraram, como o Lucas, o primo J e o Marcus.

The Ubuntu Plan – Freakonomics Style

eviltux_tn The Ubuntu Plan - Freakonomics Style

A maioria dos fãs não liga para esses detalhes, então não se preocupam de onde vem o dinheiro para adesivos, CDs gratuitos, equipes de marketing e desenvolvimento em diversos países e tudo mais que faz o Ubuntu ser o sucesso que é hoje.
Bem, há um plano ali. Ninguém joga dinheiro fora, e Mark Shuttleworth, o milionário sul-africano que está investindo milhões de dólares no Ubuntu está, bem… investindo. Ele tem um plano, e se for o que eu suspeito será a maior jogada da História da TI mundial. Claro, a maioria dos fanboys acha que os CDs aparecem por mágica, e que todo mundo da Canonical trabalha de graça, enchendo a barriga de idealismo.

O mundo é um pouquinho mais complicado que isso, mas Mark Shuttleworth está ciente do que deve ser feito.